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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 23/fev/2015

Herança maldita: Governo Roseana deixou dívida milionária no transporte indígena

Levantamento feito pela Secretaria de Estado da
Educação (Seduc) constatou dívida de R$ 10 milhões deixada pelo governo
Roseana Sarney no setor de transporte escolar indígena. Os processos
referentes aos anos de 2013 e 2014 não foram quitados pelo governo Roseana
Sarney sob o argumento da falta de dotação orçamentária e recursos financeiros.

No ano de 2013, os processos aptos para pagamento
totalizaram R$ 2,4 milhões, enquanto em 2014 a dívida acumulada foi de R$ 7,5
milhões. O governo passado ainda descumpriu acordo com lideranças indígenas que
priorizava os pagamentos de 2013 e os processos tiveram a tramitação
prejudicada.

Os problemas herdados no setor de Transporte
Escolar Indígena pelo atual governo incluem irregularidades
constatadas em sindicância realizada pelo Tribunal de Contas do Estado
(TCE). O órgão de controle externo considera irregular a transferência de
recursos de transporte escolar para as associações e apontou em auditoria
indícios de valores abusivos pagos a entidades privadas, que não tem o dever
jurídico de realizar o transporte escolar. Por conta disto, a Seduc
decidiu realizar a contratação de serviço de transporte escolar indígena por
meio de licitação. 

Em virtude dos indícios de irregularidades, a
Secretaria de Educação realizou análise de todos os convênios de 2014.
O relatório aponta que dos 46 convênios celebrados pela gestão da
ex-governadora Roseana Sarney,  com vigência até o dia 31 de dezembro de
2014, apenas dois foram prorrogados. Novamente a falta de dotação orçamentária
e de recursos financeiros foi alegada como motivo para o não pagamento de
parcelas de parte dos convênios.

Outro entrave apontado pelo relatório é a demora na
conclusão dos processos relacionados ao pagamento dos serviços prestados nesta
área que somente foram concluídos em 2014 e ainda repleto de irregularidades o
que fez com que dos 40 processos disponibilizados para pagamento, somente 30
 tiveram o aval da Procuradoria Geral do Estado (PGE).

Os problemas relacionados ao transporte escolar
indígena já ocorrem há vários anos e em 2010, ainda no início do quarto mandato
da ex-governadora  Roseana Sarney(PMDB), o Ministério Publico Federal
(MPF) ingressou com ação contra o Estado do Maranhão para que o poder público
assumisse o controle do transporte escolar indígena assumindo o controle da
atividade que naquela época já era prestada por associações.

Memória 

Em abril de 2014, a adolescente Regiane Santos
Guajajara, doze anos, moradora de uma aldeia situada na região de Bom Jardim,
sofreu acidente quando ia de bicicleta para a escola. O caso pouco noticiado na
ocasião, rendeu protestos dos índios Guajajara que chegaram até a reter um carro
da Secretaria de Estado da Educação, como forma de pressionar o governo do
Estado a encaminhar a solução para um problema, ampliado gradativamente nos
últimos dois anos.

A gravidade da situação que rendeu casos como o de
Regiane Santos Guajajara, denunciada inclusive pelo Conselho Indigenista
Missionário (Cimi) aponta o transporte escolar indígena como um dos graves
problemas herdados pelo governo Flávio Dino na área da Educação.

De acordo com Conselho Nacional de Educação, o
Maranhão está entre os estados com piores indicadores na educação indígena.

