O prefeito de Imperatriz, delegado Assis Ramos, anunciou nessa semana sua saída do MDB e sua filiação ao DEM. Alguém poderia achar normal a mudança de partido de um prefeito para se fortalecer para a reeleição, mas, nesse caso, o nome é ingratidão e traição.
Assis só conseguiu se tornar candidato em 2016 porque o MDB garantiu a legenda, pois no PP, onde estava, nem sua filiação tinha sido deferida.
Na campanha, Assis teve o apoio fundamental do então senador João Alberto, que presidia o MDB. Só o partido e seus dirigentes fizeram doações de valores que somaram mais de 90% da arrecadação de recursos da campanha.
Depois de Assis eleito, tanto o senador João Alberto, como seu filho, deputado federal João Marcelo, ajudaram a sua gestão com toda força. Foram muitos recursos, sobretudo para a saúde, que foram garantidos através dos dois e dos demais líderes do MDB.
Como forma de agradecimento, Assis ficou de votar e apoiar João Marcelo à reeleição. Deu míseros 1010 votos a ele, fato que o deixou muito descontente.
Agora, depois que João Alberto, e Edison Lobão, ambos do MDB, saíram do mandato de senador, Assis os descarta, como também descarta o partido que lhe garantiu a candidatura e apoio, em uma clara manifestação de traição e ingratidão.
Assis ainda falou com orgulho nas redes sociais, sem esconder nada, que estaria saindo com interesse, pois o DEM tem vários ministros, dentre eles, o da saúde, com quem teria conseguido recursos para a reforma do Socorrinho.
Enfim, rei morto, rei posto.
Os deputados Rigo Teles e Fernando Pessoas, ambos com redutos eleitorais em Barra do Corda, trocaram farpas nesta manhã de quinta-feira (4) por conta da guerra paroquial que travam, no município.
Na tribuna, Rigo fez severas críticas à administração do prefeito Eric Costa, afirmando que o chefe do Executivo sempre se encontra ausente da cidade por até quatorze dias no mês enquanto os problemas da cidade se proliferam.
Teles denunciou ainda a situação precária das estradas vicinais, o atendimento deficiente na área da saudade e classificou de “calamidade” a gestão. Para completar, ainda casou o prefeito de ter abandonado a Zona Rural.
Presente em plenário, o deputado Fernando Pessoa, aliado do prefeito Eric Costa, soltou o verbo para cima de Rigo Teles, acusando-o de ser “ave de mau agouro” e de nada fazer pelo município, “a não ser falar mal das pessoas e se exibir em helicóptero.
“Nós iremos mudar o nome dele (Rigo) para “ave de mau agouro”, porque ele só sobe a esta tribuna para falar mal das pessoas e criticar o prefeito. Ele ainda não entendeu que o povo de Barra do Corda o rejeita. Eu quero lhe dizer outra coisa, V.Exa. falou que o prefeito não anda na cidade. Lá quem não anda na cidade V.Exa. sabe quem é, são seus dois irmãos que não podem andar na cidade, e V.Exa. sabe por que eles não podem andar na cidade?”, disparou Fernando Pessoa.
Pessoa partiu para cima e mandou um recado curto e grosso para o adversário paroquial: “Eu venho lhe dizer outra coisa, deputado, toda vez que V.exª subir nessa tribuna para falar mal de alguém, eu vou subir aqui de novo e vou falar. E da próxima vez que eu subir aqui vai ter mais coisas”, ameaçou Pessoa.
Fernando Pessoa sugeriu ainda que seu colega de plenário costuma faltar com respeito com todo mundo e disse que vai ensinar-lhe a respeitar as pessoas. “Agora tem um homem aqui para ensinar V. Exa. a respeitar as pessoas. V. Exa. trata as pessoas com arrogância. V.Exa. não sabe que agora em 2020 nós iremos ter um candidato a prefeito na cidade e quero que seja V. Exa. o candidato porque nós estamos com vontade de bater novamente em você”, provocou.
“E eu não citei, não provoquei a pessoa do deputado Fernando Pessoa. E esperei que ele viesse aqui a esta tribuna fazer a defesa e falar quais as providências que estão sendo tomadas e não direcionar calúnias contra a minha pessoa em dizer que estou sendo rejeitado”, devolveu Teles.
Ao lado do secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, e da subsecretária Karla Trindade, o presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PC do B), discutiu, com os médios anestesiologistas João Batista Garcia e Vanise Motta, a aplicabilidade da Lei 10.584, de sua autoria, aprovada em 2017, que trata da garantia de direitos dos usuários dos serviços de saúde do estado, os chamados cuidados paliativos.
