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  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2017

Dutra tem primeira semana com planejamento, trabalho e choque de ordem em Paço

“Choque de trabalho e de ordem”, assim o prefeito Domingos Dutra avalia a primeira semana de sua gestão à frente da prefeitura da cidade Paço do Lumiar. Em apenas seis dias a prefeitura desenvolveu ações que o poder público esteve ausente por décadas.
As medidas tiveram total apoio da população. “Em 34 anos que moro no Maiobão é a primeira vez que vejo um prefeito, cedo da manhã, na rua, colocando ordem na cidade”, declarou dona Socorro. “Só não apoia quem não quer as coisas organizadas. Quem se aproveita da bagunça”, observou um outro morador.   “Tenho dito, em Paço tudo está na condição de emergência e urgência, o que nos leva a tomar decisões de impacto imediato”, explicou o prefeito.
SEMANA INTENSA – Dutra iniciou as primeiras ações já na segunda-feira, com o Mutirão da Limpeza na Sede do Município. Foi feito o serviço de coleta de lixo, capinação, varrição e pintura de meio fio na histórica Vila de Paço, que já ganhou um novo visual. “A sede do município estava jogada as traças. Nela iniciamos nossas primeiras ações em favor da população, com o Mutirão da Limpeza que será lançado dia 13, com uma grande ação entre poder público e toda a população”, disse o prefeito, que no mesmo dia também levou o governador Flávio Dino e prefeitos da grande ilha a feira do Maiobão, que será urbanizada. “O governador Flávio Dino será nosso grande parceiro em todas as ações de Paço”, comentou.
Terça-feira, Dutra realizou reuniões de planejamento com secretários e adjuntos.
Na quarta discutiu com feirantes as alterações necessárias para disciplinar e organizar a feira do Maiobão.
Quinta o prefeito participou da comitiva do governador Carlos Brandão com o Ministro dos Transporte Maurício Quintela, quando aproveitou para pedir recursos para investimentos nos Portos de Mocagituba, Timbuba e também para a construção do terminação da integração.
Sexta-feira, em um grande vento, Domingos Dutra apresentou o seu secretariado a população luminense e aos vereadores da cidade. Também foram apresentadas as principais medidas do governo a serem implantadas no ano de 2017.
No sábado, logo pela manhã, acompanhado de secretários, o prefeito acompanhou o início da desobstrução do Canal do Curuça, também conhecido como Santo Antônio, que liga a Vila de Paço a outros bairros. Em uma parceria com o Governo do Estado, a prefeitura está limpando o canal, que estava totalmente assoreado. “A situação era tão séria, que um chuvisco nessa região e a Vila ficava isolada dos povoados de Mojó, Tendal, Iguaíba, Morada dos Bosques, Vila Romualdo, Vila Vitória e outras comunidades. A realidade já é outra”, comentou Dutra.
“Sou filha Vila de Paço. Cresci banhando neste Rio. Em toda a minha vida nunca tinha apertado a mão de um prefeito, quanto mais olhar um prefeito com seis dias de governo, aqui, desobstruindo o canal do rio”, declarou Luís Justino, Morador da Vila de Paço.
TRÂNSITO DISCIPLINADO – No mesmo dia, o prefeito também iniciou o disciplinamento do trânsito na área da feira do Maiobão. “A partir de agora, aos sábados e domingos, das 7h às 13h, por uma questão de segurança, higiene e mobilidade para os consumidores e vendedores, está proibido o transito e estacionamento de veículos na área interna da feira”, explicou Domingos Dutra. Os proprietários de veículos podem estacionar nas ruas próximas e em uma área por trás da feira. “É só o começo. Paço começou a sair da escuridão e a dar certo”, concluiu Dutra.

  • Jorge Vieira
  • 8/jan/2017

Anunciado pacote de ações para o Sertão Maranhense

Reconhecendo a importância da região do Sertão Maranhense, o governador em exercício, Carlos Brandão, anunciou, neste sábado (7), em passagem pelo município de Colinas, um pacote de ações e investimentos que beneficiará a população da região em diferentes áreas, como saúde, educação, infraestrutra e saneamento. Durante a agenda em Colinas, o governador em exercício visitou o novo escritório da Agerp e nova agência do Banco do Brasil na cidade, inauguradas no mesmo dia.

