
Deputada Cristiane Brasil (PTB-RJ) Foto: ANDRÉ DUSEK/ESTADÃO
Estadão – O presidente Michel Temer confirmou nesta quarta-feira, 3, a deputada federal Cristiane Brasil (PTB-RJ) como nova ministra do Trabalho. A parlamentar, filha do ex-deputado e presidente nacional do PTB, Roberto Jefferson, condenado no mensalão, substitui o deputado federal Roberto Nogueira (PTB-RS), que demissão ao presidente no dia 27 de dezembro para se dedicar à campanha eleitoral. Cristiane foi a segunda indicação do PTB para o cargo. Temer recebeu a indicação em um encontro com Jefferson durante encontro no Palácio do Jaburu, em Brasília.
O presidente nacional do PTB se disse emocionado e chorou ao falar com jornalistas ao fim do encontro. Jefferson afirmou que o nome da filha surgiu na conversa com Temer.
Na terça-feira, 2, o presidente havia desistido de nomear o deputado federal Pedro Fernandes (PTB-MA) para a vaga após o ex-presidente José Sarney (PMDB-AP) não referendar o nome de Fernandes, aliado do governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B). O deputado havia sido indicado por seu partido para ocupar o lugar de Ronaldo Nogueira (PTB-RS). Sarney nega o veto. Temer pediu a Jefferson, então, uma nova indicação do PTB.
“O Palácio me avisou que tinha subido no telhado a nomeação do Pedro Fernandes, me ligou pedindo que pensássemos um novo nome por causa do problema de relação do Fernandes com o Sarney”, disse Jefferson, na terça-feira, ao Estado. “O presidente Sarney não concorda com o nome. Ele queria conversar, mas o Fernandes não quis conversar com o presidente Sarney sobre o Maranhão. Então, deu problema.”
O ex-ministro Ronaldo Nogueira deixou o cargo em meio a suspeita de irregularidades em contratos de informática da pasta, apontada pela Controladoria-Geral da União (CGU), e alegou que se dedicará à campanha pela reeleição.
Veja a íntegra da nota do Palácio do Planalto:
“O presidente Michel Temer definiu hoje que a deputada federal Cristiane Brasil será a nova ministra do Trabalho. O presidente recebeu na tarde desta quarta-feira a indicação oficial feita pelo PTB.” (Por Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo)
Michel Temer pode entregar o Ministério do Trabalho para outra legenda depois que Pedro Fernandes se recusou a pedir a bênção de José Sarney para assumir o cargo.
Escolhido pelo PTB nacional para assumir a pasta, o deputado federal maranhense foi vetado por ser aliado do governador Flávio Dino, desafeto político e adversário do oligarca.
Ao PTB, sobraram dois nomes da bancada do partido da Câmara Federal para o Ministério do Trabalho: os deputados Sérgio Moraes e Pastor Josué Bengtson.
Uma conversa entre Michel Temer e Roberto Jefferson está marcada para a tarde desta quarta-feira (03) para “aparar as arestas” após a irritação da bancada do PTB com o veto de Sarney.
A cada dia fica mais evidente a influência do ex-presidente José Sarney (MDB) no governo do golpista Michel Temer (MDB). Tido como principal conselheiro do atual mandatário da Nação, coube a Sarney o veto que tirou do deputado Pedro Fernandes (PTB) o Ministério do Trabalho e tudo de bom que ele poderia canalizar para o Estado, numa demonstração clara de que os interesses da oligarquia estão acima dos interesses do Maranhão.
Pressionado pela declaração do presidente do PTB, Roberto Jefferson, que afirmou ao jornal Estadão que teria sido o ex-presidente o responsável pela não nomeação de Fernandes, Sarney tentou desmentir, mas foi confrontado. “Ele queria conversar, mas o Fernandes não quis conversar com o presidente Sarney sobre o Maranhão. Então, deu problema”, afirmou o dirigente petebista.
Pelo que se pode deduzir da declaração de Jefferson, Sarney tentou usar o cargo de ministro do Trabalho para ter o PTB do Maranhão no palanque de sua filha e pré-candidata ao governo do Estado Roseana Sarney, como Pedro Fernandes não aceitou conversar, vetou o nome do parlamentar maranhense.
