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Notícias
  • Jorge Vieira
  • 9/nov/2017

Vale Livro: Bira destina emenda para que estudante possa adquirir livro na FeliS 2017

A 11ª edição da Feira do Livro de São Luís (FeliS), maior evento literário do Maranhão, inicia nesta sexta-feira (10) e vem com uma novidade. Nesta edição, os estudantes da rede pública de ensino terão direito a um Vale Livro para a aquisição de títulos. O benefício foi viabilizado pelo deputado estadual Bira do Pindaré (PSB), que destinou R$ 300 mil em emenda parlamentar.

Cada estudante, segundo ele, receberá um vele no valor de R$ 30,00, beneficiando um total de 10 mil jovens maranhenses. O objetivo do Vale Livro é estimular a leitura – para o socialista a principal porta de acesso ao conhecimento, mobilizar os estudantes a participar da Feira do Livro e valorizar o trabalho dos livreiros, estimulando a economia local.

“A Feira do Livro já faz parte do calendário cultural de São Luís, a capital que tem o título honroso de Athenas Brasileira justamente pelo seu destaque na área da literatura. Então, é algo que não pode faltar e que este ano vem com toda força graças à parceria entre a Prefeitura de São Luís e o Governo do Estado, e esse anos traz mais essa novidade importante, que é conceder Vale Livro para que os estudantes possam comprar livros durante o evento”, frisou.

O parlamentar acrescentou, em discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão, que a FeliS 2017 deve contar com a participação de 200 mil pessoas nas mais variadas atividades que o evento oferece. Segundo pontuou, haverá, além das atividades artísticas, 40 lançamentos de livros, 50 palestras mesa-redonda, mais de 20 oficinas, 07 debates literários com pesquisadores, poetas maranhenses, 14 escritores nacionais e outras atividades que vão acontecer durante todo o período da feira.

Dentre elas, a presença de mulheres de renome nacional como a poetisa, jornalista e cantora, Elisa Lucinda, da cantora rapper, Negra Li, e da escritora Ana Maria Gonçalves. “Quero destacar também que esta edição da Feira do Livro faz homenagem especial à escritora Maria Firmina, a primeira romancista brasileira, que nasceu aqui no Maranhão, no município de Guimarães, e enfrentou os grilhões da escravidão, demonstrou sua força de superação, se tornando referência nacional da literatura em todo o território brasileiro”, pontuou.

A emenda será operacionalizada por meio de um convênio entre a Secretaria de Estado da Ciência e Tecnologia e a Sociedade dos Amigos da Biblioteca Pública Benedito Leite; e distribuído pela Secretaria de Estado da Educação (SEDUC) e pela Secretaria Municipal de Educação de São Luís (Semed). De acordo com o socialista, todos os estudantes que desejarem participar, devem procurar os gestores das escolas que estudam.

“Eu sei que hoje nós temos a facilidade dos meios eletrônicos, mas uma boa leitura de um livro é absolutamente insubstituível e, por essa razão, é que nós fazemos parte com muito orgulho dessa iniciativa que vai fortalecer a Feira do Livro de 2017, por meio do Vale-Livro. Portanto, parabéns ao Governo do Estado, parabéns à Prefeitura de São Luís, parabéns ao povo de São Luís do Maranhão por mais uma edição da Feira do Livro que é uma marca registrada da nossa querida cidade e do nosso estado do Maranhão”, concluiu.

 

  • Jorge Vieira
  • 9/nov/2017

O que acontecerá com o PSDB do desagregador Roberto Rocha?

A intervenção articulada pelo senador Roberto Rocha para tomar o PSDB no Maranhão deu certo. Mesmo a contragosto de 99% dos tucanos no estado, o partido agora terá como presidente o auto-alcunhado Asa de Avião, figura política controversa, desagregadora e que já ficou marcada como o maior traidor da história política do Maranhão.

Com o partido em suas mãos, Rocha tocará em frente seu projeto de candidatura ao governo do Estado em 2018. Com um mandato de 8 anos que ganhou de presente do governador Flávio Dino, Asa sabe que entrará na disputa sem chance alguma de se eleger, mas pelo menos não ficará sem cargo. O objetivo dele é tentar limpar sua imagem visando o pleito de 2022.

Mas o que acontecerá com o PSDB, já que a maioria dos tucanos maranhenses já se manifestou contra a presidência de Roberto Rocha? Uma grande revoada é quase inevitável, e a chance de RR se tornar um “general sem exército”, como definiu Carlos Brandão, é muito grande.

