A presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputada Iracema Vale, ainda filiada ao PSB, mas que deve mudar de legenda com a abertura da janela partidária para se filiar a um partido da base do governador Carlos Brandão, é alternativa de uma ala significativa ala do Partido dos Trabalhadores para disputar o Senado.
Iracema, que antes de se filiar ao PSB era militante do PT, legenda pela qual se elegeu prefeita de Urbano Santos e foi obrigada a mudar de partido por conta de problemas internos, está sendo cortejada a fazer o caminho de volta pelas correntes petistas aliadas ao governo de Carlos Brandão, defendem a manutenção da aliança e apoiam a pré-candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas, Orleans Brandão (MDB).
O assédio de parte dos dirigentes do PT que reuniram nesta segunda-feira (26) com Carlos Brandão para reafirmar o compromisso de manter a aliança e lutar internamente no partido para consolidar essa tese a Iracema, foi tornado público, o que já era alvo de comentários nos bastidores da política local, pelo deputado estadual Zé Inácio (PT), através de mensagem postada nas redes sociais após o encontro no Palácio dos Leões.
“Nesta segunda-feira, a maioria das forças do PT/MA se reuniu para apresentar nosso projeto para o Senado Federal ao Gov Brandão. Indicamos Iracema Vale, uma liderança capaz de fortalecer o governo Lula no Senado, defensora das diretrizes do PT e estar, como sempre, ao lado do povo”, postou o parlamentar petista integrante da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil).
Iracema começou sua vida pública militando por dez anos no Partido dos Trabalhadores e, caso aceite a oferta, seria um nome de peso numa disputa que já conta dois senadores que buscam renovar o mandato (Weverton Rocha e Eliziane Gama) e um ministro do governo Lula (André Fufuca), que segundo noticiou o portal de notícias Uol, seria uma das preferência do presidente no Estado.
A presidente da Assembleia ainda não se manifestou sobre o convite para retornar ao PT, até porque deve aguardar os desfecho das conversações do governador Carlos Brandão com o presidente Lula, que deve ocorrer, provavelmente em fevereiro, para saber se o PT estará, de fato, no palanque do candidato a governador do MDB, Orleans Brandão. Se depender da vontade do grupo petista que participou na reunião na segunda-feira no Palácio dos Leões, o braço do PT no Maranhão estará no palanque de Orleans. E, caso isso ocorra, o campo estaria livre para Iracema Vale se filiar ao PT e aceitar ser a representante do partido na chapa majoritária como candidata a senadora.
O problema atual é que existem outras teses sendo debatidas internamente e que estão sendo analisadas pela direção nacional, sendo uma de candidatura própria do PT com Felipe Camarão e outra de aliança com o prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD). Por prudência, segundo observadores do cenário político local, Iracema deve aguardar a manifestação da direção nacional sobre os rumos do PT para tomar sua decisão. Ela só toparia voltar se o PT se mantiver na base de apoio ao governo e do candidato a governador apoiado por Carlos Brandão.
A disputa pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Maranhão agravou a tensão entre o governador Carlos Brandão (sem partido) e o grupo político ligado ao ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, de quem o atual chefe do Executivo foi vice e assumiu a cadeira. Aliado do petista, Brandão tenta emplacar o sobrinho Orleans Brandão como sucessor, enquanto os apoiadores do magistrado buscam consolidar a candidatura do atual vice Felipe Camarão (PT). O diretório estadual do PT afirma que uma decisão sobre quem será o nome da sigla na corrida pelo Palácio dos Leões será de Lula, mas admite que o cenário preferencial seria uma candidatura de terceira via, que unisse as alas rompidas.
Internamente, há um cenário de indefinição no diretório estadual petista. A sigla considera apoiar o sucessor escolhido pelo governador, endossar a candidatura de Camarão ou apostar numa aproximação dos dois grupos, vista pela sigla como a melhor das opções, mas avaliada como improvável tanto pela ala de Brandão quanto a de Dino, após o rompimento no final de 2025.
