O Governo do Estado, por meio da Secretaria Estadual de Desenvolvimento Social (Sedes), acaba de lançar o serviço de jantar nos Restaurantes Populares. A partir desta semana, todas as seis unidades mantidas pela gestão estadual passarão a ofertar duas refeições diárias, atendendo aos anseios das comunidades onde os equipamentos estão localizados. O anúncio oficial foi feito pelo secretário de Desenvolvimento Social, Neto Evangelista, em cerimônia realizada para os usuários do Restaurante Popular do bairro Coroado, na segunda-feira (20).
A inclusão de mais uma refeição ao cardápio dos restaurantes tem como objetivo minimizar o quadro de insegurança alimentar da população maranhense, além de incentivar os usuários ao consumo de alimentos saudáveis, com alto valor nutricional e a preço acessível, de forma a garantir a dignidade no direito ao acesso à alimentação, principalmente para a população em situação de vulnerabilidade social. O jantar será servido de segunda a sexta-feira, das 17h30 às 19h30.
Os Restaurantes Populares fazem parte da Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, enquanto equipamentos sociais que têm como princípios fundamentais a produção e a comercialização de refeições saudáveis, em condições higiênico-sanitárias adequadas, servidas em locais apropriados e confortáveis. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social, órgão executor da política de Segurança Alimentar e Nutricional no Maranhão, é também responsável pela administração dos seis restaurantes populares e de uma cozinha comunitária.
De acordo com o secretário Neto Evangelista, a partir da iniciativa de ampliar a oferta de refeições nos restaurantes populares, a preocupação do governo Flávio Dino é garantir a melhoria contínua da qualidade de acesso à alimentação pela população maranhense. “Fico feliz em anunciar o lançamento do serviço de jantar em nossas unidades de alimentação, ato que comprova a preocupação do Governo do Estado em executar ações que possam melhorar, de fato, a qualidade de vida dos maranhenses, sobretudo, diante de dados do IBGE que apontam que o Maranhão tem a pior situação de insegurança alimentar do país, o que atinge 60,9% da população”, ressaltou o secretário.
O evento de lançamento do jantar no Restaurante Popular do Coroado contou com a participação da secretária-adjunta de Segurança Alimentar e Nutricional, Lourvidia Caldas, do presidente do Conselho Estadual de Segurança Alimentar, Eurico Fernandes, e ainda do vereador Gutemberg Araújo. O lançamento acontecerá em todas as unidades do Restaurante Populares, como forma de prestigiar a comunidade que frequenta os restaurantes. A cerimônia acontecerá sempre às 18h, nas unidades da Liberdade (terça, 21), Sol e Mar (quarta, 22), Anjo da Guarda (quinta, 23) e Cidade Olímpica (sexta, 24).
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) propôs ação de improbidade administrativa, com pedido de liminar, contra três gestores do município de Presidente Vargas/MA, o pregoeiro e dois empresários. Segundo as investigações, o grupo teria fraudado o processo licitatório para prestação de serviços de locação de veículos leves, pesados, máquinas e transporte escolar.
Durante a gestão da prefeita Ana Lúcia Rodrigues Cruz Mendes, nos anos de 2013 e 2014, com a participação dos secretários municipais, Inaldo Sosa Frazão e Walterlino de Jesus Uchôa Costa, foram realizadas duas licitações na modalidade pregão, vencidas pela empresa Hidrata Construções Ltda., no montante de 1,5 milhão de reais.
O MPF/MA constatou uma série de irregularidades existentes nos procedimentos para contratação da empresa, entre elas a insuficiência da publicidade para a licitação nos Diários Oficiais do Estado e da União e em veículos de grande circulação; indicação de marcas sem justificativa técnica; superfaturamento da locação devido serviços de subcontratação ilegal, entre outras.
Tal prática ilícita contou com a participação do pregoeiro Ronaldo Silva de Oliveira e favoreceu os representantes da empresa vencedora, Washington Mendes Sampaio e Paulo Henrique Santos Aguiar. O grupo gerou prejuízos à administração pública, por prestação de serviço inadequado, uso de veículos irregulares que eram conduzidos por motoristas não habilitados na categoria exigida e contratação de carros “pau de arara”, colocando em risco à segurança dos estudantes.
Na ação, o MPF/MA requer a condenação dos demandados na suspensão dos direitos políticos, multa civil, ressarcimento ao erário e proibição de contratação com o poder público.
Mais de R$ 2 milhões foram lesados dos cofres públicos com a reforma do Hospital PAM Diamante. O rombo foi revelado em auditoria realizada pela Secretaria de Estado de Transparência e Controle que constatou crimes e atos de improbidade praticados pelo ex-secretário Ricardo Murad na contratação das obras. O valor total da reforma e adequação da unidade correspondeu a R$ 13.784.618,05. Mesmo com o valor milionário, o hospital já apresenta graves problemas na infraestrutura.
