As articulações visando a sucessão municipal nas grandes cidades do Maranhão, principalmente na capital, continuam a todo vapor, porém já existe uma forte movimentação nos bastidores visando a construção de base que permita aos atuais senadores em final de mandato condições de lutar pela manutenção das duas cadeiras que estarão em disputa em 2026.
Os senadores Eliziane Gama (PSD) e Weverton Rocha (PDT) não escondem, até comentam com assessores e aliados mais próximos, que esperam contar com o apoio do presidente Luís Inácio Lula da Silva para permanecerem na Câmara Alta do Congresso Nacional.
Eliziane tem mostrado fidelidade ao presidente Lula, colocou seu mandato a serviço do governo, sendo uma das vozes mais ativas na defesa da democracia brasileira. Em 2026, como aliada de primeira hora, espera contar com o apoio do mandatário petista, que vem mostrando por ela grande admiração.
Por tudo que tem feito na defesa do presidente e pela postura que tem assumido diante de temas de interesse do governo e da população, sem dúvida, a credenciam a contar com a presença de Lula em seu palanque. Eliziane, hoje, é uma das vozes mais respeitadas do Senado ao ponto do seu nome está sendo cotado para assumir a presidência da Casa.
Derrotado na eleição para governador do estado em 2022, ficando na terceira colocação no pleito vencido no primeiro turno por Carlos Brandão (PSB), acredita que ter Lula em seu palanque é a garantia da renovação do mandato, mas existe uma corrente de aliado com mais pé no chão já aventando a possibilidade de uma candidatura à deputado federal, caso seja necessário reavaliar o plano de permanência no Senado. Weverton reivindica uma suposta amizade antiga com o petista, algo que o presidente parece não dar muita importância.
O problema maior dos dois senadores em final de mandato, no entanto, trata-se do governador Carlos Brandão e o ministro dos Esportes André Fufuca (PP), também pré-candidatos ao Senado. Brandão não esconde seu entusiasmo com o governo federal por tudo que tem feito no Maranhão e deve explorar essa proximidade com o presidente, caso resolva se candidatar, como tudo indica que vai, como trunfo.
Já André Fufuca mesmo sendo integrante de um partido dirigido pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI) que faz oposição ao governo do presidente Lula, na hipótese de manter sua pré-candidatura ao Senado, desejo já manifestado nos bastidores da política local, também pode pegar carona na popularidade de Lula no estado, já que faz parte de seu governo e tem trazido benefícios para o Maranhão.
Do jeito que o quadro está se desenhando, sujeito naturalmente a mudanças ao longo do percurso, poderemos ter as quatro candidaturas disputando um lugar no guarda-chuva do presidente. Resta saber se Lula terá condições de vir fazer campanha no Maranhão com os quatro candidatos reivindicando apoio e defendendo seu governo.
Só para se ter uma ideia da força eleitoral do presidente, em 2022 Lula venceu no Maranhão a eleição 71,14% dos votos válidos no Maranhão.
O Plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, na sessão desta quinta-feira (9), o Projeto de Lei 662/2023, de autoria da deputada Andreia Rezende (PSB), que institui ações de combate à pedofilia, estabelecendo diretrizes para prevenir e combater crimes contra crianças e adolescentes no Maranhão.
De acordo com o projeto, são objetivos da política pública de combate à pedofilia e à violência contra crianças e adolescentes: integrar organizações não governamentais e órgãos da administração pública, visando combater a pedofilia e a violência contra crianças e adolescentes, incentivar medidas educacionais e estabelecer mecanismos que estimulem as atividades de combate a esses crimes.
O projeto visa, ainda, prestar assistência aos Conselhos Tutelares, Conselhos de Defesa da Criança e do Adolescente e outros que venham a existir e que tenham o mesmo objetivo, facilitando a comunicação entre programas, ações e instrumentos; apoiar tecnicamente e operacionalmente o combate à pedofilia e à violência contra crianças e adolescentes no Maranhão; estimular a inclusão de palestras e meios de informação nas escolas; criar mecanismos para a qualificação e manutenção de profissionais voltados para o combate à violência sexual de crianças e adolescentes; e atuar conjuntamente aos órgãos de segurança pública de todas as esferas de poder, na cooperação de informações preventivas e esquematização do perfil da vítima e do pedófilo.
Segundo o projeto, o Plano de Ações Estadual de Combate à Pedofilia abrangerá as seguintes diretrizes: desenvolvimento de campanhas educativas e informativas em escolas, comunidades, meios de comunicação e internet, para conscientizar a sociedade sobre os riscos da pedofilia e os mecanismos de denúncia; realização de cursos de capacitação para profissionais da área de saúde, educação, assistência social e segurança pública, visando à identificação precoce de situações de abuso e exploração sexual infantil.