Sem conhecimento da realidade local, os dirigentes nacionais do PSDB acabaram caindo na conversa de Roberto Rocha. Ele deve ter prometido mundos e fundos a Tasso Jereissati, Geraldo Alckmin e companhia.

Mas, com certeza, o que os comandantes nacionais do PSDB no Maranhão verão é a perda de filiados, prefeitos e apoiadores que seriam essenciais para as eleições presidenciais de 2018.

A decisão acabou sendo um verdadeiro tiro no pé do PSDB. Que será comandado por um nome desagregador e que pode a qualquer momento trair aqueles que creditaram nele a confiança para dirigir o partido no Maranhão.

  • Jorge Vieira
  • 9/nov/2017

O fim anunciado dos direitos trabalhistas

Clara Lis Coelho, Felipe Vasconcellos e Flávia Pereira *

 Com a entrada em vigor da Reforma Trabalhista, vários direitos dos trabalhadores ficam ameaçados. Garantias antes protegidas passam a ser chamadas de privilégios e correm o risco de deixar de existir apenas para aumentar o lucro dos empresários.

O texto, aprovado às pressas pelo governo Temer, não considerou a complexidade do tema, carecendo de um debate com a sociedade e privilegiando apenas um setor que a compõe: os patrões.

Um dos pontos mais polêmicos diz respeito à gratuidade da Justiça Trabalhista. Por apenas exigir uma autodeclaração de pobreza, o acesso ao processo trabalhista é reconhecidamente um dos mais democráticos. Com as novas alterações, caberá  aos juízes do trabalho decidir se concedem o benefício aos empregados que ganham em média R$ 2 mil mensais. Como se não bastasse, os empregados ainda pagarão as custas por arquivamento de reclamação e deverão assumir honorários periciais e advocatícios caso percam a ação, algo que só existe no Direito Civil. Essas exigências não existiam anteriormente e, na prática, deixam o processo trabalhista oneroso e inviável para a maior parte da população.

Em relação aos direitos das mulheres grávidas e lactantes há outro retrocesso. A reforma permitiu que trabalhadoras lactantes ou gestantes trabalhem em ambientes insalubres, condicionando o afastamento à apresentação de atestado médico, permitindo-se, assim, um evidente prejuízo à saúde da trabalhadora.

Há mudanças também quanto ao regime parcial de trabalho. A jornada máxima passa de 25 para 30 horas semanais, admitidas horas extras quando a jornada for de até 26 horas semanais. Ou seja, pode ser considerado trabalhador a tempo parcial aqueles que trabalham até 32 horas numa semana, sem garantia de um salário mínimo sequer.

Sobre o banco de horas, a reforma permite que um simples acordo individual entre patrão e empregado retire direitos dos trabalhadores garantidos hoje por lei. Assim, poderá haver acordo individual para estabelecer banco de horas com compensação em até 6 meses, possibilitando jornadas mensais superiores a 220 horas.

Outro aspecto polêmico gira em torno do “Negociado sobre o legislado”. Um acordo coletivo poderá suprimir direitos relativos à saúde e segurança do trabalho, garantias constitucionais e legais como o intervalo mínimo de uma hora para refeição e descanso para quem trabalha mais de 6 horas por dia, que pode ser reduzido para apenas 30 minutos.

No contrato intermitente, o trabalhador permanece à disposição do empregador sem ganhar um tostão, sendo remunerado apenas quando o empregador requisite os serviços, não havendo ajuste prévio da quantidade mínima de horas a serem cumpridas em cada mês e do valor remuneratório mensal mínimo a ser recebido. A pena para o não comparecimento do trabalhador é de multa.

Tele-trabalho é uma outra falácia. Travestido de benefício, essa nova categoria de trabalho não estabelece regras para controle da jornada de trabalho do empregado, que deixará de computar as horas extras realizadas e intervalo para descanso e refeição.

Haverá também a possibilidade de demissão sem garantias. Com a reforma, não será necessária a assistência do sindicato ou autoridade do Ministério do Trabalho e Emprego para validar a demissão e a homologação passará a ser realizada de forma direta na CTPS do trabalhador.

Como se não bastasse, haverá uma limitação do dano moral. A reforma limita o valor dos danos morais que podem ser pedidos na justiça do trabalho, de modo que o dano moral de quem ganha mais, vale mais, e dano moral de trabalhador que tem salário baixo consequentemente será mais baixo. É a lei dizendo que o valor do salário pode discriminar.

