
Aterro da Ribeira, hoje, nem de longe lembra o lixão infestado de ratos e urubus
Além das ações na área de empreendedorismo no campo, saúde e urbanização em diversos bairros da cidade, o prefeito Edivaldo tem se destacado também como gestor pioneiro na implantação das metas estabelecidas pela Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS). O maior exemplo voltado para essa ação é o novo Aterro da Ribeira, localizado no Distrito Industrial. Antes cenário de degradação humana e ambiental, o local hoje é se destaca no gerenciamento de resíduos sólidos e orgânicos.
O local recebe todos dia cerca de 1.300 toneladas de resíduos, resultado da coleta realizada em todo o município de São Luís. Esse material é compactado e enviado para a Central de Tratamento de Resíduos (CTR), administrada pela empresa Titara, localizada no povoado Buenos Aires, município de Rosário (distante 60 km da capital). O aterro sanitário possui uma área de 180 hectares e tem capacidade para tratar até 2,3 toneladas de resíduos sólidos e orgânicos. Sua vida útil é de 32 anos.
Prestes a completar um ano de seu fechamento operacional, ocorrido em julho de 2015, o novo Aterro Sanitário da Ribeira está praticamente recuperado depois de passar por um processo de restauro físico e ambiental. Foram 15 anos recebendo tanto resíduos orgânicos quanto materiais inertes. Sem nenhum manuseio adequado e redirecionamento no descarte, no local os resíduos se misturavam ao odor do chorume e atraíam centenas de urubus.
Para o prefeito Edvaldo, a tomada de decisão de colocar fim às operações do antigo aterro gerou impactos positivos ambientais, econômicos e, principalmente, de humanização das pessoas que trabalhavma na coleta dos resíduos. “Foi mais um marco importante e histórico para a nossa cidade. Com essa iniciatva da nossa gestão, São Luís figura como uma das primeiras capitais do país a obedecer e ser regida pela Política Nacional de Resíduos Sólidos. Os resíduos são destinados para um local ambientalmente correto, moderno, que atende a todas as exigências legais. Uma nova etapa nas políticas públicas relacionadas ao meio ambiente, buscando meios de desenvolvimento sustentável”, afirmou o prefeito Edivaldo.
A Prefeitura de São Luís executa ainda um novo plano de ação de limpeza pública, no qual está inserido um contingente de 600 novos agentes de limpeza, além de 40 novas máquinas. A ação sinaliza um incremento considerável de equipes de trabalho nas ruas, avenidas e logradouros da capital para otimização dos resultados deste serviço.
Operação
Ao chegar uma caçamba cheia de resíduos, coletado num dos bairros de São Luís, no aterro, ela segue direto para um dos dois transbordos existentes no local. É uma espécie de fosso, a fim de que os caminhões descarreguem os resíduos domiciliar e público. O material descarregado pelas caçambas é carregado em caminhões de maior e, envolto por uma lona especial, segue viagem com total segurança, pela BR-135, até a CTR de Rosário. A média é de três viagens por turno.
A Prefeitura também providenciou a recomposição do solo do antigo aterro. A primeira providência foi cessar o despejo material orgânico. Hoje o espaço recebe apenas materiais inertes, como metais e resíduos da construção civil. Com o auxílio de uma escavadeira e dos ajudantes de aterro, o material é separado em contêineres identificados e divididos em ferro, plástico e madeira. Em volta de todo o perímetro do aterro existe um monitoramento geométrico ambiental de águas superficiais, com drenagem e colocação de grama, para a recuperação da área.
“Quem conheceu este local antes fica admirado com a transformação que o aterro sofreu. Onde víamos um monte de dejetos e pessoas em local insalubre e degradante, vemos agora os manejos acontecerem de forma planejada. O novo visual impressiona pela organização”, descreve o encarregado do transbordo Luiz Marques.