Na justificativa do projeto, a deputada Andreia Rezende afirma que sua proposição busca implementar ações que fazem parte de uma política estadual por ser de extrema importância para o enfrentamento do problema crescente de crimes relacionados à pedofilia no estado.
“A exploração e o abuso sexual infantil causam danos irreparáveis às vítimas, afetando não apenas sua saúde física e mental, mas, também, prejudicando o desenvolvimento saudável da sociedade como um todo”, afirma a deputada.
Ela explica que essa política visa proteger a infância e garantir o respeito aos direitos fundamentais das crianças e adolescentes, conforme previsto na Constituição Federal. Por meio de campanhas educativas e informativas, a sociedade será sensibilizada sobre os riscos da pedofilia, incentivando a identificação e denúncia de casos de abuso.
Além disso, conforme a deputada, a capacitação de profissionais da saúde, educação, assistência social e segurança pública possibilitará uma resposta mais adequada e efetiva em situações de abuso.
“A atenção especializada às vítimas é crucial para sua recuperação física e emocional. A criação de serviços de apoio psicossocial e jurídico permitirá o acolhimento e tratamento adequado para as vítimas de pedofilia, buscando promover sua reintegração na sociedade”.
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, apresentou, nesta quarta-feira, recurso ao Plenário do Supremo Tribunal Federal da decisão do ministro Nunes Marques que determinou o bloqueio de 15% da verba que deve ser destinada aos professores que trabalharam na rede pública estadual entre 1998 e 2006 para pagamento de honorários dos advogados do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipais do Maranhão (Sinproesemma).
O chefe nacional do Ministério Público destacou que o sindicato só habilitou os seus advogados quando a causa já estava vencida e, por isso, eles não tinham direito algum a receber honorários advocatícios.
No seu recurso, o procurador-geral citou e transcreveu a representação apresentada pelos deputados estaduais Rodrigo Lago (PCdoB) e Carlos Lula (PSB) e pelo vice-governador e secretário de Estado da Educação, Felipe Camarão: “Parlamentares estaduais e o Vice-Governador do Maranhão, em representação encaminhada à Procuradoria-Geral da República, relatam manobras adotadas, à margem da ortodoxia, na pretensão de receber a verba dos honorários”.
O deputado Rodrigo Lago ocupou a Tribuna da Assembleia Legislativa, na sessão da terça-feira (7), para explicar porque eram indevidos os honorários advocatícios aos escritórios contratados pelo sindicato. Afirmou e comprovou com documentos que os escritórios não ajuizaram ação nenhuma, porque foram os procuradores de Estado quem levaram a ação ao Supremo Tribunal Federal em 2003 e que o Sinproesemma só mandou seus advogados muito tempo depois, dizendo o sindicato “dormiu, passou 20 anos cochilando, sem defender os professores. Quem estava fazendo a defesa dos professores e da educação era a Procuradoria-Geral do Estado do Maranhão, e a sua intervenção neste processo, portanto, é absolutamente inútil”.
Após o protocolo do recurso pelo procurador-geral da República, o deputado Rodrigo Lago postou na rede social X (antigo Twitter) a seguinte mensagem: “O procurador-geral da República acabou de recorrer da decisão na ACO 661 que bloqueou 15% dos professores do Maranhão para pagar honorários. Citou e transcreveu a representação dos deputados Rodrigo Lago e Carlos Lula e do vice Felipe Camarão. Segue a luta!”.
O plenário da Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou, em primeiro turno, Projeto de Resolução Legislativa, de autoria do deputado Othelino Neto (Solidariedade), que concede a Medalha do Mérito Legislativo Manuel Beckman ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes.
A exemplo de outras concessões de honraria a personalidade que combateu a tentativa de golpe de estado, houve protesto de representantes da estrema direita, inconformada com a mão firme do ministro do STF contra os golpistas liderado pelo ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), mas a liderança do governo ajudou a aprovação da comenda.
O projeto vai agora a votação em segundo turno.
O deputado federal Duarte Jr. (PSB) tem tido atuação destacada na Câmara Federal, com aprovação de importantes projetos, luta por melhores condições salariais para categorias e articulação política junto ao alto clero de Brasília.
Nesta semana de trabalho, o destaque da atuação parlamentar de Duarte ficou bem evidente, com a aprovação da Lei Joca, de sua autoria, que permite que os pets viagem nas cabines dos aviões om os seus tutores.
