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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 13/jan/2020

Para furar ‘bolha’ da esquerda, Dino vai do MST a Huck, diz Estadão

Estadão – Nos primeiros dias de 2020, dois fatos lançaram o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), ao centro do debate político nacional. O primeiro foi a notícia de um encontro com o apresentador de TV e empresário Luciano Huck, apontado como possível candidato a presidente, que levou a especulações sobre uma chapa Huck/Dino em 2022. O segundo foi a reação do PT, por meio de um de seus vice-presidentes, o deputado Paulo Teixeira (SP), que usou as redes sociais para dizer que, “com Lula ou Haddad, Dino estará na nossa chapa presidencial”.

Dias antes, o próprio Lula havia elogiado Dino durante uma feijoada na casa do ex-prefeito Fernando Haddad. Para o ex-presidente, o governador é, atualmente, um dos únicos líderes da esquerda que consegue falar para “fora da bolha”.

Tirar a esquerda do isolamento em que se meteu nos últimos anos tem sido o principal objetivo de Dino no plano nacional. Desde que tomou posse, em 2015, o governador mantém uma coligação de 16 partidos que vai do PCdoB ao DEM, incluiu líderes evangélicos no governo e construiu boas relações com setores distintos, como o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST) e a Federação das Indústrias do Maranhão.

Além disso, aprovou em velocidade recorde a reforma da previdência estadual, participou da criação de três consórcios regionais de governadores e abriu diálogo com nomes tão díspares como Lula e o também ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o presidenciável do PSOL em 2018, Guilherme Boulos, e o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ). Em junho do ano passado, fez uma visita ao arquirrival, o ex-presidente José Sarney (MDB).

“Flávio Dino é um interlocutor político nacional. A agenda com o Huck não foi um ponto fora da curva. Não tem fato novo nisso”, disse o deputado federal Márcio Jerry, presidente do PCdoB maranhense, integrante da direção nacional do partido e homem forte do primeiro governo Dino.

O encontro ocorreu na casa do apresentador um dia depois de Dino participar de um seminário na Casa das Garças, ‘think tank’ que tem entre seus associados expoentes do liberalismo como o ex-ministro Pedro Malan, o ex-presidente do Banco Central Gustavo Franco e o presidente do Novo, João Amoêdo, a convite do ex-governador do Espírito Santo Paulo Hartung, um dos articuladores do projeto político de Huck. Antes, os dois haviam conversado pelo menos meia dúzia de vezes por telefone. Não se falou em composição de chapa.

Segundo Hartung, o encontro faz parte de uma série de diálogos que Huck tem mantido com líderes políticos, sem motivações eleitorais. “Não estamos costurando uma frente ampla, mas o diálogo. É um movimento de aproximação de quem defende e valoriza as instituições e que pode evoluir para outros pontos como quem se incomoda com a desigualdade social”, disse Hartung.

Reações – O encontro gerou críticas a Dino por parte da esquerda nas redes sociais e questionamentos internos de setores do PCdoB. A decisão de romper a “bolha”, no entanto, está de acordo com a orientação partidária. “Os conceitos e valores do atual governo são perigosos, tem risco potencial de produzir danos à democracia. Nesse quadro há que se construir um campo de diálogo democrático. Assim deve ser lido esse tipo de conversa. E precisamos de um degelo, pra superar essa polarização estéril. Fazer a polêmica de mérito nos temas essenciais e exercitar a produção de convergências”, afirmou o deputado Orlando Silva (PCdoB-SP), líder do partido na Câmara.

Alguns líderes do partido viram como “indelicadeza” a manifestação de Paulo Teixeira por, na avaliação deles, tratar um aliado histórico como força auxiliar. Mas o petista e o governador têm longa relação política estreitada por dramas pessoais em comum – os dois perderam filhos mais ou menos na mesma época. “Eu defendo que as disputas de 2020 e 2022 devem ser feitas com a unidade da esquerda”, disse Teixeira.