Na oportunidade, também foi inaugurado o Restaurante Popular de Colinas, o escritório da Agência Estadual de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural (Agerp), foi feita a entrega de carro para assistência técnica a agricultores familiares e entregue um poço no bairro de Alto do Bode, que reforçará o abastecimento de água na região. Foram entregues também um ônibus escolar e uma ambulância, além da assinatura do acordo de Cooperação Técnica para atender 20 municípios da região com assistência técnica, fomento e regularização fundiária e Termo de Adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para atender oito municípios.

“A prioridade do Governo é o Maranhão todo e hoje eu estou como governador em exercício, essa foi uma oportunidade que o governador Flávio Dino me deu de estar aqui na região de onde eu sou e anunciar vários benefícios municipais e regionais. É um dia de muita emoção saber que estamos atendendo o anseio não apenas de moradores deste município, mas de toda essa região”, afirmou Carlos Brandão, durante solenidade na Praça Central de Colinas, ao frisar que os investimentos refletem o olhar cuidadoso do Governo do Estado com a cidade de Colinas e os demais municípios da região.

Segundo o secretário de Estado de Comunicação e Assuntos Políticos, Márcio Jerry, esses investimentos revelam a parceria continua do Estado com os municípios, que seguirá ao longo da gestão, garantindo ainda mais investimentos. “Mais do que ações do Governo, que beneficiam Colinas, são ações que integram a nossa região, que mudará a vida da população e que terá impacto econômico e social em todo o Maranhão. A diretriz do governador Flavio Dino é clara, de gerir de forma cada vez mais articulada com os prefeitos”, explicou Márcio Jerry.

Ao lado do Carlos Brandão, o secretário de Estado de Agricultura Familiar, Adelmo Soares, assinou o Acordo de Cooperação Técnica para atender 20 municípios da região com assistência técnica, fomento e regularização fundiária e do Termo de Adesão ao Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), para atender oito municípios, com investimentos de R$ 913 mil.

Ainda na área de Agricultura Familiar, além da entrega de sementes de arroz e milho, do programa Mais Semente, foi disponibilizado o Termo de Credenciamento para agricultores familiares se inscreverem no programa Quintais Produtivos e receberem kits de irrigação, adubos e sementes. O objetivo é oferecer ao agricultor familiar estrutura para produzir o ano inteiro em área próxima à sua residência. Serão 10 quintais para cada município incluído.

A cidade ainda ganhou uma ambulância, entregue pelo secretário de Estado de Saúde, Carlos Lula. A população comemorou, já que, quando necessário, os doentes utilizavam somente a ambulância da rede municipal, do Samu.

Restaurante popular

Gerido pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), o Restaurante Popular de Colinas é a 14ª unidade em funcionamento, reforçando a política de ampliação da rede de restaurantes populares, alcançando também os municípios do interior do estado. São equipamentos com refeições balanceadas e equilibradas por dia, ao valor de R$ 2, beneficiando 700 pessoas por dia só em Colinas.

A dona de casa Keila Torres, 31 anos, levou a pequenas Eliziane, de dois anos, para almoçar no novo restaurante popular e aprovou. “Achei muito bom, porque o valor nutricional é bem rico, ela está tendo aqui todos os nutrientes que ela precisa consumir diariamente e a esse preço nos ajuda bastante”, opinou a mãe.

Pacote de ações

Dentre as medidas previstas para beneficiar as famílias que vivem no Sertão Maranhense estão: a reforma das praças Dias Carneiro e Henrique Leite, localizadas no centro de Colinas e que vão ganhar nova configuração com trabalho paisagístico; reforma das escolas de ensino médio C.E. Maria José Macedo e C.E. João Pessoa, as unidades atendem 1.100 estudantes e receberão novos equipamentos e climatização; e edital para implantação de uma unidade do Instituto de Educação, Ciência e Tecnologia do Maranhão (Iema) com 12 salas de aula, auditório, refeitório, biblioteca e quadra poliesportiva coberta. Ainda na educação, Colinas será contemplada com ônibus escolar novo e equipado, além da aquisição de equipamentos e móveis para o Centro de Ensino Médio do Pavio, povoado existente em Colinas.