No atual Aterro Sanitário da Ribeira não se vê mais catadores de resíduos. Antes, a cada caçambra despejada, os grupos corriam para separar o que encontravam, sem nenhum critério de higiene. Urubus e o mau cheiro do chorume tornavam o ambiente sub-humano. “O prefeito Edivaldo foi o único gestor que enfrentou este desafio, ao avançar num novo planejamento integrado de resíduos sólidos”, disse o secretário de governo de São Luís, Lula Fylho.
Agora agentes de limpeza e ajudantes de aterro que trabalham no Aterro da Ribeira são equipados e recebem instruções de como melhor manusear os resíduos. Eles se sentem até orgulhosos de fazerem parte do processo de transformação do lugar e ao meio ambiente.
O agente de limpeza José de Ribamar Silva Viana comenta que as mudanças serviram para, inclusive, trazer mais autoestima aos profissionais. “Só porque lidamos diariamente com materiais descartados não significa que temos que trabalhar de qualquer maneira. Aqui recebemos todas as orientações e o serviço acaba sendo feito com boa qualidade”.
Já o ajudante de aterro Anderson dos Santos Cruz presta serviço no alto do aterro, onde antes se amontoavam dejetos orgânicos e sólidos. Um local em que a terra está sendo tratada com o próprio material inerte despejado. São entulhos de construção civil que são separados e reaproveitados na compactação da área. “Tudo aqui é organizado por setor. Trabalha-se num bom ambiente para que o aterro não se torne o que foi. Tudo aqui mudou, pra melhor”.
Outras Ações
O prefeito Edivaldo incrementou o envolvimento da população em ações de desenvolvimento sustentável ao buscar caminhos de geração de trabalho e renda, a partir da formação de cooperativas de catadores, para aliar trabalho e sustentabilidade e garantir a essas pessoas auferir ganhos com a coleta seletiva.
A política de gestão correta e adequada de resíduos, que está sendo colocada em prática na cidade tem a coordenação do Comitê de Limpeza Urbana da Prefeitura que tem como objetivo profissionalizar a destinação dos resíduos sólidos. O prazo para os municípios atenderem aos preceitos da Lei Nº 12.305/10, que instituiu a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) vai até o ano de 2018, mas a Prefeitura de São Luís já está cumprindo a determinação e deve avançar ainda mais com as medidas que serão implementadas.
Outra iniciativa que integra a política de resíduos sólidos implantada na administração do prefeito Edivaldo foi a abertura do primeiro Ecoponto da cidade que fica na Avenida dos Africanos. O projeto visa atender os geradores e transportadores de pequena quantidade de resíduos, com volumes inferiores a 2m³, transportados por veículos como pick-up, carrinhos de mão ou carroças. Os condutores de veículos de tração animal são os grandes usuários destas unidades, pois têm como principal atividade o transporte de resíduos.
“Para atingirmos o cenário ideal, temos um longo caminho pela frente, mas, estamos trilhando de forma responsável e planejada. Prova disso foi o esforço do prefeito Edivaldo para implantarmos o projeto dos Ecopontos, os quais foram estudados e mapeados de acordo com as áreas de maior concentração de descarte irregular e inadequado de resíduos, os populares lixões”, enfatizou a presidente do Comitê de Limpeza Urbana da Prefeitura de São Luís, Carolina Estrela.
A previsão é que sejam implantadas 10 unidades do tipo – todas em pontos da cidade que sofram com o descarte irregular. Outros três novos Ecopontos já estão em fase de implantação na área Itaqui-Bacanga, no Bequimão e no Turu. Os produtos recicláveis coletados nesses pontos serão enviados as cooperativas de reciclagem.
A Prefeitura de São Luís tem intensificado operações de fiscalização contra o descarte de resíduos em locais proibidos. As ações têm como objetivo coibir o descarte irregular e autuar os infratores. Segundo a Associação Brasileira de Empresas de Limpeza Urbana (Abrelpe), seis de cada 10 municípios brasileiros destinam seus detritos para lixões. Cada um dos 1.014.837 habitantes de São Luís produz, em média, 1,37 quilo de resíduos que, após ser recolhido, acaba em um lixão. Mas a capital maranhense não é a única.