Desde a eleição do presidente Jair Bolsonaro, Dino participa de tentativas para unificar uma ampla frente de oposição ao governo. No início do ano ele, Haddad, Boulos, a líder indígena Sonia Guajajara e o ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PSB) criaram o Unidade Progressista. Resistência de setores do PT fez o grupo perder força. A prisão de Coutinho por suspeita de corrupção sepultou de vez o projeto.

Ao mesmo tempo, aproveitando-se das características geográficas do Maranhão, Dino ajudou a criar o Consórcio do Nordeste, que reúne os nove Estados da região, e participou dos consórcios da Amazônia e do Brasil Central. Foram realizadas três reuniões em São Luís. Os consórcios servem para driblar a falta de recursos e dificuldades na relação com o governo federal e servem de foro para articulações entre os governadores. Dino ainda esteve em evento do “Direitos Já” que reuniu integrantes de 16 partidos no Tuca, em São Paulo, em oposição a Bolsonaro. Todas essas iniciativas esbarraram no “sectarismo” de setores da esquerda, em especial do PT.

Críticas – As constantes viagens a São Paulo e a Brasília levaram a oposição no Maranhão a acusar Dino de abandonar o Estado em nome de um projeto nacional. “O governador abandonou o Maranhão. Participa de mais eventos fora do Estado do que aqui. Faltam foco e articulação com o governo federal, que sempre mandou muitos recursos para o Estado. Hoje, seu foco é a campanha antecipada pelo Brasil e o contraponto ao presidente”, disse o deputado estadual Adriano Sarney (PV), neto do ex-presidente e único integrante do clã, hoje, a ocupar cargo eletivo.

Aliados do governador rebatem dizendo que a agenda de viagens de Dino não sofreu oscilações nos últimos anos e que a maioria das ausências é por motivo de eventos oficiais.

A aproximação com os evangélicos também provocou reações negativas de setores do PT maranhense descontentes por terem sido excluídos da chapa majoritária em 2018 para dar espaço à senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), ligada a igrejas. Além disso, a criação de 36 cargos de capelães da Polícia Militar, a maioria entregue a pastores evangélicos, levou à abertura de processo na Justiça Eleitoral – por uso da máquina pública – ainda não julgado.

Dino também se tornou alvo de opositores por, segundo eles, fazer no Maranhão aquilo que critica em nível federal, ao aprovar uma reforma da previdência estadual de forma relâmpago. O governador foi ainda criticado pela esquerda por ter apoiado o acordo para entrega da base de Alcântara aos EUA firmado pelo governo federal.

A interlocutores, Dino tem dito que considera improvável uma chapa com Huck por motivos ideológicos e políticos, mas que não vai descartar a possibilidade de imediato. Nesta semana, ele estará em São Paulo para participar de um evento do Instituto Lula. Conversas com o ex-presidente sobre as eleições de 2020 e 2022 estão no radar. (Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo)

 

  • Jorge Vieira
  • 11/jan/2020

Rubens Júnior: “Não sou poste do governador Flávio Dino”

Em entrevista concedida ao programa Ponto Continuando. da Mais FM, nesta sexta-feira (10), o secretário de Cidades e deputado federal licenciado, Rubens Pereira Júnior (PCdoB), fez uma ampla avaliação do cenário político na capital e afirmou que, embora aliado e auxiliar do governador Flávio Dino, tem trajetória política própria.

“Não sou um poste do governador, sou um aliado dele desde 2006, ele foi meu professor e orientador de monografia e é o responsável pela minha escola de fazer política, um governo voltado para quem mais precisa”, disse.

Rubens também avaliou as pesquisas recentemente divulgadas e relembrou o cenário de quatro anos atrás.

“Veja o exemplo da eleição passada. Quem liderava a pesquisa era a hoje senadora Eliziane Gama. Depois ela deu a volta por cima se elegendo senadora, mas naquela eleição não chegou nem ao segundo turno, enquanto Braide tinha apenas 2% na semana da eleição. Neste momento o que mais importa é a pesquisa qualitativa e nossa disposição para fortalecer o diálogo com todos”, destacou.

