O laranjal da família Sarney para as eleições do ano que vem vai se formando e se ajudando mutuamente. Nesta quarta-feira, o porta-voz da oligarquia, o jornal O Estado do Maranhão, traz como matéria a opinião dos pré-candidatos ao governo, Roberto Rocha e Maura Jorge, sobre a entrada do chefe de organização criminosa que desviou R$ 1,2 bilhão da saúde – segundo a Polícia Federal – Ricardo Murad.
A entrada do cunhado seria uma tática desesperada de Roseana Sarney para formar um consórcio de candidatos contra Flávio Dino e evitar uma iminente derrota em 2018. Para isso, dois laranjas já foram escalados, e é possível que Ricardo Murad entre na disputa como mais um alaranjado sarneysista.
Mesmo com uma ficha corrida de dar inveja a gangsteres de filmes hollywoodianos, Ricardo Murad recebeu elogios de Roberto Rocha e Maura Jorge, num claro sinal da união oligárquica que vai se formando para tentar retomar os privilégios e o poder de outrora.
Robert Rocha chegou a chamar Ricardo Murad de protagonista da história contemporânea do Maranhão. Já Maura Jorge destacou a importância da entrada do enrolado ex-secretário de saúde no processo eleitoral. Ambos não comentaram sobre a Máfia da Saúde e demais controvérsias em que Murad está envolvido.
E o laranjal da oligarquia segue cada vez mais unido!
O governador Flávio Dino encaminhou à Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) Projeto de Lei que cria mil vagas de emprego, por meio de concurso público, nas mais diversas áreas da saúde.
O Projeto de Lei nº 270 de autoria do Executivo estadual propõe a criação de empregos para o quadro efetivo da Empresa Maranhense de Serviços Hospitalares (Emserh), responsável pela gestão de 45 unidades de saúde em São Luís e no interior do Estado. As vagas, destinadas a profissionais com nível médio e superior, oferecem salários entre R$ 1.00,00 e R$ 7.425,31.
A proposta prevê que as vagas devem ser distribuídas de acordo com as necessidades das respectivas unidades sob responsabilidade da Emserh, estabelecendo ainda que a carga horária e os vencimentos dos profissionais devem obedecer à Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), bem como à legislação que rege o trabalho de cada categoria.
Mais concursos em 2018 – Dando continuidade à política de ampliação dos serviços públicos com mais qualidade para a população, o governador Flávio Dino encaminhou à Assembleia, no início de setembro, dentro do Projeto de Lei Orçamentária Anual (Ploa) para o ano que vem, a criação de mais de 931 vagas em 9 secretarias e órgãos da administração estadual para profissionais com nível médio e superior.
O reforço com a contratação de pessoal foca em áreas prioritárias, tais como Sistema Penitenciário, com proposta de criação 120 novas vagas, além de 457 vagas para a educação, 51 oportunidades para Direito do Cidadão e do Consumidor, dentre outros.
Em 2017, o governador Flávio Dino autorizou Concurso Público para preenchimentos de 1.215 vagas para Polícia Militar do Maranhão, 10 vagas para o Procon, ambos por meio de concurso público, além de centenas de outras vagas em seletivos para mais diversas áreas, a exemplo da educação e sistema penitenciário
Estrutura das Vagas para Concurso Público da Emserh
Biomédico: 15 vagas
Bioquímico: 10 vagas
Enfermeiro UTI – Adulto: 40 vagas
Enfermeiro UTI Pediátrica/Obstetra/Neonatal: 30 vagas
Farmacêutico: 60 vagas
Fisioterapeuta: 28 vagas
Fisioterapeuta UTI Pediátrica-Neonatal: 10 vagas
Fonoaudiólogo: 15 vagas
Nutricionista: 20 vagas
Odontólogo: 15 vagas
Psicólogo: 15 vagas
Terapeuta Ocupacional: 15 vagas
Técnico de Enfermagem: 560 vagas
Técnico em saúde bucal: 26 vagas
Médico cardiologista: 8 vagas
Médico – clínica médica: 9 vagas
Médico – endocrinologia: 13 vagas
Médico – ginecologia e obstetrícia: 9 vagas
Médico – ortopedia: 7 vagas
Médico – pediatria: 10 vagas
Médico-psquiatra: 4 vagas
Área administrativa da Emserh
Advogado: 2 vagas
Analista administrativo: 44 vagas
Jornalista: 5 vagas
Assistente administrativo: 30 vagas
A blogosfera que torce pelo retorno da oligarquia Sarney e seus métodos nada republicanos de tratar com dinheiro público, ficou alvoraçada com a mensagem do ex-gerentão da Saúde do Maranhão, Ricardo Murad, anunciando retorno à arena política, mas sem citar qual cargo pretende disputar.
