Portal Vermelho – Saudosa de privilégios e nitidamente desesperada com a iminente vitória do grupo conduzido pelo governador Flávio Dino, a oposição tenta judicializar o processo eleitoral, numa estratégia clara de criar factoides e fragilizar imagens. Enquanto isso, as pré-campanhas correm o Maranhão. Na noite de quarta-feira (8), o presidente do PCdoB e pré-candidato a deputado federal, Márcio Jerry, foi novamente recebido por um grande grupo, desta vez em Presidente Vargas, todos atentos para ouvir sobre as mudanças que o Maranhão tem vivido ao longo dos últimos três anos e oito meses.
“Enquanto a oligarquia decadente cria factoides, pratica baixarias, mente calunia e difama, a gente segue a estrada, conversando, dialogando, construindo uma plataforma, levando uma biografia, uma trajetória de luta e os grandes feitos do Governo Flávio Dino. Fizemos em Presidente Vargas uma grande reunião, fomos recebidos pelo prefeito, vereadores, lideranças populares e sindicais para trazer a nossa bandeira”, destacou Márcio Jerry.
Márcio esteve no município ao lado do deputado estadual e pré-candidato à reeleição Raimundo Cutrim, a convite do prefeito Wellington Uchoa. Durante o encontro, foi apresentado o grupo defendido pelo gestor municipal, tendo ainda o governador Flávio Dino candidato à reeleição e os deputados federais Weverton Rocha e Eliziane Gama na disputa pelo Senado.
Para Wellington, a escolha por esse grupo atendeu a um requisito fundamental: “Presidente Vargas avançou muito ao longo dos últimos anos, recebendo investimentos importantes. E este grupo sempre defendeu e apoiou o município. Não podia ser diferente”, assegurou o prefeito.
O governador Flávio Dino voltou a usar as redes sociais nesta manhã de quinta-feira (9) para tranquilizar seus eleitores e reiterar que não está inelegível, muito menos o seu vice Carlos Brandão.
“Reiterando: não estou inelegível. O vice-governador Brandão também não está inelegível. O resto é velha prática do grupo Sarney/Murad. Estão com síndrome de abstinência de privilégios”, postou o governador.
A farsa contra o governador, explorada a exaustão pelos aliados da oligarquia Sarney na blogosfera na tentativa de colocar em dúvida o eleitorado quanto a elegibilidade, no entanto, não se sustenta, é muito frágil e feita aos moldes Sarney/Murad.
Na verdade, a oligarquia sente falta da fartura dos recursos público e usa seus tentáculos, como ocorreu com a juíza eleitoral de Coroatá que apagou do Facebook a mensagem em que dizia se sentir em casa na TV Mirante, para levar a disputa para o tapetão.
Sem voto e sem a menor chance de voltar ao poder pelo voto, as famílias Sarney/Murad, que levaram ao Maranhão ao fundo do poço, quer voltar passando por cima da vontade do povo, mas não vão conseguir.
Segundo Dino a aberração da juíza de Coroatá, “amiga da Mirante” não existe . “Absolutamente improcedente qualquer versão sobre minha suposta inelegibilidade, especulada há semanas pelo grupo Sarney/Murad. Estes, para voltarem aos seus privilégios, terão que vencer nas urnas. O resto é factoide e desespero”, disparou o governador.
O governador Flávio Dino (PCdoB) usou as redes sociais para reagir à decisão de uma juíza eleitoral de Coroatá que tentou determinar, sem sucesso, a inelegibilidade do comunista por oito anos. Para Dino, a decisão é nova manobra do grupo Sarney orquestrada em Coroatá, território político do ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad.
“Absolutamente improcedente qualquer versão sobre minha suposta inelegibilidade, especulada há semanas pelo grupo Sarney/Murad. Estes, para voltarem aos seus privilégios, terão que vencer nas urnas. O resto é factóide e desespero”, disparou o governador.
Dino foi juiz federal por 12 anos e é professor mestre em Direito Constitucional da UFMA. Ele diz não levar a sério o que ele chamou de “armações do grupo Sarney/Murad”.
“Amanhã irei pleitear normalmente meu registro ao TRE, que será deferido nos termos da lei. Me desculpem não ter me manifestado antes. Mas estava muito ocupado com coisas sérias, trabalhando para continuar com as mudanças que temos feito em nosso Estado”, assegurou Dino nas redes sociais.
Tapetão
A decisão da juíza de Coroatá é interpretada como um movimento do grupo Sarney para derrubar Dino e aliados por via judicial, já que o governador segue líder nas pesquisas e é franco favorito à reeleição. A ação contra Dino foi movida pela ex-prefeita de Coroatá, Teresa Murad, esposa de Ricardo Murad, que perdeu as eleições no município em 2016.
Na época, a derrota foi comemorada pela população como o fim da oligarquia Murad em Coroatá.