  • Jorge Vieira
  • 22/fev/2015

Crimes de agiotagem serão investigados, diz secretário de Segurança

Secretário Jefferson Portela confirma investigação de agiotas
O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, anunciou em entrevista a Rádio Timbira AM a imediata retomada das investigações sobre a prática de crimes de agiotagem no Estado, para que os envolvidos sejam responsabilizados, no rigor da lei.
Para dar efetividade à apuração, a Secretaria de Segurança Pública (SSP) instalou comissão, que será composta por três delegados. Os nomes  serão divulgados, nós próximos dias. Ao grupo será disponibilizada sala, com computadores, policiais, armamento e toda a estrutura para investigar a máfia da agiotagem. 
“O combate à corrupção é prioridade do governo Flávio Dino. Portanto, vamos dotar a equipe de estrutura com sala totalmente preparada para dar exclusividade aos trabalhos. Sem deixar de fora qualquer nome envolvido nesta prática criminosa. Não tem conversa, se for para abrir 100 inquéritos de agiotagem, nós vamos abrir”, informou Jefferson Portela, destacando que na próxima semana os trabalhos serão iniciados.
Até agora, o inquérito – paralisado desde 2013 – aponta 41 prefeituras do Maranhão envolvidas no esquema de agiotagem. Ainda serão investigados empresários e integrantes da quadrilha responsável pelo assassinato do jornalista Décio Sá.
Aos envolvidos na máfia, o secretário informou: “As investigações serão retomadas e concluídas para encaminharmos ao judiciário, atribuindo responsabilidade penal a quem tenha”, e complementou: “senhores agiotas, os senhores serão investigados e serão responsabilizados, tenham certeza disso”.
O esquema de agiotagem veio à tona no Maranhão durante a investigação da morte do jornalista Décio Sá. A investigação apontou que os envolvidos no assassinato faziam parte de uma quadrilha de agiotas que financiava campanhas de candidatos a prefeituras no interior do Estado, entre 2009 e 2012, que pagavam as dívidas com dinheiro público, depois de eleitos.
Segurança Pública
Durante a entrevista, o secretário ainda destacou a mudança de postura da gestão como ponto crucial para os bons resultados obtidos durante o carnaval no estado. “Temos um governador Flávio Dino que semanalmente senta com os dirigentes da segurança pública, para tratar de segurança pública. Esta é uma novidade muito boa e deu resultados muitos fortes, com essa motivação: a polícia é a mesma, mas não é mais a mesma”.
De acordo com Jefferson governo acenou com a lei de organização básica dos bombeiros, encaminhou projetos para Assembleia Legislativa que beneficiam as corporações policiais, determinando o respeito aos direitos dos servidores, o que aponta uma mudança de direcionamento, valorizando o servidor que compõe a segurança pública no estado.

  • Jorge Vieira
  • 22/fev/2015

Informe JP

Reação
do governador

O governador Flávio Dino usou
as redes sociais para responder aos ataques que vem sofrendo da mídia ligada ao
grupo Sarney por conta da Medida Provisória que autoriza representação
judicial de membros das polícias civil, militar e do Corpo de Bombeiros.

“Os tribunais existem para
isso. Quem considera que os policiais não têm direito a defesa que vá ao
Supremo. Normal e democrático”, tuitou o governador. Flávio Dino recomendou
ainda: “Quem pensa diferente tem todo o direito de ir ao Supremo questionar a
norma. Mas não pode ter a pretensão de impor visão no “grito”, advertiu.

O governador observou ainda: “Sou
daqueles que acreditam que o direito de defesa é um direito fundamental. Acho
ser uma nobre função para procuradores do Estado”. E adiantou que seu objetivo
“é fazer justiça a quem expõe a vida e integridade física no estrito
cumprimento do dever legal”. E questiona: “Isso é inconstitucional?

Em outras duas postagens no
Twitter, o governador critica o grupo adversário: “Interessante que a
oligarquia usa um debate, que poderia ser sério e elevado, para seus propósitos
obsessivo de me agredir”.

“Também acho interessante: por
ter visão técnica diferente deixo de ser “jurista”. Não me parece muito
democrático.

Conspiração
do bem

O deputado Waldir Maranhão,
vice-presidente da Câmara Federal, após a reunião que teve com o governador
Flávio Dino e com o prefeito Edivaldo, não deixou dúvidas quanto ao seu
engajamento nos pleitos que lhe foram apresentados e expôs o motivo do encontro
ao grupo de jornalistas presente ao evento: “fazer uma conspiração do bem”

“Estou aqui ao lado do
governador e do prefeito fazendo uma conspiração do bem, a favor do Maranhão, mostrando
para o Brasil que o Maranhão tem voz, tem vez e que o Estado dos nossos sonhos
está nas pessoas mais humildes, nos excluídos, nas pessoas que acreditam na
redenção do povo e da sua gente através da educação”, enfatizou.