O trabalho da auditoria revelou irregularidades como dispensa indevida de licitação, ausência de projeto básico, ausência de responsável técnico pela elaboração de projeto arquitetônico, itens em duplicidade nas planilhas de custos, superfaturamento e direcionamento de licitações. As obras no Pam Diamante foram iniciadas seis meses depois que Ricardo Murad assumiu a Secretaria de Saúde. O hospital foi fechado para a reforma e a empresa Lastro Engenharia Incorporações e Indústria Ltda foi contratada, sem licitação, por R$ 4.699.818,30.
A obra, contratada em 13 de novembro de 2009, deveria durar apenas seis meses e ser concluída até maio de 2010, pois era o limite legal para as contratações emergenciais. Contudo, o serviço se arrastou ao longo de quase cinco anos. Além disso, a contratação da Lastro Engenharia Incorporações e Indústria Ltda ocorreu de forma ilegal. A lei não permitia a contratação emergencial naquela circunstância e os laudos que justificavam a situação eram datados de 2007, não sendo mais possível fazer a contratação sem licitação.
Somente o crime de dispensa indevida de licitação implica em pena privativa de liberdade com detenção de 3 a 5 anos e multa, conforme a Lei nº 8.666/93. Porém, outros problemas graves foram encontrados pelos auditores como o fato de todas as propostas apresentarem planilhas idênticas, mesmo não havendo projeto básico no processo, e teriam sido elaboradas em apenas três dias, evidenciando fraude na contratação para beneficiar a Lastro Engenharia.
A auditoria constatou também que há itens na planilha que foram mensurados em duplicidade, ou seja, a empresa beneficiária do contrato sem licitação ainda receberia duas vezes pelo mesmo serviço. Pior, foi constatado o superfaturamento em diversos itens quando confrontados com a tabela de custos do Sistema Nacional de Pesquisa de Custos e Índices da Construção Civil (Sinapi), resultando em contratação antieconômica. Alguns itens foram contratados com até 93% de superfaturamento.
Outra grave irregularidade foi que o contrato feito sem licitação foi concluído sem que a Secretaria de Saúde elaborasse o termo de recebimento definitivo da obra. Como o contrato foi sucedido por outros, a ausência da medição impossibilita constatar se os serviços contratados e pagos foram realmente executados.
Depois do contrato sem licitação no valor de R$ 4,6 milhões, a Lastro Engenharia foi novamente contratada pela Secretaria de Saúde na gestão do ex-secretário Ricardo Murad para realizar serviços semelhantes no Pam Diamante, através do Contrato nº 99/2011. Desta vez a contratação foi feita com licitação, na modalidade concorrência, mas a auditoria da Secretaria de Transparência e Controle aponta que houve fuga ao princípio da competitividade porque não ficou comprovado nos processos a data das publicações do edital em jornais e apenas a empresa Lastro Engenharia participou da licitação.
Nesse segundo contrato, houve irregularidades na assinatura de diversos aditivos. Em um deles, foram contratados serviços que já teriam sido executados. Em outro aditivo, a Secretaria de Saúde elevou o valor do contrato em percentual acima do permitido em lei. A auditoria também considerou indevidas as justificativas para alguns aditivos, pois afirmavam dificuldades quanto à capacitação de mão-de-obra e de fornecimento de materiais, demonstrando que a empresa não teria capacitação técnica e econômica para ter sido admitida na licitação.
TV de Edinho Lobão denunciou irregularidades na obra em 2012. Reveja a reportagem
O trabalho de auditoria evidenciou morosidade na execução dos serviços. O contrato assinado em 17 de maio de 2011 previa que as obras deveriam ser concluídas em 16 de maio de 2012, mas a empresa somente encerrou as atividades no canteiro de obras em 14 de agosto de 2013, com mais de um ano de atraso injustificado. Além disso, relatório fotográfico evidenciou prejuízo ao erário com a inexecução parcial do contrato.
Apesar da Lastro Engenharia não ter concluído o objeto contratado, o ex-secretário Ricardo Murad não adotou as medidas legais cabíveis contra a empresa, deixando injustificadamente de instaurar processo para a aplicação das sanções previstas na Lei nº 8.666/93, que poderiam obrigar a Lastro a pagar multa e ficar impedida de fazer novas contratações com a Administração Pública.
Outra irregularidade constatada foi quanto ao pagamento de parte da obra com recursos do BNDES sem que o banco tivesse autorizado e sem o aval da gerenciadora contratada pelo Governo do Maranhão. Mesmo tendo a Secretaria de Saúde um contrato em vigor com a empresa Proenge Engenharia e Projetos Ltda com esse propósito, os auditores observaram que não foi feita qualquer fiscalização em vários processos de medição dos serviços pagos.
