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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 7/out/2013

Simplício critica ausência de corpo de bombeiros em municípios maranhenses

O
deputado federal Simplício Araújo (SDD) criticou a ausência de
corpo de bombeiros em Pedreiras e Bacabal. Nesse domingo (6), uma parte da loja
Renovar, em Pedreiras, pegou fogo. As chamas atingiram grandes proporções e
destruíram toda a parte do escritório e depósito que ficam nos fundos da mesma.
Já em Bacabal, o incêndio aconteceu na manhã desta segunda-feira (7), atingindo
as dependências de uma loja de móveis e eletrodomésticos. A causa ainda é
desconhecida.
Sistematicamente
os incêndios nessas regiões são combatidos utilizando caminhões limpa fossa, o
que o parlamentar considera um absurdo. “É lamentável que nenhuma providência tenha sido tomada nesse sentido”,
afirmou Simplício. “São duas cidades grandes que não merecem esse tipo de
acontecimento”, completou.
Em
Pedreiras, o incêndio foi tão grande que chamou a atenção dos populares em
vários cantos da cidade devido a grande quantidade de fumaça. Um policial subiu
o Alto São José correndo para arrombar um portão que dava acesso a uma família
que precisava de socorro. O caminhão-pipa chegou ao local e começou a apagar o
incêndio.
Em
Bacabal, como apenas funcionários e populares tentaram conter as chamas, o fogo
se alastrou e chegou a atingir pelo menos outras duas lojas que ficam ao lado.
Segundo informações repassadas, uma viatura do corpo de bombeiros de Caxias
teria sido acionada e se deslocado com destino à Bacabal, porém, não foi
necessário já que a força-tarefa feita por funcionários das lojas e populares
cumpriu a missão. Sem um grupamento que possa agir nessas ocasiões, Bacabal
outra vez precisou recorrer ao caminhão limpa fossa.
Diante dos tristes acidentes, Simplício reitera a
necessidade da estrutura do corpo de bombeiros nos municípios para proteger a
população daquelas regiões. “Só existe engodo na estruturação do corpo de
bombeiros, que já deveria ter sido colocada para funcionar há muito tempo”,
finalizou o deputado.

  • Jorge Vieira
  • 7/out/2013

Rumo a um novo caminho

*Weverton Rocha

Há 25 anos era promulgada a Constituição Federal, e com ela princípios como a
liberdade, democracia e justiça social. Passadas décadas, onde lutou-se contra
a restrição de vários direitos, ainda vemos percorrer pelas ruas do país o sentimento
de união por mudanças que garantam o tão sonhado Brasil do desenvolvimento.


Muitos
foram os avanços nas políticas públicas: o combate à fome, melhorias na saúde,
mais qualificação profissional e oportunidades de emprego e avanços na
educação, bandeiras defendidas de forma intransigente pelo meu partido, o PDT.
Mas, podemos ir adiante e avançar por novos caminhos. O Maranhão precisa
acompanhar essa toada e seguir rumo ao desenvolvimento. Para isso, estamos
unindo as oposições e trabalhando alternativas que garantam de fato esse Estado
de direitos.

O PDT vive hoje no Maranhão um novo cenário. Estamos ampliando os debates nos
municípios e trazendo a população para construir conosco esse grande projeto de
mudança, alinhavado por um bloco de oposição. Conquistamos uma importante
presença de quase mil candidatos a vereadores nas últimas eleições, organizados
nos 217 municípios, e estamos comemorando as novas filiações de grandes
lideranças no nosso partido. Esse é um sinal da vontade de engajamento para se
construir uma política de alianças que possa garantir um novo governo e que tem
ganhado cada vez mais aliados.

O
fortalecimento da sigla ainda está representado na grande bancada de deputados
federais na Câmara dos Deputados. Por todo o país, temos atuado para garantir
projetos de lei que consolidem os direitos da população. Esperamos nas Eleições
de 2014 ampliar nossa presença na Câmara Federal com 30 a 35 deputados
federais, sendo dois a três representando o nosso Maranhão. Queremos ampliar
também a quantidade de deputados estaduais, atingindo seis eleitos.
Essa luta
está sendo fortalecida pela importante aliança com nosso pré-candidato ao
Governo do Estado, Flavio Dino. Confirmamos a pré-candidatura e estaremos
juntos nessa construção de um novo ciclo na política maranhense. Estamos
tomados por um sentimento de mudança, de renovação, que coloque o Maranhão no
rumo do desenvolvimento. Um Maranhão moderno, de novas idéias, de uma nova
forma de fazer política.