Como Roseana já comunicou nos bastidores que só entra na disputa se o cavalo selado passar em sua porta, o que significa dizer que não vai lugar nenhum, escribas que se esbaldaram nos tempos da oligarquia logo trataram de anunciar precocemente sua candidatura ao governo em 2018, mesmo sem ele dizer nada sobre o que pretende disputar na próxima eleição.
Se até outubro de 2018 Ricardo Murad, que é investigado pela Polícia Federal sob a acusação de ter desviado mais de R$ 1 bilhão da Saúde pública do Maranhão, ainda estiver solto, tudo indica que será candidato apenas a um mandato de deputado federal ou estadual, o caminho mais fácil para conseguir um foro privilegiado.
Como Ricardo Murad, mais sujo que pau de galinheiro, quer mesmo é de se proteger, uma candidatura ao governo sem a menor perspectiva e condenada ao fracasso, em nada lhe ajudaria a correr da algema que a Polícia Federal já tentou colocar nele, mas a juiz Roberto Velo “amarelou” e concedeu apenas a condução coercitiva.
Ricardo, que em nenhum momento diz que será candidato ao governo, está se preparando é para sacrificar o genro Sousa Neto, pois segundo comentam nos bastidores, pretende fazer dobradinha com a filha Andréa Murad, candidata a reeleição de deputada estadual.
Em agosto deste ano, o Governo Federal enviou à Câmara dos Deputados uma nova proposta sobre o Projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias de 2018 (LDO). O projeto ainda aguarda tramitação, no entanto já encontra sérias resistências e críticas de especialistas em políticas públicas habitacionais.
O que chamou atenção no projeto foi o corte de 86% no orçamento previsto para o Ministério das Cidades em caso de aprovação da medida. Entre os projetos coordenados pelo Ministério em questão está o item: Moradia Digna, que é destinado para habitação de baixa renda, tanto para investimento em urbanização de favelas como para subsídio para o programa Minha Casa Minha Vida — faixa 1 (faixa de renda mais baixa), é que enfrenta os maiores questionamentos em razão da verba destinada para 2018: zero. As demais faixas que têm direito aos subsídios do programa (Faixa 2 e 3), também sofreram reduções impactantes no orçamento, no entanto ainda terão verbas para atender até 12% da população, famílias que estão na fila de espera do programa.
Alguns professores de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (USP), afirmam que a medida trará uma crise de moradia, uma vez que os níveis de desemprego ainda estão, consideravelmente, altos e a população precisa de acesso aos Programas Habitacionais para ter garantia de moradia digna.
O projeto de Lei de Diretrizes Orçamentárias prevê também cortes em outros setores como educação e transportes, porém ainda depende de aprovação na Câmara dos Deputados e sanção de lei.
No total, existem 204 Programas Habitacionais por todo território nacional, sendo o maior de todos o “Minha Casa, Minha Vida” do Governo Federal que já beneficiou mais de um milhão de famílias em todo o país, sendo 40% desse total, famílias de baixa renda, classificadas como faixa 1.
Segundo especialistas, a medida tomada pelo atual governo de enxugar tais verbas visa quitar a dívida pública do país, devido ao mau momento enfrentado nos últimos anos pela política e que teve grande repercussão na economia do Brasil, principalmente a níveis de relações externas.
A Câmara Municipal de São Luís está encaminhando ao governador Flávio Dino (PCdoB) indicação do vereador Pavão Filho (PDT), na qual solicita ao poder Executivo estadual a reforma do Terminal Rodoviário de São Luís, em regime de urgência, em virtude da estrutura que está precária e inadequada para atender a demanda de usuários, que diuturnamente precisam dos serviços oferecidos no local.