E na maior cara de pau, diante de todas as evidências de que foi ele mesmo que evitou que o Maranhão tivesse uma pasta da importância do Ministério do Trabalho, em nota, por meio da assessoria, disse apenas que “não foi consultado e não vetou o deputado Pedro Fernandes”.
Como mentira tem pernas curtas, o Bom Dia Brasil, da TV Globo, apresentou matéria nesta manhã de quarta-feira (3) afirmando que partiu de Sarney o veto que evitou a posse de Fernandes, que estava marcada para esta quinta-feira (4).

Deputado Othelino Neto será conduzido à presidência da Assembleia Legislativa
A Assembleia Legislativa do Maranhão realizará, na próxima quinta-feira (4), às 10h, procedimento para oficializar a condução do deputado Othelino Neto (PCdoB) ao cargo de presidente da Casa. Com a morte do deputado Humberto Coutinho (PDT), o cargo de presidente abre vacância e será ocupado, de forma definitiva, por ordem de sucessão natural, pelo 1º Vice-Presidente. O procedimento será realizado em caráter administrativo em razão do Poder Legislativo estar em período de luto oficial.
De acordo com o regimento interno, em seu artigo décimo, declarado vago o cargo na Mesa Diretora, a sucessão dar-se-á da seguinte forma: “I – Para o cargo de Presidente pelo 1º Vice-Presidente e para este e os demais obedecidos na ordem de sua sequência, realizando-se a eleição para os que restarem vagos, no prazo de até cinco sessões ordinárias, obedecidas as regras do Art. 8 deste Regimento Interno; II – Para o cargo de Secretário, aplica-se a regra de sucessão prevista no inciso anterior, no prazo de até cinco sessões, nos termos do Art. 8 do Regimento Interno”.
Com o remanejamento dos cargos, a composição da Mesa será feita da seguinte forma: Fábio Macedo (PDT) – primeiro vice-presidente; Josimar de Maranhãozinho (PR) – segundo vice-presidente; Adriano Sarney (PV) – terceiro vice-presidente; Ricardo Rios (PEN) – primeiro secretário; Stênio Rezende (DEM) – segundo secretário; Zé Inácio (PT) – terceiro secretário; e Nina Melo (PMDB) – quarta secretária. O cargo de quarto vice-presidente ficará vago, aguardando nova eleição que deverá ocorrer no prazo de até cinco sessões ordinárias.
Suplência – Além de influenciar diretamente na alteração da composição da Mesa Diretora, o falecimento do deputado Humberto Coutinho também altera a suplência de deputado estadual.
O deputado Rafael Leitoa (PDT), primeiro suplente na chapa que elegeu o deputado Humberto, será efetivado na função, assumindo de forma definitiva o cargo.
O segundo suplente, Fernando Furtado (PCdoB), também tomará posse como deputado estadual na vaga do deputado licenciado Neto Evangelista (PSDB), já que é o primeiro na ordem de sucessão, após Rafael Leitoa.
O deputado federal Pedro Fernandes (PTB) é apenas mais um capítulo do uso do governo Temer por parte do ex-senador José Sarney para perseguir antigos aliados que debandaram para o lado de Flávio Dino. O mesmo aconteceu com Gastão Vieira (Pros), ex-presidente do FNDE.
Logo após o golpe que tirou Dilma Rousseff da Presidência, uma das primeiras ordens de Sarney para Michel Temer foi tirar o maranhense do cargo, por ele estar próximo de Flávio Dino, inclusive conseguindo dezenas de ônibus escolares para os municípios maranhenses.
As duas situações demonstram a face mais putrefata de José Sarney, que em momento algum pensa no povo do Maranhão, apenas nos seus interesses pessoais e familiares e nas eleições que se avizinham, quando ele fará de tudo para ter de volta o Maranhão só para si.
Presidente do PTB dá versão sobre desistência do Planalto de nomear Pedro Fernandes para o Ministério do Trabalho
Felipe Frazão, O Estado de S.Paulo

Roberto Jefferson, foto MARCOS DE PAULA/ESTADÃO
O presidente da República, Michel Temer, não vai mais nomear o deputado Pedro Fernandes (PTB-MA) para assumir o Ministério do Trabalho. O Palácio do Planalto comunicou a desistência nesta terça-feira, 2, à cúpula do PTB, por causa de uma interferência atribuída ao ex-presidente José Sarney (PMDB), amigo de Temer.
