Os prefeitos e vice-prefeitos do Partido da Social Democracia Brasileira (PSDB) do Maranhão, eleitos no pleito deste ano, foram recebidos na noite desta quarta-feira (26) pelo vice-governador e presidente estadual do partido, Carlos Brandão.
Participaram do evento o governador Flávio Dino; o chefe da Casa Civil, Marcelo Tavares; o presidente da Assembleia Legislativa, Humberto Coutinho; o deputado federal, José Reinaldo Tavares; além de nomes tucanos conhecidos.
Durante o encontro, o vice-governador reforçou que o PSDB maranhense está à disposição dos novos gestores e destacou a responsabilidade que cada prefeito tucano possui em conhecer profundamente a realidade das suas cidades, sobretudo no que diz respeito a esse momento de transição. “Todos são bem vindos e o Palácio Henrique de La Rocque também está pronto para recebê-los a fim de que possamos – todos nós -, unirmos esforços para atender aos anseios da população do Maranhão”, destacou.
Carlos Brandão também reforçou que a premissa vale para os prefeitos dos demais partidos. Afirmativa que foi fortalecida pelo governador Flávio Dino, ao declarar, durante a sua fala, que a unidade dos partidos é de essencial relevância para a gestão, além do fato específico da parceria do Estado com os municípios ser uma premissa norteadora para o sucesso de todas as gestões.
O presidente estadual do PSDB relembrou, na sequência, o esforço dos eleitos e o trabalho de campo realizado pela sigla, o que resultou em números históricos para o PSDB maranhense. “Evoluímos do número de oito prefeitos eleitos para 29. Isso nos levou à conquista do segundo lugar no ranking do Nordeste”. Em termos percentuais, um crescimento de 263%.
“Significa que o trabalho feito antes mesmo da campanha é mérito de cada um de vocês que se dedicou e chegou lá. Fizeram uma campanha no peito, na raça e, a maioria, até sem estrutura, enquanto o partido respondia com o trabalho de base. Agora, é hora de trabalharmos para que a gestão de vocês seja exemplar”, finalizou.
Áreas críticas da Grande Ilha contarão com policiamento reforçado a partir desta quinta-feira (27), para coibir ocorrências criminais e assegurar que as eleições deste domingo (30) ocorram, assim como no primeiro turno, com tranquilidade. Segundo informações da Polícia Militar, as operações têm caráter preventivo e visam garantir a tranquilidade do segundo turno em São Luís.
O esquema de segurança destas eleições será mais intenso, com a presença de 11 mil agentes na capital, onde 9,6 mil compõem o efetivo da PM e 1,5 mil são enviados das Forças Armadas. Desse contingente, 600 militares estarão dedicados para cobertura policial dos 264 locais de votação distribuídos nas nove zonas eleitorais de São Luís.
De acordo com o comandante de Policiamento de Área Metropolitana 1 (CPAM1), coronel Pedro Ribeiro, a polícia atuará com maior vigor em localidades consideradas críticas, como os bairros Alemanha, Pedra Caída, Divineia, Maracanã e Tibiri. “Nesses pontos nevrálgicos, vamos desenvolver algumas ações para prevenir qualquer situação que comprometa o bom andamento das eleições”, declarou.
Segundo Pedro Ribeiro, nessas localidades serão realizadas incursões policiais para combater novos ataques incendiários à ônibus e prédios públicos, como os ocorridos durante o primeiro turno eleitoral.
Em complemento às ações preventivas, serão instaladas barreiras policiais em ruas e avenidas, viaturas em paradas e terminais de transporte, policiamento no entorno de escolas, escolta policial a coletivos, entre outras operações.
A expectativa é que o segundo turno transcorra com maior tranquilidade, tendo em vista a rápida resposta policial aos atentados, culminando na prisão de 120 suspeitos e transferência de 23 líderes criminosos para presídios federais.
Segurança nos coletivos
A garantia de transporte coletivo seguro é parte importante do esquema policial organizado para as eleições. Por isso, o reforço à segurança de coletivos estará assegurado, conforme explicado pelo supervisor operacional da PM, tenente coronel Frederico Beltrão.
“Vamos estar com um maior efetivo nas ruas, nos pontos finais e nas paradas de ônibus, executando as mesmas ações que fizemos para conter a onda de violência ocorrida em setembro. Vamos adotar todas as medidas necessárias para que a população possa ir votar e voltar para casa em segurança”, afirmou Beltrão.
De acordo com o tenente-coronel, várias operações já vêm sendo realizadas com base em monitoramento semanal para identificação dos trechos com maior incidência de assaltos. Caso da extensão da BR 135, entre o Tirirical e a Estiva, apontada como a mais perigosa pelas atuais estatísticas.
“Reforçamos o policiamento e intensificamos as abordagens nos locais com maior ocorrência de roubos a ônibus, buscando a diminuição desses casos”, afirmou Beltrão.
Operação ‘Busca Implacável’
Por meio da Operação ‘Busca Implacável’, voltada para a prevenção de roubos e ataques a ônibus na Grande Ilha, houve uma redução de 28% dos assaltos a coletivos em setembro, em comparação ao mesmo mês no ano passado.