  • Jorge Vieira
  • 7/out/2013

Em artigo, Flávio Dino desmente Sarney sobre números do IDH

No artigo
de (6) domingo publicado no Jornal Pequeno, Flávio Dino responde à tentativa de
José Sarney de tentar atribuir os problemas do Maranhão a seus desafetos
políticos. Na semana passada, Sarney chegou a firmar que os números aferidos
pela ONU são “a maior mentira estatística do Brasil”. Domingo passado, no
jornal de sua propriedade, Sarney diz que números do IDH não são
representativos e tentou confundir leitores ao misturar números do PIB com a
distribuição de renda.

Em seu
texto, Flávio Dino diz que, ao contrário do que pensa o senador do Amapá,
“Infelizmente, esta longa lista não é obra de uma antipatia dos algarismos pelo
nosso estado, tampouco de uma fantástica conspiração de todos os institutos de
pesquisa do país e do mundo contra nosso querido Maranhão.”
Confira
abaixo o texto na íntegra:
A maior
tragédia estatística do Brasil
Flávio Dino
O suíço
Jean Piaget, há quase um século, mudou a forma como as escolas educam as
crianças quando propôs algumas teorias sobre o ensino. Uma de suas teses é de
que o incômodo é o ponto de partida para o aprendizado. O exemplo clássico é do
bebê que, diante de dor no estômago, chora. A mãe o amamenta e ele passa a
associar que, diante da fome, pode pedir comida. Aprende a superar a dor e
alcançar o conforto da saciedade.
Ignorar o
incômodo e deixar de “denunciá-lo” por meio do choro não resolveria o problema
do bebê. Em um adulto, o silêncio seria um erro ainda mais grave. Os psicólogos
chamariam tal atitude de negação – tipificada pela psiquiatra
Anna Freud como o mecanismo de defesa psíquica mais ineficaz, por tratar-se de
simplesmente ignorar uma realidade.
Corresponderia
a alguém que, diante da queda de um objeto, em vez de agarrá-lo para evitar que
caísse, passasse a questionar a Lei da Gravidade. Portanto, é chocante ter lido
no domingo passado o senador José Sarney, figura tão experiente e com carreira
política tão longeva, gastar laudas para negar uma realidade escrita na pele de
quem aqui vive.
Consideremos
somente o estranho argumento de falta de validade do IDH, principal instrumento
da medição feita pela ONU do grau de desenvolvimento dos povos, chancelado no
Brasil por um órgão federal da excelência do IPEA. Pois faltaria espaço nesta
página para elencar o total de rankings em que o Maranhão
ocupa a última ou penúltima posição: pior índice de extrema pobreza do país,
menor índice de policiais por habitante, o menor índice de médicos por
habitante, menor abastecimento de água, o penúltimo estado do Brasil em
expectativa de vida, e tantas estatísticas que enchem nossa alma de tristeza.
Infelizmente,
esta longa lista não é obra de uma antipatia dos algarismos pelo nosso estado,
tampouco de uma fantástica conspiração de todos os institutos de pesquisa do
país e do mundo contra nosso querido Maranhão. É apenas a tradução, em números,
da absurda realidade que os maranhenses enfrentam todos os dias com tanta
coragem e altivez.
Para
destacar coisas positivas de nosso estado, não é necessário tentar revogar o
IDH ou a lei da gravidade. Basta citar a longa lista de indicadores que
traduzem nosso imenso potencial. Temos o segundo maior litoral do Brasil,
localizado próximo aos Estados Unidos, à Europa e ao canal do Panamá, que dá
acesso ao mercado asiático; gás e ouro; agricultura, pecuária e pesca, com bom
regime de chuvas; indústrias; um extenso território cortado por ferrovias,
rodovias e um dos maiores complexos portuários do Brasil; rios e lagos; imenso
potencial para o ecoturismo e para o turismo cultural.
Mas mesmo
belas estatísticas despertam tristeza, já que contrastam justamente com a
brutal negação de direitos que marca a vida da maior parte dos maranhenses. E
como tanta riqueza é capaz de gerar tanta pobreza?  Como o estado que é o
16º mais rico do Brasil tem a penúltima posição quando se fala em distribuição
de riqueza? Como um estado que produz mais de R$ 40 bilhões de reais em
riquezas, todos os anos, tem em seu território uma em cada cinco pessoas
vivendo abaixo da linha de extrema pobreza?
Talvez
porque nem a riqueza – nem o martelo e o prego que a produzem – consigam chegar
às mãos dos que trabalham. Denunciar essa realidade não é desamor pelo
Maranhão. Esse argumento, de inspiração fascista e semelhante aos da ditadura
militar, tenta negar o direito de a oposição se manifestar livremente. Não
tenho ódio pessoal contra ninguém, mas sou imbuído de uma profunda indignação
com tantas injustiças, e defenderei eternamente o nosso direito de lutar por um
Maranhão que não veja a sua riqueza ser subtraída em tenebrosas transações,
como canta Chico Buarque.

