Através de sua página na Twitter, o PT está pedindo ajuda à sua militância para quitar dívidas de campanha do candidato derrotado no segundo da eleição presidencial, Fernando Haddad, e sua companheira de chapa Manuel d’Ávila (PCdoB). Conforme a mensagem endereçada aos apoiadores do petista, as doações podem ser feitas até o dia 15 de novembro.
Segundo dados disponíveis no TSE sobre prestação de contas da campanha, o representante do PT possui um déficit de R$ 4 milhões, pois declarou despesas de R$36.988.826,09 e arrecadou um total de R$32.674.099,94. As informações do TSE dizem respeito a movimentação financeira da campanha desde o primeiro turno. Ainda não estão descritos os gastos do segundo turno.
Pelo calendário eleitoral, as receitas e despesas da campanha devem ser declaradas pelos candidatos e seus respectivos partidos à Justiça Eleitoral até 6 de novembro para primeiro turno e 17 de novembro para segundo turno. ( Com informações do Estadão)
O governador Flávio Dino (PCdoB) ironizou a entrega do superministério da Justiça ao juiz Sérgio Moro. “É um ato de coerência, eles estavam militando no mesmo projeto: o da extrema-direita”. Para Dino a aceitação do convite feito por Bolsonaro é a comprovação de interesses eleitorais na Lava Jato, além de comprometê-la quanto ao já feito.
Segundo o chefe do Executivo maranhense, “infelizmente vai gerar suspeitas com relação a casos similares no futuro. Não é apenas Sérgio Moro que perde credibilidade”, observou em uma das mensagens postadas em sua página no Twitter. 


A senadora Gleisi Hoffmann, presidente do PT Foto: Edilson Dantas / Agência O Globo
O Globo – Logo após o juiz Sérgio Moro aceitar o convite do presidente eleito Lair Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, a presidente do PT, Gleisi Hoffmann , e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso o usaram as redes sociais para comentar a indicação. A petista ironizou a escolha do magistrado. Já FH aprovou o nome de Moro, mas sugeriu cautela ao novo governo nas fusões de ministérios.
A senadora lembrou de episódios criticados pelo partido, como a divulgação dos áudios da interceptação telefônica de Lula e de um dos trechos da delação do ex-ministro Antonio Palocci. Com a ida de Moro para o governo do capitão da reserva, a defesa de Lula irá reforçar a tese de que o juiz não tinha isenção para julgar o ex-presidente.
– Moro será ministro de Bolsonaro depois de ser decisivo para sua eleição, ao impedir Lula de concorrer. Denunciamos sua politização quando grampeou a presidenta da República e vazou pra imprensa; quando vazou a delação de Palocci antes das eleições – disse Gleisi, que ironizou: – Ajudou a eleger, vai ajudar a governar.
Mais cedo, a senadora já questionara o encontro entre Moro e Bolsonaro. Gleisi lembrou de declarações de Bolsonaro que já afirmou que os “marginais vermelhos serão banidos da nossa pátria” e que o ex-presidente Lula irá “apodrecer na cadeia”.
– Sérgio Moro não vê problema em conversar com presidente eleito e considerar seu convite para ocupar um ministério. O presidente em questão falou que Lula vai apodrecer na cadeia e quer exterminar os vermelhos. Viva juízes isentos como Moro e presidentes democráticos como Bolsonaro! – disse.
Em reunião após a derrota para Jair Bolsonaro, o PT decidiu que irá mobilizar uma campanha internacional pela liberdade do ex-presidente.
FH publicou sua mensagem antes de seguir para a Europa nesta quinta-feira. Numa postagem curta, ele disse que Moro é “sério” e que poderá ajudar o país se combater a corrupção. “Moro na Justiça. Homem sério. Preferia vê-no STF, talvez uma etapa”, escreveu. ” A corrupção arruina política e o país. Se Moro a combater ajudará o país”, completou.
O tucano também comentou a redução de ministérios anunciada no governo do presidente eleito. Para ele, a nova gestão tem que tomar cuidado para não repetir erros do governo do ex-presidente Fernando Collor. “Fusões de ministérios sim, com prudência. Já vimos fracassos colloridos”, disse, sem entrar em detalhes sobre a que problemas estava se referindo.
Fernando Henrique também deixou na mensagem um aceno ao PSDB, que ainda não definiu qual posicionamento deverá adotar em relação ao governo Bolsonaro. Ele pregou não ao que chamou de “adesismo”. “Torço pelo melhor, temo que não, sem negativismos nem adesismos”.