Temer avisou ao ex-deputado Roberto Jefferson, presidente nacional do partido, que Sarney vetou a nomeação de Fernandes, segundo integrantes da Executiva Nacional do PTB.
“O Palácio me avisou hoje que tinha subido no telhado a nomeação do Pedro Fernandes, me ligou pedindo que pensássemos um novo nome por causa do problema de relação do Fernandes com o Sarney”, disse Jefferson ao Estadão/Broadcast. “O presidente Sarney não concorda com o nome. Ele queria conversar, mas o Fernandes não quis conversar com o presidente Sarney sobre o Maranhão, Então deu problema.”
Sarney controla o PMDB no Maranhão e pediu para Temer não nomear Fernandes para não fortalecer politicamente um adversário histórico, o govenador Flávio Dino (PCdoB). O PTB é base do governo Dino. Em 2014, o comunista desbancou o clã Sarney do Palácio dos Leões, após meio século de aliados do ex-presidente no poder. Dino disputará a reeleição tendo como potencial adversária a ex-governadora Roseana Sarney (PMDB), filha do ex-presidente.
FILHO – A posse de Fernandes ocorreria na quinta-feira, 4. O parlamentar havia anunciado que, após cinco mandatos de deputado, não disputaria a reeleição para dar a vaga a seu filho Pedro Lucas Fernandes, que é secretário estadual no governo Dino. Pedro Lucas se elegeu vereador em São Luís (MA), mas assumiu a Agência Executiva Metropolitana, órgão do Estado, com o ingresso do PTB na base de Dino.
Temer pediu a indicação de um novo nome pelo PTB, o que ainda não ocorreu formalmente. O PTB quer evitar outras indicações e desistências consideradas abruptas, por causa de composições eleitorais regionais.
“Vamos aguardar. Não temos pressa, para não parecer que o nome do Pedro Fernandes pode ser descartado assim. Vamos deixar decantar a crise por uns dez dias. Até que tenhamos nome de consenso, bem medido e remediado, o secretário executivo (Helton Yomura) pode ir muito bem tocando seu trabalho como ministro interino”, disse Jefferson.
Em nota, a assessoria de imprensa de Sarney disse que ele “não foi consultado e não vetou o deputado Pedro Fernandes”.
O ministro anterior, deputado Ronaldo Nogueira (PTB-RS), foi exonerado a pedido, na última sexta-feira. Ele pediu demissão argumentando que iria preparar sua campanha à reeleição na Câmara, em meio a suspeita de irregularidades em contratos de informática do ministério, apontados pela Controladoria-Geral da União (CGU).
Um levantamento do portal G1 com todos os Estados brasileiros mostra que Flávio Dino é o governador que mais cumpre compromissos de campanha em todo o Brasil. A pesquisa também constata avanço ano a ano durante a gestão de Flávio.
Segundo o G1, que pertence ao Grupo Globo, Flávio Dino já cumpriu integralmente ou está cumprindo 92% dos compromissos assumidos durante a campanha eleitoral de 2014. É o maior porcentual entre todos os 27 governadores avaliados.
Ao fim do primeiro ano de governo, em 2015, Flávio havia cumprido integralmente 12 compromissos; e dez estavam em andamento. Em 2016, tinham sido 15 cumpridos integralmente e 14 em andamento.
Agora, ao fim de 2017, são 22 cumpridos integralmente e 12 em andamento. Do total de 37 compromissos, portanto, o governador do Maranhão já cumpriu ou está cumprindo 34, de acordo com o levantamento do G1. Isso significa 92% dos compromissos honrados em três anos.
Entre eles, está implementar o Bolsa Escola, aumentar a rede de ensino em tempo integral, reformar e recuperar as escolas do Estado, aumentar o número de médicos no Maranhão, aumentar o número de policiais e criar a Secretaria de Transparência e Controle.
Os 92% atingidos por Flávio são bem acima da média nacional, de 60%, ainda de acordo com o G1.
Os Estados que mais se aproximam do Maranhão são Rondônia (85%), Goiás (82%), Ceará (80%) e São Paulo (75%)
Veja aqui a pesquisa do G1: https://g1.globo.com/politica/noticia/promessas-dos-politicos-em-3-anos-de-mandato-governadores-cumpriram-32-dos-compromissos-de-campanha.ghtml