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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 19/mar/2021

Assembleia Legislativa prorroga suspensão de atividades presenciais para conter o avanço da Covid-19

O presidente da Assembleia Legislativa do Maranhão, deputado Othelino Neto (PCdoB), por meio da Resolução Administrativa 325/21, publicada nesta sexta-feira (19), prorrogou, até dia 26 de março, a suspensão temporária de todas as atividades presenciais da Casa, incluindo as sessões ordinárias e extraordinárias que serão realizadas apenas na forma remota.

O chefe do Legislativo considerou ser necessário manter as medidas restritivas para conter o avanço da contaminação pela Covid-19, principalmente pela presença da nova cepa do coronavírus, mais contagiosa e agressiva.

“Seguiremos a mesma linha do Governo do Estado, que, mais uma vez, prorrogou o decreto, mantendo apenas os serviços essenciais. Este é o melhor caminho para todos nós, servidores e sociedade em geral, para que possamos preservar nossa saúde, nesse momento em que a infecção ainda está em alta. Fica nosso apelo para que as pessoas mantenham o distanciamento e usem a máscara“, justificou Othelino Neto.

A suspensão das atividades no Legislativo Estadual também foi prorrogada em consideração ao aumento da taxa de internação hospitalar e à possibilidade de esgotamento de leitos nos municípios da Ilha de São Luís e Imperatriz.

Ainda, de acordo com a Resolução do presidente da Assembleia, poderão funcionar, na forma presencial, apenas os serviços essenciais para o funcionamento e manutenção do Parlamento e a realização das sessões remotas será com um número reduzido de servidores, conforme determinação dos respectivos diretores.

A escala de servidores deverá ser encaminhada ao Gabinete Militar, setor responsável pelo acesso às dependências do Palácio Manuel Beckman.

Cuidado – A Assembleia Legislativa tem seguido as determinações do Executivo e órgãos de saúde desde o primeiro decreto estadual com as novas restrições, por conta do aumento de casos da COVID no Maranhão e a lotação de leitos nos hospitais públicos e particulares.

O objetivo é continuar zelando pela saúde dos servidores, parlamentares e demais colaboradores do Parlamento Estadual.

  • Jorge Vieira
  • 19/mar/2021

Flávio Dino e Eliziane criticam Bolsonaro por contestar medidas restritivas e falar em estado de sítio

O governador Flávio Dino (PCdoB), ao contesta a ação que o presidente Jair Bolsonaro (sem partido), encaminhou ao Supremo Tribunal Federal como tentativa de suspender as medidas restritivas de combate ao Covid-19, aplicadas pelos governadores do Distrito Federal, Bahia e Rio Grande do Sul, disse que o mandatário da Nação quer esconder sua incompetência perpetrando insanidades, com comparar as medidas de isolamento social com estado sítio,

“Presidente da República não sabe o que fazer com a economia, que cabe a ele gerir, conforme a Constituição. Para esconder a incompetência, fica perpetrando insanidades, como falar em estado de sítio. Deveria tratar de trabalhar, dar expediente, ter uma agenda séria”, criticou o governador em sua rede social.

Quem também se manifestou sobre o suposto estado de sítio que estaria sendo praticado pelo governadores que decretaram toque de recolher em determinados horários para conter o avanço da pandemia foi a senadora Eliziane Gama. Para ela, no país não existe clima para falar estado de sítio.

“Há muitos fantasmas empoleirados pedindo restabelecimento da ordem e até o estado de sítio. Apesar do governo, o povo brasileiro está em ordem, e estado de sítio é uma decisão que cabe ao Congresso, não ao presidente, como lembrou o ex-ministro Jungmann”, observa Eliziane em postagem em sua rede social.

A senadora enfatiza ainda: “Ao ameaçar o país c/estado de sítio, medida q/só é válida com a aprovação do Congresso Nacional, o PR mostra q/ não haverá mudança de rumos no negacionismo q/ já vitimou tantos brasileiros. É hora de usarmos a CF e as instituições p/frearmos tantos abusos”.

Na ação que enviou ao STF para tentar suspender as medidas anunciadas pelos governadores Bolsonaro comentou: “Os decretos falam em simplesmente toque de recolher… O que é toque de recolher? Só em países ditatoriais. Estão aqui aplicando a legislação do estado de sítio prevista na Constituição, que não basta eu decretar estado de sítio, o Congresso tem que validar embaixo. E governadores e prefeitos humilhando a população, dizendo que estão defendendo a vida deles. Ora bolas, que defendendo a vida, estão matando essas pessoas”, afirmou o presidente.

