A desembargadora Maria da Graça Peres Soares Amorim, da 3ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), decidiu manter as prisões preventivas de investigados na Operação Tântalo II, que apura um esquema de corrupção na Prefeitura de Turilândia, mesmo após o Ministério Público do Maranhão ter se posicionado pela substituição das custódias por medidas cautelares.
As prisões, decretadas anteriormente pela própria magistrada, foram reavaliadas após recursos das defesas. No entanto, a relatora concluiu que permanecem presentes os requisitos legais para a manutenção da medida extrema, como a gravidade dos crimes, o risco de interferência nas investigações e a possibilidade de continuidade das práticas ilícitas.
Com a decisão, seguem presos o prefeito Paulo Curió (União Brasil), a vice-prefeita Tanya Mendes (PRD) e operadores financeiros apontados como integrantes do núcleo central da organização criminosa. Também foi prorrogado por mais 90 dias o afastamento do prefeito, da vice-prefeita e de servidores estratégicos da administração municipal.
Divergência com o Ministério Público
No último sábado (10), o MPMA encaminhou parecer à 3ª Câmara Criminal defendendo a liberação dos investigados, entre eles o prefeito, sob o argumento de que as provas já reunidas reduziriam a necessidade da prisão preventiva. O documento foi assinado pelo procurador-geral de Justiça em exercício, Orfileno Bezerra Neto.
Apesar disso, a desembargadora ressaltou que o parecer ministerial não tem caráter vinculante, cabendo ao Judiciário avaliar, de forma independente, a necessidade das prisões. Segundo a decisão, a manutenção das custódias visa preservar a ordem pública e assegurar o regular andamento do processo.
Desvios milionários
De acordo com os autos, o grupo investigado teria atuado de forma organizada dentro do poder público municipal desde 2020, utilizando fraudes em licitações, contratos simulados e movimentações financeiras irregulares para desviar recursos públicos.
Levantamentos técnicos apontam que os contratos sob suspeita ultrapassam R$ 43 milhões, com indícios de que parte dos valores foi destinada a agentes públicos, familiares e empresas de fachada, além de ser utilizada para despesas pessoais e sustentação política.
Vereadores seguem sob cautelares
Em relação aos vereadores investigados, o TJMA optou por não decretar prisão preventiva, avaliando que a medida poderia comprometer o funcionamento da Câmara Municipal. Para eles, foram impostas restrições como prisão domiciliar, monitoramento eletrônico e limitação de acesso ao Legislativo apenas para sessões oficiais.
Prisão domiciliar em casos excepcionais
Pedidos de conversão da prisão em domiciliar com base em critérios humanitários foram analisados individualmente. A relatoria destacou que o benefício não é automático e só foi concedido em dois casos específicos, envolvendo gestação e doença grave comprovada.
A decisão conclui que as medidas cautelares mantidas são essenciais para desarticular o esquema criminoso, evitar a destruição de provas e garantir a efetividade da instrução processual. As investigações sobre a corrupção em Turilândia continuam em curso.
Confira a íntegra da decisão: 0830596-07.2025.8.10.0000
Com informações do site Direito e Ordem e o Informante
No afã de tentar eleger seu filho Orleans governador, Marcus Brandão teria partido para o tudo ou nada na reta final das definições partidárias. A última cartada teria sido minar a candidatura ao Senado do irmão Carlos Brandão.
A mais recente investida foi o vazamento da conversa reservada que houve entre governador e vice, que tentam encontrar uma solução de palanque único para o
presidente Lula no Maranhão. Até celulares foram proibidos na reunião entre os 2 mandatários, mas em menos de 24h a conversa foi completamente vazada por um blogueiro da confiança de Marcus Brandão.
Esta não é a primeira vez que Marcus conduz esse tipo de operação. Já gravou vídeos, grampeou aliados de forma ilegal e conduz campanhas difamatórias contra o grupo político liderado por Felipe Camarão.
O intuito é acabar de vez com qualquer possibilidade de que Carlos Brandão saia do governo em abril para concorrer ao Senado, e não abrir espaço para o vice-governador assumir o Palácio dos Leões no mesmo período.
A estratégia de Marcus era fabricar pesquisas favoráveis a seu filho e criar u clima de vitória por WO. A tática foi desmascarada por pesquisas de institutos nacionais que apontaram Carlos Brandão entre os governadores com pior avaliação do Brasil e Orleans com metade das intenções de voto do que a imprensa palaciana estava há meses alardeando.
