O governador Flávio Dino (PCdoB) deve anunciar, ainda nesta tarde de quarta-feira (02), o advogado Carlos Lula como substituto da odontóloga Rosângela Curado na subsecretaria de Saúde do Estado.
O novo subsecretário já auxilia juridicamente o governador, sendo uma dos adjunto da Casa Civil. Ele foi convidado e aceitou assumir o cargo que ficou vago após a saída de Curado.
Pré-candidata à Prefeitura de Imperatriz, Rosângela pediu afastamento da função para assumir o mandato de deputada federal na vaga do deputado Weverton Rocha, que está se licenciando para tratar da organização do PDT no Estado.
Lula será substituído na subchefia da Casa Civil pelo também advogado Valdir da Rocha Ferreira Neto.
O comerciante de terras conhecido como Nestor voltou a infernizar a vida de milhares de pessoas na manhã desta quarta-feira (2) em São Luís. Usando crianças como escudo, ele liderou dezenas de pessoas e interrompeu outra vez o trânsito na Beira-Mar.
Tudo para tentar pressionar o governo do Estado a desapropriar área de seu interesse visando uma espécie de autorização legal para seguir com o lucrativo negócio das ocupações urbanas.
A atitude de Nestor beira a intolerância e mesmo irresponsabilidade, pois o governo do Estado já recebeu os manifestantes por diversas vezes visando negociar de forma pacífica uma alternativa para o grupo liderado pelo comerciante Nestor. Se predispôs, inclusive a inclui-los no programa Minha Casa Minha Vida. De nada adiantou.
O governo continua aberto ao diálogo e prova maior disso é que neste momento Nestor e outros manifestantes estão sendo recebidos no Palácio pelo secretário Chico Gonçalves (Direitos Humanos e Participação Popular) e outros membros do governo para dialogar e resolver o impasse. Contudo, o governo não pode adotar nenhuma medida contrária à Constituição e as leis.
É importante frisar que compete também ao governo do Estado garantir os direitos da população não representada pelo comerciante de terras Nestor, que tem sido prejudicada em seu legítimo direito de ir e vir. (John Cutrim)
O presidente estadual do PDT, deputado Weverton Rocha, vai se licenciar da Câmara Federal por 120 dias, deixando a cadeira para a subsecretária de Saúde do Estado, Rosângela Curado, candidata a prefeita de Imperatriz.
Rosângela deverá se reunir nesta tarde desta quarta-feira (2) com o governador Flávio Dino para informar sobre seu afastamento do cargo.
Weverton vai aproveitar o período de licença para se dedicará à organização do PDT no Maranhão visando preparar a legenda para as eleições de 2016.
Numa solenidade prestigiada pelas autoridades locais e familiares de policiais, ocorrida na noite dessa segunda-feira (31/08), o prefeito Leo Coutinho, convidado especial do evento, fez a entrega da mais alta comenda conferida pela Polícia Militar, a Medalha Brigadeiro Falcão, aos militares agraciados pelo comando-geral da Corporação.
A ocasião foi marcada também pela promoção de oficiais do 2º Batalhão de Polícia Militar, que teve oito oficiais promovidos pelo governador Flávio Dino, como forma de reconhecimento pelos bons e relevantes serviços prestados à sociedade maranhense.
“Sinto-me feliz em ser parceiro de um governo que em apenas oito meses de gestão pública, vem corrigindo distorções históricas dentro da Polícia Militar, que enfrentava um problema grave na promoção de policiais, que passavam anos e anos na esperança de serem reconhecidos pelo Estado. Hoje, essa realidade é completamente diferente, e a prova disso são os milhares recém-promovidos pelo governador Flávio Dino. Parabéns aos promovidos e suas famílias”, disse o prefeito Leo Coutinho em discurso aos policiais militares.
Apesar da pressão exercida pelos Fecury, o senador João Alberto de Sousa (PMDB) já comunicou a interlocutores que não pretende se licenciar do mandato para permitir a ascensão do suplente Clovis e ajuda-lo a manter o DEM sobre seu controle.
João Alberto tem argumentado que, na condição de presidente da Comissão de Ética do Senado, indicado pelo PMDB, não faz sentido entregar o posto em plena efervescência da Lava Jato.
A decisão do senador acirrou ainda mais a disputa pelo comando do partido no Maranhão, onde o suplente de senador Clovis Fecury tenta se manter no cargo, mesmo sem a titularidade do mandato.