 

  • Jorge Vieira
  • 19/mar/2021

Flávio Dino anuncia novas medidas restritivas de enfrentamento ao novo coronavírus

Em entrevista coletiva nesta sexta-feira (19), o governador Flávio Dino (PCdoB) anunciou a prorrogação do decreto que suspende as atividades presenciais até o dia 28 de março.

Entre outras medidas restritivas de enfrentamento ao novo coronavírus, Dino decidiu antecipar o feriado da Adesão do Maranhão à Independência, que seria em 28 de julho, para o dia 26 de março.

O governador decidiu ainda suspender as cirurgias eletivas na rede privada a partir de segunda-feira (22), mudar o horário da construção civil na Ilha de São Luís, que passar a ser agora das 7h às 16h, e limitar em 50% a ocupação nas academias e supermercados. Neste dois últimos segmentos apenas uma pessoa por família

  • Jorge Vieira
  • 19/mar/2021

Gastão descarta mudança de partido e diz que ainda não decidiu se disputará mandato em 2022 

Reconduzido recentemente a presidência estadual do PROS, deputado federal Gastão Vieira, descartou qualquer possibilidade de mudar de partido neste momento, conforme vem sendo especulado no bastidores da política local. O parlamentar disse ainda que não sabe se vai disputar mandato em 2022.

Em entrevista ao programa Contraponto, da Rádio Timbira nesta quinta-feira (18), Gastão observou, no entanto, que em abril de 2022, quando vai abrir a janela eleitoral que permite ao parlamentar mudar de legenda sem problema com a Justiça Eleitoral, vai analisar com bastante calma possibilidade de migrar ou não para outra sigla.

Alvo de constantes comentário sobre mudança para o PSDB, Gastão disse que se sente confortável no PROS, não pretende sair, mas admitiu que o PROS é um partido pequeno, com fundo eleitoral limitado e que, se resolver sair em abril do ano que vem, será por questões de estratégia eleitoral.

  • Jorge Vieira
  • 19/mar/2021

Ex-governadora Roseana de volta a arena política partidária

Dedicada nos últimos dois anos a ensinar receitas culinárias em sua rede social, particularmente o Instagram, a ex-governadora Roseana, estimulada pelo deputado estadual Roberto Costa, parece está decidida voltar a arena política e enfrentar novamente as urnas em 2022.

Pelo menos foi o deixou transparecer após a reunião do diretória estadual do MDB, nesta quinta-feira (18), que decidiu prorrogar os atuais mandatos dos dirigentes até junho quando serão eleitos os novos membros que estarão a frente do partido e que o conduzirão nas eleições de 2022.

Tão logo foi concluído o encontro que abri a perspectiva de renovação da direção do partido, que tem o ex-senador João Alberto como seu presidente estadual desde o grupo Sarney tomou a sigla da oposição ainda na década de 1990, Roseana correu para a internet para anunciar o fato de que esteve presente na reunião.

“Acabei de participar da reunião da Executiva Estadual do MDB. Ficou decida prorrogação dos mandatos do Diretório até junho próximo, quando serão eleitos os novos membros. Nosso objetivo é fortalecer o partido para a próxima eleição”, disse a ex-governadora em sua página no Twitter.

O MDB, que virou PMDB com o fim da Ditadura Militar e voltou a ser MDB, já foi o maior partido do Maranhão, mas entrou em processo de derretimento com fim do ciclo de dominação do grupo Sarney no Maranhão, virou nanico. Possui apenas deputados estaduais, dois federais e nenhum representante na Câmara Municipal de São Luís.

Pelo tom da afirmação de Roseana, é provável que ela assuma as rédeas de legenda a partir de junho e crie coragem para enfrentar novamente as urnas, porém, tem muita gente apostando que seu marido Jorge Murad não dará o aval para que ela possa se submeter ao crivo das urnas, após o retumbante fracasso de 2018.

Roseana, que passou os últimos dois anos ensinado receita de bolo e macarronada com molho de tomate em rede social, se conseguir o aval da família, dificilmente será candidata a um mandato majoritário. Um parlamentar próximo à família, sob condição de anonimato, disse que, se voltar, a participar de eleição será como candidata a deputada federal ou estadual. A fonte acredita que ela não teria a menor chance num confronto com o governador Flávio Dino, pré-candidato ao Senado.

  • Jorge Vieira
  • 18/mar/2021

Ex-pedetista Gil Cutrim assina ficha de filiação no Republicanos

O deputado federal Gil Cutrim se filiou nesta manhã de quinta-feira (18) ao partido Republicanos, comandado no Maranhão pelo deputado federal Cleber Verde.

Cutrim havia anunciado nesta quarta-feira (17) ao do blog Jorge Vieira que somente iria decidir sobre filiação partidária após a definição das mudanças no Código Eleitoral, mas voltou a atrás em sua decisão.