Pela nova política nacional, é proibido o lançamento de resíduos sólidos em praias, no mar ou em quaisquer corpos hídricos; o lançamento in natura a céu aberto, excetuados os resíduos de mineração; a queima a céu aberto ou em recipientes, instalações e equipamentos não licenciados para essa finalidade. São proibidas também, nas áreas de disposição final de resíduos ou rejeitos, a utilização dos rejeitos dispostos como alimentação; a catação/criação de animais domésticos; e a fixação de habitações temporárias ou permanentes.
As cerca de 1.300 toneladas de resíduos coletados em bairros de São Luís, depois de passar pela estação de transbordo localizada no Aterro da Ribeira em São Luís e seguir viagem em carretas padronizadas rumo à Central de Gerenciamento Ambiental, no município de Rosário, recebe tratamento dentro dos padrões internacionais.
Por meio da utilização de novos materiais e da evolução dos processos operacionais, os resíduos não simplesmente são jogados, mas tratados de maneira adequada. Há, também, um sistema de captação do chorume para posterior tratamento. Ele é coletado por meio de drenos, encaminhados para o poço de acumulação, de onde, nos seis primeiros meses de operação, é recirculado sobre a massa de resíduos aterrada. Após esses seis meses, quando a vazão e os parâmetros já são adequados para tratamento, o chorume acumulado é encaminhado para a estação de tratamento de efluentes.
No aterro sanitário existe uma cobertura diária dos dejetos, evitando mau cheiro e poluição visual, havendo uma disposição dos resíduos sólidos. Não há catadores em atividade no terreno e a quantidade de resíduos que entra é totalmente controlada. O local também conta com um sistema de captação e armazenamento ou queima do gás metano, resultante da decomposição da matéria orgânica. Ao final da vida útil do aterro sanitário, a empresa será responsável por efetuar um plano de recuperação da área.
A coluna Radar, da Veja Online, trouxe ontem a informação de que o ex-senador José Sarney está abatido por conta das inconfidências do amigo Sérgio Machado, o caixa do PMDB, que entregou os caciques do partido na Lava Jato.
Conforme a coluna, Sarney diz que “o ex-presidente da Transpetro o tratava como “pai” e que foi de Sérgio Machado a iniciativa de procurá-lo para pedir apoio”.
Machado disse em delação premiada que entregou R$ 20 milhões para Sarney e que R$ 50 milhões foram divididos entre Renan Calheiros e Romero Jucá.
O ex-presidente vinha passando despercebido e até elogiado por ainda não ter sido citado como beneficiário de esquema de corrupção, mas veio justamente o amigo Sérgio Machado e entregou tudo, revelando ao país a verdadeira face de Sarney, um camaleão da política, conforme definiu o ex-deputado Domingos Dutra.
A delação de Machado colocou Sarney no olho do furação e alvo da Lava Jato.
MÁRCIO FALCÃO
AGUIRRE TALENTO
Em sua delação premiada, o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado afirmou que pagou ao menos R$ 70 milhões desviados de contratos da subsidiária da Petrobras para líderes do PMDB no Senado.
Segundo o relato de Machado, a verba foi repassada para o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), o senador Romero Jucá (PMDB-RR), e para o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP).
A maior parte da propina teria sido entregue para o presidente do Senado, sendo R$ 30 milhões. Renan é considerado o padrinho político de Machado e principal responsável por dar sustentação a ele no cargo, que
ocupou por mais de dez anos.
O ex-presidente apontou ainda aos investigadores que Jucá e Sarney levaram do esquema R$ 20 milhões cada um. Não há detalhes sobre como Machado teria feito esses repasses, que foram desviados da empresa que é responsável pelo transporte de combustível no país.
A colaboração traria ainda indicações de recursos para os senadores Edison Lobão (PMDB-MA) e Jader Barbalho (PMDB-PA).