O Governo do Maranhão também trabalha impulsionando a produção rural familiar da região com a implantação do programa ‘Mais Renda’ contemplando 1.350 beneficiários. Na área da segurança, a delegacia da cidade será reformada e será instalada uma base do Grupo Tático Aéreo em Presidente Dutra para reforçar as ações na região. Na área da infraestrutura será construída a estrada entre Sucupira do Norte e Pastos Bons. A obra vai diminuir o trajeto a São Luís em 13 quilômetros e colaborar para reduzir o número de acidentes e custos com frete.

Haverá a reforma e aquisição de equipamentos para o Hospital Carlos Macieira, que passa a funcionar como maternidade. Foi anunciado, ainda, a instalação da Ciretran em Colinas, que atenderá toda a região, e a realização da primeira Agritec de 2017, no município de Paraibano, no período de 6 a 8 de abril.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2017

Por que “governo” Temer não tem tutano para enfrentar crise penitenciária

Por Eugênio José Guilherme de Aragão*

Com golpe ou sem golpe, um fato é certo: a crise do sistema penitenciário brasileiro vem de longe e não pode ser debitada exclusivamente à conta desse “governo” que se instalou no poder depois do afastamento maroto da Presidenta legitimamente eleita, Dilma Vana Rousseff. Mas outro fato também é inegável: o tal “governo” não tem minimamente condições de lidar com esse problema. A razão é simples: a crise não se resolve “no pau”, como querem os brucutus sob o comando de Alexandre Moraes, e nem com fiscalização dos administradores penitenciários por juízes, com poderes pretensamente delegados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ), como quer sua presidente, Ministra Carmen Lúcia.

Isso é bem Brasil pós-golpe. Quando surge uma crise que causa comoção pública, a solução proposta é simples: mais “pau”, seja na forma de violência bruta ou na forma de mais poder de polícia. Políticas públicas, nem pensar! Desqualificam-nas como “coisa de petista gastador e incompetente”. Também, pudera! Os órgãos que poderiam formular essas políticas ou foram liquidados, ou foram desempoderados, com a alocação dos seus recursos para outras áreas. Menos Estado só pode levar à incapacidade da gestão pública para prevenir tragédias como as que tiveram lugar no Amazonas e, agora, em Roraima.

Nesse contexto, não pode deixar de ser lembrada a brilhante ideia do Sr. Alexandre Moraes, de desviar os recursos do fundo penitenciário para o Plano Nacional de Segurança Pública, desafiando decisão do Supremo Tribunal Federal de agosto de 2015, que determinou a aplicação urgente desses recursos, para pôr cobro ao “estado de inconstitucionalidade” vigente nos presídios. Esse propósito foi, por sinal, reforçado em 26 de abril de 2016, por meio de acordo de cooperação técnica entre o CNJ e o Ministério da Justiça, assinado, respectivamente pelo Presidente do CNJ de então, Ministro Ricardo Lewandowski, e o Ministro da Justiça à época, que era este que ora lhes escreve. Nos termos do acordo, ainda vigente, compete ao CNJ avalizar qualquer aplicação dos recursos do fundo penitenciário, por via de nota técnica. Não há notícia de que o colegiado de controle tenha se manifestado sobre o pretendido desvio de finalidade. Mas isso é só um detalhe, como tudo no “governo” que se instalou no poder. E talvez a atual Presidente do CNJ nem esteja a par desse detalhe!