  • Jorge Vieira
  • 7/out/2013

Novo presidente do PCdoB, Márcio Jerry quer ampliar o diálogo com outros partidos

O novo
presidente do PCdoB no Maranhão anunciou que terá como primeira ação no comando
do partido a busca pelo diálogo com todas as forças de oposição ao governo do
estado aliadas ao partido para ampliar a união em torno de um projeto político
que supere os problemas do Maranhão. Eleito por unanimidade na 13ª Conferência
Estadual do PCdoB, Márcio Jerry chega à presidência estadual com o desafio de
coordenar o partido do pré-candidato ao governo, Flávio Dino, nas articulações
com vista às eleições de 2014.
Ao
assumir a presidência do comitê estadual do partido, Márcio Jerry avaliou o
momento de protagonismo da legenda e a expectativa para a atuação em 2014.
“Esse é um momento ímpar para o nosso partido, de ascensão, de acúmulo de
forças. Vamos buscar um diálogo amplo e permanente com toda a sociedade e,
sobretudo, outros partidos que queiram trabalhar por um Maranhão mais justo,”
disse.
E
continuou “estamos vivendo uma etapa muito grande da capacidade de abraçar e
acolher, um momento de intensa preparação para o protagonismo da nossa legenda
nas Eleições em 2014. Vou me empenhar pelo fortalecimento do nosso partido e
pela vitória no pleito eleitoral de 2014”, concluiu Márcio Jerry.
Foram
definidos no último sábado (05) os novos integrantes da diretoria estadual do
PCdoB-MA, durante a 13ª Conferência Estadual do PCdoB, realizada no Auditório
Fernando Falcão, da Assembleia Legislativa.  Os delegados e militantes
presentes no evento discutiram as teses definidas pelo Comitê Central do
partido, a escolha dos delegados que participarão do 13º Congresso Nacional e o
contexto político-social do país e do Maranhão na última década.
PCdoB e o
debate interno
O evento
reuniu várias lideranças políticas dos comitês municipais de todas as cidades
maranhenses que contam com a atuação do PCdoB e também representantes do comitê
estadual. O ex-presidente estadual da sigla, Flávio Dino, os deputados Rubens
Pereira Jr. e Raimundo Cutrim, os vereadores de São Luís Prof. Lisboa e Rose
Salles marcaram presença no evento.
A
apresentação das teses nacionais foi feita pelo representante do Comitê
Nacional do PCdoB, Egberto Magno. A explanação feita por Egberto abriu a rodada
de debates sobre a atuação do PCdoB em todo o Brasil e o apoio às mudanças
estruturais feitas pelos governos de Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, que
promoveram mais igualdade social para o país, dando atenção aos que mais
necessitam.
O
contexto estadual foi apresentado pelo presidente municipal do PCdoB São Luís,
Haroldo Silva, que demonstrou que, apesar dos avanços promovidos no Brasil
pelos governos Lula e Dilma, o Maranhão ainda não conseguiu superar os
problemas de exclusão social e ainda aparece como um dos estados de maior
desigualdade social devido ao modelo político oligárquico que ainda está
instalado no Maranhão.
Representantes
do PCdoB de diversas cidades também participaram do debate. Entre os assuntos
de maior destaque estiveram a liderança do PCdoB nas eleições de 2014, a
apresentação da primeira proposta pelo PCdoB para o início das mudanças no
Maranhão (universalização do fornecimento de água), o crescimento do partido em
todas as cidades e o protagonismo do PCdoB na política de alianças para por fim
ao modelo político oligárquico.
Flávio
Dino coordena o Partido do Maranhão
“Me
despeço da presidência do PCdoB-MA, para coordenar o Partido do Maranhão –
Partido da Mudança que deverá mudar os rumos do contexto político e social do
nosso estado. Agradeço a todos o voto de confiança e o empenho nesta luta”,
disse Flávio Dino.
Pré-candidato
do PCdoB para concorrer ao governo do estado em 2014, Flávio fazia alusão ao
convite feito no ato político ocorrido na última sexta (04) para unirem forças
em torno do Partido do Maranhão, que significa a união dos partidos, das forças
sindicais, sociais, religiosas, empresariais, estudantis, trabalhadoras e
populares em torno de um projeto de governo que promova o desenvolvimento real
do Maranhão.
As
palavras de Flávio Dino finalizaram a 13ª Conferência Estadual do PCdoB,
marcada por debates – marca da dinâmica que o PCdoB apresenta em sua tomada de
decisão, em que se ouve a militância e os representantes de todo o estado.
“Esse
encontro foi muito vitorioso, tivemos uma grande movimentação partidária e esse
momento tem um importante significado porque é o nosso último encontro antes
das eleições de 2014”, destacou o ex-presidente do PCdoB-MA.
Os
delegados presentes na conferência elegeram a nova composição do diretório e o
novo comitê definiu o ex-presidente do PCdoB São Luís, Márcio Jerry, para
coordenar a sigla em todo o estado. Ao se despedir do comando do partido,
Flávio Dino agradeceu a todos a consolidação do seu nome para o projeto
eleitoral de 2014.

