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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 4/fev/2021

Seja com Lula, Haddad ou outro nome o PT vai estar na disputa em 2022, diz Walter Pomar

O historiado e membro da Executiva Nacional do PT, Walter Pomar, em entrevista na tarde de ontem em São Luís, ao responder pergunta sobre a sucessão presidencial, disse que o mais provável é que em 2022 o PT esteja novamente na disputa tanto no primeiro quanto no segundo. Segundo o dirigente petista, Lula poderá ser o candidato se tiver seus políticos restituídos, caso contrário Fernando Haddad ou outro nome deverá representar o partido.

“A candidatura do Lula tem um potencial muito grande. Se não for Lula, pode ser Haddad ou outro, tem potencial também demonstrado. Nossas chances podem ser maiores ou menores. Essa é a primeira dúvida. A segunda dúvida diz respeito contra quem, porque a situação do Bolsonaro é muito estranha, aparentemente ele é todo poderoso, tem muita influência sobre as principais instituições, agora a situação do país é calamitosa do ponto de vista não só da pandemia, mas do ponto de vista do desemprego e da crise social, então é inevitável que mais cedo ou mais tarde isso coloque o governo numa situação muito difícil”.

Na avaliação de Pomar o PT enfrentará um grande problema caso vença as eleições de 2022: como reconstruir o país, porque, segundo ele, o quadro é calamitoso. “O que está acontecendo com a indústria brasileira é um desastre que vai demorar bastante tempo para reverter. Dar para reverter, o país tem dinheiro, recursos, mas não vai ser fácil, porque já desde de 2015 vem ocorrendo um processo de financeirização redobrada da economia, o grande capital em rebelião e isso prosseguiu depois que a Dilma foi afastada, é como se o empresariado brasileiro não tivesse disposto a ter uma atitude produtiva no âmbito industrial e com esse governo pior ainda”.

Para o dirigente petista, a saída da Ford é um símbolo disso, mas não é o único. Pomar diz que a quantidade de empresa que tem fechado é muito grande e que esse é mais problema que o PT terá que reverter caso volte a governar o país. “Vai ser fácil, não e não tem garantia de que vá acontecer isso, porque todo esforço do governo Bolsonaro e também da direita que não é bolsonarista, mas de direita neoliberal, é tirar o PT da parada. Vocês vejam o que aconteceu agora na eleição da Mesa da Câmara. O alvo é o PT porque eles sabem que na verdade a possibilidade de alterar a política do país é o PT assumir a presidência”.

Na opinião de Walter Pomar, as eleições municipais foram muito ruim para o país porque 75% do eleitorado votou em partidos a direita e 40 milhões de pessoas, um pouco mais um pouco menos, se abstiveram de votar. Para ele isso é muito ruim. “Isso é reflexo da pandemia em primeiro lugar, é reflexo da despolitização, nós não conseguimos mostrar que essa eleição municipal era importante e é reflexo também dos métodos tradicionais de fazer política que a direita usa em qualquer canto”.

“A eleição de 2020 foi ruim para o país, agora ela não é um retrato do que vai acontecer em 2022. Se você olhar na história das eleições nos últimos 20 anos, a relação é muito confusa entre o que acontece na eleição municipal é que acontece na eleição presidencial. As vezes uma coisa leva a outra, as vezes uma coisa não tem nada a ver com a outra. Nós já ganhamos eleições municipais e perdemos presidenciais, nós já perdemos municipais e ganhamos presidenciais, então não me preocupa o impacto sobre 2022, me preocupa o impacto sobre o país, o que significa na prática é que a maioria dos governos eleitos em 2020 não estão fazendo a coisa certa e essa é minha preocupação”, observou o petista.

Walter Pomar cumpre extensa agenda em São Luis desde a tarde quarta-feira (3) e faz palestra sobre conjuntura política social e econômica para a militância de esquerda nesta manhã de quinta-feira (4).

  • Jorge Vieira
  • 3/fev/2021

Zé Inácio diz que conceder auxílio emergencial é obrigação do Governo Federal

O deputado estadual Zé Inácio (PT) em contundente discurso na tribuna da Assembleia, nesta quarta-feira (3), defendeu seu requerimento encaminhado ao governo federal no qual solicita a prorrogação do auxílio emergencial até junho deste ano e pediu aos demais parlamentares que se manifestem em apoio.

Segundo o parlamentar, a necessidade do auxílio permanece, tendo em vista a segunda onda de coronavírus que o país está enfrentando, com aumentos constantes no número de novos casos e de óbitos. E segundo especialistas, os meses de fevereiro e março serão ainda mais difíceis para a população brasileira.

Zé Inácio frisou que essa é uma ação que cabe ao governo federal, por este ter possibilidade real de recursos financeiros para arcar com esse tipo de política e ao Governo do Estado cabe cuidar da saúde, assegurar leitos e atendimento aos doentes, como vem fazendo nestes últimos seis anos no Maranhão.