Mas, vamos lá. A reação governamental nestes dois episódios trágicos do descalabro administrativo em nosso sistema penitenciário foi vergonhosa. O Sr. Alexandre Moraes logo achou um meio de afastar de si o cálice de vinho tinto de sangue. Culpou, primeiro, o governo do Amazonas pelo “acidente” (o Sr. Michel Temer insistiu muito no uso dessa palavra) em Manaus e, depois, constatando que, ali, o Complexo Penitenciário Anísio Jobim (Compaj) é administrado pela obscura empresa “Umanizzare”, preferiu colocar a tragédia na conta da iniciativa privada. Claro que a “Umanizzare” reagiu prontamente, advertindo, em nota pública, que a segurança do complexo não era sua atribuição contratual, que se restringiria, grosso modo, ao “catering” diário. A segurança, disse a empresa, era de competência do executivo estadual. O governador do Amazonas, por sua vez, adotou discurso cínico. Como a sacudir os ombros, declarou que “não tinha nenhum santo entre os presos mortos”.

No caso de Roraima, o trato mais ou menos burocrático foi o mesmo. Curiosamente não se ouviu um pio da Secretaria Especial de Direitos Humanos, tão cúpida em defender o congelamento de recursos orçamentários para investimentos sociais para os próximos vinte anos diante da Comissão Americana de Direitos Humanos. Houve referências, pelo Ministério da Justiça, a recursos que seriam transferidos para os estados, destinados à construção de novas penitenciárias, como se isso resolvesse a situação de premência experimentada pelo sistema. A governadora declarou que havia solicitado, em novembro passado, o apoio do governo federal e o uso da Força Nacional em Roraima, em caráter de urgência, para fazer face aos sérios riscos que vinha enfrentando na gestão do sistema penitenciário local. O Sr. Alexandre Moraes, mais uma vez, tentou tirar o corpo fora e afirmou que nada havia sido solicitado para o sistema penitenciário e, sim, tão-somente, para a segurança pública. Que vexame! A governadora foi obrigada a tornar pública sua missiva ao Sr. Alexandre Moraes, bem como sua resposta negativa, dada por escrito (Aviso n.º 1636/2016-MJ). Mentira tem pernas curtas e o nariz de Pinóquio cairia bem ao “ministro da [in]justiça”.

É deplorável a atitude dos que insistem em ser nossos governantes, mesmo sem voto e apoio da sociedade. E não causa menos náuseas o comentário cínico do governador amazonense. Empurrar a responsabilidade para outros e sequer ser capaz de um ato de humanidade para com os entes queridos dos cerca de noventa brasileiros assassinados em Manaus e Roraima às vistas grossas do poder constituído é de uma covardia sem igual. É verdadeira atitude de “hit and run”, coisa de moleque que bate no carro alheio e sai fugindo. A opinião pública espera até agora um gesto de humildade do “governo”, reconhecendo sua falta e propondo a indenização dos familiares. Ou, será que vão deixar por isso mesmo, que nem o moleque que bate no carro alheio? Será que os familiares vão ter de invocar a Corte Interamericana de Direitos Humanos, que nem no caso de Urso Branco, de impacto bem menor? Deve ser lembrado ao “governo” – e a Sra. Flávia Piovesan, que aceitou decorar a Secretaria Especial de Direitos Humanos, bem como o embaixador de trinta e um anos de carreira, cheia de méritos próprios, Silvio Albuquerque, sabem muito bem disso – que, já agora, não há sequer necessidade de esgotamento dos recursos domésticos para provocar a Comissão em Washington. A repetição de tais tragédias de mesmo formato e dinâmica configura uma prática administrativa abusiva por parte do Brasil, que indica serem as vias judiciais e administrativas internas ineficazes (art. 46 da Convenção Americana de Direitos Humanos).

Aliás, convém lembrar ao Sr. Alexandre Moraes que, do ponto de vista da responsabilidade internacional do Estado brasileiro, é absolutamente irrelevante se a violação a direitos consagrados consuetudinariamente ou em tratados tenha partido do governo central ou de agentes de governos periféricos, como estados e municípios. Para o efeito de responsabilização, o Estado é um monólito e sua organização interna, unitária ou federativa, não interessa ao direito internacional. Aqui a Convenção Americana contém até uma cláusula expressa: o art. 28, em seu parágrafo (2), estabelece que “[n]o tocante às disposições relativas às matérias que correspondem à competência das entidades componentes da federação, o governo nacional deve tomar imediatamente as medidas pertinentes, em conformidade com sua constituição e suas leis, a fim de que as autoridades competentes das referidas entidades possam adotar as disposições cabíveis para o cumprimento desta Convenção”. Em outras palavras: vire-se o governo federal para fazer os estados cumprirem com as obrigações internacionais assumidas pela diplomacia nacional! Transferir a culpa ao governo estadual pode até aliviar a consciência do chefe do grupo que se assenhorou do poder em Brasília, mas é tapar o sol com a peneira, pois nada resolve, do ponto de vista jurídico.