  • Jorge Vieira
  • 6/out/2013

Prefeito Edivaldo Júnior incentiva instalação de empresas no Centro Histórico

Empresas com atividades econômicas ligadas à tecnologia da informação e comunicação têm novo incentivo para instalação no Centro Histórico de São Luís, área tombada pelo Governo Federal e Zona de Proteção Histórica (ZPH). O incentivo é garantido pelo Decreto nº 43.900, assinado pelo prefeito Edivaldo Holanda Júnior, para regulamentar a Lei nº 4.970, de 24 de junho de 2008, que concede isenção parcial do pagamento do Imposto sobre Serviços de Qualquer Natureza (ISSQN). 
O decreto regulamenta a redução da cobrança do ISS de 5% para 2% aos estabelecimentos contribuintes localizados na área histórica de São Luís, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento da região. O Cluster de TI e Comunicação no Centro Histórico integra o pacote de ações do Programa Avança São Luís, lançado em setembro pelo prefeito Edivaldo, e prevê o incentivo à conservação e ocupação responsável dos imóveis tombados como patrimônio histórico.
O estado de preservação e manutenção das características arquitetônicas do imóvel são condições preponderantes para o pedido da isenção. Os pedidos de isenção parcial são seguidos de visitas de técnicos da Fundação Municipal do Patrimônio Histórico (Fumph), para verificação do grau de preservação dos elementos arquitetônicos e históricos do imóvel onde estiver alocado estabelecimento beneficiado.
“A Fumph avalia se o prédio tem condições de abrigar a empresa com as características exigidas pela Lei, além de monitorar, após a sua implantação, o grau de conservação e preservação do imóvel”, explica o presidente da Fundação, Aquiles Andrade. 
Além da Lei 4.970 o investidor poderá se beneficiar da Lei 3836/99 que concede redução de até 50% do Imposto Predial e Territorial Urbano (IPTU) para as empresas localizadas nessa área cujos imóveis estejam em dia com suas obrigações fiscais. Para o caso de imóveis em situação de inadimplência, a Prefeitura editou este ano o Programa de Recuperação de Créditos Tributários da Fazenda Municipal (Refaz).

