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  • Jorge Vieira
  • 14/nov/2018

PV do DF “repudia” indicação de Sarney Filho para secretaria

Numa manifestação “intrapartidária” encaminhada à direção nacional do Partido Verde, a executiva do partido no Distrito Federal se manifestou contra a indicação do ex-ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho (PV-MA), para a Secretaria de Meio Ambiente. O nome foi anunciado ontem (13) após um acordo político entre o governador eleito Ibaneis Rocha, o presidente Michel Temer (MDB) e o ex-presidente José Sarney (MDB), pai do deputado federal que perdeu as eleições para o Senado no Maranhão.

Sarney Filho é um dos três nomes da administração Temer anunciados até agora para o primeiro escalão da próxima administração distrital. O PV apoiou a tentativa de reeleição do governador Rodrigo Rollemberg (PSB), tendo indicado o vice-governador na chapa, Eduardo Brandão, que é o líder dos verdes na capital federal.

A nota da executiva do DF fala em 20 anos de “honestidade, transparência e companheirismo” e lembra que o PV travou um “intenso embate ideológico e programático” nas últimas eleições contra Ibaneis e, que por isso “reitera seu repúdio à decisão do referido deputado para compor a próxima gestão”. O partido quer que a executiva nacional “tome as devidas providências para que o referido deputado reveja esta decisão tão pouco democrática e em desacordo com os nossos compromissos éticos”. (Misto Brasília)

 

  • Jorge Vieira
  • 14/nov/2018

Único governador do Nordeste em reunião com Bolsonaro, Wellington Dias defende reforma da Previdência

Wellington Dias (PT) foi o único governador do Nordeste presente na reunião  Foto: Valter Campanato/Agência Brasil

O Globo –  Passados pouco mais de trinta dias das eleições que reelegeram Wellington Dias no Piauí, o petista foi o único governador do Nordeste a participar nesta quarta-feira do encontro com o presidente eleito, Jair Bolsonaro . Adotando um tom conciliador, o petista defendeu a reforma da Previdência, aposentando o discurso eleitoral do PT que combateu mudanças no sistema previdenciário durante toda a campanha do petista Fernando Haddad.

O governador do Piauí disse que o déficit da Previdência é o problema “mais forte” no “desequilíbrio dos estados”. Apesar da constatação, ele justificou que o PT passou os últimos anos atacando a proposta de reforma do presidente Michel Temer por “ter grande impacto nos mais pobres”.

– Há a necessidade de se fazer a reforma através de um diálogo. Por que não se conseguiu uma reforma até agora? Porque se tentou fazer sem antes ter esse diálogo. Pedimos (a Bolsonaro) para tratar dessa pauta da Previdência, da segurança, do emprego e do crescimento econômico – disse Dias.

Dias é coordenador do Fórum dos Governadores do Nordeste e participou do evento como porta-voz da maior região “opositora” a Bolsonaro no país, com sete dos nove governadores eleitos filiados a partidos adversários (PT, PSB e PCdoB). Ele negou desconforto dos colegas em participar da reunião. Disse que houve dificuldade de agenda e que parte deles está em viagem internacional.

– Os governadores do Nordeste têm uma posição comum de trabalhar integrados com o governo federal. A eleição terminou. Agora, vamos trabalhar todos juntos pelo Brasil – disse o governador reeleito.

Em conversas reservadas, no entanto, houve incômodo pelo fato de o encontro ter sido organizado por três governadores eleitos de direita: Wilson Witzel (PSC), do Rio de Janeiro, Ibaneis Rocha (MDB), do Distrito Federal, e João Doria (PSDB), de São Paulo. O governador do Piauí disse que serão feitos outros encontros para debater soluções para os problemas apontados.

  • Jorge Vieira
  • 14/nov/2018

Flávio Dino assina Decreto que garante direitos dos povos indígenas

O governador Flávio Dino caba de assinar Decreto que aprova o Plano de Políticas Públicas para os povos indígenas. Dino observa, porém, que “embora a maior responsabilidade seja do Governo Federal, temos prpcurado auxiliar para que os povos indígenas tenha acesso a direitos”.

A exemplo do que fez quando assinou o Decreto tornando as escolas públicas do Maranhão livre e sem censura, o governador usou as redes sociais para transmitir mais está ação de sua administração.

  • Jorge Vieira
  • 14/nov/2018

Após humilhantes derrotas, oligarquia Sarney sente o peso da decadência

Família Sarney em decadência perde prestígio em Brasília

A família Sarney, que teve presidente da República, ministro do Meio Ambiente, governadora por quatro mandatos, os três senadores alinhados, a grande maioria das bancadas federal e estadual e uma infinidade de prefeitos e vereadores aliados, hoje, após duas derrotas seguidas nas urnas para o governador Flávio Dino (PCdoB), está tendo que se contentar com migalhas de poder, oferecida pelo futuro governante do Distrito Federal.