O cerco ao presidente nacional do DEM, senador Agripino Maya, apertou ainda mais a partir da recusa de João Alberto em não se licenciar da presidência da Comissão de Ética do Senado.
Clovis Fecury esperava assumir o mandato para evitar assédio à legenda, mas diante da reação de João Alberto vai ter que continuar medindo força. O deputado Juscelino Filho, por exemplo, acompanhado de mais dois parlamentares de outros estados, já estiveram com Agripino tratando do assunto.
É sempre bom lembrar que para partido político o que conta é mandato na Câmara Federal ou Senado.
O prefeito Edivaldo iniciou a semana realizando uma série de vistorias na cidade. A visita às obras começou pelo São Bernardo, onde estão sendo realizadas obras de drenagem profunda e pavimentação. A vistoria continuou durante todo o dia com visita aos bairros Jardim São Raimundo, Cidade Operária e Forquilha. Entre os serviços que estão sendo realizados na região estão os de drenagem e requalificação asfáltica. As melhorias beneficiarão tanto os moradores quanto quem trafega pelos locais.
“Estamos trabalhando em várias frentes para que mudanças efetivas possam beneficiar os ludovicenses. Em algumas regiões a população esperava ansiosa por melhorias. Agora, com as ações do poder público municipal e com as parcerias firmadas com o Governo do Estado, estamos avançando e chegando a esses locais”, destacou o prefeito Edivaldo.
No Jardim São Raimundo, a população esperava há mais de 21 anos por melhorias no bairro. No local, serão realizados em 19 ruas os serviços de terraplanagem, drenagem superficial, pavimentação, meio-fio, sarjeta e nova iluminação. Na Forquilha, está sendo implementada uma rede de drenagem profunda com cerca de dois quilômetros de extensão. Na região, também serão realizados os serviços de requalificação asfáltica. À noite, o prefeito esteve com a comunidade local e foi muito bem recepcionado, ao anunciar o início do trabalho de infraestrutura na área.
“Iremos fazer aqui um trabalho completo. O bairro será outro depois da conclusão da obra e hoje podemos ver a alegria das famílias em saber que o seu bairro vai ser transformado para melhor”, disse o prefeito Edivaldo acrescentando que depois de dois anos e meio, estão sendo colhidos os frutos do que foi planejado. “Nós plantamos a boa semente e agora estamos colhendo os bons frutos e os bons frutos são as obras que estão espalhadas em vários pontos de São Luís”, destacou.
Já na Cidade Operária, os resultados das ações já podem ser contabilizados. Mais de 100 vias estão sendo beneficiadas com os serviços do programa “Mais Asfalto”. O aposentado Esmeraldo Dominici, 65 anos, morador da Rua 205-SO há 22 anos, disse que há décadas esperavam por melhorias em sua rua. “Nossa rua estava quase intransitável, mas, enfim, fomos vistos, e percebo que o asfalto é de boa qualidade”, disse.
Os serviços, além de promover a melhoria da trafegabilidade nos locais contemplados, têm o objetivo de facilitar o escoamento da água da chuva evitando, assim, os alagamentos e permitindo uma vida útil maior ao asfalto. “São serviços que irão mudar a realidade dos moradores e resultarão em melhorias na qualidade de vida da população ludovicense”, concluiu o prefeito Edivaldo.
“NÃO DÁ PARA ACREDITAR
Por Zé Reinaldo
A presidente Dilma definitivamente parece viver em outro planeta. É impossível que ela não tenha um mínimo de sensibilidade com o rápido desmoronamento das condições de vida do brasileiro e da situação socioeconômica do país. Parece não saber que o desemprego está chegando a níveis alarmantes, a inflação corrói sem pena as finanças familiares, principalmente as dos mais pobres. Como se não bastasse os indicadores financeiros que mostram o país piorando a cada dia, a inadimplência aumentando… Tudo isso exige dela uma resposta à nação e ela simplesmente só dá mostras de que está totalmente perdida, chegando ao ponto de apresentar como solução a recriação do famigerado “imposto do cheque”, a CPMF, extinta pelo Congresso no auge do poder de Lula.
Dilma e sua equipe parecem não entender que a gravidade do momento requer do governo uma resposta responsável que enfrente as raízes dos problemas que na verdade foram criados no seu primeiro mandato. O mesmo sobre o qual lhe coube a alcunha de “direção temerária”, por muitos atribuída.