“Nossa lei dá dignidade às pessoas que utilizam o sistema e não têm mais perspectiva de cura, durante o atendimento hospitalar. Elas, agora, têm o direito de optar pelo tipo de tratamento, se quer ficar ou não na UTI, e até mesmo de estar ciente do medicamento que está sendo aplicado e, de aceitá-lo ou não. Enfim, estamos garantindo qualidade de vida melhor para pacientes com necessidade de acompanhamento médico prolongado, podendo evoluir ou não”, explicou Othelino.
Por conta da grande demanda, os médicos, referências em cuidados paliativos, apresentaram a ideia de estender o trabalho para o atendimento a domicílio, instituindo o Núcleo de Educação e Alteração em Cuidados Paliativos, com o objetivo de capacitar profissionais da saúde para acompanhar pacientes, que tenham escolhido dar continuidade ao tratamento em casa, ao lado de familiares.
O drº João Garcia disse que a aplicação da lei do deputado Othelino é fundamental para dar assistência digna aos pacientes em estado terminal. “A lei estabeleceu, pela primeira vez no Estado, a opção de cuidados paliativos, permitindo-lhes fazer escolhas durante o tratamento. Em suma, a lei trouxe a possibilidade real, para que não tivéssemos mais demandas jurídicas nesse sentindo e para dar mais liberdade para nossas equipes trabalharem na área”, enfatizou.
Para Othelino Neto, o projeto dos especialistas mostra que a lei está promovendo ganhos sucessivos aos usuários da saúde. “Mais um benefício garantido graças à nossa lei. Uma vez que esse paciente recebe atendimento domiciliar acaba desafogando a rede. Além disso, receberá os cuidados médicos necessários, ao mesmo tempo em que estará com seus entes no momento de fragilidade”, ressaltou o presidente.
Ao final do encontro, o secretário Carlos Lula garantiu que pretende executar o projeto proposto pela equipe médica, com o amparo da lei dos cuidados paliativos. “Othelino coloca o Maranhão à frente de outros estados brasileiros no que diz respeito ao tratamento paliativo, ainda com a possibilidade de ser realizado em casa. O custo do paciente é muito maior no hospital. Se conseguirmos tirar do hospital e darmos tratamento em casa, com os profissionais e ao lado da família, é melhor para todos. Família, paciente e rede de Saúde”, ressaltou.
O Senado aprovou, nesta quarta-feira (3), a proposta de emenda à Constituição que determina a execução obrigatória de emendas parlamentares de bancada, conhecida como a PEC das emendas impositivas. O senador Weverton, que participou dos debates sobre o tema na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania e no Plenário, defendeu a medida como uma forma de atender as prioridades estabelecidas pelas estados e municípios, que conhecem mais de perto os problemas locais.
“As emendas impositivas são importantes porque valorizam o estado e os municípios. Essa questão de quem conhece de perto os problemas e as necessidades é fundamental. As pessoas estão acostumadas a ver a realidade a partir de Brasília para depois definir o que tem que acontecer no Brasil. Isso precisa acabar”, ressaltou.
As emendas de bancada são solicitações dos parlamentares de cada unidade da Federação, em conjunto, para destinar porções do Orçamento anual para investimentos nos seus estados. De acordo com o senador, as emendas são, de fato, os únicos recursos que prefeitos e governadores têm para resolver os problemas da população.
“Os parlamentares, o governador, o prefeito e os moradores sabem com muito mais propriedade as reais necessidades da região. São eles que têm maior contato e, por essa razão. mais conhecimento sobre o que as pessoas precisam”, enfatizou.
O texto aprovado pelo Senado prevê um aumento gradual em dois anos do porcentual obrigatório a ser pago para as emendas coletivas e a determinação de que as emendas destinadas a ações plurianuais sejam reapresentadas nos anos seguintes até a conclusão da obra ou empreendimento.
A PEC seguirá para uma reanálise da Câmara dos Deputados, que aprovou na semana passada uma outra versão da matéria.
“Eu não tenho dúvida de que é o início do tão sonhado pacto federativo. Temos trabalhado para empoderar os estados e municípios”, finalizou
Pré-candidato a prefeito de São Luís, o jornalista Jeisael Marx é puro otimismo em relação a sucessão municipal após algumas reuniões solicitadas por líderes de comunidades para discutir os problemas mais urgentes dos bairros e os assuntos que estão na ordem do dia que atingem diretamente a população de São Luís.