O mesmo ocorre com o chamado “trabalhador hipersuficiente”. De acordo com a reforma, caso o trabalhador tenha formação superior e ganhe salário superior a R$11 mil, seu contrato terá valor de convenção coletiva, podendo prevalecer sobre a lei e impossibilitando o questionamento de cláusulas que considere injustas na Justiça do Trabalho.

Além de todas as alterações macabras citadas acima (e tantas outras tão tenebrosas quanto essas) haverá o enfraquecimento da organização dos trabalhadores. A reforma retira força das entidades sindicais acabando com a obrigatoriedade da contribuição sindical, permitindo a dispensa coletiva sem negociação com sindicatos, demissão sem necessidade de homologação sindical e ainda admitindo representante no local de trabalho sem participação sindical no processo eleitoral.

As alterações das leis trabalhistas vieram para atender demandas do setor empresarial. O lucro das empresas é importante, claro. Mas não deve ser motivo para desconstruir direitos e garantias conquistadas com muita luta ao longo de séculos. O Brasil segue em direção a uma das fases mais tenebrosas do Direito Trabalhista, assim como já ocorre no meio ambiente, setor energético, previdência e outros setores que estão sendo entregues à iniciativa privada.

Clara Lis Coelho,  Felipe Vasconcellos e Flávia Pereira são advogados de entidades sindicais do escritório Advocacia Garcez.

 

 

  • Jorge Vieira
  • 9/nov/2017

‘Gestão Flávio Dino é bastante eficiente’, diz presidente da Confederação Nacional na Indústria

“Muitos Estados estão passando por um momento difícil, mas aqui no Maranhão, com a gestão Flávio Dino, a gente percebe que há uma rigidez e uma eficiência muito grande”, disse o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, em almoço com o governador e secretários de Estado nesta quarta-feira (8) no Palácio dos Leões.

No encontro, foram tratadas iniciativas do Governo do Maranhão para a Indústria como o estímulo a cadeias produtivas, aproximação com a classe empresarial e os esforços para o equilíbrio fiscal do Estado em meio à crise.

O conjunto de ações resultou em um cenário atrativo para novos investimentos e a perspectiva de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) estadual para o ano que vem de 3%, acima da média nacional prevista.

“Isso é fruto de uma gestão bem-feita, que privilegia o desenvolvimento, a geração de renda”, afirmou Robson Andrade. “A gente sabe, por todas as notícias, que o governador Flávio Dino tem uma gestão bastante eficiente, com muito controle, mas com muito apoio dos setores que estão gerando desenvolvimento como a indústria, a agricultura”, acrescentou.

Expo Indústria Maranhão

Robson Braga também participou nesta quarta-feira da abertura da Expo Indústria Maranhão 2017, no Multicenter Sebrae. Em sua segunda edição, o evento já é considerado o maior do setor no Nordeste.

Para o secretário de Estado da Indústria e Comércio, Simplício Araújo, a presença do presidente da CNI no evento é importante para troca de impressões com empresários sobre as perspectivas de desenvolvimento da indústria e da economia no Maranhão.

Simplício ainda destacou a relevância do apoio do Governo, juntamente com o Sebrae, à exposição que é promovida pelo Sistema Fiema: “É uma feira que nos orgulha porque está muito forte, com palestras bem interessantes, possibilidade de transações econômicas, operações com bancos de fomento, entre outras ações que contribuem com o atual cenário de retomada de crescimento do estado”.

  • Jorge Vieira
  • 9/nov/2017

PF investiga encontro de Garibaldi e Sarney e tentativa de ‘soltura antecipada’ de Henrique Eduardo Alves  

 Por Matheus Leitão

G1 – A Polícia Federal suspeita que o senador Garibaldi Alves e outros familiares do ex-ministro do Turismo Henrique Eduardo Alves, primo do parlamentar, buscaram ajuda do ex-presidente José Sarney para tentar uma “soltura antecipada” do ex-presidente da Câmara dos Deputados.

Segundo as investigações, a busca era, possivelmente, para tentar influenciar o julgamento de habeas corpus no Superior Tribunal de Justiça (STJ).