Uma dessas pesquisas foi encomendada pelo PT nacional e fez com que o presidente Lula batesse martelo: sua chapa é Felipe governador, Brandão senador e Lula presidente. O tema foi informado diretamente a Brandão pelo presidente da República e reforçado por ninguém menos que Jose Sarney. O tema foi debatido entre irmãos, mas Marcus foi irredutível na candidatura do filho, mesmo que isso signifique o fim de linha para a carreira do irmão.
Analistas experimentados em política maranhense acompanham a movimentação com surpresa, principalmente devido ao alto grau de exposição negativa a que Marcus Brandão estaria submetendo o governador.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu vetar integralmente o projeto de lei que previa a redução de penas para condenados por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão foi formalizada durante uma cerimônia no Palácio do Planalto, realizada em referência aos três anos das invasões às sedes dos Três Poderes, em Brasília.
O veto já era esperado por parlamentares, uma vez que Lula vinha manifestando publicamente sua contrariedade ao projeto desde o início da tramitação no Congresso Nacional.
O texto barrado havia sido aprovado pela Câmara dos Deputados e pelo Senado no fim do ano passado. A proposta criava mecanismos para reduzir punições aplicadas ao ex-presidente Jair Bolsonaro e a outros réus apontados como integrantes do chamado “núcleo crucial” da tentativa de golpe de Estado, além de beneficiar envolvidos diretamente nos ataques de 8 de janeiro.
Entre os principais pontos do projeto estavam a aceleração da progressão de regime para condenados por crimes contra o Estado Democrático de Direito, a redução de até dois terços da pena para participantes classificados como vândalos comuns e a previsão de que o crime de tentativa de golpe de Estado absorvesse o de tentativa de abolição do Estado, nos casos de condenação simultânea.
A proposta também alterava as regras de progressão para o regime semiaberto. Pelo texto aprovado no Congresso, condenados pelos atos de 8 de janeiro poderiam solicitar a mudança de regime após cumprir 16% da pena em regime fechado. Atualmente, a legislação exige o cumprimento mínimo de 25% da pena para esse tipo de progressão.
Mesmo com o veto presidencial, o tema ainda pode retornar à pauta do Legislativo. A Constituição prevê que deputados e senadores se reúnam em sessão conjunta do Congresso Nacional para decidir se mantêm ou derrubam a decisão do Executivo. Para a derrubada do veto, são necessários ao menos 257 votos na Câmara e 41 no Senado.
O Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses foi eleito como o líder do ranking de destinos para o ecoturismo em 2026 no Brasil pela plataforma PlanetaEXO, especializada em turismo sustentável. A seleção que destaca os principais protagonistas para o turismo sustentável e de natureza avaliou experiência, receptividade local e conservação ambiental. Critérios que tornam o atrativo maranhense o mais desejado pelos turistas do segmento.
A publicação apresenta aos leitores o melhor período para conhecer o destino, dá dicas de hospedagens nas ‘cidades-base’ para quem visita o Parque (Barreirinhas, Santo Amaro e a vila de Atins) e também aponta meios de translado para chegar ao local que ocupa o topo da lista.
“A beleza do Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses é tão estonteante que há quem diga que mais parece coisa de outro mundo. As lagoas de água azul cristalina em meio às dunas de areia branca são capazes de impressionar qualquer um”, frisa a PlanetaEXO.
A escolha dos Lençóis Maranhenses como destino em alta para o turismo de natureza em 2026, surge em paralelo à eleição do Brasil como Destino do Ano de 2026 pela revista internacional Travel + Leisure, marca global especializada em viagens de lazer.
A expectativa para forte movimentação turística nos Lençóis Maranhenses tem sido fortemente impulsionada pelo reconhecimento do Parque Nacional como Patrimônio Natural da Humanidade pela Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (Unesco), título conquistado em 2024.
“Os Lençóis Maranhenses já são amplamente conhecidos como um dos principais destinos para viajantes brasileiros e de todo o mundo. Nós fomos agraciados com esse paraíso natural e atuamos para projetá-lo ainda no cenário turístico mundial. Trabalhamos para atrair mais turistas e qualificar nossos operadores e guias de turismo, sempre com a meta de garantir um ótimo acolhimento e para estimular o retorno desses viajantes ao Maranhão”, reforça a secretária de Estado do Turismo do Maranhão (Setur-MA), Socorro Araújo.
O ranking da PlanetaEXO começa pelo parque de dunas e inclui outros polos turísticos já consagrados nacionalmente, como Chapada Diamantina (BA), Chapada dos Veadeiros (GO) e Fernando de Noronha (PE).