Ajuda
da bancada

O prefeito Edivaldo Holanda
entregou nas mãos da representação federal do Maranhão no Congresso Nacional a
responsabilidade de dar celeridade à liberação da emenda de bancada que tem
como objetivo a compra dos equipamentos do Hospital da Criança e da Maternidade
que está sendo construída na Cidade Operária.

Na última sexta-feira,
aproveitando a presença do vice-presidente da Câmara dos Deputados em São Luís,
Edivaldo solicitou que ele “olhe com carinho todo especial para o Maranhão e
para a cidade de São Luís, o hospital da criança e para a maternidade que nós
estamos construindo em parceria com os governos federal e estadual”.

Sintonia
fina

O governador Flávio Dino vem conversado com a
bancada do Maranhão e solicitado ajuda no sentido de garantir no Orçamento da
União, que deverá ser votado nos próximos dias, recursos suficientes para que o
estado possa oferecer serviço de saúde de qualidade à população.

“Nós temos os piores
indicadores sociais e sanitário do Brasil, o menor número de médico por
habitante, a menor relação de leitos por habitantes e contraditoriamente somos
o estado que menos recebe recurso do SUS porque nós temos o menor repasse per
capita do país, por isso mesmo nós temos uma janela de oportunidades
representada pela votação do Orçamento”, observou Dino.

Atitude

Por falta de
atitude da ex-governadora Roseana Sarney, o Estado do Maranhão estava perdendo
R$ 26 milhões destinado à agricultura. O recurso só não foi desperdiçado em
decorrência das peregrinações do governador Flávio Dino pelos ministérios, em
janeiro, em Brasília, quando descobriu vários convênios prestes a expirar o
prazo por simples desinteresse da administração anterior.

O de maior
repercussão, que garante assistência técnica a 117 projetos espalhados pelo
Maranhão, que dependia apenas da assinatura de um documento para o dinheiro ser
liberado, já está a disposição dos pequenos agricultores o que vai beneficiar mais
de 8 mil famílias em todas as regiões do Estado.

Só falta ele

Com a posse de
Bira do Pindaré na secretária de Ciência e Tecnologia e de Julião Amim já
agendado para o dia 27 próximo, na secretaria de Trabalho, resta agora apenas o
deputado José Reinaldo Tavares decidir se aceita ou não o convite para assumir
a secretaria de Minas e Energia.

Político experiente, acostumado com as articulações de cúpula e
com o ambiente de Brasília, o ex-governador, na avaliação de analistas, estaria
cada vez distante da pasta.

  • Jorge Vieira
  • 22/fev/2015

Aumento dos servidores tem valor apróximo ao precatório da Constran suspenso por Flávio Dino

Ainda muito recentemente, o Maranhão
acompanhou atônito a revelação de que seus ex-gestores estariam envolvidos em
uma trama de propina, benefício a empresas e utilização do cargo público para
enriquecimento ilícito. Nesse enredo, o doleiro Alberto Yousseff foi preso em
um hotel de São Luís, há cerca de um ano.

A transação operacionalizada pelo
doleiro que tem revelado os maiores esquemas de corrupção do país era um
montante de R$ 123 milhões pagos em parcelas à empresa Constran, fruto de um
precatório que se pode chamar, no mínimo, de duvidoso. Após as denúncias de
irregularidades envolvendo Yousseff, a ex-governadora Roseana Sarney e o
ex-chefe da Casa Civil, João Abreu, e os valores que estavam sendo pagos à
empreiteira pelos cofres públicos, o governador Flávio Dino decidiu suspender
os repasses logo no primeiro dia de governo.

Já em fevereiro, o Governo do Estado sob
o comando de Flávio Dino consegue implantar uma extensa pauta de valorização
dos servidores. Mesmo recebendo dívida bilionária, que chega a quase R$ 2
bilhões deixados por pagar pelo governo Roseana Sarney, o governo do ex-juiz
federal vem apresentando fortes investimentos em áreas importantes para o
funcionamento da máquina pública.