  • Jorge Vieira
  • 10/jan/2020

Márcio Jerry destina R$ 300 mil para equipar laboratórios da Uema de Colinas

O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB-MA) confirmou, nesta sexta-feira (10), a destinação de R$ 300 mil em emenda parlamentar para o Campus da Universidade Estadual do  Maranhão (Uema) de Colinas, município do médio sertão maranhense. O dinheiro, que será usado para equipar os laboratórios da instituição está contemplado no Orçamento Geral da União aprovado pelo Congresso Nacional.

Durante viagem oficial do deputado à região, a gestora agradeceu o apoio do deputado e falou sobre a importância do recurso. “Somos cientes da importância da Uema não somente para Colinas, mas também para todos os municípios vizinhos. Portanto, esta emenda foi um grande presente. O valor servirá para a aquisição de equipamentos e materiais permanentes para os nossos laboratórios de Ensino e pesquisa”, explicou.

Ao lado da prefeita Valmira Miranda (PDT) e da gestora Cícera, Jerry destacou o papel da educação para o desenvolvimento regional. “É por meio da educação que podemos transformar o  Brasil e o destino dos jovens do nosso país. Nada mais justo, então, que recursos públicos garantam em meios de aprendizado”, disse.

  • Jorge Vieira
  • 10/jan/2020

Rubens Júnior defende gestão de Edivaldo: “Foi marcada por honestidade e contas em dia”

Em entrevista ao programa Ponto Continuando, da Mais FM, nesta início de noite de sexta-feira (10), o secretário de Cidades e deputado federal licenciado, Rubens Júnior (PCdoB), avaliou a atual gestão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior. Ele destacou a honestidade e pulso na gestão das contas. “A gestão do prefeito Edivaldo não é marcada por corrupção. Além de ter saúde das contas, governando com pulso e com controle nesses aspectos”.

Segundo o secretário, o atual prefeito melhorou vários em pontos da cidade, como o transporte coletivo. Ele também destacou a diversificação nos investimentos com a cultura. “Nunca houve tanta atenção para a cultura religiosa. Onde eventos do segmento são apoiados pela prefeitura. Também destaco que faltava condição, como agora, após conseguir um empréstimo, ele está mostrando que tem determinação para trabalhar e eu não tenho dificuldade em reconhecer esse legado”.

Rubens também lembrou a lealdade política de Edivaldo. “Desde as eleições de 2012, Edivaldo tem se mostrado muito leal ao governador Flávio Dino. Em 2014, a então governadora Roseana Sarney tentou de todas as formas comprar o prefeito, mas ele sempre marchou com Flávio Dino nos momentos bons e ruins”, disse Rubens ao destacar que o prefeito seguirá como aliado importante do governo nas eleições.

  • Jorge Vieira
  • 10/jan/2020

Diligência em Arariboia: Deputada indígena é recebida por líderes da Rede no Maranhão

Ao lado de outros parlamentares, Joênia irá visitar a terra indígena Arariboia e ouvir lideranças indígenas sobre as invasões, as circunstâncias dos homicídios e a violação dos direitos humanos dos povos indígenas no Maranhão.

“Não está sendo nada fácil. Estamos recebendo bastante denúncias que as terras indígenas estão sendo invadidas, uma série de ataques e até assassinatos. Existe todo um amparo da nossa Constituição com relação às terras indígenas e é dever do estado brasileiro dar esta proteção. Devemos à sociedade o esclarecimento e o acompanhamento devido para que nenhum direito seja violado”, afirmou a deputada ao desembarcar em São Luís.

A deputada afirmou que o relatório da comissão deve apontar recomendações sobre a situação das terras indígenas no Maranhão.

Os requerimentos de visita aprovados nas Comissões de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável e Direitos Humanos é de autoria da deputada Joênia Wapichana, coordenadora da Frente Parlamentar Mista em Defesa dos Direitos Indígenas em conjunto com demais parlamentares, Túlio Gadelha ( PDT-PE), Camilo Capiberibe (PSB- AP) e Bira do Pindaré.

Compõe a diligência, além de Joênia, os deputados Nilto Tatto (PT-SP) e Bira do Pindaré (PSB-MA), e a senadora, Eliziane Gama (Cidadania – MA), além de representantes de instituições de direitos humanos e povos indígenas do Estado.