A delação de Machado já foi homologada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) e a Procuradoria-Geral da República avalia os depoimentos para as investigações. Os depoimentos indicaram o caminho do dinheiro passado para os peemedebistas.
Entre as suspeitas está a de que os peemedebistas teriam recebido parte da propina em forma de doações eleitorais, para facilitar a vitória de um consórcio de empresas em uma licitação para renovar a frota da Transpetro.
Diante das colocações do ex-presidente da Transpetro, a expectativa é de que a Procuradoria ofereça as primeiras denúncias contra os integrantes da cúpula do PMDB no Senado. Segundo pessoas próximas às investigações, os depoimentos de Machado são um dos melhores entre as delações fechadas porque revela detalhes e não apenas indicações ou referências do que teria ouvido sobre o esquema.
Machado fechou delação depois que as investigações contra ele e um de seus filhos avançaram, sendo que ficou com receio de ser preso. Ele teve seus sigilos bancário e fiscal quebrados pelo juiz Sergio Moro.. O ex-presidente da Transpetro chegou a fazer gravações de conversas com Renan, Sarney e Jucá que foram entregues para a Procuradoria, nas quais são discutidas medidas para travar o avanço da Lava Jato.
No diálogo com Machado, Jucá chegou a falar em um pacto que seria para barrar a Lava Jato. Dias após assumir o Ministério do Planejamento, a Folharevelou a gravação e Jucá deixou o cargo voltando ao Senado.
Outro diálogo revelou que Renan chamou o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, de mau caráter e disse que trabalhou para evitar a recondução dele para o comando do MP, mas ficou isolado.
OUTRO LADO
O senador Renan Calheiros (PMDB-AL) e o ex-presidente José Sarney não comentaram os novos detalhes da delação de Sérgio Machado.
A Folha ligou e enviou mensagem ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) na noite de sexta (3), mas ele também não se manifestou até a conclusão desta edição.
Em manifestações anteriores, Renan Calheiros já afirmara que todas as doações de campanha recebidas por ele foram legais e aprovadas pela Justiça.
No final de maio, ao comentar a divulgação de uma conversa que teve com Sérgio Machado, o presidente do Senado afirmou que não poderia se responsabilizar por “considerações de terceiros sobre pessoas, autoridades ou o quadro político nacional”.
Sobre Machado, Sarney também já havia afirmado que o conheceu há “muitos anos”.
“Fomos colegas no Senado Federal e tivemos uma relação de amizade, que continuou depois que deixei o Parlamento”.
Em relação às conversas que o ex-presidente da Transpetro gravou, Sarney também já havia dito que os diálogos foram “sempre marcados “pelo sentimento de solidariedade, característica de minha personalidade”.
“Nesse sentido, expressei sempre minha solidariedade na esperança de superar as acusações que enfrentava. Lamento que conversas privadas tornem-se públicas, pois podem ferir outras pessoas que nunca desejaríamos alcançar”, diz a nota assinada pelo ex-presidente também no final do mês passado.
A Folha não conseguiu localizar os senadores Edison Lobão e Jader Barbalho na noite de sexta.

Prefeito de Timon, Luciano Leitoa
Imagine ter acesso a uma escola pública de qualidade com ar-condicionado, merenda balanceada todos os dias, fardamento gratuito, professores qualificados constantemente, projetos de incentivo ao completo desenvolvimento dos alunos e escolas monitoradas por câmeras? Isso acontece em Timon, cidade do interior do Maranhão que fica a 400 km da capital, São Luis. A gestão do prefeito Luciano Leitoa tem dado aula a outros gestores de municípios brasileiros e prova que é possível garantir desenvolvimento para uma cidade mesmo em épocas de crise econômica.