O exemplo do aumento para servidores
públicos de carreira é muito emblemático. Só com os funcionários ativos, no ano
de 2013 serão incrementados mais R$ 153 milhões pelo Tesouro do Estado. Isto
quer dizer não apenas aumento de salário aos funcionários, mas também injetar
mais dinheiro na economia do Estado – fazendo com que os sistemas de serviços,
geração de emprego e renda sejam reativados.

O valor do incremento diz muito, se
comparado com os episódios recentes. Foram R$ 153 milhões de benefícios aos servidores
concedidos enquanto R$ 123 milhões de repasses a empreiteira foram cancelados.
Para ambos, a fonte é o Tesouro Estadual.

O rompimento com a lógica anterior, que
beneficiava grandes empresas em detrimento do cidadão comum, está sendo o ponto
chave da nova política implementada por Flávio Dino. O corte no repasse à
empresa que estaria negociando precatórios em troca de propina ao alto escalão
do antigo Governo foi fundamental para que mais de 80% do aumento aos
servidores públicos fosse garantido.

Assim, o ex-juiz federal vai mostrando
que romper a lógica da corrupção é realmente a chave-mestra para fazer um bom
governo.

 

  • Jorge Vieira
  • 22/fev/2015

Governo do Estado investe R$ 135 milhões em aumento salarial para servidores públicos

A partir de 1º de fevereiro de 2015, os servidores públicos do Maranhão já contam com novo vencimento implantado pelo governo Flávio Dino. São 24.820 servidores (entre ativos e inativos) que receberam reajuste relativo ao Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do Estado do Maranhão. A maior parcela do benefício está sendo concedida pela nova administração, na qual o funcionalismo receberá aumento que varia entre 16% e 64%.
 
Somente com o pagamento dos servidores ativos do Estado, o Tesouro Estadual passará a investir anualmente na economia maranhense quantia superior a R$ 153 milhões. Com os servidores inativos remunerados pelo Fundo Estadual de Pensão e Aposentadoria (Fepa), o montante aumenta em R$ 50 milhões ao ano.
 
A vitória dos servidores públicos, que têm seus direitos a progressão garantidos desde os primeiros dias da nova administração, foi destacada pelo governador Flávio Dino. Em reunião com o secretário de Gestão e Previdência (Felipe Camarão), Casa Civil (Marcelo Tavares) e Articulação Política e Assuntos Federativos (Márcio Jerry), o governador ressaltou o trabalho realizado por toda a equipe do Governo do Maranhão para possibilitar que esse avanço fosse realizado desde os primeiros dias de Governo.
 
“São benefícios aos servidores públicos, mas que representam um forte incremento na economia maranhense. Os mais de 24 mil beneficiados vão fazer com que mais dinheiro circule em nosso estado, e isso também é fator de desenvolvimento, gerador de emprego e renda em todos os setores,” analisou Flávio Dino.
 
A concessão do aumento aos servidores do Estado, segundo ele, foi possível a partir do entendimento da equipe da administração, que colocou a garantia dos direitos ao funcionalismo público como tema prioritário desde os primeiros dias de Governo. Valorizar os servidores foi uma das estratégias utilizadas para garantir a melhoria dos serviços públicos à população e incrementar a economia maranhense.
“A implantação desta etapa do plano de cargos, carreiras e salários é uma vitória. Nós, como sindicato, enxergamos esse ato como de extrema importância porque isso vai repercutir na vida dos servidores e em toda a economia do estado. Além disso, é uma demonstração do compromisso, respeito e responsabilidade do governador”, disse o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público do Maranhão, Cleinaldo Lopes, ao explicar que entende a conquista como um grande passo.
 
O sindicalista também ressaltou a postura do governo Flávio Dino, que pôs em prática as tratativas da mesa de negociações. “Podemos realmente confiar na palavra do governo, que cumpriu o acertado na mesa de negociação. Estamos num novo momento, de valorização”, completou.
 
A diminuição com gastos excessivos e desnecessários ao funcionamento da máquina pública com sua verdadeira função, que é promover serviços públicos de qualidade à população, também foi fundamental para que o Governo do Estado pudesse planejar com agilidade a concessão do aumento aos servidores.
 