Em menos de um mês que manifestou o desejo de concorrer para a Prefeitura de São Luís, em 2020, Jeisael tem conversado com os comunitários sobre os problemas da cidade e as formas de resolvê-los. Suas palestras estão repercutindo em outras comunidades, que já estão solicitando sua presença para tratar dos assuntos inerentes aos bairros, o que tem deixado o pré-candidato bastante otimista.
Em conversa com o titular do blog, Jeisael externou sua satisfação com as recepções que vem tendo nas comunidades. “Tiver uma reunião com líderes do Bairro de Fátima, comunitários da Liberdade tomaram conhecimento e já solicitaram nossa presença para conhecer os problemas do bairro e discutir forma de gestão que resolva as questões que estão prejudicando a comunidade”, observou o pré-candidato.
Em reunião com comunitários da Vila Progresso, por exemplo, Jeisael defendeu a ideia de descentralização da gestão municipal através das subprefeituras. Mas falou também que é preciso atuar junto as comunidades em parceria, de forma prática.
Para o candidato outsider, o poder público municipal precisa estar presente nas comunidades, de verdade. “Prefeito presente é aquele que discute diretamente com o povo durante todo o mandato, e não aquele que só é presente em momentos de crise. É possível fazer um monte coisas, obras pequenas, em parceira com a própria comunidade, em regime de mutirão. A prefeitura fornece material, por exemplo, e a comunidade, a mão de obra”, defendeu.
O prefeito Domingos Dutra (PCdoB) decretou situação de emergência em Paço do Lumiar em decorrência dos estragos causados no município pelas fortes chuvas dos últimos dias. Com o decreto de emergência, o Município poderá fazer contratações de equipamentos, comprar bens e contratar serviços em caráter de emergência para reverter os danos causados à população, restabelecendo a normalidade. O decreto é válido por 90 dias, mas pode ser prorrogado.
Para concretizar a situação de emergência, é preciso a homologação do decreto pelo Governo do Estado, após o preenchimento de formalidades exigidas pela Defesa Civil Nacional, atos que estão em fase de finalização.
Na manhã desta quarta-feira, 3, o prefeito Domingos Dutra; o titular da Secretaria Municipal de Infraestrutura e Urbanismo (Semiu), Walburg Ribeiro Neto, e o presidente da Agência Metropolitana, Lívio Corrêa, percorreram algumas vias do Conjunto Maiobão que foram bastante castigadas com as chuvas de terça-feira. O prefeito Dutra conversou com os moradores das áreas atingidas, se comprometendo a adotar medidas urgentes para garantir a mobilidade das pessoas, bem como ressarcir os danos materiais.
“Os serviços de contingência nessas vias já foram iniciados com o intuito de devolver a mobilidade das pessoas e veículos nessas ruas. Determinei ainda que a Secretaria Municipal de Desenvolvimento Social (Semdes) cadastrasse as famílias que foram mais prejudicadas com as chuvas para providenciar o ressarcimento dos bens materiais que foram destruídos”, disse o prefeito.
Decreto – O decreto de situação de emergência de Paço do Lumiar já foi publicado no Diário Oficial do Município, faltando apenas a homologação por parte do Governo do Estado. A Prefeitura já realizou relatórios fotográficos das áreas atingidas, das escolas e unidades básicas de saúde danificadas. Todo esse material foi encaminhado para a Defesa Civil do Estado para a homologação da situação de emergência.
Somente nos dias 23 e 24 de março, segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (INMET), choveu 236,2 milímetros, correspondentes a 51% da média de chuva normal para todo o mês de março deste ano, maior volume medido em 24 horas sobre a Ilha de São Luís em 48 anos. A previsão aponta um volume maior de chuvas para este mês de abril.
As chuvas já extrapolaram a capacidade de escoamento da rede pluvial provocando acúmulo de água nas vias públicas, bem como a deterioração de outras infraestruturas urbanas e rurais, afetando sobremaneira a mobilidade em diversas vias e estradas vicinais, abrindo crateras em várias localidades.
O conjunto Maiobão e povoados mais antigos como Mojó, Iguaíba e Pau Deitado, por exemplo, foram os mais atingidos. As chuvas também causaram prejuízos na área rural do Município, comprometendo a produtividade de diversas lavouras cultivadas.
“O decreto de situação de emergência tem o intuito de colocar em prática medidas urgentes para atender, emergencialmente, a população atingida, visando restabelecer a normalidade na vida das pessoas. Já recuperamos a Avenida 08 do Maiobão. Evitamos o colapso da Estrada do Mojó e já estamos recuperando as ruas 11, 135 e 139, que foram atingidas na terça-feira”, detalhou o prefeito Dutra.