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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 8/maio/2015

Deputado denuncia falta de compromisso do governo federal com o Maranhão

O deputado César Pires (DEM) tem cobrado da presidente
Dilma Rousseff mais responsabilidade e denunciado a falta de compromisso do
Governo Federal com o Estado que mais contribuiu para a reeleição dela em 2014.
Segundo o parlamentar, a paralisação das obras de duplicação da BR 135 é o
maior exemplo do descaso das autoridades federais com a população do Maranhão,
exposta a risco de vida todas as vezes que é obrigado a usar a rodovia que
deveria ser inaugurada em setembro do ano passado.

“A obra está parada sim. É irresponsabilidade do
governo federal com o Maranhão. Devemos fazer a mesma coisa que Alagoas fez, de
poder pugnar em via pública, de reivindicar em via pública, de se aglutinar
independentemente da bandeira política, ou então essa nossa leniência vai fazer
com que as obras do Maranhão caminhem da mesma forma com que a classe política
do Maranhão está caminhando, aceitando a realidade sem fazer pronunciamento”,
afirmou César Pires.

Ele acrescentou que a classe política maranhense
não deve se acovardar e reagir a este tipo de situação: “O certo é que as obras
do governo federal no Maranhão todas estão paradas e a quem deve ser dada esta
resposta? À sociedade. E por quem? Pelo governo federal. Foi da vez passada com
os governos estaduais todos, todos os governos que passaram normalmente diziam
amém ao governo federal e não emitiram nota”, discursou.

César Pires citou o Ceará como exemplo de Estado da
Federação que luta unido em torno de suas causas maiores, e disse que pediu à
assessoria da Mesa Diretora da Assembleia Legislativa informações para dar
entrada a uma moção de repúdio ao Governo Federal.

Para César Pires, o Maranhão precisa reagir e
protestar diante do tratamento que vem recebendo do governo da presidente Dilma
Roussef. “Senão, senhores, o governo federal vai continuar tendo o Maranhão
como a ambiência mais propícia para desenvolver suas mazelas aqui dentro em
termos de obras, mas em compensação leva o maior contingente de eleitores para
poder fazê-los chegar ao pódio do poder”, acentuou César Pires.

 

 

  • Jorge Vieira
  • 8/maio/2015

Governo investe R$ 9 mi na recuperação de 200 km de estradas em municípios da Região Tocantina

Estradas vicinais estão sendo recuperadas em 7 municípios da Região Tocantina 

O Governo do Maranhão está investindo
cerca de R$ 9 milhões na recuperação de mais de 200 quilômetros de rodovias
estaduais e estradas vicinais da Região Tocantina. As obras irão beneficiar
diretamente sete municípios e tirar do isolamento milhares de pessoas em
diversas comunidades rurais. As ordens de serviço foram assinadas, na terça e
quarta-feira (6), nos locais das obras, cumprindo determinação do governador
Flavio Dino. “Este investimento é apenas uma parte do que foi planejado para
gerar e distribuir riquezas à população e permitir o desenvolvimento econômico
e social da Região”, afirmou o governador, logo após ter informado o
investimento em seu perfil no Twitter.

Na cidade de Montes Altos, o secretário
de Estado da Infraestrutura, Clayton Noleto, assinou ordem de serviço para a
recuperação emergencial de dois trechos da rodovia MA-280. O primeiro trecho
vai da BR-010, em Ribeirãozinho, a Montes Altos; e o segundo, da cidade de
Sítio Novo ao povoado Santana. “Temos um acúmulo de problemas de décadas que,
obviamente, não vamos resolver em um passe de mágica, mas vamos seguir a
determinação do governador Flávio Dino e continuar avançando, promovendo o
desenvolvimento do estado”, disse o secretário.

Já em Cidelândia foi assinada a ordem
de serviço para a recuperação de 100 quilômetros da rodovia MA-125. O trecho
contemplado vai do entroncamento com a BR-010, passando por Vila Nova dos
Martírios, até São Pedro da Água Branca. A MA é estratégica para a Região
Tocantina por fazer ligação com o estado do Pará, mas está com diversos trechos
danificados por falta de manutenção ao longo dos últimos anos.