“Não cabe ao Governo do Estado, ao governador Flávio Dino, ainda que tenha a boa vontade, fazer um auxílio emergencial estadual. Os cofres públicos do Estado não têm condições de arcar com o custo para atender a milhares de famílias, tendo em vista que o Maranhão é um dos estados com maior contingente de famílias necessitando do auxílio emergencial”, disse.

E prosseguiu: “Não dá para atender alguns e não atender outros. Não é correto fazer uma política pública que não seja voltada a todos aqueles que realmente necessitam. Cabe ao Governo do Estado continuar o excelente trabalho que vem fazendo no combate à Covid-19, e que tem sido reconhecido nacionalmente, entregando hospitais, ampliando o número de leitos clínicos e de UTI, e agora com a vacinação que já está acontecendo em todos os 217 municípios”.

Crítica – O deputado também criticou os parlamentares que tem cobrado do governo um auxílio estadual.  “Não dá para subir a esta tribuna, fazer um discurso de cobrança ao governador Flávio Dino e se omitir a cobrar a continuidade do auxílio emergencial em nível nacional. O governo federal, sim, tem condições de arcar com esse auxílio, até porque assim o fez no ano passado, mostrando que tem dinheiro sobrando. Prova disso foi o gasto de mais de R$ 3,5 bilhões para eleger o atual presidente da Câmara”.

Inácio falou, ainda, das dificuldades que os brasileiros deverão enfrentar com o aumento dos casos de Covid-19 e observou: “Com o aumento do número de casos, a população que vai ter mais dificuldade de adquirir uma renda para sua sobrevivência é aquela que recebeu o auxílio emergencial e que ainda não conseguiu se inserir no mercado de trabalho. Estamos falando de 40% da população brasileira que recebeu auxílio emergencial, 28 milhões de famílias Brasil afora que se beneficiaram do auxílio emergencial. Esse auxílio tem uma repercussão forte na situação econômica dos brasileiros, sobretudo aqueles que ganham menos de um terço do salário mínimo”.

  • Jorge Vieira
  • 3/fev/2021

Imagem do descaso! Sob Braide, São Luís acumula lixo nas praias

O retrato da avenida Litorânea, um dos principais cartões postais da Ilha, está bem diferente do que frequentadores estavam, por anos, acostumados a testemunhar. Basta uma passagem rápida e é possível constatar muito lixo espalhado por vários pontos da via e sujeira não recolhida na areia da orla. Segundo mês de gestão do novo prefeito de São Luís, Eduardo Braide, e já parece esquecida a promessa de campanha de limpeza das praias de São Luís.

A limpeza pública é marcadamente um dos pontos altos da última gestão municipal, lixo recolhido com regularidade e às manhãs, principalmente às segunda-feiras, pós o grande movimento do fim de semana, já iniciava a limpeza das areias das praias. A realidade tem sido diferente nos últimos meses e chocam quem frequenta a praia do Calhau, seja para o lazer ou pratica de esporte.

Braide foi contestado durante toda campanha por dizer aos quatro ventos que na época em que esteve na presidência da Caema, entre 2005 e 2006, não havia poluição nas praias. Na ocasião, foi preciso lembrar ao então candidato que, sim, havia, inclusive, como apontava pesquisa de Saúde e Ambiente realizada na UFMA. O que não existia era a divulgação periódica dos laudos de balneabilidade das praias de São Luís (que só passou a ser feita pela em 2012, após uma decisão judicial).

O descaso de Braide, agora prefeito de São Luís, com a limpeza pública nas praias só reiteram o que muitos já questionavam: Braide já está pronto mesmo?

  • Jorge Vieira
  • 3/fev/2021

Potencial candidato em 2022, Weverton ocupa espaço no Senado

Considerado potencial candidato ao governo do estado em 2022, o senador Weverton Rocha continua ganhando projeção e ocupando espaço no Senado Federal. Dos três senadores maranhenses foi o único que conseguiu uma vaga na Mesa Diretora, o que mostra sua capacidade de articulação e a liderança que exerce hoje no PDT nacional.

Com apenas dois anos no exercício do mandato de senador, Weverton tem ganhado destaque e ocupado espaços que o projetam e tornam cada vez mais irreversível sua candidatura ao governo do estado numa provável aliança com o PCdoB, que já trabalha nos bastidores da sucessão para incluir o deputado federal Márcio Jerry como vice na chapa.

Na eleição para a Mesa do Senado coube ao pedetista a 4ª secretaria, porém deve-se destacar que foi o único maranhense a conseguiu um cargo de direção no Congresso Nacional, um feito se levarmos em consideração que o senador Roberto Rocha (PSDB), apesar de toda bajulação ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido) nunca teve protagonismo na Casa.

De segundo suplente de secretário na gestão passada de Davi Alcolumbre, Weverton deu um salto para a quarta secretaria e passa a ser um dos dirigentes da Casa, o que certamente jogará mais holofotes sobre seu mandato e o coloca em outro patamar na disputa interna no grupo de Flávio Dino.

