O Governo do Maranhão, por meio da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), em parceria com a Prefeitura de Estreito, realiza, no próximo dia 3 de maio, audiência pública para definir em conjunto com a população os cursos que serão ministrados no polo de Estreito da Universidade Estadual da Região Tocantina (UemaSul). O evento acontece na Câmara Municipal de Estreito, às 16h, e vai contar com a presença do secretário de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação, Jhonatan Almada, e da reitora da UemaSul, Elizabeth Fernandes Nunes.
“É uma conquista muito importante para os estudantes novos, os veteranos e os professores da Universidade, porque poderemos estimular novas vocações científicas que contribuirão para desenvolver cientificamente e tecnologicamente o nosso Estado, também no município de Estreito”, disse o secretário Jhonatan Almada.
Segundo o prefeito de Estreito, Cícero Neco Morais, o município está com grande expectativa. “É um grande passo para a implantação do polo da Uema Sul em nosso município, para nós é motivo de muita alegria. Dialogar com o secretário Jhonatan Almada é importante para tratar das metas que serão traçadas para o município. Vamos iniciar com a audiência pública para que a comunidade possa decidir os cursos que deseja”, destacou o prefeito.
“Estamos nos últimos ajustes para entregar ao estado o prédio em que pode funcionar as instalações do polo da UemaSul. Ele contempla 16 salas de aulas, biblioteca, laboratório de informática, auditório, prédio administrativo. Com isso, cresce a parceria entre o município e o Governo do Estado. A universidade não vai contribuir somente com o aprendizado de Estreito, mas também com vários municípios vizinhos”, acrescentou Cícero Neco.
A Universidade Estadual da Região Tocantina do Maranhão (Uemasul) foi criada pela Lei nº 10.525, de 3 de novembro de 2016, e teve sua área de abrangência fixada pelo Decreto Nº 32.396/2016.

O governador Flávio Dino usou as redes sociais para se manifestar críticas à a reforma trabalhista aprovada pela Câmara Federal na noite de quarta-feira (26).
Através de mensagens postadas no Twitter, Dino observa que a economia brasileira já viveu muitos ciclos de crescimento mantendo as leis trabalhistas. “Até a ditadura militar conviveu com a CLT”.
Segundo o governador “quanto mais medidas de confronto, teremos menos democracia e maior crescimento do Partido da Antipolítica.
Para Flávio Dino, “aumentar a desigualdade social é a pior das violências que pode se cometer em um País já tão injusto”.
“Não são modernas medidas que coisificam pessoas, aumentando a sua sujeição ao poderio econômico. Isso é arcaico, atrasado”, adverte Dino.
O chefe do Executivo maranhense disse ainda que “no Brasil, enquanto rendas do grande capital gozam de privilégios únicos no Mundo, rendas do trabalho são reduzidas com reformas regressivas”.
O sub-procurador-geral da República Nicolao Dino enviou nota à redação do O Estado do Maranhão desqualificando as interpretações do jornal da família Sarney sobre declarações suas.
“Considero lamentável a manipulação feita por alguns veículos de comunicação (…) tentando atribuir a mim um suposto juízo de censura a Flávio Dino, Governdor do Maranhão. Não o fiz”.
Nicolao atesta sua confiança no irmão como homem público: “Conheço, como irmão, sua postura ética e seus bons valores morais”.
“Tudo o mais que se tentou extrair de minha fala se insere no terreno da inadmissível especulação e da maledicência”, conclui.

A emblemática foto registrada no aniversário do ex-senador José Sarney, na última segunda-feira, em que ele aparece no meio do cumprimento entre o presidente Michel Temer e a ex-governadora Roseana, entrará para a história como o retrato da união dos políticos contra a luta dos trabalhadores brasileiros.
Os três têm atuado incansavelmente para a aprovação das reformas da Previdência e da legislação trabalhista, que preveem uma série de perdas para os brasileiros nos próximos anos.
Uma das principais medidas previstas por Temer, a Reforma da Previdência deverá aumentar a idade mínima de aposentadoria para 65 anos e igualar a idade entre homens e mulheres e entre trabalhadores do campo e da cidade.
Já a iniciativa aprovada na Câmara (PL 4330/2004) e tramitando atualmente no Senado, o Projeto de Lei da Câmara (PLC) 30/2015 autoriza a terceirização das atividades-fim. A proposta universaliza, assim, tipos de contratos que hoje só podem ser realizados quando se referem a atividades-meio, como limpeza e segurança — ou seja, serviços que não tenham relação com o produto ou serviço oferecido pela empresa.
Ainda há a intenção do governo de ampliar a jornada de trabalho a 48 horas semanais, com um teto de 12 horas diárias. Hoje a carga diária é limitada a 8 horas.