Sem espaço para bajular o próximo presidente Jair Bolsonaro (já tem político em excesso fazendo isso), o candidato derrotado na eleição para o Senado, o ainda deputado federal Sarney Filho (PV) conseguiu uma “boquinha” e, segundo noticio o blog do Jorge Vieira nesta terça-feira (13), vai assumir a Secretaria de Meio Ambiente do Distrito Federal, muito pouco ou quase nada para quem já desfrutou das benesses do poder em toda a sua plenitude.

A decadência do chefe da oligarquia que mandou e desmandou no Maranhão ao longo de cindo décadas é notória. Durante a sessão solene em comemoração ao aniversário de 30 anos da Constituição, embora fizesse parte da mesa que dirigiu os trabalhos, o presidente eleito sequer citou seu nome de Sarney, se limitando a dizer “demais autoridade” ao olhar para o ex-presidente, que mostrou-se incomodado com o esquecimento proposital.

A ex-governadora Roseana Sarney, que já teve até uma pré-candidatura a Presidência da República, que não vingou porque foi abortada pela Polícia Federal, na famosa Operação Lunus, quando foi encontrada uma montanha de notas de cinquenta reais no escritório da empresa Lunus, de propriedade de Roseana e Jorge Murad, hoje briga com o deputado estadual Roberto Costa pelo comando do MDB, algo insignificante diante dos quatro mandatos de governadora que já exerceu, sendo um deles tomado a força de Jackson Lago em 2009.

Esses fatos revelam apenas a decadência política do grupo comandado no Maranhão pelo oligarca José Sarney, principalmente depois da humilhante derrota da filha para o governo e do filho para o Senado sofrida nas urnas na eleição de 7 de outubro. Roseana foi despachada logo no primeiro turno, enquanto Sarney Filho ficou apenas em quarto lugar. Até aliados históricos do sarneysismo foram varridos do Senado, dando lugar aos aliados do governador Flávio Dino, Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PPS).

Perdidos e sem a proteção costumeira do Palácio do Planalto, Roseana, Ricardo Murad, Adriano Sarney e o resto do grupo alardeou no segundo turno apoio à campanha de Bolsonaro na esperança de conseguir salvar algum ministério para se manter no centro do poder, mas diante da indiferença com que o presidente eleito tratou Sarney durante a sessão que homenageou os 30 anos da Constituição e da declaração de Bolsonaro de que o ex-ministro do Meio Ambiente vendeu partes da Amazônia para ONGS internacionais, o oligarca preferiu não ariscar e aconselhar o filho a ocupar a pasta insignificante do futuro governo do Distrito Federal, um cargo, na realidade, à altura da capacidade do ex-ministro rebaixado a secretário.

 

  • Jorge Vieira
  • 13/nov/2018

Doria anuncia reunião com presidente eleito mesmo sem Bolsonaro confirmar participação

O governador eleito de São Paulo, João Doria (PSDB), resolveu articular por conta própria um encontro dos governadores vitoriosos com o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL). O problema é que nem mesmo Bolsonaro confirmou presença na reunião, como informa a Agência Brasil.

A reunião engendrada por Doria conta com o apoio isolado do futuro do Distrito Federal, Ibaneis Rocha (MDB). Segundo a Agência Brasil, o encontro estaria marcado para às 9h desta quarta-feira (14), em Brasília, mas “os anfitriões ainda aguardam a confirmação de Bolsonaro”.

Ou seja, não se trata de uma reunião convocada pelo presidente eleito, mas pelo próprio Doria. Ainda de acordo com a Agência Brasil, o tucano alega que a ideia é que seja “um encontro de aproximação”.

O encontro proposto por Doria acabou desagradando alguns governadores que esperavam a iniciativa do próprio presidente eleito. Os governadores do Nordeste serão representados pelo governador reeleito do Piauí, Wellington Dias (PT).

Caso ocorra a reunião, o petista entregará pedido de audiência dos governadores nordestinos para tratar do Fórum do Nordeste, pauta que já vem sendo debatida com o atual governo federal.

  • Jorge Vieira
  • 13/nov/2018

Derrotado para o Senado, Sarney Filho consegue emprego no futuro Governo do DF

 Ibanez convidou Sarney Filho para secretário de Meio Ambiente do DF

O deputado federal Sarney Filho (PV-MA), ainda não será desta vez que deixará a vida púbica. Após encerrar 40 anos de sucessivos mandatos pelo Maranhão, o ainda parlamentar não ficará desempregado após o dia 31 de janeiro de 2019. O filho caçula do oligarca José Sarney (MDB), segundo informa o Correio Brasiliense, foi escolhido pelo governador eleito Ibaneis Rocha (MDB) para assumir a secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos do Distrito Federal.