O mais interessante desse novo momento vivido pela cidade de Timon, é que a prioridade tem sido investir em pessoas. Além de garantir investimentos financeiros para a cidade, o gestor municipal, que assumiu a prefeitura em 2013 em estado precário, salários atrasados e até a presença de escolas de taipa, tem tido atenção com a pessoa humana. Esse cenário é todo real e pode ser conferido na satisfação das pessoas que enxergam em Luciano um homem de vida pública regada pelo compromisso.
“É muita honra nesses últimos meses estar reinaugurando as modificações que foram feitas nas escolas. Tem influenciado muito no aprendizado dos alunos e no conforto dos profissionais que trabalham no dia a dia”, disse Luciano Leitoa.
O legado construído para a educação de Timon tem sido a marca do seu governo. Para ele, este é um processo que servirá em longo prazo e irá garantir aos pequenos estudantes uma base sólida de conhecimento e dedicação com a cidadania. As ações vão além de melhorias físicas, que incluem equipamentos, reformas e climatização. O trabalho integrado que é realizado inclui valorização do profissional da educação com pagamentos em dia e aproximação da escola com a família. Todas essas peças têm sido encaixadas como um grande quebra-cabeça e os resultados vão além de satisfatório.
Nas várias inaugurações oficiais realizadas durantes o mês de maio e que devem ocupar datas do calendário do mês de junho, o que se tem notado é o sentimento de gratidão dos pais por verem que o voto de confiança dado ao gestor nas urnas em 2012 tem sido correspondido com a mudança na realidade da vida dos pequenos estudantes.
Driblar a crise econômica e a instabilidade política é um ato de coragem e que necessita de planejamento. Alguns podiam não creditar ou desconfiar da ousadia de Luciano em querer tornar as escolas do município com qualidade superior a muitas escolas particulares. Sempre presente nos seus discursos, a Educação faz parte dos seus planos de melhorar a qualidade de vida do povo. O primeiro passo deles foi dado e a tarefa de casa do gestor é simples: gerenciar os recursos públicos a favor do Povo!
UOL- Leandro Prazeres – O deputado federal André Fufuca (PP-MA), recém-chegado ao Conselho de Ética da Câmara dos Deputados, pagou R$ 92 mil a uma empresa ligada à publicitária Danielle Dytz da Cunha Doctorovich, filha do deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), entre abril de 2015 e março de 2016. Fufuca é membro titular do Conselho de Ética e deverá votar na próxima terça-feira (7) o parecer sobre o processo que apura se Cunha quebrou decoro parlamentar ao dizer que não tinha contas no exterior.
De acordo com o cadastro de empresas da Receita Federal, a Popsicle Digital foi fundada em março de 2008. Entre seus acionistas estão Michell Yamasaki Verdajo (sócio-administrador), Paula Tanaka Ito (sócia) e Cristina Akemi Yamasaki (sócia). Danielle Cunha presta serviços para a empresa e atua na prospecção de clientes.
Danielle Cunha atua como publicitária e conselheira de empresas no ramo digital, entre elas, a Popsicle Digital. A informação foi confirmada, por e-mail, pela assessoria de imprensa de André Fufuca. “Em alguns momentos no passado, ela (Danielle Cunha) prestou serviços esporádicos à empresa devido a sua qualificação e formação profissional, e atualmente presta serviços esporádicos para a Popsicle focada em outras ramificações fora da política”, diz parte do e-mail encaminhado pela assessoria de Fufuca à reportagem do UOL.
Os pagamentos feitos pelo gabinete de André Luiz Carvalho Ribeiro, nome completo de Fufuca, à Popsicle começaram em abril de 2015, dois meses depois de Eduardo Cunha vencer a eleição para a Presidência da Câmara. Os pagamentos, em parcelas mensais de R$ 9,2 mil, seguiram até março de 2016, com interrupções nos meses de julho e dezembro de 2015. Os dados referentes aos pagamentos estão disponíveis no site da Câmara dos Deputados.