Os benefícios salariais concedidos a 73.037 servidores públicos pelo Governo Flávio Dino, já no mês de fevereiro, causam impacto positivo na vida das famílias dos servidores públicos estaduais de todo o Maranhão. Ao todo, em 2015 serão mais de R$ 440 milhões injetados na economia maranhense através de aumento nos vencimentos do funcionalismo através da implantação da maior parcela do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos e de progressões concedidos pela nova administração.
 
Além da implantação da parcela mais significativa do Plano de Cargos, Carreiras e Vencimentos do Estado, o governo também garantiu aumento a outras categorias. A progressão de 11 mil professores (R$ 32,7 milhões), a implantação do novo piso salarial do magistério (R$ 200,7 milhões), reajuste do salário mínimo nacional (R$ 6,9 milhões) e o reajuste dos celetistas da EMARHP (R$ 6,5 milhões) somam o conjunto de benefícios concedidos em 2 meses aos servidores.
 
“O nosso reajuste o governo cumpriu sem titubear. Essa medida é importante porque resgata o que a categoria dos servidores públicos vem reivindicando há muito tempo. Esse primeiro passo mostra o gesto democrático do governo, que vem dialogando permanentemente com todos os sindicatos”, explicou o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica das Redes Públicas Estadual e Municipal do Estado do Maranhão (Sinproesemma), Júlio Pinheiro, ao elogiar a iniciativa do governo.
 
 
Item
Reajuste de até
Quantidade de Servidores
Impacto Anual
PROGRESSÃO DOS SERVIDORES DO SUBGRUPO MAGISTÉRIO DA EDUCAÇÃO BÁSICA
 
11.144
R$ 32.748.262,93
REAJUSTE DO SALÁRIO MÍNIMO NACIONAL
8,8%
6.776
R$ 6.965.447,26
REAJUSTE DO PISO NACIONAL DO MAGISTÉRIO
13,0%
41.201
R$ 200.790.767,86
IMPLANTAÇÃO DA ÚTLIMA E MAIOR PARCELA DO PLANO GERAL DE CARGOS, CARREIRAS E SALÁRIOS DO PODER EXECUTIVO – PGCE PARA OS SERVIDORES DO:
 
Subgrupo Nível Superior
 
Subgrupo Apoio Técnico
 
Subgrupo Apoio Administrativo
 
Subgrupo Apoio Operacional
 
Subgrupo Ensino de Artes e Cultura
64%
 
 
 
 
 
 
 
 
 
26,0%
 
 
64,0%
 
 
33,0%
 
 
23,0%
 
 
16,0%
24.280
 
 
 
 
 
 
 
 
 
3.510
 
 
2.298
 
 
5.870
 
 
12.552
 
 
50
R$ 193.584.115,92
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
R$ 193.584.115,92
REAJUSTE DOS SALÁRIOS DOS EMPREGADOS DA EMARHP
59,0%
780
R$ 6.572.785,60
TOTAL GERAL
 
73.037
R$ 440.661.379,57
 

  • Jorge Vieira
  • 21/fev/2015

“Recebemos um passivo de R$ 1,3 bilhão, que só cresce”, diz Flávio Dino

“Estamos recompondo
o funcionamento da máquina pública que havia sido totalmente destruída no
último governo. A realidade é que pouquíssimos órgãos do mandato anterior
efetivamente funcionavam. Havia terceirizações injustificadas, funcionários
fantasmas, muita desorganização.”

Leandro Mazzini

As primeiras semanas de governo de
Flávio Dino no Maranhão tornaram-se uma sucessão de descobertas – de ‘novidades
negativas’ – com o pente fino em contratos e na gestão que herdou de Roseana
Sarney.

O governador herdou o Estado com R$
24 milhões em caixa, mas com R$ 600 milhões em restos a pagar e uma dívida de
meio bilhão acumulada de precatórios a quitar, não pagos desde 2012.

Com o cenário não favorável, entrou
na lista de governadores que incluíram os cortes drásticos de custeio nas
prioridades, embora garanta que o Estado terá verba para grandes investimentos,
em especial no tripé Saúde-Segurança-Educação, e em obras de infraestrutura.

Nesta entrevista à Coluna, Dino faz
uma radiografia da atual situação da gestão, como tem resolvido as questões
para evitar uma crise, e fala em ‘recomposição do serviço público’.