Mais de 100 equipes policiais compõem a ‘Busca Implacável’, resultando em uma média de 2 mil abordagens a ônibus por dia, onde os usuários são revistados, colaborando de forma preventiva para a inibição de crimes no transporte coletivo.
Caminhadas, carreatas, adesivaço, bandeiraços, trabalho das “formiguinhas“, carros de som e distribuição do informativo. Estas ações de campanha do candidato à reeleição e prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Junior (PDT),tem contagiado os moradores e podem ser vistas em vários bairros da cidade e,segundo a coligação “Pra Seguir em Frente”, serão intensificadas até o dia 29 de outubro – um dia antes das eleições.
De acordo com a coordenação de campanha, cada voto nesta fase das eleições é importante para a definição do pleito, que acontecerá no dia 30 de outubro. “Até lá ainda tem muita coisa a ser feita. Estamos nas ruas, nas rotatórias, entregando informativos, realizando caminhadas e carreatas dos ‘Amigos do 12”. Ou seja, a ‘Onda 12” invadiu a cidade, mas a luta por voto ainda não terminou e só acaba na apuração. E, se Deus quiser, com a vitória de Edivaldo”, afirmou Ronaldo Lima.
A coordenadora Silvana Noely informou ainda que as pessoas interessadas em adesivar seus veículos (carros ou motos), apanhar material do 12-Prefeito Edivaldo ou mesmo participar dos atos de campanha podem ir a qualquer comitê da coligação “Pra Seguir em Frente”, que ficam na Avenida dos Holandeses, em frente ao Shopping do Automóvel; e na Curva do 90 – sentido Vinhais/Cohafuma.
“Quem quiser também pode adquirir um CD com os singles do Edivaldo-12. Vamos colorir e encher São Luís do 12, mostrar que o nosso prefeito Edivaldo precisa continuar trabalhando e melhorando a vida da população. No dia 30 de outubro precisamos que todos votem no 12”, acrescentou Silvana.
A população tem participado ativamente dos atos de campanha, seja nas caminhadas ou mesmo de carreatas. “Essa campanha tem sido diferente e tranquila. Não vemos muita sujeira nas ruas. E, de minha parte, gosto de ver e participar das atividades que animam os moradores e esclarecem os eleitores”, disse o historiador Marcelo Ferreira.
Já a comerciante Cleonice Gonçalves se diverte com a animação das pessoas que participam caminhadas e das músicas. “Passamos por momentos difíceis no país e precisamos nos alegrar. E é nos atos de campanha que relaxamos, brincamos. Afinal, é só uma eleição que termina no dia 30. Depois a vida continua”, enfatizou.
O deputado Wellington do Curso (PP), após ser rejeitado nas urnas, acaba de sofrer mais uma derrota. Desta vez foi o juiz Manoel Matos de Araújo Chaves, da 91ª Zona Eleitoral de São Luís, que concedeu liminar ao processo em que a coligação “Pra Seguir em Frente” solicita que o ex-candidato a prefeito de São Luís seja impedido de realizar reunião, palestra ou qualquer outra forma de propaganda eleitoral nas dependências do seu estabelecimento de ensino.
O parlamentar, que cobrou no primeiro turno que o candidato Eduardo Braide (PMN) explicasse seu envolvimento com a Máfia de Anajatuba, após anunciar apoio ao rival que considera “flor que não se cheira” foi para a sala de aula reunir com alunos e funcionários em seu curso preparatório para detratar o prefeito. Segundo o Artigo 37, da Lei Eleitoral 9.504/1997 é proibido realizar campanha em estabelecimento de uso comum, mesmo sendo privado.
Conforme a decisão do magistrado, Wellington “violou a vedação da normativa citada ao veicular propaganda eleitoral nas dependências do Curso Wellington, de uso comum” e identificou a possibilidade de reiteração da conduta tendo em vista ser o “representando político no exercício de mandato eletivo de deputado estadual, ter sido candidato, no primeiro turno, ao cargo majoritário nas eleições municipais de 2016, e, ao mesmo tempo, proprietário do Curso Wellington”.
Em caso de descumprimento da liminar, a multa diária é no valor de R$ 10 mil. Wellington tem prazo de 48h para recorrer da decisão.
O deputado federal Weverton Rocha (PDT) criticou fortemente a PEC 241, que estabelece um teto para os gastos públicos pelos próximos 20 anos. O pedetista externou, nesta terça-feira (25), a sua preocupação de como o Governo Federal tem pautado matérias, o que ele classificou de “nocivas” ao povo brasileiro, no Congresso Nacional.
Em seu pronunciamento, Weverton alertou que a proposta é ilusória e que não vai garantir a estabilidade econômica do país.