As obras, além de reparo na
pavimentação, farão o acostamento das rodovias, proporcionando mais segurança
para quem transita pelo local. O secretário adiantou que um projeto mais
consistente de reconstrução, para resolver em definitivo a situação dessas
rodovias, está sendo providenciado.

Estradas vicinais em Imperatriz

Na terça-feira (5), o secretário
Clayton Noleto assinou ordem de serviço para obras de melhoramento de estradas
vicinais da zona rural de Imperatriz. Serão mais de 70 quilômetros de estradas
recuperadas, beneficiando mais de 30 mil pessoas que vivem em cerca de 30
povoados. As obras irão possibilitar o escoamento da produção e o tráfego de
ônibus escolares, viaturas policiais e ambulâncias. “Essa obra vai proporcionar
aos moradores da zona rural de Imperatriz a possibilidade de ir e vir, que
antes era comprometida. Há 28 anos vivemos em situação difícil aqui. No inverno
[período chuvoso], nós ficávamos impossibilitados de trafegar, o transporte
público é suspenso, é um momento de aflição. Com essa obra, vamos poder escoar
nossa produção, nossos filhos vão para escola, tudo fica mais tranquilo”, disse
o presidente da Associação dos Produtores Rurais da Vila Conceição I, Edilson
Ferreira da Silva.

O investimento para a melhoria das
estradas vicinais da zona rural deImperatriz é de mais de R$ 2 milhões. Para o
secretário Clayton Noleto, isso demonstra a preocupação do governador Flavio
Dino com o pequeno produtor rural. “É a nova forma de trabalhar do governo, de
estar mais do povo. Estamos ouvindo a população sobre suas aflições, suas
necessidades e trazendo o Estado para cumprir seu papel de melhorar a qualidade
de vida da nossa gente”, afirmou.

  • Jorge Vieira
  • 8/maio/2015

Duplicação da BR-135: Braide diz que Denit zomba dos maranhenses

O deputado Eduardo Braide (PMN) criticou, na sessão
desta quinta-feira (7), a nota oficial divulgada pela Superintendência Regional
do Dnit no Maranhão acerca das obras de duplicação da BR-135. Segundo o
parlamentar, o Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit)
efetivamente paralisou as obras da rodovia no Estado.

Ao destacar os esforços que vêm sendo feitos, na
Assembleia Legislativa, para a retomada das obras, Eduardo Braide lamentou o
teor da nota lançada pelo Dnit. “Trata-se de uma nota completamente dissociada
da realidade. Divulgar uma nota como essa é zombar da inteligência dos
maranhenses e de um dos sentidos mais primordiais do ser humano, que é a visão.
Qualquer pessoa que passa e sai de São Luís para se deslocar na BR-135 sabe que
lá não tem obra nenhuma”.

Em seu discurso, o deputado fez um apelo para que
cada maranhense seja fiscal desta obra, para que o Dnit não tenha mais a
coragem de emitir outra nota como a que divulgou agora.

Na nota publicada na quarta-feira (6), a Superintendência
Regional do Dnit garante que as obras de duplicação da BR-135 não estão
paralisadas, estão apenas em ritmo mais lento devido ao período chuvoso, no
qual intensas chuvas atingiram a região do primeiro trecho da duplicação da
rodovia (entre Estiva e Bacabeira) provocando a redução dos serviços neste
trecho.

O deputado Eduardo Braide revelou que, em recente
conversa telefônica com o superintendente do Dnit no Maranhão, Gerard
Fernandes, este lhe havia informado sobre a paralisação das obras e sobre a
desmobilização do canteiro de obras, explicando que isto já estava previsto por
conta do período de chuva e que foi agravado pela falta de pagamento para a
empresa que havia vencido a licitação.

Além disso, segundo Braide, o governo federal determinou
o contingenciamento de recursos do Plano de Aceleração do Crescimento (PAC) da
ordem de sete bilhões de reais, que atingiu todas as obras que recebem
investimentos dos recursos deste Plano.

“A conversa que tive com o superintendente
inclusive foi uma conversa muito boa, amena, onde disse para ele a nossa
intenção, da Assembleia Legislativa, é de contribuir, que era exatamente de
mobilizar a classe política no sentido de haver um contato direto com a nossa
bancada federal. O que já aconteceu, tendo em vista que a bancada federal,
inclusive já se reuniu tanto com o vice-presidente, Michel Temer como também
com o ministro dos Transportes para reaver, o mais rapidamente, a questão do
pagamento da empresa”, frisou Eduardo Braide.