Sarney Filho, que mora em Salvador e só vinha ao Maranhão em tempos de campanhas eleitorais para renovar o mandato, perdeu feio a eleição para o Senado da República e praticamente encerrou sua carreira política como representante do Estado. Após quase cinquenta anos mandando e desmandando na política do Maranhão, a oligarquia Sarney, após um longo período no UTI, finalmente foi sepultada nas eleições de 2018 com a derrota dos representantes da família para governo e Senado.

Zequinha, como é chamado pelos mais íntimos, foi ministro do Meio Ambiente entre 2016 e abril de 2018, se elegeu pela primeira deputado estadual em 1979, depois para a Câmara Federal onde passou quase 40 anos sem trazer qualquer benefício para a população maranhense.

Como não bastasse a atuação pífia com deputado federal em defesa dos interesses do Maranhão, pois não se conhece nenhum projeto como parlamentar ou como ministro que tenha beneficiado o Estado, Sarney Filho foi acusado pelo presidente eleito Jair Balsonaro (PSL), de vender a Amazônia para Ongs internacionais. A informação ganhou repercussão, mas como o filho de Sarney não pode ficar desempregado, o governador eleito do DF, resolveu ampará-lo.

 

  • Jorge Vieira
  • 13/nov/2018

Decreto que instituiu escola sem censura no Maranhão repercute na classe política

Deputado Professor Marco Aurélio defendeu o Decreto do governador

O Decreto assinado pelo governador Flávio Dino (PCdoB), que assegura escola sem censura no Maranhão, teve forte repercussão no plenário da Assembleia Legislativa, na sessão desta manhã de terça-feira (13). O deputados Professor Marco Aurélio (PCdoB) classificou como uma atitude corajosa do Governo barrar a chamada Escola Sem Partido no Estado, enquanto o deputado Adriano Sarney (PV), defensor do projeto que colocar camisa de força nos professores, disse ser inconstitucional, mas acabou levando uma enquadrada do parlamentar comunista.

“Foi uma atitude corajosa em tempos difíceis, em tempos em que se procura negar a liberdade do professor de ensinar, de defender suas ideias, de procurar dar ao aluno a liberdade para que ele possa construir a sua criticidade. Atitude corajosa quando muitos falam em escola sem partido. O Governador Flávio Dino assegura ao Estado do Maranhão o direito constitucional de se ter uma escola com liberdade e sem censura”, observou Marco Aurélio.

Para o deputado do PCdoB, que é profissional do ensino, além de repercutir em todo país, “essa atitude de coragem do Governador Flávio Dino deu ânimo, deu uma segurança aos educadores, porque quem fala em um modelo de cercear, de tirar a liberdade do professor e do aluno, quem fala nisto nunca foi educador ou tem intenções autoritárias. O professor não é um mero reprodutor de conhecimentos. O professor tem que ter a liberdade para compartilhar os seus saberes, para formar no cidadão, na criança, no jovem, a criticidade e dar-lhes a liberdade de escolher. Não se trata de doutrinar, mas de dar ao professor, ao aluno, aos servidores a liberdade de expressão, uma garantia constitucional”, explicou Marco Aurélio.

Conforme o parlamentar comunista, Dino assinou o Decreto baseado no artigo 206 da Constituição Federal, que garante, no Maranhão, a escola com liberdade sem censura. “O artigo 206 da Constituição Federal diz que o ensino será ministrado com base nos seguintes princípios: igualdade de condições para o acesso e permanência na escola; liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. Repito, liberdade de aprender, ensinar, pesquisar e divulgar o pensamento, a arte e o saber. Pluralismo de ideias e de concepções pedagógicas e com existência de instituições públicas e privadas de ensino”, ensina.

Inconformado com a decisão do governador, o deputado Adriano Sarney tentou desqualificar o Decreto alegando inconstitucionalidade  e que o governador estaria usando a educação do Estado para fazer política, mas acabou sendo confrontado com a realidade dos fatos quando o deputado Marco Aurélio mostrou que o sobrinho da ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que implantou o ensino a distância e disse que Adriano não sabe o  que é escola pública porque nunca entrou numa, sendo frequentador das melhores escolas particulares do Maranhão, Brasília e do mundo e mostrou ao parlamentar o artigo da Constituição que a ampara a decisão do governador de não permitir censura na rede pública de ensino do Maranhão.

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