“O que essa PEC tem sinalizado, de forma clara, é para o mercado internacional, a garantia de que vai se ter dinheiro para os próximos 20 anos para pagar juros e dívidas do nosso país. O orçamento da União tem dois resultados: nominal e primário. A média do resultado nominal é de 47% do orçamento como um todo. No resultado primário, estão os investimentos para saúde, educação e todos os outros custeios, como folha de pagamento. Essa PEC congela o resultado primário. Mas no resultado nominal, que são os juros e as dívidas, ela não é congelada. Pelo contrário, ela é garantida”, explicou.
Para o parlamentar maranhense, a PEC representa uma ameaça para as políticas das áreas social, da saúde, da educação e do funcionalismo público. “Aprovando essa PEC, estamos garantindo o arrocho, um grande freio no desenvolvimento do país, no setor tecnológico e no investimento nos nossos professores”, reforçou o líder da bancada do PDT.
O texto-base da PEC 241 foi aprovado, em segundo turno, por 359 votos a 116 ( e 2 abstenções). Os chamados destaques (sugestões de alteração ao texto original) ainda precisam ser analisados pelos deputados. Aprovado pela Câmara, o texto seguirá então para análise no Senado.
JM Cunha Santos
Foi tempo demais até que pudéssemos falar de um governo honesto no Maranhão. O governo Flávio Dino vai completar dois anos sem que ninguém sequer ouse suspeitar de algum tipo de improbidade, qualquer irregularidade, o mínimo sinal de corrupção.
Foi tempo demais até que um prefeito, Edivaldo Holanda Júnior, ganhasse prêmios de honestidade de entidades distintas do Brasil. O governo Edivaldo Júnior vai completar quatro anos sem as máculas dos desvios de recursos públicos, sem as feridas insuportáveis do enriquecimento ilícito, sem notícias de apropriação indébita do patrimônio da população.
A honestidade na vida pública é a obra principal desses dois governos e o será de qualquer outro, de qualquer cidade ou estado, nesses dias conturbados de profanação econômica, social e política no Brasil.
Digo isso porque pairam muitas suspeitas sobre Eduardo Braide, por sua proximidade com o sarneisismo sustentado a propinas, conforme denúncias do doleiro Alberto Toussef e tantos outros compungidos à delação. Digo, porque é suspeito que seu chefe de gabinete na Assembleia, Fabiano Bezerra, fosse um homem acusado pelo Ministério Público de agiotagem e outras práticas delituosas junto a prefeituras do Maranhão.
Eleger Eduardo Braide passa a ser uma temeridade, se não por ele mesmo, por suas perigosas ligações. Ele pode ser simplesmente um fenômeno eleitoral inesperado, mas pode muito bem ser uma arma de Sarney para pavimentar a volta ao poder, aquele poder corrupto das malas de dinheiro nos hotéis de luxo, dos assaltos à Petrobrás, das negociatas com precatórios, estradas fantasmas e muito mais.
O que peço é apenas que silenciem um pouco, pensem com mais vagar que o dinheiro do povo, finalmente, está sendo aplicado em benefício do povo, em agricultura, rodovias, pavimentação, segurança, água, esgoto, saúde, educação e no combate à extrema pobreza que o mal sarneisista financiou.
Braide é uma incógnita com raízes no sarneisismo; Edivaldo representa a conquista da primeira parceria concreta entre o Governo do Estado e a Prefeitura de São Luís. O governador é amigo do prefeito Edivaldo Júnior. Fabiano Bezerra e Fernando Júnior, caçados pelo Ministério Público, são amigos de Braide.
Braide esconde os que o apoiam, omite os que patrocinam sua campanha, mas felizmente, a julgar pelo que mostram os institutos de pesquisas, está a caminho da derrota, para o bem de São Luís e sossego do Maranhão. Sarney, nunca mais!
Marrapá– A juíza Ana Célia Santana, da 1ª Zona Eleitoral de São Luís, julgou improcedente ação movida pela Coligação “Por Amor a São Luís” do candidato derrotado, Wellington do Curso (PP), contra Edivaldo Holanda Júnior (PDT), por abuso de poder político e compra de votos.
A coligação impetrou uma ação contra o prefeito, através do advogado Américo Lobato, alegando que houve a contratação de pessoas em troca de votos, com a indicação de cabos eleitorais e vereadores pelo contrato da empresa ISEC.
Em sua decisão, a magistrada explicou que o contrato denunciado foi realizado em julho de 2015 e rescindido em 29/04/2016. Segundo a legislação eleitoral (9.504/97), é proibido contratar ou demitir servidores públicos três meses antes do pleito e até a posse dos eleitos. As eleições ocorreram no dia 02 de outubro, portanto, fora da órbita abrangida pela proibição.
Como não foram apresentadas provas suficientes para configurar o uso eleitoreiro do contrato, a juíza optou pela improcedência.
“Considerando que não restou provado que a contratação denunciada teve conotação eleitoral e visou o favorecimento político e promoção pessoal do investigado, posto que, embora sejam a mesma pessoa, não se pode confundir atos de representação do município com atos do candidato, entendo que não restaram configurados o anunciado abuso do poder de autoridade ou violação ao disposto na Lei 9.504/97”, concluiu a juíza.