Henrique Eduardo Alves está preso há mais de quatro meses e foi um dos alvos da Operação Lava Jato, deflagrada há duas semanas, um desdobramento que nasceu do farto material apreendido nas buscas e apreensões da Manus, ação da PF nascida em junho.

Um relatório da Operação Manus ao qual o blog teve acesso registra gravações telefônicas, com autorização da Justiça, entre o senador Garibaldi e Laurita, esposa de Henrique Eduardo Alves, e também com Larissa, filha do casal.

O documento de 76 páginas, com data de 19 de outubro deste ano, mostra ainda que Garibaldi e Larissa foram monitorados pela PF em um carro oficial do Senado, a caminho de uma suposta casa da família Sarney.

Os grampos telefônicos e a vigilância presencial dos policiais estão registrados sob o título de “Encontro na Casa do Presidente”, e variam entre os dias 06 e 10 de outubro deste ano.

O primeiro diálogo importante trata de ligação entre Garibaldi e Laurita realizada no dia 8 deste mês, às 18h51:

Senador Garibaldi conversa com Laurita, esposa de Henrique Eduardo Alves
  • GARIBALDI: olhe, o Presidente marcou pra amanhã
  • LAURITA: certo
  • GARIBALDI: sete e meia da noite, na casa dele
  • LAURITA: ótimo, perfeito, tá ótimo, então vai à tarde e (…) pega no aeroporto, né
  • GARIBALDI: é verdade, é, tá certo
  • LAURITA: tá ótimo, tá perfeito, muito obrigada
  • GARIBALDI: viu
  • LAURITA: obrigada viu
  • GARIBALDI: tá
  • LAURITA: Deus abençoe você
  • GARIBALDI: um abraço Laureati [Laurita]

“Ademais, segundo as demais ligações da investigada Andressa, a sessão de julgamento de seu pai no Superior Tribunal de Justiça (STJ) estava prestes a ocorrer, motivo pelo qual existe a possibilidade de que tal encontro tenha sido arranjado no sentido da obtenção de benesses nesse julgamento”, continua relatório.

Depois disso, a PF registra conversa, interceptada no dia seguinte, da secretária de Garibaldi para o telefone de Andressa, na qual é marcado um encontro entre o senador e a filha de Henrique Alves na lanchonete Giraffas, no Gilberto Salomão, centro comercial do Lago Sul, bairro nobre de Brasília, pouco antes da suposta ida à casa de Sarney.

Segundo a PF, o suposto encontro na casa do ex-presidente estava marcado, primeiramente, para as 19h30 de 9 de outubro último, há quase um mês.

“Aproximadamente uma hora antes do encontro (09/10/2017 às 18h10min), o motorista [do senador] telefona para Andressa para combinarem o local exato onde passarão a integrar o mesmo carro em direção ao encontro”, explica o documento.

Cinco minutos depois o próprio senador conversa com Andressa, através do telefone desse motorista, diálogo que o blog também reproduz a seguir:

Senador Garibaldi conversa com Andressa, filha de Henrique Eduardo Alves

  • GARIBALDI: Andressa
  • ANDRESSA: oi
  • GARIBALDI: já soube da antecipação?
  • ANDRESSA: já, sete horas né?
  • GARIBALDI: é, sete horas lá
  • ANDRESSA: é, eu tô saindo aqui com minha mãe do aeroporto, vou só assinar um papel, é aqui pertinho do Gilberto, eu encontro vocês, é aqui do lado mesmo, é caminho
  • (…)
  • ANDRESSA: é rápido, é no caminho, só vou passar aqui no contador só pra assinar um papel
  • GARIBALDI: tá certo
  • ANDRESSA: tá, é caminho
  • GARIBALDI: você trouxe a lista direitinho é, tudo né?
  • ANDRESSA: não, mas eu tenho de cabeça, qualquer coisa eu anoto lá
  • GARIBALDI: hein?
  • ANDRESSA: eu sei de cabeça, eu anoto lá

Para a PF, é “importante destacar que Garibaldi preocupa-se que Andressa leve para a reunião uma lista, ao que Andressa responde que sabe de cabeça”.

“Tendo em vista a proximidade da data do julgamento no STJ anteriormente mencionada neste relatório, bem como o efetivo engajamento da investigada no caminho jurídico do processo penal de seu pai, tudo indica que referida lista seja relacionada a este julgamento”, diz o documento.

O relatório traz fotos do acompanhamento, inclusive do veículo oficial do Senado – placa Senado 0047 (acima).