As reformas trabalhistas e da Previdência ameaçam a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), propostas pelo governo Temer, e prejudicam diretamente a população de baixa renda e os mais pobres. Contra isso, uma greve geral de trabalhadores está marcada para esta sexta-feira (28).
Temer e Sarney agem juntos aos políticos em Brasília para aprovar o pacote de maldades aos trabalhadores e trabalhadoras brasileiros. Já Roseana plantou residência na capital federal para tentar manipular os votos de todos os parlamentares maranhenses a favor das reformas.
Juntos, os três trabalham contra o povo brasileiro. Como bem mostra a foto.
O deputado estadual Othelino Neto (PCdoB) repercutiu, na sessão desta quarta-feira (26), decisão do juiz Isaac Diego Silva, titular da Comarca de Magalhães de Almeida, que cassou o mandato do prefeito do município, Tadeu de Souza (PMDB), por abuso de poder político e econômico nas eleições passadas. Ele foi eleito por uma margem pequena: 80 votos de vantagem sobre o adversário, o coronel Costa Júnior (PCdoB).
No caso em questão, a votação do prefeito cassado foi superior a 50% dos votos válidos. Isso quer dizer que o município de Magalhães de Almeida poderá ter nova eleição, caso a Justiça Eleitoral confirme a decisão do juiz da comarca.
O juiz Isaac Diego Vieira de Sousa e Silva, da 51ª Zona Eleitoral, não determina só a cassação imediata do mandato de Tadeu de Souza, como também do seu vice, Francisco das Chagas Vieira (PP), e dovereador Antônio Castro, envolvido na compra de votos, assim como decreta a inelegibilidade do prefeito, por oito anos, além da aplicação de multa.
Segundo o deputado, o juiz tomou a decisão diante de evidências que ficaram configuradas naquela campanha como o uso abusivo da máquina pública, irregularidades das mais diversas, de retenção de documentos de identidade e outros, até a distribuição e liberação dos mesmos apenas para aqueles cidadãos que, comprovadamente, eram eleitores do grupo do prefeito.
Além dessas práticas, ficou comprovada a distribuição dos mais diversos tipos de vantagens para a obtenção do voto, material de construção, vantagens financeiras, de acordo com o que consta na decisão do juiz, inclusive com o parecer nesse mesmo sentido emitido pelo Ministério Público. “Enfim, são diversas condutas que foram tipificadas como ilegais e que – somadas às outras agressões, à legislação eleitoral – acabaram resultando no desequilibro do pleito e na vitória apertada do atual prefeito que obteve a reeleição”, disse Othelino Neto.
Com a decisão, de acordo com Othelino Neto, a Justiça reconhece que houve um absoluto desequilíbrio do pleito por uso excessivo da estrutura da máquina pública, da força econômica. E, aproveitando a fragilidade daquela população que tem um dos menores IDHs do Brasil, valeu-se disso para modificar a vontade da maioria da população. “Esse fato é digno de registro, porque é do conhecimento de todos, em especial daqueles que militam naquela região do Baixo Parnaíba, o quanto a campanha naquele município pobre, como Magalhães de Almeida, foi farta em recursos a ponto de chamar a atenção”, comentou.
Para Othelino Neto, a decisão restabelece a justiça na cidade que manifesta grande revolta mediante o quadro administrativo em que lá se encontra, nesse pós-período eleitoral, pois o prefeito tem demonstrado muito pouco cuidado com a cidade. “O episódio merece o nosso registro e espero que, em breve, esta decisão seja apreciada pelo Tribunal Regional Eleitoral e confirmada para que assim se procedam novas eleições no município de Magalhães de Almeida e se possa, de fato, restabelecer o pleito, dentro de uma normalidade e assim elegendo um prefeito com a devida legitimidade”, afirmou.
Entenda o caso – Após as eleições, o prefeito e o vice-prefeito foram denunciados pelos adversários em Ação de Investigação Judicial Eleitoral, sob a acusação de abuso de poder político e econômico durante a campanha eleitoral de 2016. Segundo a decisão, além de cassados, a dupla foi tornada inelegível por oito anos e condenada a pagar multa de mais de R$ 55 mil.
Sob acusação de abuso político e econômico, Tadeu de Sousa venceu a eleição para prefeito com apenas 80 votos de vantagem em relação ao segundo colocado, Costa Júnior (PCdoB). No total, o prefeito cassado obteve 4.895 votos contra 4.815 do adversário do PCdoB.
Segundo o relatório da decisão, os acusados teriam praticado atos que desrespeitaram a isonomia do processo eleitoral, consistente nos seguintes atos: uso indevido dos meios de comunicação social, consistente na divulgação de atos de governo no blog “Portal de Magalhães”, além de Facebook; captação ilícita de sufrágio com a distribuição de material de construção (tijolos e treliças), em que os cassados deixavam tudo em locais indicados, e os beneficiados recolhiam; abuso de poder político, com o desvio de finalidade de serviço de registro e emissão de documentos pessoais.