Divisão na sigla
A ruptura ganhou força após o vazamento de gravações de conversas nas quais aliados de Dino cobravam do grupo de Brandão o cumprimento de acordos firmados durante a eleição de 2024. À época, uma das razões do atrito envolvia o preenchimento de duas vagas no Tribunal de Contas do estado (TCE), impedidas por duas ações em tramitação no STF sob relatoria do magistrado.
O racha chegou a ser criticado pelo presidente Lula, que à época, em entrevista à TV Imirante, pediu que os dois campos tivessem “responsabilidade” e evitassem “brigar dentro de casa”. O petista também disse que o rompimento poderia “dar aos adversários a chance de ganhar”.
Outra possibilidade na mesa é o apoio do PT ao prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), caso uma aliança nacional com a sigla de Kassab pela reeleição de Lula seja concretizada. A candidatura configuraria uma oposição aos planos de Brandão, mas é vista como improvável após o anúncio da pretensão do governador do Paraná, Ratinho Júnior, de disputar o Planalto pelo PSD.
— O PT vem tentando unir os dois grupos. Temos atualmente três secretárias na gestão de Brandão, além da representação institucional em Brasília, e Lula é muito aliado de Brandão. O presidente vem tentando articular uma candidatura, que não seja nem Orleans, nem Camarão, para consolidar uma junção das alas no estado — afirma Patrícia Carlos, presidente estadual do PT.
Brandão afirma a aliados que uma conversa com Lula deve ocorrer nos próximos dias para que a situação seja discutida. Interlocutores avaliam que o petista “não abdicaria de uma parceria sólida com o governador já consolidada para apoiar uma liderança do PT sem capilaridade eleitoral” e dizem ter sido de Camarão a decisão política pelo distanciamento com o atual governador.
Para um interlocutor próximo a Brandão, o grupo de Camarão tenta emplacar uma narrativa de que há uma disputa por um apoio de Lula ou que um distanciamento do presidente com Brandão. Para esse aliado, Camarão tem pouca força política eleitoral local e que os movimentos de Lula mostram alinhamento e parceria com o governador.
‘Projeto oligárquico’
Já Camarão diz ter apoio da presidência nacional do PT e afirma dialogar também com outros partidos “que não embarcam no projeto oligárquico” de Brandão. O petista alega que a união entre os grupos de Dino e o do governador “ainda é possível”, desde que Brandão “cumpra o que foi acordado em 2022”.
— Reiterei ao governador na semana passada o que havia sido combinado. A proposta dele sair ao Senado e eu assumir o governo, sendo candidato à reeleição em outubro. E debater sob a liderança de Lula quem ocupará a vaga de vice e quem será o outro nome para senador. Mas, em qualquer tentativa de falar sobre isso, Brandão diz que a candidatura do sobrinho é irreversível. O principal entreve para a negociação está nele — diz Camarão.
Segundo o petista, a proposta recebida foi a de renunciar ao cargo de vice quando Brandão se colocasse ao Senado e disputar uma vaga na Câmara. (O Globo)
Membro da Comissão Provisória Estadual, o ex-conselheiro do TCE-MA, secretário Chefe do Escritório da Representação do Maranhão em Brasília, Washington Oliveira, confirmou nesta manhã de segunda-feira em entrevista à TV Mirante que a palavra final sobre a participação do PT nas eleições 2026 no Maranhão será dada pelo presidente Lula. Ele defendeu a continuação da aliança com o governador Carlos Brandão (sem partido), mas observou que a decisão que Lula tomar será seguida pelo partido no Estado.
Washington confirmou o quer já havia dito o deputado federal e vice-presidente nacional do PT, Rubens Pereira Junior, sobre as existência de três que estão sendo discutidas internamente pelas diversas correntes petistas: união do partido em torno da candidatura do vice-governador Felipe Camarão, aliança do PT com o governador Carlos Brandão em torno da candidatura do secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), e uma terceira, que está propondo uma aliança do partido com o prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD).