Sem resolver problemas fundamentais – e para isso é preciso que se os reconheçam primeiro – nada pode ser feito para valer. Dilma parece não saber que o governo gasta muito mais do que arrecada e que isso leva ao aumento insuportável dos juros, que impedem a nação de crescer e investir. Qualquer dona de casa sabe disso, mas Dilma acha que, para resolver, basta aumentar ou criar mais impostos, que já chegam a insuportáveis 35 por cento, uma das maiores cargas tributárias do mundo. E assim vai o governo, criando despesa atrás de despesa, sem que isso tenha reflexo na melhoria de vida da população, pois todos sabem que os serviços que o governo põe à disposição são sofríveis.
Não bastasse isso, as reformas fundamentais no sistema de previdência, o aprimoramento do SUS, a reforma tributária, e o engessamento do orçamento com despesas que chegam a 92 por cento – fazendo sobrar pouca margem de manobra para investimento – não é nem sequer mencionado. O excesso de gastança com 39 ministérios e 22 mil cargos em comissão que só servem para abrigar gente muitas vezes sem as qualificações necessárias para fazer concursos públicos e ser admitidas pelo mérito funcionam apenas para criar instâncias burocráticas desnecessárias e que acabam por aumentar a infernal burocracia de um governo que se revela ineficiente, gastador e que dificulta a ação da iniciativa privada.
O governo gasta muito e gasta mal, despende sem freios, pois não está limitado pela Lei de Responsabilidade Fiscal, que hoje só limita gastos de estados e municípios.
Em outras palavras, não existem limites para o crescimento da despesa com pessoal e nem de endividamento do estado, que muitas vezes avança sobre recursos estaduais e municipais e repassa encargos sem previsão orçamentária a esses entes federados. Com isso, não existe um estado federado de forma plena no país, mas sim uma concentração de poderes e recursos no governo federal, sem que isso resulte em melhorias para a população. Tampouco existe uma aferição de resultados de programas de governo que são lançados com o anúncio de boas intenções, mas que são mal executados e mal concebidos, sem metas quantificadas que justifiquem a gastança.
Dentro desse quadro, o governo ensaiou relançar a CPMF e, debaixo da indignação causada e da certeza de que não seria aprovada, recuou, principalmente depois que os governadores se negaram a dar apoio a essa aventura. Com isso a presidente perdeu o que lhe restava de apoio na classe empresarial e na classe média, uma verdadeira atitude kamikaze que só fez aumentar o desejo do povo de vê-la pelas costas. Enfim, Dilma age como se tivesse desorientada, muito longe da realidade problemática do país.
Para encerrar, conto um fato ocorrido na última vez em que estive no programa Avesso, da TV Guará. Programa, aliás, muito bem conduzido por Américo de Azevedo Neto. Este mesmo que, na ocasião, me perguntou o que eu achava de uma afirmação do senador Roberto Rocha de que iria, sozinho, escolher o candidato a prefeito pelo PSB em São Luís. Respondi-lhe então que o senador não conhecia a cultura do partido, um partido de base em sindicatos rurais, em que ninguém mandava e tudo era resolvido coletivamente por votação das instâncias partidárias. E que dessa forma seria feito novamente na escolha do candidato do partido em São Luís. Não o agredi e nem o insultei, apenas alertei que o partido era diferente de outros por onde andou o senador.
Para minha surpresa, este reagiu com muita agressividade, tentando me insultar, como se isso fosse mudar alguma coisa dentro do partido. Pois bem, o senador que, em discurso, chama a si mesmo de “senador Roberto Rocha”, no último sábado, durante a reunião estadual, que contou com a presença do presidente nacional, sentiu de perto o efeito de desconhecer a realidade do partido.
Depois que uma entusiasmada plateia lançou o nome de Bira do Pindaré para concorrer ao cargo de prefeito da capital, e do discurso de aceitação do próprio Bira, o senador, ao fazer o uso da palavra, e sem levar em consideração o desejo dos militantes, resolve – como se fizesse uma concessão – repetir que quem escolhia o candidato, como presidente do Diretório Municipal, era ele. E que assim se lançava candidato a prefeito da capital.
Não sei o que Roberto Rocha pensou, talvez contasse com o delírio da plateia, já que ele, senador, descia das alturas para se lançar candidato. Não sei mesmo o que pensava, mas o resultado da falta de conhecimento da cultura partidária só lhe valeu uma sonora vaia por desafiar o desejo das bases partidárias. Não bastasse isso, teve que ouvir do presidente estadual e do presidente nacional que essa decisão pertencia não a uma pessoa, mas às instâncias partidárias como um todo.
Se me tivesse ouvido…”