Aumento no fluxo aéreo
Com a projeção da PlanetaEXO indicando uma nova temporada de alta visitação nos Lençóis Maranhenses em 2026, o turismo no Maranhão pode superar os bons números conquistados pelo setor no ano passado.
Com base em dados gerados pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o Observatório do Turismo do Maranhão (Obstur-MA), departamento vinculado à Setur-MA, aponta que, de janeiro a novembro de 2025, o Maranhão registrou 2.013.951 passageiros transportados entre embarques e desembarques, representando crescimento de 13,67% em relação a 2024.
Destaque para o desempenho do Aeroporto de Barreirinhas, que alcançou 22.166 passageiros em 2025, somando 11.823 embarques e 10.343 desembarques. O volume está diretamente associado à ampliação das operações aéreas no município, porta de entrada para os Lençóis Maranhenses.
“As ações que a gente vem fazendo, não só o Observatório, como também os outros setores da Setur-MA, têm retorno muito positivo. Tivemos mais de R$ 2 milhões de investimentos em promoção de destinos turísticos aqui do Maranhão e tivemos um retorno em relação ao fluxo aéreo”, explica Igor Almeida, coordenador do Obstur-MA.
Lençóis Maranhenses em destaque na TV dos EUA
Além de aparecer na listagem da PlanetaEXO, o Parque Nacional dos Lençóis Maranhenses também foi recentemente destaque em reportagem especial exibida pela PBS (Public Broadcasting Service), emissora pública de TV dos Estados Unidos.
A produção apresenta imagens exuberantes dos Lençóis Maranhenses e depoimentos emocionados de pesquisadores e de moradores da região. O programa da PBS mostra a grandiosidade e biodiversidade do Parque Nacional com seus 906 km² de dunas e lagoas de “azul cristalino”.
“Os Lençóis Maranhenses são o maior campo de dunas da América do Sul. Você nunca os vê da mesma forma, porque tudo está sempre mudando, fortes movimentos de areia e água alteram as formas e a composição das lagoas”, aponta o biólogo, professor da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Jivanildo Miranda, um dos entrevistados pela PBS.
O tempo começa esgotar para o governador Carlos Brandão (sem partido) decidir se fica até o final do mandato para tentar fazer o sucessor de sua referência ou se passa o comando do estado para o vice-governador Felipe Camarão (PT) para se candidatar ao Senado.
O prazo limite de desincompatibilização para quem ocupa cargo público e vai disputar mandato eletivo em outubro próximo expira dia cinco de abril e existe muita expectativa quanto a decisão que o governador irá tomar, pois, de acordo com seu posicionamento, muita coisa pode mudar ou não no cenário político estadual.
Carlos Brandão passou o ano de 2025 dando entender em suas declarações que permaneceria até o último dia do seu mandato, surpreendeu no início deste ano ao afirmar que pretende ouvir um colegiado sobre a caminho a seguir, colocando em dúvida o projeto político de fazer o sobrinho Orleans Brandão (MDB) seu sucessor.
Num encontro que teve com o presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) ano passado para tratar questões relacionadas às eleições deste ano no Maranhão, Lula solicitou que ele concorresse ao Senado, abrindo assim para o vice-governador Felipe Camarão (PT) concorrer à reeleição. Foi sugerido ainda o consenso em torno do ministro do Esporte André Fufuca, mas as propostas foram recusadas pelo interlocutor maranhense.
O governador resolveu apostar na pré-candidatura do sobrinho e lhe ofereceu todas as condições para se viabilizar eleitoralmente, colocando-o a frente de todos os atos do governo, entre as quais entregas de obras e assinaturas de ordens de serviços onde não faltaram discursos e manifestações de apoio à candidatura de Orleans.
E quando todos imaginavam que o martelo estava batido e que a decisão de permanecer no cargo e trabalhar pela eleição do sobrinho era definitiva, o chefe do Executivo surpreendeu ao afirmar que ainda vai reunir o colegiado para tomar a decisão coletiva, ou seja, o governador pode atender o pedido do presidente Lula e ter uma eleição tranquila para o Senado e entregar a faixa para Camarão. Tudo vai depender dos conselhos que pretende ouvir.
Seja qual for a decisão do governador, é fato que ele terá que tomar até início de abril. O tempo correr contra, mas ainda dá para refletir, pensar no futuro e na real possibilidade de sucesso de sua aposta. Brandão está diante de um dilema: manter a candidatura do sobrinho e ficar sem mandato ou desincompatibilizar e ter garantido um mandato de senador.