Segundo o documento, às 18h59 do dia 9, Andressa embarca no carro do Senado, que sai do Gilberto Salomão, em direção à Península dos Ministros, também no Lago Sul, bairro nobre de Brasília. Às 19h09, segundo a PF, o carro chega à uma casa que, de acordo com o relatório da PF, pertence à família Sarney.

“O veículo oficial do Senado no qual Andressa está dentro entra na residência na Península dos Ministros – Lago Sul pertencente à família do ex-presidente da República José Sarney”, afirma a PF.

O relatório transcreve em seguida uma outra ligação de Andressa, às 20h33 do dia 9, depois do fim da reunião, desta vez para o marido dela, chamado Bruno. “Ao final da reunião, Andressa telefona para seu marido para saber como seu pai reagiu às notícias”.

De acordo com a PF, a investigação indica que Andressa enviou a Bruno, por Whatsapp, o resultado obtido com o encontro na casa do “presidente”, “solicitando que o mesmo repassasse para Henrique Eduardo Alves”.

Segundo a Polícia Federal, Andressa avisa ao marido, no início da ligação, que “ligou no normal” no intuito “provável” de alertá-lo a tomar cuidado com o que vai falar, “uma vez que trata-se de uma ligação telefônica que não foi feita utilizando-se de aplicativos de conversas instantâneas”.

Andressa, filha de Henrique Eduardo Alves, conversa com o marido, Bruno
  • BRUNO: oi
  • ANDRESSA: oi, liguei no normal, tá?
  • BRUNO: ham ham
  • ANDRESSA: e aí?
  • BRUNO: tudo ótimo, muito bom, tudo ótimo, ficou melhor ainda, já tava bem, ficou melhor com essa aí
  • ANDRESSA: ai, que bom, mas não chorou, nada não, né?
  • BRUNO: não não, nem perto disso, longe disso
  • ANDRESSA: ai que bom que não vai ter interrogatório aqui no STJ né? falou tudo?
  • BRUNO: falei, falei tudo
  • ANDRESSA: ai, falou da reunião, tudo?
  • BRUNO: ham ham
  • ANDRESSA: ele ficou bem?
  • BRUNO: muito, muito
  • ANDRESSA: ai, que bom
  • BRUNO: eu cheguei lá, ele tava animado, ele tá bem, só tava ansioso pra saber né…
  • ANDRESSA: é, eu imaginei
  • BRUNO: ai quando eu passei pra ele, ficou melhor, eu saí, ele tava super otimista
  • ANDRESSA: ai que bom, então tá
Para a PF, a ligação demonstra que Henrique estava ansioso pelo resultado da reunião ocorrida entre Andressa, Garibaldi e o ex-presidente Sarney e que o mesmo ficou satisfeito com o que foi obtido.

No dia seguinte ao encontro na suposta casa de Sarney, o último 10 de outubro, às 19h53, Garibaldi liga para Andressa, novamente do telefone do motorista, para avisar, segundo a PF, que ainda não recebeu a notícia que eles precisava.

“Tendo em vista as ligações anteriores, bem como a diligência realizada pela equipe policial em Brasília que identificou que o encontro ocorreu na residência do ex-presidente da República José Sarney, tudo indica que seja do ex-presidente que Garibaldi espera uma resposta”. A seguir a íntegra da transcrição:

Senador Garibaldi conversa com Andressa, filha de Henrique Eduardo Alves
  • MOTORISTA RAIMUNDO: é, eu vou passar o Senador Garibaldi pra você
  • ANDRESSA: ah, tá bom, obrigada
  • GARIBALDI: Andressa
  • ANDRESSA: oi
  • GARIBALDI: eu fiquei até agora esperando aquela notícia pra dar pra tu
  • ANDRESSA: sei
  • GARIBALDI: e até agora eu não recebi a notícia, liguei pra ele, mas ele não chegou em casa
  • ANDRESSA: ah tá
  • GARIBALDI: aí ele tava…o Secretário dele disse que assim que ele chegar vai pedir pra ele ligar
  • ANDRESSA: tá tá bom
  • GARIBALDI: aí ele diz…você vai amanhã mesmo?
  • ANDRESSA: vou amanhã de manhã, dez horas

As interceptações demonstram que o julgamento do caso no STJ estaria marcado para o próximo dia 31 de outubro, o que não ocorreu. O blog entrou em contato com a assessoria do STJ. Existem dois habeas corpus impetrados pela defesa de Henrique Eduardo Alves, datados do fim de agosto deste ano.