  • Jorge Vieira
  • 5/out/2013

Notas apimentadas

Dois pesos?
Finalmente,
a Procuradora-geral de Justiça, Regina Lucia Rocha, reagiu diante de denúncias
que chegam até ela. Tão logo chegou uma “grave” denúncia do vereador Fábio
Câmara, por suposto caso de nepotismo, contra o prefeito Edvaldo Junior, a
ilustre doutora determinou a instauração imediata de investigação contra o
prefeito. No entanto, as denúncias dos deputados oposicionistas de desvio de
dezenas de milhões de reais através de convênios fantasmas da SECID, ao que
parece, não surtiram o mesmo efeito.
Comunista e feliz
Na
reunião de sexta-feira, no Hotel Rio Poty, em que foi lançada a pré-candidatura
de Flávio Dino ao governo em 2014, um dos mais entusiastas e felizes
integrantes do grupo dinista era o deputado Raimundo Cutrin.
A
empolgação do neocomunista, segundo pessoas próximas do deputado, tem uma
explicação: ele retomou o gosto de fazer política.
Maranhão capeão
Apesar
de o Maranhão ostentar os piores índices de desenvolvimento social, nos indicadores
do IBGE, em pelos uma das estatísticas somos campeões disparados: na quantidade
de juízes acusados de irregularidades mandados embora para casa pelo Conselho
Nacional de Justiça.
A
previsão é que até o final de 2013 mais juízes e desembargadores desta terra
poderão ter os pescoços decepados na guilhotina do CNJ.
Profissão perigo

Motoristas
de ônibus da capital não sabem mais o que fazer para chamar atenção para o
alarmante aumento de assaltos nas linhas. É quase impossível encontrar um
motorista de ônibus da capital que ainda não tenha sido vítima de assalto.
Imortal 
E
o velho senador José Sarney, recuperado de problemas de saúde, com seus 83
anos, já ensaia uma recandidatura ao senado pelo Amapá, contando para isso com
o apoio de seu grande amigo Lula, que terá a missão de convencer a família
Capiberibe a apoiá-lo em 2014.
Sarney
é capaz de tudo, mas é bom lembrar que  o
senador João Capiberibe e a deputada Janete Capiberibe, pais do governador do
Amapá, Camilo Capiberibe, foram cassados de seus mandatos há pouco tempo e Sarney
teria sido o algoz dos pais do governador.
Vergonha Nacional
De
símbolo de empreendedorismo nacional, ao maior fracasso empresarial da história
do Brasil em apenas um ano. É essa hoje a situação do ex-multi-bilionário Eike
Batista.

Na
edição desta semana, a respeitada revista Bloomberg  Businessweek traz em sua capa: “Como perder uma fortuna de 34,5 bilhões de dólares em
um ano”.

A reportagem conclui afirmando “que o papa Francisco planeja voltar ao Brasil em breve e
visitar os pobres de novo – incluindo, dessa vez, Eike Batista”. E o
midas do capitalismo da terra da jaboticaba virou piada internacional.

  • Jorge Vieira
  • 5/out/2013

UEMA: 7ª pior universidade pública do Brasil?