O governador Flávio Dino dá mais um passo firme na garantia da educação aos estudantes maranhenses. Depois do Programa Escola Digna, para substituição de escolas de barro e taipa por estruturas de alvenaria, o Estado vai custear as despesas com intercâmbio linguístico de estudantes da rede estadual de ensino através do programa Cidadão do Mundo. Flávio Dino assinará a lei que regulamenta o benefício amanhã (21), às 16h, no Palácio dos Leões.
Serão concedidas bolsas de estudo para intercâmbio internacional em cursos de Ensino Médio e de Idiomas nas línguas inglesa, espanhola ou francesa. Os gastos serão custeados em 100% pelo Estado. O programa é direcionado a jovens entre 18 e 24 anos que tenham cursado o Ensino Médio na rede pública estadual ou em instituições de ensino vinculadas a entidades paraestatais ou em fundações sem fins lucrativos, mantidas por instituições financeiras.
O programa será gerido pela Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e a execução será realizada através do Instituto Estadual de Educação, Ciência e Tecnologia (Iema) e da Fundação de Amparo à Pesquisa e Desenvolvimento Científico do Maranhão (Fapema).
O prefeito Edivaldo realizou na manhã desta segunda-feira (20) vistorias técnicas a obras de drenagem profunda e de pavimentação asfáltica, executadas pela Prefeitura de São Luís nos bairros do São Cristóvão/Tirirical e Cidade Operária. Acompanhado do secretário de Obras e Serviços Públicos, Antônio Araújo, e da equipe técnica, o prefeito verificou o andamento dos serviços, que já estão em processo adiantado de execução.
“São obras estruturantes de grande importância, que vão solucionar problemas de alagamentos e de infraestrutura nesses setores da cidade. Estamos avançando muito nessa área, estruturando a capital para enfrentar os períodos chuvosos e melhorando significativamente a mobilidade urbana em São Luís”, disse o prefeito Edivaldo.
A vistoria iniciou pelo São Cristóvão, onde está sendo implantada uma rede de drenagem profunda com cerca de 600 metros de extensão. A obra é executada com recursos no valor de R$ 762.437,00 oriundos do Tesouro Municipal em financiamento com a Caixa.
Os canais de escoamento do sistema de drenagem nesse local começam na Rua Projetada, passando pelas ruas Onze e Joaquim Santos e terminando na Avenida Dois. A rede de drenagem profunda é composta por tubulação de concreto, com canos com diâmetro de 40, 60 e 80 milímetros, além de bocas de lobo, poços de visitas e caixas de passagens para que, mesmo quando, o volume de chuvas seja intenso, a região não volte a alagar e o asfalto que será implantado tenha uma vida útil maior.
Além do sistema de drenagem profunda, as vias atingidas pelo serviço vão receber também tratamento de drenagem superficial com a implantação de sarjetas, meios-fios e calçadas, com a finalidade de orientar corretamente o fluxo de águas pluviais, evitando o acúmulo de água sobre o pavimento, além de melhorar a acessibilidade para pedestres.
Segundo o secretário Antônio Araújo, a obra no São Cristóvão faz parte de um conjunto de ações realizadas pela Prefeitura de São Luís para melhorar a infraestrutura urbana da capital, a exemplo da drenagem profunda na Rua Coronel Eurípedes Bezerra (Turu), Rua Coronel Eliodoro (Vicente Fialho), Avenida Mário Meireles (Lagoa), canais do Cohatrac/Cohab e Renascença, entre outras, e ainda dos serviços de requalificação de vias urbanas.
De acordo com o secretário municipal de Obras e Serviços Públicos, Antônio Araújo, a previsão é que a obra seja concluída em meados de setembro. “A ausência de drenagem nessa área comprometia demasiadamente tanto a mobilidade urbana como o desenvolvimento do comércio local. Com a execução desses serviços, teremos melhorias significativas nesses aspectos e todo o sistema viário será também beneficiado, porque o trânsito na região vai ser reordenado, proporcionando maior fluidez ao trânsito nas avenidas Santos Dumont, Lourenço Vieira da Silva e Guajajaras”, disse Antônio Araújo.
O mecânico Carpegiane Sanches Santos, que trabalha em oficina na área, enalteceu a realização da obra. “Nós éramos muito prejudicados principalmente no período chuvoso, pois tudo alagava e dificultava o acesso de pessoas e veículos. Agora vai melhorar bastante tanto para os moradores da rua quanto para os comerciantes”, disse ele.