Contrato mostra pagamento do deputado André Luiz Carvalho Ribeiro (André Fufuca) à empresa Popsicle
Segundo o conteúdo das notas fiscais emitidas pela empresa, a Popsicle foi contratada pelo gabinete de Fufuca para fornecer serviços de “assessoria de imprensa com foco no gerenciamento de conteúdo e imagem das mídias sociais, elaboração e revisão de textos concernentes à divulgação do trabalho parlamentar em sites, rádios, televisões e jornais”.
A relação entre a Popsicle, Daniella Cunha e André Fufuca chama atenção porque o deputado do PP será um dos que deverão votar o parecer contra o deputado Eduardo Cunha no Conselho de Ética da Câmara.
Cunha é alvo de um processo por quebra de decoro parlamentar por ter dito em seu depoimento à CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) da Petrobras, em março de 2015, não possuir contas no exterior. Documentos enviados por autoridades suíças à PGR (Procuradoria Geral da República) indicam, porém, que Cunha mantinha ao menos quatro contas no país europeu. Segundo a PGR, algumas dessas contas foram utilizadas para receber dinheiro de propina do esquema investigado pela Operação Lava Jato.
Em outubro de 2010, Danielle Cunha passou a ser formalmente investigada por seu suposto envolvimento no esquema.
Segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República), Danielle aparece como beneficiária de um cartão de crédito de uma das contas atribuídas a Cunha no exterior e que, ainda de acordo com a PGR, é suspeita de ter sido abastecida por dinheiro de propina do esquema de desvios na Petrobras.
Cunha, sua mulher, a jornalista Cláudia Cruz (que também é investigada), e Danielle negam irregularidades. No caso específico de Danielle Cunha, seus advogados argumentam que “o fato de a agravante (Danielle) figurar como dependente em determinado contrato de cartão de crédito […] não corresponde a nenhuma das figuras típicas objeto da investigação”.
A investigação contra Danielle e Cláudia Cruz foi encaminhada ao juiz Sérgio Moro.
Cassação
A aprovação do relatório de Marcos Rogério pelos integrantes do Conselho de Ética é vista como crucial para que Cunha possa ter o mandato cassado. Se o relatório for aprovado, ele ainda precisará ser referendado plenário da Casa. Do contrário, o caso é arquivado.
Fufuca assumiu em maio a vaga de titular no Conselho de Ética da Câmara dos Deputados após a renúncia de Cacá Leão (PP-BA). Ele chegou à titularidade do Conselho poucos dias antes de Marcos Rogério entregar seu parecer pedindo a cassação de Cunha.
O deputado maranhense é conhecido por ter feito declarações apoiando Eduardo Cunha ao longo dos últimos meses. Em uma das sessões, ele comparou as acusações contra Cunha à situação de Tiradentes.
Em outro episódio, no dia 19 de maio, quando Cunha foi ao Conselho de Ética para apresentar sua defesa, Fufuca discutiu com deputados contrários ao presidente afastado. O deputado Júlio Delgado (PSB-MG) acusou o colega de chamar Cunha de “papi”. O parlamentar rebateu e chamou Delgado de “moleque”.
Outro lado
Questionado pela reportagem do UOL, o deputado André Fufuca confirmou as relações comerciais com seu gabinete e a Popsicle e disse que a empresa lhe foi apresentada por Michell Verdejo, e que o contrato com a agência pode ser renovado a cada três meses.
Ainda segundo Fufuca, a Popsicle foi contratada sem a interferência de Danielle Cunha. “A empresa possui mais de 8 anos de experiência no mercado, atendendo grandes clientes no mundo de varejo e sem nenhuma atuação de Danielle”, afirmou.
Fufuca disse ainda que a ligação com a Popsicle não compromete o seu voto. “O deputado se sente completamente livre para embasar seu voto, de acordo com os dados e provas apresentadas pelo relator […] As relações com o dono da empresa, Michell Verdejo, não representam qualquer obstáculo ao deputado”, afirmou o parlamentar.