Vice-governador Carlos Brandão é novamente candidato a vice de Flávio Dino
Em entrevista a Rádio Difusora FM, o advogado Carlos Sérgio Barros, especialista em Direito Eleitoral, classificou como “improcedente” e “sem fundamento”, o comunicado protocolado pelo senador João Alberto, presidente do PMDB-MA, pedindo a impugnação da chapa de Flávio Dino (PCdoB), por suposta inelegibilidade do vice-governador Carlos Brandão (PRB), que tenta a reeleição para o mesmo cargo.
A tese levantada pelo PMDB, partido da ex-governadora Roseana Sarney e do presidente Michel Temer, é que Brandão supostamente teria entrado em condição de inelegibilidade por ter respondido pela chefia do Poder Executivo em abril deste ano, durante uma viagem do governador Flávio Dino aos Estados Unidos. A oposição a Flávio Dino alega que Brandão ocupou o cargo de governador durante período vedado pela Lei das Inelegibilidades de 1990.
Mas Carlos Sérgio Barros explica que a Lei das Inelegibilidades é anterior a emenda de 1997 da Constituição Federal, que autorizou a reeleição para os cargos de chefia do Poder Executivo, em âmbito municipal, estadual e federal. Para o especialista, “não há impedimento algum” ou “desequilíbrio” na candidatura de Brandão à reeleição.
“Qual a função de um vice? Substituir ou suceder um titular. Ele não sucedeu o titular. Carlos Brandão estava como vice-governador respondendo pelo governo do Estado durante uma viagem do governador. Carlos Brandão é vice-governador, nunca deixou de ser vice. Em nenhum momento ele se tornou titular, ele é o vice. Se o vice pode tentar a reeleição ao cargo, então significa que o vice vai continuar sendo vice”, esclarece Carlos Sérgio Barros.
*“Tapetão”*
Para alguns analistas políticos, as movimentações para impugnar a chapa de Flávio Dino por suposta inelegibilidade de Brandão, seria uma espécie de ‘ensaio’ da oligarquia Sarney para tentar tomar o poder no Maranhão via “tapetão”, de forma semelhante ao golpe judiciário imposto ao ex-governador Jackson Lago em 2009. Lago venceu a disputa contra Roseana em 2006 de forma inédita, mas perdeu o cargo após o clã articular no TSE a queda do pedetista.
Municípios de 4 estados brasileiros contarão com o apoio de força federal para garantir o livre exercício do voto bem como a normalidade da apuração dos resultados das Eleições 2018. A requisição das tropas para os estados do Piauí, Rio de Janeiro, Maranhão e Acre foi aprovada pelo plenário do Tribunal Superior Eleitoral na sessão administrativa desta terça-feira, 7 de agosto.
No pedido do TRE-MA feito ao TSE, foram relatados diversos casos de violência e tumultos decorrentes da disputa política citados pelos juízes das zonas eleitorais para justificar a necessidade das forças.
De acordo com o artigo 23, inciso XIV, do Código Eleitoral (Lei 4.737/1965), uma vez constatada a anormalidade da situação, é competência do TSE requisitar força federal com o objetivo de garantir a ordem na votação e apuração dos resultados.
Uma vez autorizados, os pedidos de força federal são encaminhados ao Ministério da Defesa, órgão responsável pelo planejamento e execução das ações.
Os 72 municípios que terão auxílio de força federal são:
• Água Doce do Maranhão (12ª zona eleitoral)
• Alto Alegre do Pindaré (70ª zona eleitoral)
• Amapá do Maranhão (64ª zona eleitoral)
• Araguanã (96ª zona eleitoral)
• Araióses (12ª zona eleitoral)
• Axixá (31ª zona eleitoral)
• Belágua (73ª zona eleitoral)
• Benedito Leite (17ª zona eleitoral)
• Bequimão (111ª zona eleitoral)
• Boa Vista do Gurupi (100ª zona eleitoral)
• Bom Jesus das Selvas (95ª zona eleitoral)
• Buriti (25ª zona eleitoral)
• Buriti Bravo (44ª zona eleitoral)
• Buriticupu (95ª zona eleitoral)
• Cajapió (63ª zona eleitoral)
• Cândido Mendes (64ª zona eleitoral)
• Centro do Guilherme (101ª zona eleitoral)
• Centro Novo do Maranhão (100ª zona eleitoral)
• Chapadinha (42ª zona eleitoral)
• Colinas (29ª zona eleitoral)
• Coroatá (68ª zona eleitoral)
• Cururupu (14ª zona eleitoral)
• Esperantinópolis (61ª zona eleitoral)
• Fortuna (60ª zona eleitoral)
• Governador Luiz Rocha (60ª zona eleitoral)
• Governador Newton Bello (96ª zona eleitoral)
• Governador Nunes Freire (101ª zona eleitoral)
• Grajaú (15ª zona eleitoral)
• Humberto de Campos (32ª zona eleitoral)
• Icatu (31ª zona eleitoral)
• Itaipava do Grajaú (15ª zona eleitoral)
• Jatobá (29ª zona eleitoral)
• Junco do Maranhão (100ª zona eleitoral)
• Loreto (62ª zona eleitoral)
• Maracaçumé (100ª zona eleitoral)