‘A realidade é que pouquíssimos
órgãos do mandato anterior efetivamente funcionavam. Havia terceirizações
injustificadas, funcionários fantasmas, muita desorganização’, revela.

Recentemente, numa
entrevista a uma revista, o senhor disse que expulsou uma quadrilha do
Maranhão. Ela atuava no governo?

Atuava muito fortemente em várias
áreas do governo. Tínhamos aqui uma total confusão entre interesses privados e
aplicação de recursos públicos, e uma cultura de descumprimento generalizado da
lei. E isso fez com que muitas denúncias se acumulassem nesses anos todos, e a
mais recente delas é exatamente a que envolve essa tenebrosa transação
intermediada por Alberto Youssef e que acabou preso em São Luís.

Este não é apenas um caso isolado. É
fruto de uma sequência de casos e este é o mais notório, mas é o sintoma, a
ponta do iceberg que encontramos e estamos progressivamente desmontando,
apurando, e vamos tomar as medidas legais cabíveis para que haja inclusive
ressarcimento ao erário quando for cabível.

A sua antecessora,
a ex-governadora Roseana Sarney, foi citada pela imprensa como uma das supostas
beneficiadas pelo esquema de Alberto Youssef, e agora o STJ remete para o TJ do
Maranhão o processo. Como o senhor vê este cenário?

Nós vamos tomar as medidas legais que
neste caso concreto indicam a propositura de ações judiciais. Por determinação
do STJ, está em absoluta coerência com aquilo que defendemos. Tudo tem que ser
apurado. A Justiça do Maranhão, tenho certeza, é capaz de fazê-lo, e nós vamos
ajudar naquilo que nos cabe. Seja fazendo as apurações administrativas – temos
uma secretaria de transparência e controle que foi criada para isto – e temos a
orientação dada de a polícia e a Procuradoria do Estado de não observarem
critérios partidários em nenhum momento. Ou seja, todos aqueles
independentemente da posição política, do partido, que tenham em algum momento,
na gestão de recursos públicos, infringido a lei, devem responder perante o
Poder Judiciário.

O nosso papel neste caso, pelo
sistema jurídico brasileiro, não é propriamente de punir, mas de solicitar, de
provocar, de ajudar a investigar, e isto está sendo feito.

O senhor assumiu o
governo, é o principal agente público do estado, há uma responsabilidade
financeira. Como o senhor pegou o governo, com ou sem caixa?

Recebemos um passivo crescente. A última
estimativa que fizemos era da ordem de R$ 1,3 bilhão , porque a cada semana nós
descobrimos novidades, débitos que não estavam contabilizados – novidades
negativas. Dívidas não declaradas.

Vou citar a mais recente delas:
depois da nossa vitória na eleição, o governo do Estado parou de pagar a conta
de energia de vários órgãos públicos.

O senhor acha que
isso foi armadilha?

Uma sabotagem, evidente. Não havia
justificativa fiscal, porque havia dinheiro em caixa, para deixar de pagar a
companhia de energia que é privada. Descobrimos que a companhia de águas do
Estado deve quase R$ 20 milhões para a companhia de energia que é privada.
Porque simplesmente a partir de outubro eles não pagaram. A própria companhia
de energia emitiu uma nota esclarecendo que desde outubro vinha cobrando e o
Estado parou de pagar. E isso não foi informado na transição.

E isso aconteceu em
outros órgãos?

Em tantos outros órgãos. A dívida
ultrapassa R$ 30 milhões. Apenas a maior é da companhia de águas.

Então a sua
antecessora o sabotou?

Claramente, sim, infelizmente houve
uma atitude pouco democrática. Primeiro não houve uma transição organizada e em
segundo lugar, houve essa conduta. De criar dificuldades, de criar embaraços
para o novo governo, e isso se retratou em outros débitos que ficaram, por
exemplo com prestadores de serviços. Na área de saúde nos pegamos dívidas
superiores a R$ 100 milhões.

O senhor tem ideia
de quanto tem em restos a pagar para fornecedores?

Restos a pagar chegam a quase R$ 600
milhões.