O UOL também ligou para os telefones da Popsicle cadastrados na Receita Federal entre os dias 30 e 31 de maio. As ligações, porém, foram direcionadas ao escritório de contabilidade Real Soluções. Uma funcionária que não se identificou disse que o escritório presta serviços para a Popsicle Digital e repassou dois números de telefone atribuídos a Verdejo e a Cristina Akemi. A reportagem do UOL fez doze ligações para Michell entre as 10h e 18h no dia 30, e outras 10 ligações, entre as 10h e 18h no dia 31. Nenhuma foi atendida. Para Cristina Akemi, foram cinco ligações, também não atendidas, entre as 12h e 18h no dia 31.
A reportagem também enviou, no último dia 30, um e-mail para o endereço eletrônico referente a contato que consta no site da Popsicle Digital na internet. Até o encerramento desta reportagem, o e-mail não foi respondido.
Na última terça-feira (31), a reportagem do UOL conversou, por telefone, com a advogada de Danielle Cunha, Fernanda Tortima. A reportagem enviou perguntas sobre a participação de Danielle Cunha na empresa Popsicle Digital à advogada. Às 18h02 da última terça-feira, ela informou à reportagem que não havia conseguido contatar sua cliente para comentar o caso.
A reportagem também ligou, ao longo de toda a terça-feira (31), para o telefone da empresa Fanation, da qual Danielle Cunha diz ser fundadora e diretora em uma rede social. Foram feitas oito ligações entre as 10h e 18h. As chamadas não foram atendidas.
Também na última terça-feira, a reportagem do UOL trocou e-mails com a empresa Rentalocalfriend.com. Segundo o perfil de Danielle Cunha na rede social Linkedin, ela aparece como sócia e ex-CEO da companhia. O UOL explicou que o motivo do contato com Danielle era uma reportagem sobre seu envolvimento com a Popsicle Digital, mas nenhum contato direto da publicitária foi repassado pela assessoria da Rentalocalfriend.com.
Questionada sobre as atividades empresariais de Danielle Cunha junto a Fufuca, Eduardo Cunha disse, por meio de sua assessoria de imprensa, desconhecer “o assunto” e não participar “de nada dessa natureza”.

Roberto Rocha é esnobado pela deputada Eliziane, que preferiu entregar a vice para o PSDB
O senador Roberto Rocha tanto fez para a atrapalhar a pré-candidatura do deputado Bira do Pindaré e levar o partido para o palanque de Eliziane Gama que acabou ficando de mãos vazias. A aliança PPS/PSDB praticamente aniquilou qualquer possibilidade do senador emplacar o filho vereador primeiro emprego Roberto Rocha Júnior como vice na chapa da deputada federal.
A decisão de oferecer aos tucanos o vice se constitui num complicador a mais para pretendida aliança entre os três partidos que apoiaram o impeachment da presidente Dilma e tentam sustentar no poder o governo interino de Michel Temer, visto que o PSDB não abre mão do cumprimento do acordo e o PSB não aceita o papel de simples coadjuvante no processo eleitoral.
O clima entre a candidata Eliziane e o PSB azedou ao ponto do atual presidente da Comissão Provisória Municipal, Roberto Rocha Júnior, certamente orientado pelo pai, já admite rever a posição e aceitar a candidatura do deputado Bira do Pindaré, que vinha travando nos bastidores do partido uma verdadeira guerra contra o senador pelo direito de disputar o pleito.
Bira e Roberto Rocha Júnior já tiveram inclusive um encontro esta semana quando discutiram sobre os rumos da legenda na sucessão municipal e saiu do encontro animado com a possibilidade de entendimento com o grupo do senador que provocou o desgaste interno a troco de nada, pois acabou ficando em segundo plano na preferência da parlamentar.
O senador eleito na sombra do governador Flávio Dino e com a ajuda do prefeito Edivaldo Holanda Júnior, passou a ter comportamento estranho, digno dos traíras, mas pelo visto a ficha começou a cair, pois sonhava com o filho na chapa da deputada, mas acabou ficando de mão abanando, pois Eliziane preferiu a companhia dos tucanos.