Conforme o blog Marrapá, a filiação aconteceu, há pouco, na casa do presidente da Câmara, Arthur Lira (PP), com a presença dos presidentes nacional, Marcos Pereira, e estadual da legenda, Cleber Verde, do senador Weverton Rocha (PDT) e do líder da bancada republicana na Câmara, Hugo Motta.

Como o parlamentar adiantou aqui no blog que se filiaria a uma legenda do campo que apoiará a provável candidatura do senador Weverton Rocha ao governo do estado em 2022, tudo indica que o Republicanos fechou com o pedetista.

  • Jorge Vieira
  • 18/mar/2021

‘Para vencer Bolsonaro, esquerda deve se unir ao centro’, diz Flávio Dino

Adriana Ferraz, O Estado de S.Paulo – Após o ministro Edson Fachin, do Supremo Tribunal Federal (STF), permitir que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) volte a disputar eleições, como consequência da anulação de suas condenações na Lava Jato, o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), traçou o que considera o único cenário possível para vencer Jair Bolsonaro em 2022: “O centro democrático precisa estar junto para vencer a eleição. Se não der no primeiro turno, que seja no segundo.”

Com boa articulação entre setores mais conservadores e liberais da sociedade, Dino disse ser “imperioso” a esquerda fazer esse movimento em direção ao centro político. “Não vejo Lula como um obstáculo para isso. Em primeiro lugar, porque ele já fez isso em 2002, quando se elegeu presidente com o José Alencar de vice, um empresário liberal que representava um sindicato patronal. E, segundo, porque já mostrou estar disposto a construir um projeto de nação que olhe para o futuro mais do que para o passado.”

Entre os nomes que, segundo Dino, podem se aliar à esquerda num eventual segundo turno contra Bolsonaro estão os governadores João Dória (PSDB) e Eduardo Leite (PSDB), o apresentador Luciano Huck (sem partido) e o ex-ministro da Saúde Luiz Henrique Mandetta (DEM). O ex-juiz Sérgio Moro está fora da lista, segundo o governador maranhense. Leia os principais trechos da entrevista:

O senhor sempre defendeu que a esquerda fizesse um movimento ao centro na eleição de 2022 para impedir a reeleição de Bolsonaro. Isso é possível com Lula candidato?

Reafirmo que esse movimento de ampliação, no sentido de falarmos para além da esquerda, é imperativo. Para vencer Bolsonaro é preciso que nós façamos isso. E não vejo o Lula como obstáculo. Em primeiro lugar, porque ele já fez isso em 2002, quando se elegeu presidente com o José Alencar de vice, um empresário liberal que representava um sindicato patronal. E, segundo, porque já mostrou estar disposto a construir um projeto de nação que olhe para o futuro mais do que para o passado. O Brasil de 2022 não é igual ao Brasil de 2002, e espero que possamos estar juntos com o centro democrático para vencer a eleição. Se não der no primeiro turno, que seja no segundo.

O senhor acha possível, contra Bolsonaro, esses dois espectros – esquerda e centro – se unirem? Consegue ver o PSDB e o DEM, por exemplo, apoiando Lula num segundo turno ou vice-versa?

Já houve essa união antes. Em 1989, Mário Covas (ex-governador tucano) apoiou Lula contra Collor. Depois disso veio a polarização entre PT e PSDB, e essa aliança não foi mais possível. Já em 2018, ela deveria ter ocorrido em torno do nome de Fernando Haddad. Não ocorreu, e temos hoje a tragédia que é o governo Bolsonaro. Agora, nesta eleição, é o bolsonarismo que deve ser batido. Nós temos de nos unir por esse objetivo e acredito que, aos poucos, estamos cicatrizando as feridas de 2018.

Há sinais de que isso possa ocorrer?

Todos os dias temos visto sinais. Veja o caso aqui do meu vice-governador, Carlos Brandão. Tinha sido obrigado a sair do PSDB por me apoiar e foi convidado agora a voltar e a comandar o partido no Maranhão. Essas alianças já ocorreram nas eleições municipais do ano passado. No Pará, por exemplo, Helder Barbalho (MDB) apoia o governo do PSOL em Belém. Em Fortaleza, Tasso Jereissati (PSDB) apoiou Sarto Nogueira (PDT). No Rio, todos votamos contra a reeleição de Marcello Crivella (Republicanos). As coisas estão andando.

O senhor se refere sempre a “nós” quando fala de uma possível candidatura de Lula. Isso quer dizer que o senhor pessoalmente ou mesmo o PCdoB já fecharam com ele?