É bom lembrar, no entanto, que o vice-governador Carlos Brandão, com a desincompatibilização de Dino anunciada para abril de 2022, assumirá o comando do estado e não estaria disposto a abrir não de disputar a reeleição, até porque está impedido por lei de disputar outro cargo que não seja de governador.

Como o ano está apenas começando e o que não falta é liderança atuando para evitar fissuras e buscar um consenso no grupo, é provável que cheguem a um entendimento, a final o governador já disse que 2021 será destinado ao trabalho de um grande pacto entre as forças que apoiam seu governo para a sucessão de 2022.

  • Jorge Vieira
  • 3/fev/2021

Convid-19 faz governador Flávio Dino suspender feriado de Carnaval

O governador Flávio Dino, que já havia determinado a proibição de festas carnavalescas em todos os municípios do Maranhão, voltou a usar as redes sociais para anunciar que na segunda e terça-feira de carnaval não será ponto facultativo no serviço público estadual.

A iniciativa de proibir os festejos de Momo foi motivada pela necessidade de evitar aglomerações por conta da proliferação do novo coronavírus. A gora o governador resolveu suspender o tradicional ponto facultativo.

“Além da suspensão das festas de carnaval em todo o Estado, informo que dias 15 e 16 de fevereiro (segunda e terça) serão dias normais no serviço público estadual, não incidindo qualquer feriado ou ponto facultativo. Medida acompanha orientação do Fórum de Governadores do Brasil”, disse o governador.

 

  • Jorge Vieira
  • 2/fev/2021

Governador Flávio Dino descarta lockdown no estado

Por meio de suas redes sociais, o governador Flávio Dino esclareceu, nesta terça-feira (2), que não há nenhum planejamento de lockdown no estado. “Como já esclarecido pelo secretário Simplício Araújo, respeitamos a autonomia do sistema de Justiça. Da parte do Governo, contudo, não há, neste momento, qualquer estudo ou planejamento de lockdown no Maranhão”, disse o governador.

Nesta terça-feira (2) o governador reuniu com o Comitê Científico que coordena todas as questões relacionadas à pandemia no Maranhão. “Constatamos crescimento de casos. Definimos medidas relativas à ampliação de leitos e outras providências. Mas, sublinho, não cogitamos de novo lockdown, neste momento”, garantiu Dino.

O secretário estadual de Indústria e Comércio, Simplício Araújo, reafirmou o esforço de toda a equipe do Governo e dos profissionais da saúde. “Sobre o pedido de lockdown, em se tratando de uma ação judicial, respeitamos a autonomia do Judiciário. Mas consideramos que, em face dos esforços da equipe do Governo e dos profissionais da saúde, não há razão para a medida extrema, nesse momento, precisamos de muito diálogo agora”, afirmou o secretário.

Ele explicou ainda que no Maranhão sempre houve o debate e a construção, em conjunto, por meio diálogo permanente com os empresários e com a sociedade. “Debatemos, construímos protocolos de segurança sanitária para o funcionamento do comércio, com a classe empresarial, da saúde e sanitaristas. Agora é hora de todos reforçarem a vigilância e cobrarem o uso das normas, as empresas e principalmente o cidadão consumidor. Todos pela vida”, concluiu Simplício.

Todas as sextas-feiras o governador Flávio Dino se coloca à disposição dos jornalistas, em uma coletiva virtual, com o objetivo de prestar contas, dialogar e anunciar novas medidas, quando necessárias. “Convido a que acompanhem as entrevistas coletivas que faço toda sexta, às 10h. Lá explico detalhadamente a situação e, se for o caso, anuncio medidas a serem tomadas”, concluiu o governador do Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 2/fev/2021

Covid-19: Defensoria Pública pede novo lockdown no Maranhão

Um pedido de Defensoria Pública do Maranhão formulado pelo defensores Clarice Banda, Cosmo da Silva e Diego Bugs, solicita que que a Justiça adote medida de restrição total pelos próximos 14 dias no Maranhão. O pedido abrange todos os 217 municípios do estado.

Caso a justiça atenda o pedido e adote as medidas solicitadas, será o segundo lockdown que o Maranhão sofrerá. O primeiro mostrou-se um eficiente instrumento de combate ao avanço da pandemia, o que levou outros estado a tomarem a mesma providência para contenção do novo coronavírus.

Como recentemente o Maranhão houve aumento acentuado de novos caso e os leitos de UTI chegarem a níveis comprometedor, as novas medidas restritivas poderão ser adotadas novamente.

Segundo a Defensoria Pública “nos últimos meses, com a estabilização do contágio, houve uma flexibilização das medidas de restrição de circulação e, principalmente, devido as festividades do fim do ano de 2020, a população passou a viver como se o vírus não estivesse mais em circulação no nosso estado”, afirmou na petição.

A DPE adverte que seja decretado lockdown “sempre que os leitos de UTI disponíveis na rede pública ultrapassar o limite de 80% de ocupação”.

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