E o senhor tem esse
dinheiro no cofre?

Claro que não! Nós recebemos R$ 24
milhões em caixa. Os precatórios não eram pagos desde 2012. Muita gente não
entendeu na época e hoje eu tenho uma hipótese de que esses precatórios pararam
de ser pagos para criar um mercado de negociações.

Porque o Maranhão sempre manteve os
precatórios em dia, era uma marca do Estado, desde tempos imemoriais. De
repente, em 2012, sem nenhuma justificativa fiscal, parou de pagar precatórios.
Então só de precatórios são outros R$ 500 milhões. Mais dívidas que já pagamos
este mês com bancos internacionais, parcelas de empréstimos, e tudo isso gerou
uma sobrecarga imensa de despesas neste começo de governo, que estamos honrando
aquelas relativas ao nosso governo, pagando o que deve ser pago, fazendo auditorias
em relação a pagamentos e ao mesmo tempo diminuindo gastos perdulários,
abusivos, encontrados e assim sucessivamente.

O senhor está
fazendo auditoria sobre os precatórios?

Na verdade o que pedidos ao Tribunal
de Justiça oficialmente é que nós façamos um trabalho conjunto, de
identificação dos precatórios segundo a ordem cronológica, e que haja portanto
respeito aos parâmetros constitucionais legais dentro da disponibilidade fiscal
do Estado.

Estamos esclarecendo o montante que
vamos poder pagar em 2015 e vamos informar isso ao TJ para que pague segundo os
seus critérios. Nós não vamos interferir na fila. Quem vai definir o ritmo de
pagamento, quem vai receber e assim sucessivamente vai ser exclusivamente o
Tribunal

Houve auditorias em
secretarias? Na praça o que se fala é que o senhor deve olhar para a frente,
não para o passado. É uma provocação necessária?

Na verdade estamos preocupados com o
futuro. Queremos tomar as medidas que o nosso Estado precisa para melhorar a
vida do povo. Isso envolve inclusive cuidar de coisas do passado que têm
repercussão agora. Nós estamos revirando.

Que coisas do
passado?

Por exemplo, dívidas que não têm
razão de ser. Contratos que nós deveríamos honrar mas que não têm razão de
existir. Isso são coisas do passado, mas que têm repercussão aqui, agora e
amanhã. Então se eu dissesse pura e simplesmente que tudo aquilo que está no
passado não me diz respeito, eu estaria traindo o meu compromisso fundamental
de cuidar bem do patrimônio público.

Então nós estamos sim revendo
contratos, diminuindo contratos de terceirizações, e fazendo auditorias em
algumas áreas. Cito exemplo: na saúde, temos auditoria sendo realizada lá a
pedido do gestor, não fui eu quem mandei. E isso não é uma determinação de uma
espécie de santa inquisição, de acordo com o que os gestores considerem
necessário. E quem vai fazer a auditoria não são os que eu nomeei, são
servidores concursados do Estado, que inclusive foram nomeados por outros
governos.

E o senhor já tem
resultados preliminares?

Ainda não. Isso depende de cada caso,
depende da solicitação de cada secretário à auditoria. Mas acredito que a
partir de março os primeiros resultados já sejam publicados.

O senhor disse que pegou
o governo com R$ 24 milhões, é um privilegiado, porque alguns governadores
pegaram o Estado falido. A maioria diz que será um ano de muitos cortes. Os
seus cortes também incluem investimentos?

Sobretudo custeio. Gastos
perdulários. Desativamos alguns privilégios. Como uma casa de praia custeada
com dinheiro público. Cortamos cargos comissionados, deixamos de provê-los.
Exoneramos todos e renomeamos naquilo que era necessário. Por exemplo, a
Fundação da Memória Republicana, que cuida do patrimônio do senador José
Sarney, tinha 45 cargos; vamos deixar 15. Fizemos isso em outros órgãos.

E sobretudo estamos enfrentando
contratos de terceirizações. No Detran saímos de R$ 20 milhões para R$ 6
milhões. São estas reprogramações, sobretudo no custeio, que estão permitindo
que a gente faça outros gastos de custeio, porque ao mesmo tempo que fizemos
isso, garantimos também o início da principal obra do governo que é a
recomposição do serviço público. Vamos nomear mais policiais, e aumentamos os
salários dos professores.