Além disso, ele articulou, junto a entidades de classes nacionais, melhores condições de trabalho para condutores de ambulância e agentes comunitários de saúde e de endemias.
A semana de Duarte em Brasília foi marcada também por uma reunião com o presidente nacional do seu partido, o PSB, Carlos Siqueira, que reforçou que o deputado maranhense é uma das prioridades nacionais da sigla nas eleições de 2024. E pela reunião no Ministério da Educação em luta dos precatórios do Fundef para os professores.
Duarte segue trilhando um bom caminho como deputado federal em Brasília, com atuação cada vez mais destacada. E, com isso, ele se difere ainda mais do seu principal concorrente pela Prefeitura de São Luís, o prefeito Eduardo Braide, que passou despercebido pela Câmara Federal.
Faz mais de uma semana da misteriosa morte do jornalista Maldine Vieira numa casa noturna de São Luís e até o momento não se tem informação exata sobre o que aconteceu na Mansão da Rosana dia primeiro de maio, em pleno feriado do Dia do Trabalhador.
Nesta manhã se quarta-feira (8), em pronunciamento na tribuna da Assembleia Legislativa, o deputado Dr. Yglésio cobrou da autoridade policial celeridade na elucidação do caso e solicitou que a imprensa local não deixe cair no esquecimento, a exemplo do que aconteceu por algum tempo com o caso do assassinato do jornalista Décio Sá.
Segundo o parlamentar, é muito grave o que acontece, já completou mais de uma semana e não se chegou até agora a pelo menos um indício de apontamento em relação ao que foi, de fato, investigado pela Polícia, situação, segundo ele, extremamente estranha.
“O blogueiro Maldine Vieira enfrentava um momento difícil na vida, um momento que nenhum de nós e nenhum pai quer ver um filho enfrentando e nessa situação, foi levado por uma pessoa que ele criticava antes nas redes sociais para uma casa noturna aqui em São Luís. Uma situação tão grave em que o Maldine vítima dessa enfermidade gigantesca que ataca a vida das pessoas, entrou numa espécie de surto lá dentro. E se eu sou amigo de alguém, se tem dez pessoas em uma mesa, se a solidariedade humana ainda existe, essas dez pessoas, mesmo que estejam em momento de recreação, vão pegar ali, ao ver uma pessoa que estava sob efeito de substâncias químicas, em surto, cair em uma piscina”
Conforme o parlamentar, que é médico, Maldine foi deixado na piscina e questionou como uma pessoa de 1m75 morre afogada em uma piscina que tem mais ou menos aí 1m60 de profundidade. “São coisas que não dá para entender. Isso está sendo colocado como se fosse uma grande fatalidade, não foi. Nós estamos falando aqui de um possível homicídio culposo. Como é que a pessoa, que leva o Maldine para o local, se nega a colocá-lo no carro para a partir daí deixar o Maldine chegar à UPA já numa condição de morte?”.
Para Yglésio, esse fato tem que ter uma atenção dos órgãos de Polícia. “Não dá para simplesmente dizer que foi uma fatalidade. O laudo do IML diz que morreu afogado, que não foi por nenhum abuso de substâncias, não foi o coração que parou, foi o pulmão que encheu de água enquanto 10 pessoas celebravam numa mesa. Então, existe uma omissão caracterizada”.
O prefeito Eduardo Braide (PSD) não pode se isentar ou ser isento do mais recente debate sobre o abandono do Centro Histórico de São Luís. Afinal, a administração municipal tem suas responsabilidades sobre a deterioração a olhos vistos do Patrimônio Cultural da Humanidade.
A insegurança, que faz as pessoas terem medo de circular pela região e, quando o fazem, se tornarem vítimas da violência, é potencializada pela falta de iluminação pública. Quando a noite chega, a escuridão toma conta de boa parte das ruas do Centro da capital maranhense. É na falta de luz que agem os assaltantes e arrombadores que tomaram conta do espaço conhecido como “Reviver”.
O enfraquecimento da Feirinha São Luís, que já não atrai mais a população como antes, também vai na conta da administração municipal. Sem público, empresários que vendem, principalmente, alimentos e bebidas no local contabilizam os prejuízos. Além disso, apresentações culturais não recebem por participações na Feirinha há meses.
A limpeza urbana naquela região é outro ponto deficitário da gestão de Eduardo Braide. Uma caminhada simples é o bastante para testemunhar o descarte irregular de lixo e a falta de recolhimento dos resíduos.
Estes pontos, que não passam despercebidos pelos turistas que visitam o espaço, colaboram para o esvaziamento do Centro Histórico de São Luís, antes conhecido pela efervescência cultural, e agora cada vez mais sinônimo de medo e abandono.