Quanto ao cinismo do governador do Amazonas, sequer mereceria comentários. O Sr. José Melo adotou a linguagem do esquadrão da morte. Para ele, bandido bom é bandido morto. Um Estado que faz da execução sumária de indefesos sob sua custódia um instrumento de política de contenção de crimes é mais criminoso do que aqueles que pretende punir, pois covardemente usa seu monopólio de violência contra quem não pode ladeá-lo. Não interessa se um cidadão cometeu crimes ou não: sua dignidade não é menor por isso e, se ele estiver em mãos do Estado, este é responsável por sua incolumidade. Ser ou não ser “santo” não é critério para medir a proteção a todas e todos devida. E José Melo, cassado em janeiro de 2016 pelo TRE-AM por denúncia de compra de votos nas eleições de 2014 e mantido temporariamente pelo mesmo tribunal dois meses depois, também não parece ter a santidade exigida para jogar a primeira pedra nos presos assassinados sob a custódia do Estado, por ele representado no Amazonas.

Incrível é que, em pleno século XXI, depois de treze anos de democracia inclusiva, coisas tão óbvias ainda tenham de ser ditas. Como regredimos! Como nos embrutecemos! Não que motins graves não tenham acontecido antes e mesmo durante os governos democráticos do passado. Mas a resposta foi outra. Ninguém tentou se safar. A responsabilidade foi prontamente assumida. Na Corte Interamericana se produziu um acordo que manteve a Penitenciária de Urso Branco sob observação por alguns anos. O Brasil se tornou parte do Protocolo Opcional à Convenção contra a Tortura, criou seu mecanismo doméstico de implementação e se submeteu à Subcomissão de Prevenção da Tortura. Enfim, os governos democráticos tinham consciência da dimensão do problema e se esforçaram no alinhamento com padrões internacionais de garantia de direitos.

Agora não. É um empurra-empurra de gentinha medrosa, comprovando a incapacidade desse “governo” de lidar com crises. Deveriam reconhecer que destroçaram a máquina administrativa que poderia dar respostas. Falam em construir mais prisões, o que soa como discurso infantil. Prisões não se constroem de um dia para outro e, portanto, não são uma resposta adequada à urgência vivida. Prisões são caras para serem mantidas e o governo federal pode até repassar recursos aos estados para a construção, mas se não os passar, também, para a gestão, é como se não fizesse nada. Há, no país, prisões novinhas, prontas e vazias por falta de dinheiro para colocá-las em funcionamento. O que se verifica é que, muito mais importante que novas unidades, é vital saber gerenciar as existentes. Nesse tocante estamos na Idade da Pedra.

Uma penitenciária não pode ser um depósito de gente pobre, feia e esquecida; não pode ser um tanque de decantação da merda social. O dever do Estado é prevenir novos crimes e isso só é possível com tratamento adequado aos que estão sendo investigados ou que foram condenados por ter sido demonstrada, “além de qualquer dúvida razoável”, a prática de crimes. Por tratamento adequado deve-se entender recuperar chances perdidas de reconhecer nesses indivíduos com dívidas na justiça cidadãos dignos, ensinando-lhes um ofício, dando-lhes educação mínima, oferecendo-lhes condições de curarem suas feridas na alma e, sobretudo, dar-lhes, depois, uma nova chance. Sem políticas públicas de inclusão social esses resultados nunca serão atingidos.