Ele foi enfático ao frisar que a nota divulgada
pela Assessoria de Comunicação da Superintendência do Dnit causou-lhe surpresa
e indignação. “Neste caso o Dnit não tem cumprido nem com sua palavra e nem com
o que está escrito. Não cumpre com a palavra porque o superintendente me diz
uma coisa, e a Assessoria de Imprensa diz outra, e não cumpre com o que está
escrito porque não cumpriu com o prazo estabelecido no contrato assinado com a
empresa, determinando que essa obra tinha que ter terminado em setembro do ano
passado”, ressaltou Eduardo Braide. 

  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

Bancada federal comemora aprovação de audiência pública sobre Base Espacial de Alcântara


 
A retomada do pleno
funcionamento da base de Alcântara, a discussão dos motivos de paralisação dos
projetos espaciais da base e a gestão para a criação de um Campus avançado do
ITA – Instituto Tecnológico da Aeronáutica- no Maranhão serão temas da
audiência pública aprovada ontem (6/5), na Comissão de Ciência e Tecnologia,
Comunicação e Informática da Câmara dos Deputados.

A aprovação do requerimento
foi fruto de uma gestão conjunta do Vice Presidente da Câmara, deputado Waldir
Maranhão (foto), da bancada do maranhense e da bancada do Partido Progressista,
liderada pelo deputado Eduardo da Fonte (PP/PE).  Foram convidados para comparecer a essa
audiência o Presidente da Agência Espacial Brasileira, José Raimundo Braga e o
Diretor-Geral da empresa Alcântara Cyclone Space, Brigadeiro Reginaldo dos
Santos.

O Deputado Waldir Maranhão tem
realizado esforços para a retomada dos projetos espaciais da base de Alcântara,
que quando esteve em pleno funcionamento chegou a gerar 4 mil empregos diretos
e indiretos. Segundo informações do Ministério da Defesa, atualmente a base tem
um efetivo reduzido a menos de 100 servidores que mantém apenas o funcionamento
administrativo.

Waldir Maranhão é um defensor
da criação do Campus do ITA no Maranhão e tem realizado ações neste sentido
como a recente visita ao ministro da Ciência e Tecnologia, Aldo Rebelo, junto
com a bancada do Maranhão, quando o tema foi exposto e recebeu o apoio do Ministro.

“Esse apoio é importante e a
abertura do diálogo com o ministro Rebelo vai reforçar a nossa ação para o
combate do desequilíbrio que existe hoje entre os investimentos federais em
tecnologia nas regiões sul e sudeste e na região nordeste. Quando a base de
Alcântara retomar seu pleno funcionamento podemos avançar na aproximação com o
ITA, que hoje é quem pensa a ciência e tecnologia na área espacial no Brasil”,
afirmou o deputado.

Localização
privilegiada

O centro de lançamento é um complexo
localizado na península em frente a São Luís, capital do Maranhão, que pela sua
posição geográfica próxima ao Equador, permite o lançamento de foguetes com
menos gasto de combustível e um custo em média 30 por cento mais barato do que
os projetados das bases de Cabo Canaveral, nos Estados Unidos, e de Baikonur,
no Cazaquistão.

  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

Medo de prisão gera crise na oligarquia Sarney

A prisão de agiotas deixou os chefes e chefetes da oligarquia Sarney em
polvorosa.

Os mais preocupados são Ricardo Murad e Roseana Sarney. Fontes ligadas ao grupo
Sarney confirmam que os dois temem que o agiota Pacovan conte tudo que sabe
sobre ligações deles com a agiotagem.

O desespero fez com que Roseana Sarney convocasse reunião de emergência com
alguns aliados mais próximos. O encontro foi confirmado a este blog por dois
deputados ligados à ex-governadora.

Acusada de receber propina do doleiro Yousseff e investigada pela PGR na
operação Lava-jato, a filha de Sarney tenta evitar mais um escândalo nacional.

Por outro lado, o ex-secretário de Saúde Ricardo Murad, cunhado de Roseana
Sarney, vê a cada dia as auditorias desnudarem sua gestão nada convencional à
frente da pasta.