Para tomar a decisão, o juiz levou em consideração ainda que a dupla cometeu contratação indevida de pessoal, em período vedado, caracterizando abuso de poder político e captação ilícita do sufrágio; abuso de poder político por desrespeito à decisão judicial que impediu a realização de passeata e carreata; abuso de poder político consistente na perseguição pessoal de funcionários que não aderiam ao candidato representado, além da concessão de benesses administrativas e gratificações aos servidores que apoiavam a administração.

Deputado Rubens Jr., Zé Reinaldo e o professor Pedro Lacava do ITA
O deputado federal e líder da bancada maranhense na Câmara, Rubens Junior (PCdoB), esteve presente no lançamento da Frente Parlamentar para Modernização do Centro de Lançamento de Alcântara (CLA), que aconteceu nesta quarta-feira (26), na Câmara dos Deputados. O colegiado será formado por 222 deputados, sob a coordenação de José Reinaldo (PSB).
Rubens Junior explicou que a Frente Parlamentar irá dialogar com outros poderes e com a sociedade civil organizada para modernizar o Centro de Lançamento de Alcântara, um importante patrimônio do estado do Maranhão. “O CLA é certamente o melhor local no mundo para se fazer lançamentos de foguetes, e que pode botar o Brasil na corrida espacial, trazendo desenvolvimento, emprego e renda para o Maranhão”, destacou o deputado.
Ainda de acordo com o deputado maranhense, o empenho da Frente Parlamentar para a modernização do Centro de Lançamento prevê a criação de uma unidade do Instituto Tecnológico da Aeronáutica (ITA) no estado. “Ela servirá de extensão dos estudos acadêmicos do ITA, levando em conta a possibilidade da instalação de uma unidade desse Instituto no estado em integração com o CLA”, finalizou.

Senadores do Maranhão são omissos e não defendem os interesses do Maranhão, inclusive o “Asa de Avião”
A iniciativa de bancada federal em lutar para evitar um desastre na Educação do Estado por conta do cote sumário de R$ 224 milhões do Fundeb e conseguir reverter a decisão do governo federal em não permitir o parcelamento deste débito fruto de adiantamentos em 2016, vem a pergunta que não quer calar: Para que serve mesmo os senadores do Maranhão?
Em nenhum momento se viu os nossos representantes no Senado se manifestarem sobre o ato extremo do governo federal que levaria, com certeza, milhares de professores da rede pública a ficarem sem receber seus salários no mês de abril. Muito menos se viu eles criticarem a cobrança em cota única para municípios que vivem em extrema dificuldade.
Dos dois representantes da oligarquia Sarney não se poderia esperar nada mesmo, a final estão no Senado a tanto tempo e nunca fizeram nada pelo Maranhão. Mesmo sendo aliados de um governo ilegítimo que tomou o poder através de um golpe, são incapazes de conseguir até mesmo que uma BR considerada “estrada da morte”, seja concluída a duplicação, enquanto nos outros estados as estradas federais recebem tratamento muito diferente.
Talvez a falta de interesse em ajudar o Estado esteja diretamente ligada as eleições de 2018. Do senador Edison Lobão (PMDB) não se poderia esperar nada dele, pois usou todo o mandato para se fazer ministro das Minas e Energia e o cargo de ministro para, segundo o Ministério Público Federal, para desviar recursos públicos. Os depoimentos dos delatores da Lava Jato revelam as ligações estreitas do ex-ministro com a máfia que assaltou a Petrobras.
O outro senador ligado a oligarquia, João Alberto de Sousa (PMDB), sempre foi omisso e trabalhou na contra mão para prejudicar o Governo de Flávio Dino, o político que interrompeu o ciclo de cinco décadas de mandos, desmando e assalto aos cofres públicos. O “Carcará” calado estava e calado ficou, certamente torcendo para os municípios se arrebentarem.
Como os dois senadores ligados ao grupo Sarney sempre se mostraram indiferentes aos problemas do Maranhão, apostando no desgaste do governador, acreditava-se que o senador Roberto Rocha, que se elegeu na sombra de Flávio Dino, prometendo que com ele seria diferente e que mostraria para serve um senador, bastou sentar na cadeira no Senado para tratar apenas dos seus interesses pessoais, como distribuir aliados em cargos estratégicos do governo do presidente golpista Michel Temer.
Assim como era antes, a bancada maranhense no Senado continua servindo para nada. Nossos representantes foram eleitos para cuidar dos interesses do Maranhão, mas infelizmente advogam apenas em causa própria. Deveriam se espelhar no que fez a bancada federal na Câmara que convenceu o governo a não massacrar os municípios e não usar o mandato para nos envergonhar.