FH viaja nesta quinta-feira para Portugal e Espanha. Nesta quarta-feira, ele já tinha defendido “crítica construtiva” ao novo governo sem “adesão oportunista”.
O PSDB poderá reunir os integrantes da direção nacional na próxima semana em Brasília para começar a discutir o assunto

A deputada federal e senadora eleita Eliziane Gama (PPS), ao defender a formação de um novo bloco de atuação e sugeriu que o governador Flávio Dino (PCdoB) seja candidato a presidente em 2022, criticou, ainda que sem citar nome, o Partido dos Trabalhadores, a quem acusou indiretamente de sempre pedir adesão, mas nunca aderi a nada.
Em postagem nas redes sociais, a senadora eleita declarou que “várias frentes democráticas, progressistas e liberais sendo discutidas, superando projetos hegemônicos que sempre pedem adesão e nunca aderem a nada”, nunca clara crítica ao comportamento do PT em querer sem sempre hegemônico na esquerda.
Eliziane, na mesa mensagem sugere que o governador Flávio Dino dispute a sucessão presidencial ao afirmar que “horizonte de esperança e nele já se vê a possibilidade de o Maranhão emprestar Flávio Dino para o Brasil”.
Após a publicação, da parlamentar do PPS, o ex-coordenador da campanha de Haddad no Maranhão, professor Márcio Jardim, respondeu as críticas, também através das redes sociais. “Senadora, desculpa, mas o PT te emprestou preciosos minutos no seu tempo de TV que, pra tê-lo, custou muito suor de sua militância, e não te pediu adesão a nada. Nem no segundo turno a senhora aderiu ao governador Flávio Dino no apoio a Haddad”. Devolveu Jardim.

O prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) lançou nesta quarta-feira (31) a 12ª Feira do Livro de São Luís (FeliS), que acontecerá de 16 a 25 de novembro, das 10h às 22h, no Multicenter Sebrae, com o tema “A Brasilidade na Cultura Contemporânea”. O evento realizado pela Prefeitura de São Luís é o maior do setor literário do Maranhão, atraindo a cada edição milhares de visitantes. A programação completa já está disponível no site feiradolivrodesaoluis.com.br.
“Estamos preparando essa grande festa da nossa literatura, enaltecendo nossas letras, nossas artes, valorizando nossos escritores e a cultura ludovicense. A Feira do Livro de São Luís já é um patrimônio da cidade e se transformou no maior espaço de estímulo à leitura e fomento à literatura do Maranhão. Serão centenas de atividades para todas as idades e convidamos toda a população para participar desse grande momento literário que a cada ano se consolidada no calendário cultural do país”, afirmou o prefeito Edivaldo.
A expectativa é que cerca de 200 mil pessoas visitem a Feira do Livro durante os 10 dias de realização do evento, que nesta edição tem como patrono o escritor maranhense Graça Aranha, um dos articuladores da Semana de Arte Moderna, movimento artístico de grande importância para história e a cultura brasileira. Serão mais de 500 atividades, entre estas mais de 50 lançamentos de livros, exposições, palestras, conferências, oficinas, espetáculos teatrais, minicursos, rodas de conversa, apresentações culturais, performances poéticas, pockets shows, contações de histórias, entre outras atividades.
O evento, que é um dos poucos do país com entrada gratuita para o público, contará com a participação de nomes importantes do atual cenário literário local e nacional, como André Neves, Fabrício Carpinejar, Elza Diniz, Gaspar Záfrica, Fernando Granato, entre outros.
A Feira do Livro tem ainda a correalização Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae) e do Serviço Social do Comércio (Sesc), com apoio da Companhia Maranhense de Gás (Gasmar), Vale, Governo do Maranhão, Universidade Federal do Maranhão (UFMA), Universidade Estadual do Maranhão (Uema), Associação dos Livreiros do Maranhão e a Potiguar.
Da tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão, o deputado estadual e deputado Federal eleito, Bira do Pindaré (PSB), voltou a destacar preocupação com o perfil do presidente eleito, Jair Bolsonaro (PSL), e as primeiras medidas tomadas. Segundo o parlamentar, os primeiros anúncios já demonstram, claramente, a irresponsabilidade deve ser uma das marcas da gestão que assume no dia 1° de janeiro.
Como exemplo, ele citou a fusão entre o Ministério do Meio Ambiente e o Ministério da Agricultura. “É a raposa cuidando do galinheiro”, disse. Para o socialista, algo impossível de dar certo e que trará prejuízos imensos, inclusive, para o agronegócio, visto que o mercado internacional não vai aceitar os produtos brasileiros em razão da mácula de não ter o respeito aos princípios básicos de preservação do meio ambiente.