Apesar de defender a tese da aliança com Brandão, até porque, segundo ele, o PT está todo no governo, o dirigentes petista afirmou que a palavra final será do presidente Lula e do presidente nacional Edinho Silva. Ele confirmou que haverá hoje uma reunião de dirigentes do braço maranhense do partido com o governador sobre eleição, porém nada deve ser decidido sobre a presença do PT no palanque do candidato Orleans Brandão (MDB), que recebe o apoio do Palácio dos Leões. É provável que os militantes informem ao governador o desejo de manter a aliança, mas dá garantia.
A situação no Maranhão é bastante complicada, não há consenso sobre a eleição majoritária. O ex-secretário de Educação e vice-governador tem o aval da direção nacional e conta com a simpatia do presidente Lula, que é candidato à reeleição, mas deseja contar com um palanque forte no Maranhão, porém o governador só aceita conversar sobre união da forças se Felipe Camarão renunciar junto com ele, proposta já rejeitada. O projeto do vice é ser candidato a governador e para isso conta com o apoio dos partidos de esquerda e centro esquerda.
O governador vai reunir nesta terça-feira (27) líderes dos partidos que integram a base de sustentação do seu governo para ouvir o que pensam sobre sua permanência no comando do estado até o final do mandato para fortalecer a candidatura de Orleans ou passar a faixa para o vice-governador e disputa uma cadeira no Senado.
Pelo que tem se ouvido nos bastidores da eleição, Carlos Brandão estaria decidido permanecer até o final do mandato, pois só aceitaria qualquer acordo se o vice-governador Felipe Camarão renunciar. E o vice já disse que não renuncia e se mostra irredutível em abrir qualquer diálogo que não seja uma chapa com ele candidato a governador e Brandão ao Senado.
Diante desse cabo de guerra, caberá a direção nacional do PT, com o aval do presidente Lula, decidir para que lado vai sua força. O governador é um aliado e defende sua reeleição, enquanto Felipe conta com apoio de dirigentes nacionais expressivo e tem aparecido muito ao lado do líder petista, ou seja, a decisão não será nada fácil, já que uma repactuação das forças que apoiam o presidente no Maranhão já está descartada.
O Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA) decidiu, por unanimidade, autorizar a intervenção estadual no município de Turilândia pelo prazo de 180 dias. A decisão foi tomada nesta sexta-feira, 23, durante Sessão Extraordinária Presencial da Seção de Direito Público, realizada na Sala do Pleninho, na sede do Tribunal, em São Luís.
A Representação para Intervenção Estadual foi proposta pelo Ministério Público do Maranhão e defendida pelo procurador-geral de Justiça, Danilo de Castro. O processo teve como relator o desembargador Gervásio Protásio dos Santos, que votou pela concessão da intervenção e, apesar de deferir a liminar, submeteu-a de imediato à apreciação do colegiado. Todos os desembargadores acompanharam o voto do relator.
O julgamento contou com a participação de magistrados substitutos, após dois desembargadores terem se declarado suspeitos por motivo de foro íntimo. A sessão foi transmitida ao vivo pelo canal oficial do TJMA no YouTube.
Durante a análise do caso, os desembargadores avaliaram os argumentos do Ministério Público, que apontou a existência de irregularidades graves e contínuas na administração municipal, com prejuízos à normalidade constitucional e ao funcionamento de serviços públicos essenciais.
Na sessão, o advogado Luciano Allan de Matos, atuando como procurador do Município de Turilândia, se posicionou contra o pedido de intervenção. Em sua sustentação oral, afirmou que a administração municipal estaria funcionando regularmente sob a gestão interina do presidente da Câmara Municipal, vereador José Luis Araújo Diniz, conhecido como “Pelego”, e que a sucessão ocorreu dentro da legalidade. Para a defesa, a intervenção seria uma medida excessiva diante do cenário apresentado.
Apesar dos argumentos da defesa, o colegiado entendeu que estavam presentes os requisitos constitucionais e legais para a adoção da medida excepcional e decidiu acolher integralmente o pedido do Ministério Público.
A decisão do TJMA ocorre no contexto das investigações que resultaram na Operação Tântalo II, deflagrada pelo Grupo Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MPMA, que apura um esquema de corrupção responsável por desvios superiores a R$ 56 milhões dos cofres do município.