Quando me refiro a “nós” quero me referir a esse campo político social ao qual pertenço, que é menos partidário e mais progressista. Defendo lulismo, mas defendo o trabalhismo, todos juntos e com o centro liberal no segundo turno. Se eles passarem, nós apoiamos; se nós passarmos, eles vêm conosco. Não há outra maneira.

Muitas análises colocam Lula como o adversário ideal para o bolsonarismo. O senhor concorda?

Isso é um subterfúgio dos bolsonaristas, uma crença que tentam passar para frente. Ou, por acaso, alguém pode pensar que o Lula ou outro candidato do nosso campo possa ser um adversário fácil? No fundo, eles sabem que perdem para o campo democrático unido; Bolsonaro sabe disso. Vem dando sinais cada vez mais claros de que sabe também que a pandemia e a alta da inflação de preços estão corroendo sua popularidade. O povo não acompanha se as ações da Bolsa subiram ou se o câmbio variou. Mas sabe que os preços dos alimentos estão cada vez mais altos, assim como o litro da gasolina. Ai, o que faz Bolsonaro? Joga a culpa em seus ministros ou nos governadores. Nunca assume qualquer responsabilidade.

Mesmo antes de Lula recuperar a possibilidade de ser candidato, o senhor já conversava com esse centro que classifica como liberal. Quais são os nomes desse grupo hoje?

Acho que esse centro liberal tem um ou dois nomes. É da natureza das coisas haver um candidato nesse campo. Temos muitas diferenças programáticas, o campo deles e o nosso. O papel do Estado, por exemplo, é um deles. Mas, de fato, dialogo muito com muitos partidos. Falo com Luciano Huck, com Rodrigo Maia (DEM-RJ). Agora tenho falado bastante com o governador João Doria por causa da pandemia, e também com Eduardo Leite. Procuro sempre colocar que não podemos excluir pensamentos, mas extrair os melhores. Huck é um homem da mídia, não é um homem da política. Felipe Neto, a mesma coisa. Mas ambos são contrários ao Bolsonaro. Isso não é bom? Claro que é. Se estão dispostos a debater, melhor ainda.

O ex-juiz Ségio Moro está fora dessa lista?

Não tem ambiente para Moro na política. Ele é uma unanimidade negativa, não conheço mais de dez políticos que o apoiem para ser candidato. Nem sei se ele teria uma legenda para se lançar. Isso é o resultado do conjunto da obra. Ele teve acertos, reconheço, mas muitos erros. Não conheço todos os casos julgados por ele, mas, em relação a Lula, a parcialidade é muito clara. Acredito que o nome a ser apoiado pelo centro deva ficar entre Doria, Huck, Leite ou Mandetta. Sabe, não acho ruim o centro ter uma candidato; pelo contrário, até estimulo. Ter um centro forte é positivo para o Brasil. Ruim é Bolsonaro se reeleger.

Nesse contexto, onde Ciro Gomes se encaixa?

Sob o aspecto programático, certamente ele é mais próximo da esquerda. A visão dele de Brasil o coloca no nosso campo. Eu insisto que é errado excluir o PDT e uma liderança como Ciro Gomes desse processo. Até porque não o vejo como o candidato desse centro, como o candidato da Faria Lima. O ideal seria buscarmos uma aliança já no primeiro turno. Ciro já foi ministro de Lula, eu não fui. Não é possível que desse casamento só sobraram mágoas, tem que ter algum vestígio de amor ali.

E o Centrão? Acha que estará ao lado de Bolsonaro na eleição ou é ainda é cedo para afirmar isso? 

Acho que não dá para dizer que o Centrão vai com Bolsonaro, não. Esse grupo é pendular. O Centrão já esteve com o Lula, com o Michel Temer, com o Bolsonaro. Oscila de um lado para o outro. Para mim, essa turma vai se dividir, só atua em bloco no aspecto legislativo, não eleitoral.

Esse movimento de união dos governadores representa o ápice da atual crise federativa que vivemos? Acha que essa união deve permanecer até o fim do governo Bolsonaro?

Nesse dois primeiros anos de governo Bolsonaro, o que garantiu o mínimo de organização no País foi uma aliança entre os governadores, o Congresso Nacional e o Supremo Tribunal Federal. Houve, de fato, uma forte atuação dos governadores, que encontrou guarda no Supremo. Foram várias as decisões que nos permitiram agir, especialmente na pandemia. O Congresso, sob Rodrigo Maia e Davi Alcolumbre, também foi muito importante ao assegurar o auxílio emergencial de R$ 600, por exemplo. Agora, muitas coisas são de competência da União. Somos uma federação, não uma confederação, é bom que se diga isso. Os governadores fazem muito, mas não podem fazer tudo.

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