  • Jorge Vieira
  • 10/jan/2020

Simplício admite chapa Duarte/Madeira para prefeito de São Luís

São cada mais evidentes os sinais de uma possível composição entre os pré-candidatos Duarte Júnior e Carlos Madeira visando a sucessão na capital. Em conversa do titular deste blog com o presidente do partido Solidariedade, secretário de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, o dirigente da legenda não apenas admitiu como manifestou seu desejo de vê concretizada a aliança entre os dois pré-candidatos.

O blog questionou o presidente do Solidariedade sobre a possibilidade da composição de uma chapa tendo Duarte como candidato a prefeito e Carlos Madeira como vice, tendo como resposta afirmativa: “chapa boa”. Porém não deu maiores detalhes sobre como andam as conversações para sacramentar a dobradinha que, para vingar, vai depender da estratégia do grupo governista lançar candidato único ou pulverizar candidaturas.

Embora exista boa vontades da direção do SDD, a composição desta chapa ainda vai depender de muita negociação com o partido de origem de Duarte Júnior. O PCdoB, conforme comentários de bastidores, somente estaria disposto a liberar a saída de seu deputado se a estratégia for lançar várias candidaturas no primeiro turno com o compromissos de todos estarem no mesmo palanque no segundo escrutino.

Recentemente, Simplício colocou os dois pré-candidatos numa mesa para discutir sobre política e aproxima-los e postou a foto em redes sociais como forma de deixar explícito a possibilidade dos dois marcharem junto rumo ao Palácio de La Ravardiere. Mas tudo ainda vai depender de muita articulação e capacidade de convencimento dos dirigentes do Solidariedade em fazer o PCdoB abrir mão do parlamentar, que hoje estaria enfrentando problemas de relacionamento na legenda comunista.

  • Jorge Vieira
  • 9/jan/2020

Prefeito Edivaldo destaca a transformação do Centro de São Luís

Quem mora, trabalha ou circula pelo Centro de São Luís diariamente percebe as transformações pelas quais a região está passando ao longo dos últimos anos. A gestão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) tem garantindo o maior volume de investimentos em obras de recuperação e requalificação dos logradouros mais tradicionais da área. Nesta quinta-feira (9) o pedetista vistoriou mais uma obra: a reforma da Praça da Misericórdia.

A reforma da Praça da Misericórdia promoverá a organização do espaço, criando condições para que os moradores, turistas e demais frequentadores possam se apropriar novamente do espaço que estava sem condições de uso. O comércio informal do entorno também será disciplinado e o monumento histórico localizado na praça será totalmente restaurado.

Durante a vistoria Edivaldo destacou que o Centro de São Luís vive uma nova fase com a execução de obras históricas como as reformas do Complexo Deodoro e Rua Grande (obras feitas pelo Instituto de Patrimônio Histórico e Artístico Nacional/IPHAN em parceria com a Prefeitura) e a promoção de atividades de lazer e recreativas gratuitas.

A reforma da Praça da Misericórdia é só uma das obras que Edivaldo executa na região central da cidade. A Praça da Bíblia também está sendo totalmente requalificada e já está com as obras avançadas. O Parque do Bom Menino é outro espaço que integra a nova fase do cronograma de reurbanização do Centro de São Luís, que inclui ainda as reformas do Mercado das Tulhas e do Estádio Nhozinho Santos, dois equipamentos urbanos que recebem sua primeira reforma estrutural em décadas. A Praça da Saudade é outro logradouro com serviços já em andamento.

Edivaldo já confirmou para os primeiros meses deste ano o início das obras de requalificação do Largo do Carmo e Praça João Lisboa, além da recuperação total da Fonte do Bispo e Anel Viário.

Com todas estas obras, além dos investimentos em atividades artísticas, culturais e de incentivo ao turismo e fortalecimento da economia na região, Edivaldo tem mudado a forma como a população tem se relacionado com o centro da cidade, que deixou ser uma área degrada usada apenas como um local de passagem para voltar a ser ponto de lazer, entretenimento e visitação cultural.

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