Os indícios de irregularidades da gestão Murad repercutiram nacionalmente e até
aliados de Sarney como o deputado Roberto Costa falam abertamente sobre as
suspeitas de corrupção que pesam sobre ele.

Ontem, o peemedebista chegou a ameaçar pedir CPI da Saúde durante bate-boca com
deputado Souza Neto, genro de Murad. Costa foi além e sugeriu à deputada Andrea
Murad que pedisse a expulsão do pai dela do PMDB.

Como se vê a cada passo dado pela polícia nas investigações da lava-jato e da
agiotagem Roseana Sarney e Ricardo Murad vivem o pesadelo de ter que prestar
contas às autoridades policiais federal e estadual.

  • Jorge Vieira
  • 7/maio/2015

O crime maior da agiotagem

Editorial Jornal Pequeno 
A saga da agiotagem
no Maranhão, enquanto aparenta ser um crime marcado apenas pelos desvios de
personalidade de seus protagonistas, esconde uma história de dores profundas,
de muito sofrimento. Não apenas os ocasionados pela eliminação física de
concorrentes e inadimplentes, mas o sofrimento de multidões roubadas em
alimento, saúde, educação, segurança e quase tudo que depende da ação do poder
público.
Os clientes
preferenciais dos agiotas no Maranhão não eram particulares; eram,
principalmente, os cofres públicos dos mais paupérrimos municípios do Maranhão.
Deles, foi desviado o dinheiro do asfalto ou do calçamento, o dinheiro dos
remédios nos hospitais e postos médicos, os recursos destinados à educação de
crianças e adultos mantidos analfabetos, os recursos da segurança pública, da
merenda escolar de gente em tese faminta porque vivendo com cerca de R$ 70 por
mês. Esse foi o crime maior da agiotagem e o mais incrível foram os dias, anos,
quase meio século em que esses agiotas e prefeitos viveram na impunidade.
Somente agora o
Estado, com a chegada do governador Flávio Dino ao poder, conseguiu ou teve
forças para punir a agiotagem. Empresários com cheques em branco de
prefeituras, os valores que deveriam mitigar a fome de crianças abandonadas
pelo poder público, meninos e meninas tentando se educar em escolas de taipa,
de palha, em galpões, sem material didático, sem lanche, postos médicos vazios
e uma gente aos gritos transportada em ambulâncias para distâncias que doíam
ainda mais.
E a polícia estadual
não agia para punir esse banditismo cruel. Não agia porque não podia agir,
posto que esses eram recursos do poder político, afinal no comando de um modelo
que privilegiava toda e qualquer forma de corrupção. Para que esses homens
vivessem como nababos, uma rede de proteção estava armada, sendo este um
assunto sobre o qual não se conversava, sobre o qual se temia dizer, pois acima
de qualquer dor ou vida humana estava, para muitos, a próxima eleição a ser
vencida, a qualquer custo, a todo preço, contribuindo para que fosse o do
Maranhão o povo mais pobre deste país.
Dessa miséria
coordenada em gabinetes do poder, nasciam jovens marginais porque
permanentemente, desde a infância, marginalizados, comendo o pão que o diabo
amassou enquanto o diabo comemorava com os melhores vinhos e champagnes
passeando em jatos particulares. O contributo da agiotagem para a violência que
assolou o Maranhão não foi, portanto, apenas territorial. A agiotagem ajudou a
explodir a natureza social do crime quando roubou, por tanto tempo impunemente,
o futuro de sucessivas gerações.
Em apenas quatro
meses do governo Flávio Dino, duas operações policiais, sob comando também do
Ministério Público, mandaram para o lugar devido, a cadeia, empresários de alto
coturno, políticos destacáveis na sociedade, responsáveis pela extrema pobreza
em dezenas de municípios do Estado, réus sem julgamento da exploração humana
mais cruel.
O garoto que foi com
fome para aquela escola de palha sem banheiros e, também, o outro, que voltou
para uma casa onde não tinha o que comer, todas essas gerações que tiveram seus
futuros roubados, vão crescer sabendo que, se houver honestidade política, o
destino terrível que lhes foi traçado por mãos criminosas pode mudar. E vai
mudar.

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