*Maria Célia Pires Costa
O Ranking Universitário Folha 2013 surpreendeu
(ou não) a todos que integram a comunidade da Universidade Estadual do Maranhão
– UEMA, avaliada como a 7ª Pior Universidade Pública do Brasil. A notícia
repercutiu nos jornais locais, blogs, rádios e na Assembleia Legislativa do
Estado.
O mais doloroso é que, mais uma vez, o
impacto imediato atinge frontalmente os alunos, atiçando o fantasma da evasão
na nossa universidade, pois eles começam a se questionar: “Vale a pena
continuar na UEMA?”.
Essa é a pergunta do momento! O jovem
que pretendia fazer vestibular para a universidade também é assaltado por
muitas dúvidas. Alguns professores pesquisadores da instituição também se questionam,
principalmente os mais jovens.
Na qualidade de professora de química
da UEMA, há 14 anos, sinto-me na obrigação de contribuir com algumas reflexões
para o debate.
Para isso, começo com um breve
histórico recente da nossa instituição e, mais adiante, neste texto, tentarei
alinhar algumas possíveis causas de a UEMA ser a 7ª pior universidade pública do
Brasil.
A década de 90 foi marcada por um
movimento ferrenho de servidores, alunos e alguns professores para garantir
recursos na Constituição do Estado do Maranhão, com uma greve de mais de trinta
dias, debaixo de sol e chuva. O movimento foi vitorioso. Hoje o ensino superior
público do Maranhão possui recursos de no mínimo 5% (cinco por cento) da
receita de impostos estaduais, incluindo a receita proveniente de
transferências, nos termos dos arts. 220 e 272, parágrafo único, da
Constituição do Estado. Portanto, os recursos para a UEMA estão legalmente
garantidos. Outra greve fortíssima marcou o ano de 2003, em defesa das
categorias: professores, servidores técnicos administrativos e alunos. Naquela
época, o salário de um professor da UEMA era inferior ao de professor de nível
médio do Estado. Depois de um período de embate dificílimo, tivemos um grande
ganho: a equiparação dos salários dos professores da UEMA, com os salários dos
professores universitários federais. A situação mudou relativamente, pois até
antes desta conquista, quando havia concurso para professor adjunto, que exigia
título de doutor, ou não apareciam candidatos ou estes eram pouquíssimos.  Hoje, são muitos os candidatos. Infelizmente,
nem sempre as lutas foram vitoriosas. Os bravos servidores técnicos administrativos
têm sido as grandes vítimas da universidade. Todas as lutas para equiparar os
salários deles com os das universidades federais fracassaram. Logo eles, que
tanto se empenham para que a UEMA não morra. Mas isso é um reflexo da
desigualdade social do nosso Estado. Na UEMA não é diferente. Enquanto os
professores têm um salário compatível com outras universidades, os servidores técnicos
administrativos se aposentam, em sua grande maioria, com aproximadamente um
salário mínimo.
Então, qual é o problema da UEMA? Por que
ela seria a 7ª pior universidade do Brasil? Tentarei alinhar algumas possíveis causas,
considerando os indicadores da Folha: Pesquisa (total de publicações, total de
citações, citações por artigo, publicações por docente, publicações em revistas
nacionais e captação de recursos); Mercado; Inovação; Ensino (avaliadores MEC,
professores com doutorado, professores com dedicação exclusiva e nota no ENADE)
e Internacionalização (citações internacionais por docente, publicações em
coautoria internacional e docentes estrangeiros):
1) Falta de autonomia financeira:
Embora prevista na Constituição Estadual, a UEMA não tem autonomia financeira,
como têm a USP, a UNICAMP e a UNESP, grandes universidades estaduais do país.  Uma das consequências é a desenfreada expansão
dos campi da Universidade, sem qualquer avaliação, e, talvez, sem atender às
reais necessidades do Estado;
2) Falta de transparência:  A prestação de contas da aplicação dos
recursos da Universidade é inacessível à população e à comunidade
universitária, que, sequer tem conhecimento de qual o percentual dos recursos
assegurados constitucionalmente é repassado efetivamente para a UEMA. Não há exposição
da gestão financeira dos recursos nos meios de comunicação digital e dos jornais
de grande circulação, nem mesmo nos meios de comunicação da própria
universidade;
3) Infraestrutura deficitária: O
número de laboratórios de ensino e de pesquisa ainda é muito deficitário, bem como
o número de computadores disponíveis para os cursos de graduação. A biblioteca
da UEMA, apesar de toda a dedicação de suas bibliotecárias, não possui um
número suficiente de técnicos para suprir as necessidades do órgão. Isso, além
do acervo defasado, principalmente de periódicos;
4) Administração altamente
centralizada e terceirizada: Os investimentos na universidade são feitos sem
critérios técnicos, de mérito, sem o levantamento das reais necessidades da instituição.
A avaliação dos cursos da UEMA realizada pelo MEC fica aprisionada pela cúpula
da universidade, não chegando até aos colegiados de curso e departamentos.