A crise aguda do sistema penitenciário deveria ser uma oportunidade para pensarmos sobre o modelo de sociedade que queremos. Facções, bandos e quadrilhas são instrumentos de um mercado informal paralelo rentável de drogas, manejados por aqueles que não têm chance no mercado formal e, por isso, ou se envolvem no crime, ou mantêm-se na sua miséria de sempre, com parquíssimas e penosas perspectivas de melhora. Claro que em todo grupo social existem, também, os conformados com sua condição de miseráveis e, portanto, sem vontade de resistir; mas existem, igualmente, os inconformados, cheios de justos ressentimentos e dispostos a “chutar o pau da barraca”. Torná-los conformados “na porrada” não resolve o problema de que padecem e sempre exporá a sociedade a rompantes violentos de uns e outros, cada vez mais numerosos, que não aceitam sua condição. Faremos como as avestruzes? Enterraremos nossas cabeças na terra e ignoraremos esse “lixo humano”? Para não sermos incomodados, preferiremos nos enclausurar entre muros altos e fios de alta tensão? O problema é que a maioria dos brasileiros não pode se dar esse luxo, nem sequer imaginar circular com seus cheirosos filhinhos em carros blindados ou helicópteros sobre os centros urbanos. Precisamos que todos vivam em segurança e com qualidade, senão os verdadeiramente encarcerados serão os que moram fora das penitenciárias e estas serão administradas pelos que vivem dentro delas, correndo soltos e organizados em facções, bandos e quadrilhas. Ninguém conseguirá mudar esse quadro se não olhar de frente para ele.

O fundo penitenciário tem recursos para iniciar a virada. Mas não confundamos política penitenciária com política de segurança pública, porque aquela é muito mais ampla do que esta. Precisamos de gestores penitenciários, de arquitetura penitenciária que tornem realidade o que se impõe na Lei de Execuções Penais, uma das mais progressistas no direito comparado, mas relegada à condição de ser “só lei”. Isso não se faz com juízes do CNJ criando mais uma instância de controle dos administradores, até porque inexiste norma que permita ao colegiado intromissão na atividade do Poder Executivo ou intervenção da jurisdição dos juízes das Varas de Execuções Penais. Não podemos usar a crise para dela “tirar uma casquinha” com palpites soltos e improvisados, a empoderarem mais ainda esse ou aquele ator do serviço público.

A casta judicial e a do ministério público são os maiores responsáveis, com seu cego punitivismo, pela tragédia que já há muito se anunciava: como as prisões não lhes dizem respeito, seguem entupindo-as com o “lixo humano” até o sistema enfartar. A saída da crise pressupõe, pois, mudança de atitude dos órgãos empenhados na persecução e jurisdição penais, carentes de uma política criminal que os faça priorizar alguns ilícitos sobre outros e não fingir que obedecem cegamente ao princípio da obrigatoriedade da ação penal, sem distinção. Precisam ter consciência de que não é mais possível tolerar seu descaso diante da proporção de 80% dos presos sem condenação, no aguardo da justiça andar. Para dar conta de sua carga, não devem se refugiar na desculpa de que estão sobrecarregados. Juízes e membros do ministério público, no Brasil, mui bem remunerados, não têm horário de expediente controlado e nem sempre se ocupam oito horas diárias com seus processos. Que se mude seu método de remuneração e se pague por metas de produtividade, para vermos se os processos não andariam mais rápidos! Não se duvide de que isso seria capaz de mudar a cultura de trabalho e adequaria os agentes a orientações de instâncias superiores, até como meio de cultivar a economia processual. Deixariam de ser luminares, para efetivamente serem parte de uma engrenagem articulada que oferecesse aos cidadãos segurança jurídica.

Salta, porém, aos olhos que isso tudo só um governo legitimado pelo voto pode fazer, pois o grupo que se assenhorou do poder não tem tutano nem estofo para desafiar, com autoridade, o ambiente de sinecura[EdA1]  no judiciário. Até porque muitos deles não são melhores do que os assassinados, esperando, contudo, à diferença deles, em liberdade e aboletados em cargos públicos de alto escalão, que a justiça, em seu passo de cágado, os chame para pagar por seus pecados. Ficarão, até serem removidos de sua situação de ilegitimidade, a arrumar desculpas para seu fracasso, usando a pura negação da responsabilidade, a sugestão aleatória de medidas decorativas, o preconceito social contra os encarcerados ou o cinismo bandido de quem acha que os mortos não são santos.