Que outros
investimentos de impacto o senhor prevê para este ano?

Sobretudo estas questões atinentes à
recomposição do quadro do serviço público. Estamos fazendo um seletivo para
mais mil professores, prorrogamos os contratos de outros 4.495 professores
temporários. Estamos no processo de finalização de mil novos policiais
militares, chamamos novos 60 profissionais para a Polícia Civil e vamos fazer
um concurso para o sistema penitenciário.

Estamos recompondo o funcionamento da
máquina pública que havia sido totalmente destruída no último governo. A
realidade é que pouquíssimos órgãos do mandato anterior efetivamente
funcionavam. Havia terceirizações injustificadas, funcionários fantasmas, muita
desorganização.

Os vários problemas
do complexo penitenciário de Pedrinhas terminaram ou só saíram do noticiário?

Estamos progressivamente fazendo com
que eles sejam resolvidos, não resolvemos tudo.

Mas não se viu mais
rebelião..

Conseguimos encontrar um ponto de
equilíbrio. Primeiro lugar, recuperamos a autoridade do Estado sobre o sistema.
Quando chegamos, os presos por exemplo eram donos das chaves das suas próprias
celas em muitas unidades. Recuperamos recomposição de equipes, fornecemos
fardamentos aos presos, criação de rotinas, de procedimentos, fizemos movimentações
de presos visando diminuir o poder das facções.

Até aqui temos encontrado o caminho.
Conseguimos a prorrogação da presença da Força Nacional de Segurança , que tem
sido uma ajuda importante no sistema penitenciário. Temos hoje uma tendência declinante
de índices de criminalidade dentro e fora do sistema judiciário.

O que pode o
cidadão esperar do novo governo até o fim do ano?

As medidas mais importantes estão no
terreno da educação e da segurança pública. Vamos iniciar uma campanha de
alfabetização, já que temos o maior analfabetismo do Brasil.

O senhor conta com
quem para isso?

O trabalho local e vamos conhecer no
MEC as várias metodologias existentes para encontrar a mais adequada à
realidade maranhense. Vamos começar o processo de substituição das escolas de
palha e barro. Simultaneamente vamos lançar grandes obras mediante a
reprogramação do saldo do empréstimo do BNDES.

Reprogramamos as obras de modo a fazer intervenções
estruturantes no Maranhão. Vamos completar finalmente a ligação dos Lençóis
Maranhenses com o Delta do Parnaíba e o litoral do Ceará na chamada Rota das
Emoções.

 

  • Jorge Vieira
  • 21/fev/2015

Governo articula debate para redução da violência no Estado

A Secretaria de Estado de Direitos Humanos e
Participação Popular (SEDIHPOP) promoverá encontros interinstitucionais com
representantes da sociedade civil, instituições de ensino superior e gestores
públicos que trabalham com o monitoramento e estratégias de redução da
violência e de homicídios no Maranhão.

O secretário de Direitos Humanos e Participação
Popular, Francisco Gonçalves (foto), destacou a importância do debate coletivo para
tratar da questão. “O objetivo é articular os esforços voltados para a redução
da violência e, a partir daí, institucionalizar uma política pública”, disse o
secretário.

A primeira reunião será realizada com os membros de
12 instituições da sociedade civil e de ensino superior, na terça-feira (24),
na sede da SEDIHPOP e na quinta-feira (26) com os órgãos públicos.

Depois de todas as reuniões haverá um workshop, em
março, com a participação de profissionais de outros estados com experiência na
área. A partir do intercâmbio de informações, serão definidas as ações para
enfrentamento da violência.

Entre as instituições convidadas para participar do
debate estão a Secretaria de Segurança Pública (SSP), Defensoria Pública do
Estado (DPE/MA), Ministério Público Estadual (MPE), Centro de Defesa Padre
Marcos Passerini, Sociedade Maranhense de Direitos Humanos (SMDH), ONG Matraca,
Comissão da Pastoral da Terra (CPT), Observatório da Violência do Maranhão e
Grupos de Extensão das Universidades.

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