As pesquisas apontam Brandão como franco favoritos para conquistar uma das duas cadeiras que estarão em disputa para a Câmara Alta do Congresso Nacional. Já Orleans, seu pré-candidato ao governo, não tem tido os mesmo desempenho, principalmente nas sondagens espontâneas.
A bola está com o governador.
O deputado federal e vice-líder do governo Lula no Congresso, Rubens Pereira Júnior (PT), apareceu na manhã desta terça-feira ao lado do vice-governador do Maranhão, Felipe Camarão (PT). A foto foi postada pelo próprio Felipe em suas redes sociais, em que brincou: “Ótimo papo sobre 2026… alguém adivinha o assunto?”
O gesto de Rubens Pereira Júnior é o primeiro reforço do ano na pré candidatura de Felipe Camarão, que iniciou o ano reunindo os partidos progressistas em evento no último final de semana. O deputado federal fez duro discurso contra o governador Carlos Brandão (sem partido) na Câmara Federal no mês de outubro, após divulgação de grampo ilegal realizado pelo Palácio dos Leões.
Os dois petistas posaram ao lado dos deputados Márcio Jerry (PCdoB) e Carlos Lula (PSB). A imagem representa um grande reforço na base de apoio à candidatura do PT ao governo do Maranhão. Ex-secretário de Educação na gestão de Flávio Dino, Felipe Camarão reafirmou que sua candidatura ao governo está mantida e mantém intensa agenda de reuniões com lideranças populares e partidárias.
A sua candidatura ganhou força após manifestação do PT nacional de que seu nome está entre as prioridades do partido no Brasil, informação que foi circulada ainda no mês de dezembro. Felipe Camarão entre os 8 pre-candidatos a governo estadual que fazem parte dessa prioridade, que foi também avalizada após pesquisa encomendada pela nacional demonstrar a viabilidade eleitoral de seu nome.
Os partidos da esquerda maranhense continuem firmes apostando na candidatura do vice-governador Felipe Camarão, assim como são cada mais evidentes os sinais de que a direção nacional do PT vai apostar todas as fichas em seu militantes. A nova edição do “Diálogos pelo Maranhão”, mostrou que os partidos que integram este campo da política maranhense estão unificados em torno da reeleição do presidente Lula e do projeto de eleição de Camarão.
O encontro ocorrido no último final de semana no Quilombo Cariongo, em Santa Rita, a palavra de ordem foi a unidade para a construção de uma frente popular de esquerda no Maranhão para sustentação política à candidatura de Felipe, que passou a ser uma aposta real da direção nacional do PT após a pesquisa encomendada pelo partido nos estado onde foi revelado o potencial do vice-governador na corrida eleitoral deste ano.
A reunião, segundo Felipe Camarão teve um significado simbólico, pois reuniu os cinco partidos (PT, PSOL, PCdoB, REDE, PSB) que estão caminhando juntos sob a liderança do presidente Lula para fazer o melhor pelo Maranhão, ou seja, o pré-candidato do PT deu a entender que o grupo que se reuniu no Quilombo Cariongo é que formará palanque para o presidente Lula no Estado. E Lula tem grande influência política e eleitoral entre os maranhenses.
Existe ainda a possibilidade de uma repactuação de toda a base política que, sob o comando de Flávio Dino chegou ao poder em 2014 derrotando o grupo que mandava e desmandava no estado por quase cinco décadas e que rachou por questões de divergências justamente sobre o processo sucessório. Recentemente o governador Carlos Brandão (sem partido) aventou a possibilidade de discutir com uma espécie de conselho seu futuro político.
Brandão é o principal fiador da pré-candidatura do sobrinho secretário de Assuntos Municipalistas Orleans Brandão (MDB), projeto que somente se sustenta com sua permanência no comando do estado até o final do mandato, mas para isso terá que abdicar de concorrer ao Senado. Suas declarações em 2025 indiciaram que estava decidido a abrir mão da cadeira de senador para tentar fazer Orleans seu sucessor, porém, já admite ouvir conselhos antes de bater o martelo.
Se Brandão resolver sair, o cenário para as eleições mudará completamente, Orleans perde força, o projeto da candidatura pode não ir adiante. Nesta conjuntura Brandão deverá ser candidato a senador na chapa de Camarão, que assumirá o comando do estado e, sentado na cadeira de governador, disputará a reeleição, tendo ao seu lado o presidente Lula.
O fato é que, independente da posição que o governador Carlos Brandão venha adotar, a candidatura de Felipe Camarão se consolida e ganha vez mais a força na direção nacional do PT.