Todos os segmentos da universidade (discente, docente e técnico-administrativo)
deveriam participar da análise dos resultados dessa avaliação e da formulação
de um plano de ação para o enfrentamento dos problemas e da implementação de
melhorias;
5) Falta de concurso público para
funcionário: pelo menos nos últimos 14 anos, não houve concurso para
funcionário. O quadro é dramático. A título de exemplo, a universidade possui
hoje cerca de trinta e cinco mil alunos e tem uma brutal carência de técnicos
de laboratório;
6) Burocracia massacrante em concurso para
professor: enorme dificuldade para abrir vaga. Superada esta etapa, o parto continua
difícil, até o professor ser empossado. Pelo menos, para algumas áreas do
conhecimento, dificultando, assim, a implantação de pós-graduação “strictu
sensu”, em áreas vitais para o desenvolvimento do Estado;
7) Baixa produção científica:
A publicação de artigos em periódicos internacionais e nacionais, embora tenha
melhorado graças ao empenho e à perseverança dos alunos e professores da UEMA
que fazem “das tripas, coração” e de abnegados funcionários, os indicadores de
pesquisa avaliados pela Folha:  total de
publicações, total de citações, citações por artigo, publicações por docente,
publicações em revistas nacionais e captação de recursos,  ainda são muito desfavoráveis para a
instituição. O número de: citações internacionais por docente, publicações em
coautoria internacional e docentes estrangeiros, “indicadores de
internacionalização avaliados pela Folha”, também é muito desfavorável para a
universidade. Mesmo assim, há resultados. Cresceram as bolsas de iniciação
científica concedidas pela FAPEMA, CNPq e pela própria UEMA. O número de
professores com Mestrado, Doutorado e Pós-Doutorado tem crescido, assim como o
de professores com dedicação exclusiva;
8) Inovação e Mercado: A
UEMA já possui alguns registros de depósitos de patente (inovação), embora os
números ainda sejam bastante modestos. Mas, a instituição ainda não possui uma
patente comercializada, questão essa ligada ao mercado;
9) O Programa Ciência sem
Fronteira já é uma realidade na universidade, principalmente pelo empenho dos
alunos e incentivo dos professores;
10) Captação de recursos:
Recursos têm sido captados pelos professores pesquisadores com projetos
aprovados em Editais de Agências de Apoio à Pesquisa como CNPq, FINEP, FAPEMA,
BNB e outros, mas esse fato ainda não é suficientemente valorizado nas
avaliações de mérito na instituição;
11) Extensão: O programa
de extensão também já existe na universidade, inclusive com edital para
publicação de livros, fato muito positivo na UEMA;
12) Congressos de âmbito internacional,
nacional e local: A universidade tem realizado ótimos eventos, a exemplo disso,
a Reunião Regional da SBPC – Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência –
realizada no Maranhão, na UEMA, que contou com cerca de dez mil participantes e
com a presença de grandes conferencistas das universidades brasileiras e também
do Maranhão. Mas, por outro lado, alunos que têm trabalhos aprovados em
congressos fora do Estado nem sempre recebem apoio, pois também neste ponto, a
burocracia é infernal. Embora, em algumas áreas do conhecimento, haja menos
dificuldade.
Talvez todas, ou algumas dessas causas
acima mencionadas sejam responsáveis pelo baixo desempenho da instituição.
Assim, é responsabilidade de todos que
constituem a universidade transformar a avaliação da instituição, em um motor
de discussão e da busca de superação desse problema em todos os órgãos e colegiados
da UEMA. Entendo não ser esta tarefa exclusividade da universidade.
Preocupa-me, entretanto, o estágio de
letargia que acomete a nossa sociedade, que demonstra sintomas de falta de
indignação diante de situações, como essa, que humilham o nosso estado.  Exemplo contundente disso: recentemente, o
município maranhense de Fernando Falcão foi classificado como um dos cinco
municípios mais pobres do país, apesar da sua fantástica biodiversidade, a qual
já permitiu inúmeros trabalhos científicos, como monografias de conclusão de
cursos, dissertações de mestrado, teses de doutorado, artigos nacionais e
internacionais, publicações em congressos locais, nacionais e internacionais,
bem como vários pedidos de patente de nossas universidades. Não é uma brutal
contradição?
Cabe, pois, ao poder público e à
sociedade civil, por meio de suas instituições,  integrarem-se nesse debate e no desafio de
transformar a UEMA em uma grande Universidade, capaz de contribuir efetivamente
para tirar o Maranhão dos trilhos do atraso.
Já é passada a hora de se explicar
este enigma, que envergonha a todos nós: Estado  do Maranhão: tão rico e tão pobre.
*Maria Célia Pires Costa
*Professora da UEMA com doutorado na
UNICAMP e Professora aposentada da UFMA. Foi secretária regional, conselheira e
diretora da SBPC; diretora científica da FAPEMA e secretária de educação de São
Luís em 1997/1998.

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