Os habeas corpus ainda não foram a julgamento, mas tem parecer contrário dado pelo Ministério Público Federal. Segundo a assessoria, a regra é que os HCs sejam levados ao órgão colegiado, nesses casos a Sexta Turma.

O que dizem os citados

Ao blog, o senador Garibaldi Alves confirmou a ida à casa do ex-presidente Sarney para pedir “ajuda” e tratar do caso de Henrique Eduardo Alves, seu primo, que foi presidente da Câmara dos Deputados.

“Sempre frequento a casa do Sarney aqui e acolá para pedir ajuda. E em uma dessas vezes, à noite, eu fui, em companhia da Andressa, para conversar sobre o problema do deputado Henrique, ouvir a opinião dele, como homem experiente, mas não houve nenhuma consequência”, afirmou ele sobre a suspeita de tentar “saída antecipada” de Henrique da prisão.

O advogado de Sarney, Antonio Carlos de Almeida Castro, o Kakay, afirmou que o ex-presidente recebe Garibaldi com frequência, e que é amigo dele e da família de Henrique Eduardo Alves.

“O ex-presidente confirma o encontro com Garibaldi e Andressa, mas diz que eles foram lá mais para contar história, que não houve pedido de nada. E mesmo se houvesse um pedido de liberdade, ele não teria nenhum tipo de influência e não poderia fazer nada”, disse Kakay ao blog.

O advogado de Henrique, Marcelo Leal, afirmou que tem trabalhado tecnicamente, buscando as vias judiciais, e acredita que o mérito do habeas corpus é muito bom, e que, por isso, acredita na concessão das medidas.

Procurado pelo blog, o advogado de Andressa, Erick Pereira, afirma que não pode comentar as informações porque elas estão sob sigilo. Segundo ele, quando o sigilo da investigação for retirado pela Justiça, as explicações serão dadas à coluna.

 O blog ligou para os números de Andressa, filha de Henrique, do marido dela, Bruno, e para Laurita, esposa de Henrique, mas não conseguiu o contato.

  • Jorge Vieira
  • 8/nov/2017

Governador sanciona lei para fazer concurso público com mil vagas na Saúde

O governador Flávio Dino sancionou o Projeto de Lei que cria mil vagas de emprego, por meio de concurso público, na área da Saúde no Maranhão. “Agora é lei: 1.000 vagas efetivas para área da saúde. Vamos organizar o concurso público”, disse o governador por meio das redes sociais nesta quarta-feira (08).

O projeto é de autoria do Governo do Estado e foi aprovado pela Assembleia Legislativa. Com a sanção, ele agora se torna uma lei.

As vagas são para o quadro efetivo da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), responsável pela gestão de 45 unidades de saúde em São Luís e no interior do Estado.

Destinadas a profissionais com nível médio e superior, as vagas têm salários entre R$ 1.000,00 e R$ 7.425,31.

A proposta prevê que as vagas devem ser distribuídas de acordo com as necessidades das respectivas unidades sob responsabilidade da Emserh, estabelecendo ainda que a carga horária e os vencimentos dos profissionais devem obedecer à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), bem como à legislação que rege o trabalho de cada categoria.

  • Jorge Vieira
  • 8/nov/2017

PT do Maranhão firme na aliança com o PCdoB

O presidente estadual do PT, Augusto Lobato, não está sozinho na luta para manter o partido na aliança com o PCdoB no Maranhão. Líder da corrente majoritária CNB, deputado Zé Inácio, disse nesta manhã de quarta-feira (8) ao titular do blog Jorge Vieira que nada muda com o pré-lançamento da candidatura da ex-deputada Manuel D’Ávila a presidente.

Na avaliação de Inácio os dois partidos vão acabar chegando a um entendimento no momento oportuno. Ele acredita que que seja uma estratégia do PCdoB apresentar um nome para discussão, natural neste período que antecede a pré-campanha, mas que a tendência é que as legendas continuem aliadas.

Existe uma resolução aprovada no congresso estadual que elegeu Lobato presidente onde todas as tendências que se abrigam no PT apoiam a aliança com o PCdoB . Provavelmente por isso, Augusto Lobato, a propósito de especulações sobre um suposto rompimento das duas siglas, foi bem claro ao afirmar: “Estamos com Flávio Dino para enterrar de vez a oligarquia”.

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