Na última segunda-feira, 19, o Ministério Público ofereceu denúncia contra dez pessoas, incluindo o prefeito José Paulo Dantas Silva Neto, conhecido como Paulo Curió, apontado como líder da organização criminosa, além de familiares e aliados políticos. Conforme a acusação, o grupo atuava por meio de fraudes em licitações e emissão de notas fiscais falsas, com a maior parte dos recursos retornando aos integrantes do esquema.
Com a autorização da intervenção, caberá agora ao governador do Maranhão, Carlos Brandão, editar decreto estabelecendo o prazo de duração da medida, sua abrangência e a nomeação de um interventor, que assumirá temporariamente a administração de Turilândia. Segundo o Ministério Público, a intervenção tem como objetivo restabelecer a normalidade administrativa, garantir a continuidade dos serviços essenciais e assegurar o cumprimento das decisões judiciais. (O Informante)
Os números apresentados pela pesquisa do Instituto Econométrica na disputa para o Senado revelou um cenário completamente indefinido, principalmente por apresentar como favoritos dois nomes sem presença garantida no pleito: o governador Carlos Brandão (sem partido) e a deputada federal e ex-governadora Roseana Sarney (MDB). O primeiro ainda não definiu se continuará até o final do mandato e a segunda enfrenta problema de saúde.
Sem Brandão e Roseana, pergunta que deveria ter sido feita pelo Econométrica até porque essa hipótese não está descartada, a eleição para Senador da República no Maranhão apresenta um quadro totalmente indefinido, sem favoritismo nem mesmo dos dois senadores de mandato que buscarão a reeleição. Nos dois cenários levantados pela pesquisa, Weverton Rocha (PDT) aparece numericamente empatado com o ex-senador Roberto Rocha (PSDB), ambos com 11% e 12% respectivamente, enquanto outros dois concorrentes, senadora Eliziane Gama (PSD) 9,4% e o ministro do Esporte André Fufuca (PP) 8,5%, também aparecem empatados, ou seja, a eleição dos futuros senadores do Maranhão ainda está por ser construída..
O cenário é de dúvidas por conta da situação do governador. Para concorrer ao Senado, Brandão terá que se desincompatibilizar do cargo até o dia 4 de abril, data limite estabelecida pela Justiça Eleitoral para quem vai disputar a eleição, e entregar o comando do Estado para o vice-governador Felipe Camarão (PT), algo que ele não admite. O governador passou todo o ano de 2025 falando para aliados que ficaria até o último dia do mandato, mas recentemente anunciou que pretende ouvir primeiro líderes da partidos que apoiam seu governo antes de decidir o caminho a seguir.
Brandão já propôs que o vice renunciasse junto com ele, mas Camarão não topou e exige o cumprimento de um suposto acordo que teria sido fechado em 2022 no qual Brandão teria se comprometido entregar o governo para o PT em 2026. Brandão nega que tenha feito tal acordo e diz que só aceita disputar o Senado, conforme deseja o presidente Luís Inácio Lula da Silva, se Camarão também renunciar, mas sua proposta foi rejeitada. Diante do impasse, o governador vai reunir de partidos que apoiam seu governo, provavelmente após o Carnaval, para ouvir opiniões e decidir o sobre o futuro político.
Já a ex-governadora Roseana, que lidera a pesquisa no cenário sem Brandão, aparecendo em segundo lugar com ele sendo candidato, enfrenta atualmente problemas de saúde por contra uma luta contra um câncer de mama e sua participação no pleito depende da evolução do tratamento a está sendo submetida num hospital de São Paulo. A ex-governadora tem postado nas redes sociais mensagens otimistas e tem recebido mensagens de fé pela sua plena recuperação.
Existe ainda um fator que costuma ser determinante nesta disputa para o Senado: a performance do candidato a governador perante o eleitorado. Historicamente, o candidato a governador que lidera as pesquisas costuma puxar o candidato a senador e até agora não sabe quem serão, de fato, os candidatos. Orleans Brandão (MDB) depende da decisão que tomar o governador, Eduardo Braide (PSD) ainda não resolveu se será candidato e Felipe Camarão (PT) também depende de decisão da Executiva Nacional do partido. O único candidato garantido até o momento e Lahésio Bonfim (Novo), mas esse ainda não se manifestou sobre seu companheiro de chapa.
O presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Froz Sobrinho, recebeu nesta manhã de quinta-feira (22) a visita institucional do secretário de Estado das Cidades e Desenvolvimento Urbano (SECID), Alberto Bastos. O encontro teve como pauta central a discussão de medidas e ações de governança fundiária voltadas para municípios que apresentaram os menores Índices de Progresso Social (IPS) no Maranhão em 2025.
Durante o encontro, o presidente Froz Sobrinho propôs a ampliação da parceria já existente entre o TJMA e o Governo do Maranhão, com foco na implementação de um projeto de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social específico para as 10 cidades com os piores índices sociais do Estado.
“A regularização fundiária urbana de interesse social é segurança jurídica que proporciona desenvolvimento das comunidades, contribuindo diretamente para a melhoria dos índices sociais, ambientais e econômicos”, destacou o magistrado.
Ele também ressaltou os avanços obtidos por municípios parceiros do programa Registro Para Todos, iniciativa do Poder Judiciário que já apresenta resultados expressivos. São Luís, por exemplo, alcançou o primeiro lugar no ranking estadual com nota 64,27, enquanto Paço do Lumiar obteve 61,39, segundo lugar, com destaque para o componente moradia segura, que atingiu 82,9 pontos.
“A regularização fundiária é essencial para o avanço econômico dos municípios, mas, sobretudo, com impacto na evolução social da população atendida. É hora de atuarmos especificamente nos municípios que estão com índices abaixo dos desejáveis, contribuindo para elevar a qualidade de vida dessas pessoas. É acesso à Justiça e moradia digna!”, reforçou Froz Sobrinho.
O secretário Alberto Bastos enfatizou o fortalecimento da parceria e anunciou que equipes da SECID e do Núcleo de Governança Fundiária do TJMA atuarão diretamente no projeto voltado às cidades com os 10 piores índices sociais. “Além disso, tratamos do projeto que vai viabilizar a entrega de quase 18 mil títulos de regularização fundiária urbana em São Luís, atendendo moradores e moradoras da Cidade Olímpica e áreas vizinhas”, afirmou.
Participaram da reunião a diretora-geral do TJMA, juíza Ticiany Palácio; o assessor de Relações Institucionais do TJMA, juiz Douglas Lima da Guia; o secretário da Comissão de Soluções Fundiárias do TJMA, Daniel Souza; além de assessores do Núcleo de Governança Fundiária (NGF/TJMA) e da Secretaria de Cidades do Maranhão.
IPS BRASIL
O Índice de Progresso Social Brasil, desenvolvido com base na metodologia do Social Progress Imperative, é uma ferramenta de gestão territorial que utiliza dados públicos para avaliar se as pessoas têm o que precisam para prosperar. A escala considera desde necessidades básicas como abrigo, alimentação e segurança, até acesso à informação, comunicação e igualdade de tratamento, independentemente de gênero, raça ou orientação.
A última pesquisa eleitoral AtlasIntel/Bloomberg sobre a disputa presidencial de 2026 aponta o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na liderança em todos os cenários de primeiro e segundo turnos avaliados. O levantamento mostra que o petista mantém vantagem confortável diante dos principais nomes da oposição, com desempenho estável e índices próximos a 49% das intenções de voto nas simulações de segundo turno.
Nas disputas diretas, Lula aparece quatro pontos à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL-DF), com placar de 49% a 45% em todos esses confrontos.
No cenário mais amplo de primeiro turno, Lula registra 48,4% das intenções de voto, abrindo cerca de 20 pontos de vantagem sobre Flávio Bolsonaro, que soma 28%. Tarcísio de Freitas aparece com 11%, enquanto Ronaldo Caiado (União) e Renan Santos (Missão) marcam 2,9% cada. Romeu Zema (Novo) e Ratinho Jr. (PSD) têm 1,7%, e Aldo Rebelo (DC), 1%. Brancos e nulos chegam a 2,1%, e os indecisos, a 0,3%.