 


* Subprocurador-Geral da República e Professor Adjunto da Universidade de Brasília, foi Ministro de Estado da Justiça no governo legítimo de Dilma Vana Rousseff.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2017

Falácia de aparelhamento e recursos para comunistas

A velha falácia de que o PCdoB toma conta de todo o governo Flávio Dino vem à tona novamente. O intuito, claro, é propagar o sonho da oposição: desgastar um mandato de grande aprovação popular.

Tentam agora passar a ideia de que  Secretaria de Estado da Comunicação e Assuntos Políticos (Secap), por exemplo, é formada na totalidade por comunistas. Mas não é verdade.

Como bem frisou o governador Flávio Dino, não há por parte do governo exigência de que o profissional seja do PCdoB para fazer parte de nenhuma secretaria.

É tanto que o Governo investiu no réveillon em vários municípios, entre eles Imperatriz, administrado pelo PMDB. Ao contrário do que diz o EMA, quando afirma que municípios com prefeitos do PCdoB foram privilegiados. Nada mais do que falácia para enganar incautos, admitindo ainda a não superação do fim da oligarquia Sarney.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2017

Prefeito Domingos Dutra anuncia uma série de medidas para Paço do Lumiar

O prefeito de Paço do Lumiar, Domingos Dutra (PCdoB), anunciou nesta sexta-feira (6) uma série de medidas que pretende colocar em prática ainda em 2017. Na ocasião, Dutra aproveitou para apresentar à população todo o secretariado do município. O evento aconteceu na Escola Marly Sarney no bairro do Maiobão.

Além do prefeito, os secretários também apresentaram ações para os primeiros meses da gestão. De acordo com Domingos Dutra, o objetivo é deixar os luminenses cientes de tudo que será feito e como o dinheiro público será investido.

“Nós governamos para o povo. A cidade não é do prefeito, a cidade é de todos e por isso a importância de compartilhar nossos projetos para o futuro e de apresentar o secretariado para que o cidadão saiba a quem recorrer e de quem cobrar resultados. Nossa gestão é unificada e todo mundo vai ter que mostrar trabalho”, declarou o prefeito.

Vereadores, líderes comunitários e populares lotaram a escola e ouviram atentamente o deputado estadual Cabo Campos, que anunciou a destinação de R$ 200 mil de suas emendas ao município. “Agora eu tenho certeza que Paço do Lumiar está nas mãos certas. Certa vez me perguntaram porque eu não destinava parte das minhas emendas para o município já que fui bem votado aqui, minha resposta foi simples: eu não colocaria dinheiro nas mãos de um mal gestor. Quando Dutra me pediu ajuda, não pensei duas vezes, porque sei que esse é um homem sério”, disse o deputado.

Quem também prestigiou o evento, foi o vice-prefeito de São Luís, Júlio Pinheiro. No encontro ele reafirmou a parceria entre a capital e Paço do Lumiar no quesito metropolização. “Nós todos fazemos parte da grande ilha. Precisamos nos unir e trabalhar juntos para que a região metropolitana cresça e todos possam ganhar”, concluiu.
O senador Pinto da Itamaraty e o deputado Waldir Maranhão, também marcaram presença no encontro. O parlamentar da Câmara Federal fez questão de dizer que não medirá esforços para ver o Paço crescer.

“É uma satisfação acompanhar de perto o plano de governo. Isso mostra o quanto ele está compromissado com a população. Então, como deputado federal e vice-presidente da Câmara dos Deputados, eu quero me associar a esse projeto de Paço do Lumiar dando a minha contribuição com emendas parlamentares para que o povo luminense possa ter qualidade de vida”, disse Waldir Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 7/jan/2017

O atual sistema penitenciário do MA e as críticas desnecessárias

O atual sistema penitenciário do Maranhão possui um cenário completamente diferente do que era há dois anos. Além do fato do estado não ser mais manchete nacional pela carnificina já corriqueira em Pedrinhas, avançamos fatores fundamentais para este progresso.