Segundo o vereador autor da indicação, o Terminal Rodoviário de São Luís, é uma das principais portas de entrada da cidade, sendo um importante ponto turístico, que merece atenção especial, objetivando fortalecer a cadeia produtiva do turismo, através dos transportes e serviços prestados pelos comerciantes da Rodoviária, o que torna um ganho para a inserção da oferta turística regional
O pleito de Pavão Filho solicita ainda serviços de reparos nos banheiros do Terminal, melhoria nos estacionamentos, sinalização, criação de ponto de atendimento turístico, implantação de posto de atendimento médico dentre outros.
Pavão chama também a atenção para fato das rodovias possuírem grande influência, além de necessárias para diversas atividades e desenvolvimento econômico nas regiões brasileiras, podendo contribuir para a infraestrutura, turismo, crescimento e movimentação econômico-financeiro, aumentando também índices de empregabilidade para a região.
Estadão – O presidente do Conselho de Ética do Senado, João Alberto Souza (PMDB-MA), decidiu arquivar, nesta terça-feira, 24, representação contra o senador Aécio Neves (PSDB-MG) por quebra de decoro parlamentar. João Alberto alega que acatou sugestão da Advocacia-Geral da Casa. A decisão ainda pode ser questionada por um recurso assinado por pelo menos cinco membros.
“A opinião da Advocacia foi de não conhecer a peça, tendo em vista que era uma reedição da (representação) que já tinha sido arquivada. Se pudesse fazer isso, daqui a pouco processos passados poderiam ser novamente questionados, então a Advocacia optou pelo não reconhecimento”, justificou o presidente do Conselho ao Broadcast Político/Estadão.
A representação que pede a abertura do processo por quebra de decoro foi apresentada pelo PT no início do mês, logo após a Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) ter afastado Aécio do mandato. A decisão da Corte acabou barrada pelo plenário do Senado na semana passada e o tucano retomou às atividades parlamentares.
O PT pede que os senadores analisem se Aécio quebrou decoro parlamentar ao ser flagrado em conversa na qual pede R$ 2 milhões ao empresário Joesley Batista, um dos donos da JBS. O tucano nega que seja propina e alega que pediu o dinheiro emprestado para pagar sua defesa na Operação Lava Jato. No STF, Aécio é investigado por corrupção passiva e obstrução de Justiça.
Esta é a segunda vez que João Alberto arquiva representação contra Aécio este ano. Em junho, o parlamentar indeferiu outro pedido de cassação contra o tucano com base no mesmo episódio. Na ocasião, ele alegou “falta de provas”. Agora, justifica que não há fato novo para a representação ser apresentada.
Há cerca de quatro meses, após decisão de João Alberto pelo indeferimento da representação, cinco senadores reuniram assinaturas no Conselho de Ética para apresentar recurso, porém o pedido foi derrotado pela maioria dos integrantes do colegiado. Agora, será preciso o mesmo número de assinaturas para que um recurso seja apresentado.
Por meio de redes sociais, o deputado líder do Governo na Assembleia, Rogério Cafeteira (PSB), defendeu a adesão do Maranhão ao PROFISCO II, cujo pedido de autorização, por parte do Executivo, está em tramitação na casa legislativa estadual.
Em sua fala, Cafeteira ressaltou os benefícios que a modernização trará ao Maranhão, como o aumento da eficácia do sistema fiscal. “Está em tramitação na Assembleia, uma autorização para que o Maranhão faça adesão ao PROFISCO II, que nada mais é uma modernização do sistema de gestão fiscal no estado. Mais uma vez, a oposição, ao custo até mesmo de fazer apologia à sonegação de impostos, está condenando a proposta, tentando confundir a opinião pública com a tese de arrocho fiscal. Mas é pura enganação”, disse.
O líder governista explicou que um grande número de estados da federação já aderiu ao Programa. “O PROFISCO II é um programa que vai aumentar a eficácia do sistema fiscal, promovendo a justiça, além de permitir também um controle maior nos gastos públicos. Importante lembrar que outras unidades da federação já aderiram ao Programa e lembrar também que essa não é a primeira vez que o Maranhão adere ao PROFISCO, em outras gestões já foram feitas operações semelhantes, sendo essa a terceira vez que isso acontece”, destacou.
O parlamentar garantiu que o Programa prima pela lisura na aplicação dos recursos, cuja fiscalização se dá via Tribunal de Contas do Estado e, também, com auditoria externa. Além disso, Cafeteira ressaltou que modernização das administrações fiscais alcança projetos de assistência ao contribuinte, orientação e atendimento ao cidadão.