Em uma simulação sem Tarcísio, Lula sobe para 48,8%, enquanto Flávio Bolsonaro alcança 35%. Nesse recorte, Caiado tem 4,3%, Renan Santos, 3,4%, Zema e Ratinho Jr., 2,8% cada, e Aldo Rebelo, 1%. Brancos e nulos somam 1,5%, e os indecisos, 0,4%. Em relação a levantamentos anteriores, Lula avançou 1,5 ponto entre novembro e janeiro, enquanto Flávio cresceu quase 12 pontos no período.
Quando Tarcísio de Freitas substitui Flávio Bolsonaro, Lula aparece com 48,5% e o governador paulista com 28,4%. Caiado chega a 5%, Ratinho Jr. e Zema ficam com 3,9% cada, Renan Santos marca 3,2% e Aldo Rebelo, 1,1%. Brancos e nulos totalizam 5%, e os indecisos, 1,1%.
Outro cenário testa Michelle Bolsonaro como principal adversária de Lula, retirando também os governadores de Minas Gerais e do Paraná e incluindo o governador do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite (PSD). Nessa simulação, Lula tem 48,2%, Michelle alcança 30,9% e Ronaldo Caiado chega a 11,3%. Renan Santos soma 3,9%, Eduardo Leite, 1,7%, e Aldo Rebelo, 0,7%. Brancos e nulos ficam em 2,8%, e indecisos, em 0,5%.
No último cenário de primeiro turno, sem Lula enfrentar diretamente nomes do bolsonarismo, o presidente marca 48,8%. Caiado aparece com 15,2%, Zema com 11,4%, Ratinho Jr. com 9,4%, Renan Santos com 3,9% e Aldo Rebelo com 1%. Brancos e nulos sobem para 8,1%, e indecisos, para 2,2%.
Simulações de segundo turno
Nas simulações de segundo turno, Lula mantém vantagem que varia de quatro a 25 pontos percentuais sobre os adversários testados. A Atlas também simulou um novo confronto entre Lula e o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que aparece com 46% contra 49% do atual presidente. Bolsonaro, no entanto, está inelegível por decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e por condenação no Supremo Tribunal Federal (STF).
De acordo com o levantamento, Lula alcança 49% dos votos totais contra praticamente todos os adversários elegíveis. Contra Flávio Bolsonaro, Michelle Bolsonaro e Tarcísio de Freitas, o resultado se repete: 49% para Lula e 45% para cada um dos opositores. Em relação ao mês anterior, a diferença para Tarcísio permanece estável, enquanto Flávio reduziu a desvantagem de 12 para quatro pontos.
Contra Ronaldo Caiado, Romeu Zema ou Ratinho Jr., o presidente amplia a vantagem para dez pontos, com placar de 49% a 39%. A maior diferença aparece no confronto com Eduardo Leite, em que Lula marca 48% contra 23%.
A pesquisa também avaliou cenários em que o governo não teria Lula como candidato, mas o ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT). Em ambos os casos, Haddad lidera, embora com margem menor. No primeiro cenário, ele aparece com 41,5%, seguido por Flávio Bolsonaro, com 35,4%. Caiado marca 5,2%, Renan Santos 3,4%, Zema 3,3%, Eduardo Leite 2,6% e Aldo Rebelo 1,1%. Brancos e nulos somam 6,3%, e indecisos, 1,1%.
No segundo cenário, Haddad registra 42%, enquanto Tarcísio de Freitas alcança 28,9%. Caiado tem 5%, Ratinho Jr. 4,9%, Zema 3,8%, Renan Santos 3,6% e Aldo Rebelo 0,7%. Brancos e nulos chegam a 9,5%, e indecisos, a 1,6%.
A pesquisa AtlasIntel/Bloomberg ouviu 5.418 eleitores entre os dias 15 e 20 de janeiro, por meio de recrutamento digital aleatório. A margem de erro é de um ponto percentual, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento está registrado no TSE sob o protocolo BR-02804/2026. (247)