Basta dar uma olhada nas estatísticas. Rapidamente, o estado saiu do quarto lugar de menor déficit carcerário para o primeiro lugar. Também contam como dados significativos a redução drástica do número de mortes violentas dentro do presídio de Pedrinhas, seguindo na contramão do caos que muitas cidades estão mergulhadas, a exemplo de Manaus.

Avanços que foram conquistados por uma gestão responsável e humanizada. Lembrando que falar em melhorias e avanços não significa dizer que chegamos à perfeição. Mas os passos certos estão sendo dados. Portanto, as críticas e esbravejo mesmo aos bons resultados são nada mais do que desnecessárias e nada contribuem com o progresso que o Maranhão precisa.

  • Jorge Vieira
  • 6/jan/2017

Sefaz cancela registro de 94 empresas cadastradas como atacadistas

A Secretaria de Estado da Fazenda (Sefaz) cancelou o registro de 94 empresas fantasmas do cadastro estadual de contribuinte do Imposto sobre as Operações de Circulação de Mercadoria e Serviços (ICMS), tendo como atividade principal o comércio atacadista em 32 municípios do Estado do Maranhão, que não foram localizadas nos endereços informados no momento do cadastramento.

Segundo o secretário da Fazenda, Marcellus Ribeiro Alvez, essa foi a primeira ação da Sefaz em 2017. “Foram realizadas 171 vistorias pelos fiscais do Corpo Técnico de Fiscalização de Trânsito de Mercadorias da Sefaz e apenas 77 empresas, 45% do total, foram localizadas nos endereços indicados no cadastro de empresas da Sefaz”, destacou o secretário. Os técnicos da Sefaz vão vistoriar 139 empresas para constatar o funcionamento.

Das 94 empresas canceladas, 19 tinham registro em São Luís, 9 em Imperatriz, 9 em Caxias, 7 na Raposa, 6 em Paço do Lumiar, 5 em São José de Ribamar, 5 em Codó, 4 em Viana, 4 em Coroatá. As outras 26 empresas canceladas estavam registradas em outros 22 municípios de diversas regiões do Maranhão.

A Sefaz identificou que os supostos estabelecimentos não funcionavam efetivamente, após vistoriar seus endereços indicados no cadastro de contribuintes do ICMS (CAD/ICMS). Foi constatado que nos locais não existiam atividades comerciais de atacado, somente terrenos baldios ou pequenos imóveis residenciais, cujos proprietários desconheciam qualquer informação acerca dos estabelecimentos comerciais.

O secretário Marcellus Ribeiro informou que as empresas fantasmas foram criadas com o intuito de sonegar o ICMS na venda de mercadorias, uma vez que foi identificado no sistema de registro dos Postos Fiscais de divisas interestaduais que essas empresas adquiriram mercadorias em outros estados, em que fosse identificado pagamento do ICMS correspondente. As empresas fantasmas podem ter sido usadas para lesar fornecedores ou para emissão de notas fiscais para regularizar operações ilegais, simulando vendas de bens e mercadorias a órgãos públicos.

Notificação – Outra ação da Sefaz em 2017 foi o envio de notificação para 2.073 empresas que possuem faturamento anual com vendas de mercadorias no varejo superior a R$ 120 mil nos exercícios de 2012 a 2015 e que não estão utilizando equipamento Emissor de Cupom Fiscal (ECF), Nota Fiscal Eletrônica do Consumidor ou NF-e – documentos fiscais exigidos para as vendas a consumidor final de acordo com a legislação tributária do Estado.

Nas notificações enviadas aos contribuintes, a Sefaz informa que as empresas estão em situação de irregularidade fiscal e as intima a se regularizarem no prazo máximo de 10 dias do envio da comunicação, sob pena de aplicação da multa de R$ 2,5 mil prevista na Lei nº 7.799/2002. Para se regularizar, as empresas notificadas deverão utilizar da Nota Fiscal Eletrônica (NF-e) modelo 55 ou a Nota Fiscal Eletrônica para Consumidor Final (NFC-e), obtendo soluções de aplicativos emissores de Nota Fiscal Eletrônica disponível no mercado, com as opções gratuitas ou pagas.

 

 

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