“Os próprios empresários do setor deveriam reagir contra isso, porque é uma medida que causa um retrocesso monstruoso em relação à política ambiental em nosso país. De maneira que nós estaremos vigilantes. Várias pessoas já se manifestaram alertando para gravidade dessa decisão. Mas eu, particularmente, confesso a vocês que não esperava outra coisa que não fosse esse tipo de situação. E, pior, isso é só o começo. O que vem por aí é muito mais grave”, alertou.
Neste sentido, Bira destacou que acredita que a maioria dos eleitores de Bolsonaro vão se arrepender muito antes do imaginado, porque, afirmou, é um projeto que nasce morto, que não tem perspectiva e que não oferece nenhuma garantia de solução para os problemas que mais afetam a nossa população.
“A nossa população está carente é de empregos, de trabalho, de educação pública, gratuita e de qualidade, de saúde e segurança que atenda o nosso povo. E esse presidente vai marchar na contramão de tudo isso. Se depender deles, a educação pública vai ser toda privatizada, não vai ter mais FIES, não vai ter mais PROUNI, não vai ter mais cotas para a população menos favorecida. Vão desmontar tudo que se conquistou de direito ao longo desse tempo”, pontuou.
O socialista acrescentou que a agenda proposta por Jair Messias Bolsonaro é a mesma do Governo Temer, mas com intensidade ainda maior. “É a agenda que tirou direitos do Trabalhador, que quer acabar com a aposentadoria do povo, com o Sistema Único de Saúde (SUS). Se depender deles, quem quiser se aposentar ou ter acesso a saúde, vai comprar um Fundo de Previdência ou um Plano de Saúde no Bradesco ou no Itaú. Não vai ter Banco do Brasil, nem Caixa, nem Banco da Amazônia”, completou ao dizer que “Esse é o projeto que venceu a eleição no Brasil. É um projeto da crônica da tragédia anunciada”.
Eleito com 99.598, o deputado Bira afirmou ainda que vai assumir o mandato na Câmara Federal no dia 1º de fevereiro e que vai acompanhar de perto cada passo por uma questão de coerência com a história e posição política assumida por ele.
“Não votamos com o senhor Jair Bolsonaro. Minha posição foi clara e pública desde o 1º turno, votei no Fernando Haddad porque não concordava com o projeto representado por este senhor e por essa razão, nós seguiremos firmes, democraticamente, responsavelmente, na oposição, cobrando dele e do seu governo que faça aquilo que o povo precise. Ele se dispôs a resolver os problemas do Brasil, agora a batata quente está na mão deles. A nossa luta continua”, concluiu.

Rubens Pereira Jr com a diretoria da Confederação Nacional de Municípios (CNM)
Os municípios brasileiros alcançaram mais uma importante vitória na Câmara dos Deputados. Foi aprovada, nesta semana, na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) a admissibilidade da proposta que acrescenta, na distribuição de recursos da União provenientes da arrecadação dos impostos sobre renda e proventos de qualquer natureza e sobre produtos industrializados, 1% ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM), a ser entregue no mês de setembro de cada ano.
“Isso representa um incremento de R$ 232.827.941,00 no orçamento das cidades do Maranhão. Um verdadeiro alívio nas contas em tempos tão difíceis”, disse o deputado Rubens Jr, que foi o relator da proposta, que estabelece que esses recursos sejam destinados ao FPM de forma escalonada, sendo 0,25% no primeiro ano, 0,5% no segundo, e 1% a partir do terceiro.
“Hoje, a Constituição Federal já estabelece que o governo repasse, desses recursos, 22,5% aos municípios por ano, mais 1% em julho e 1% em dezembro”, detalhou o deputado maranhense. Ainda segundo ele, setembro é historicamente um dos piores meses nas arrecadações dos municípios. E o repasse será feito não de uma forma abrupta, mas escalonada.
O deputado Herculano Passos (MDB-SP) afirmou que os deputados estão “fazendo, aos poucos, uma revisão do pacto federativo”. “Muitos municípios brasileiros vivem só do FPM. Não têm indústria, o comércio é fraco, a agricultura é fraca, e o município depende do apoio do repasse do Fundo de Participação dos Municípios”, ressaltou.
A PEC 391/17 terá que ser avaliada em comissão especial, antes de seguir para votação no Plenário da Câmara.