MAIS ASFALTO
Após a vistoria à obra de drenagem no São Cristóvão, o prefeito e sua equipe seguiram para a Cidade Operária, onde estão sendo executados serviços de requalificação asfáltica, por meio do programa “Mais Asfalto”, fruto de parceria celebrada entre a Prefeitura de São Luís e o governo do Estado.
Na Cidade Operária, o prefeito acompanhou os trabalhos em toda a extensão da Rua 205-SO. Além desta via, mais 100 ruas e avenidas do bairro estão sendo contempladas por serviços do programa “Mais Asfalto”, em uma extensão total de 42,13 quilômetros de malha viária da região. O investimento total do programa em São Luís é de R$ 20,6 milhões.
“Percebemos que as obras de pavimentação asfáltica na Cidade Operária estão bastante adiantadas. Isso nos deixa muito felizes porque o que queremos é dar solução o mais breve possível às demandas da população”, concluiu Edivaldo.
O aposentado Esmeraldo Dominici, 65 anos, morador da Rua 205-SO há 22 anos, disse que há décadas esperavam por melhorias em sua rua. “Nossa rua estava quase intransitável, mas, enfim, fomos vistos, e percebo que o asfalto é de boa qualidade”, disse.
Também acompanharam o prefeito nas vistorias técnicas a vereadora Bárbara Soeiro, a secretária municipal de Informação e Tecnologia, Tati Lima, lideranças comunitárias da região, entre outras autoridades.
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA), por meio da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão (PRDC), propôs ação civil pública, com pedido de liminar, contra a União, representada pela Secretaria de Patrimônio da União (SPU), e o Instituto de Colonização e Reforma Agrária (Incra), para que adotem medidas administrativas necessárias para garantir o direito à terra e à moradia dos trabalhadores rurais do povoado Santa Rosa, situado no município de Araioses (MA).
Devido à omissão do Incra e SPU, a comunidade vive em constante conflito agrário e instabilidade social, originados pela disputa de terras, que são tradicionalmente ocupadas pelos trabalhadores rurais. O conflito ocasionou o assassinato do líder comunitário Zé Nedina, além de ameaças e constantes intimidações aos integrantes da comunidade.
Em meados de 2013, MPF/MA instaurou inquérito civil para apurar denúncias feitas pela Sociedade Maranhense de Direitos Humanos sobre a demora nos trâmites dos procedimentos de regulamentação fundiária das terras, que são de responsabilidade do Incra. A espera chega a ser de 20 anos, período no qual foi realizado apenas o levantamento topográfico da região.
Assim, o MPF/MA pede a condenação da União, por meio da SPU, na adoção de todas as medidas necessárias à identificação, demarcação, cadastramento, regularização e fiscalização dos terrenos de marinha situados no povoado de Santa Rosa e na regularização fundiária das ocupações de interesse social existentes na área demarcada, além da concessão do direito real de uso resolúvel dos imóveis às famílias com registro no Cartório de Imóveis da região.
E ainda, a condenação do Incra na obrigação de adotar as medidas necessárias à conclusão dos processos administrativos nº 3510/95/INCRA e nº 54230.000674/2009-76/INCRA ou de qualquer outro que esteja relacionado com a política de reforma agrária do povoado Santa Rosa, no prazo a ser fixado em juízo.
Ato público em Araioses
No último domingo (19), foi realizado um ato público em comemoração ao Dia Municipal de Luta pela Reforma Agrária em Araioses. A data é marcada pelo anuário do assassinato do líder comunitário José Maria Lino, conhecido como Zé Nedina, camponês de Santa Rosa que desde o final da década de 1980 lutava pela regularização fundiária da terra junto ao Incra. Após um ano de sua morte, o caso continua impune.
O secretário de Ciência e Tecnologia, deputado Bira do Pindaré, em contato com o blog, nesta tarde de segunda-feira (20), disse que não existe clima de disputa interna no PSB e que o fato da Executiva estadual ter recomendado a entrega dos cargos que ocupa na administração municipal e candidatura própria na sucessão de 2016 não implicar em dizer que o assunto esteja encerrado no partido.
“Realmente a reunião aconteceu e as decisões foram tomadas por unanimidade, mas este é um tema cujo debate está aberto, tudo está sendo feito com cautela e o ambiente no partido é de diálogo. Vamos continuar discutindo o processo da maneira mais democrática possível”, observou Bira.
Segundo o secretário, que deverá ser indicado vice-presidente da Comissão Provisória de São Luís, todo o processo está sendo conduzido pelo presidente estadual da legenda, prefeito de Timon Luciano Leitoa, em comum acordo com as decisões da direção nacional.
No encontro do último domingo ficou decidido que a Executiva estadual vai nomear a nova comissão provisória, que terá como presidente o senador Roberto Rocha e como vice-presidente Bira do Pindaré. “E nós vamos continua discutindo o assunto até o momento da deliberação final”, observou