• Maranhãozinho (101ª zona eleitoral)
• Mata Roma (42ª zona eleitoral)
• Matões do Norte (84ª zona eleitoral)
• Mirador (72ª zona eleitoral)
• Miranda do Norte (109ª zona eleitoral)
• Nova Iorque (17ª zona eleitoral)
• Nova Olinda do Maranhão (80ª zona eleitoral)
• Pastos Bons (17ª zona eleitoral)
• Pedro do Rosário (106ª zona eleitoral)
• Penalva (45ª zona eleitoral)
• Peri Mirim (111ª zona eleitoral)
• Peritoró (68ª zona eleitoral)
• Pinheiro (37ª e 106ª zona eleitoral)
• Pinheiro (37ª zona eleitoral)
• Pirapemas (68ª zona eleitoral)
• Presidente Sarney (106ª zona eleitoral)
• Primeira Cruz (32ª zona eleitoral)
• Santa Filomena do Maranhão (79ª zona eleitoral)
• Santa Luzia (70ª zona eleitoral)
• Santa Luzia do Paruá (80ª zona eleitoral)
• Santa Quitéria (24ª zona eleitoral)
• Santa Rita (18ª zona eleitoral)
• Santo Amaro (32ª zona eleitoral)
• São Benedito do Rio Preto (73ª zona eleitoral)
• São Domingos do Maranhão (60ª zona eleitoral)
• São Domingos do Azeitão (62ª zona eleitoral)
• São Félix de Balsas (62ª zona eleitoral)
• São João Batista (63ª zona eleitoral)
• São José de Ribamar (47ª zona eleitoral)
• São Luís (01, 02, 03, 10, 76 e 89ª zona eleitoral)
• São Mateus (84ª zona eleitoral)
• São Vicente Férrer (63ª zona eleitoral)
• Senador Alexandre Costa (06ª zona eleitoral)
• Sucupira do Norte (72ª zona eleitoral)
• Tuntum (79ª zona eleitoral)
• Turiaçu (39ª zona eleitoral)
• Urbano Santos (73ª zona eleitoral)
• Zé Doca (96ª zona eleitoral)

Roseana Sarney chegou a ser cotada para ser vice de Henrique Meirelles
Com o afunilamento do prazo para início das campanhas eleitorais, a ex-governadora Roseana Sarney está sendo obrigada a desencarnar do ex-presidente Lula e assumir a candidatura de Henrique Meirelles, o candidato do MDB a Presidência da República e que deverá constar em todo material de propaganda da coligação sarneysista no Maranhão.
Roseana saiu pelo interior do Estado se vendendo com a “Lula do Maranhão”, como chegou a afirmar o deputado Adriano Sarney em uma das andanças da “Caravana da Guerreira”, mas terá que conviver com a realidade e formar palanque para Meirelles no Maranhão, um mero desconhecido e possuidor de um percentual baixíssimo nas pesquisas de opinião pública divulgadas até agora no Estado.
A filha de José Sarney, principal conselheiro de Michel Temer, inclusive, chegou a ser cotada para compor a chapa presidencial como vice de Meirelles, mas a articulação acabou não vingando por conta do interesse da família Sarney em tentar eleger o deputado Sarney Filho Senador, tendo Roseana como principal cabo eleitoral. Falta apenas combinar com o eleitor.
Agora a máscara caiu e Roseana não poderá mais falar em apoiar Lula, até porque o PT no Maranhão, desta vez, quer distância da oligarquia Sarney. O partido hoje é comandado por Augusto Lobato, militante anti-sarneysista e conta com o aval da direção nacional para garantir o Partido dos Trabalhadores no palanque de Flávio Dino.
Roseana e seu grupo, portanto, tem candidato a presidente e atende pelo nome de Henrique Meirelles, é com ele que o grupo Sarney está casado sem direito a divórcio até o fim da eleição.

Jornalista e mestranda em Comunicação Aline Louise ministrou o curso sobre fake news
As ferramentas de combate às fake news e os meios judiciais para impedir a propagação de notícias falsas foram os destaques do último dia do minicurso “FakeNews: Identifcar e Combater”, nesta terça-feira (7), promovido pelo Instituto Maranhense de Estudos sobre Responsabilidade Pública (Imerp), na Assembleia Legislativa. A capacitação foi ministrada pela jornalista e mestranda em Comunicação, Aline Louise, com a participação do advogado Pedro Marinho.
O minicurso, iniciado na segunda-feira (6), apresentou as principais ferramentas para combater às fake news, bem como as consequências causadas pela propagação de notícias falsas. Durante os dois dias de capacitação, os participantes discutiram sobre técnicas de checagem, estudos de casos e ferramentas atualizadas para identificar fake news.
“Falamos, neste último dia, sobre as novidades para perceber a manipulação de imagens e vídeos e quando isso acontece. O objetivo é contribuir para que a opinião pública seja formada a partir de informações verdadeiras”, destacou a jornalista Aline Louise.
O tema também foi abordado à luz da legislação brasileira, apontando o papel do Poder Judiciário no combate às notícias falsas e a quem pode ser atribuída responsabilidade pela produção e divulgação de fake news.
“O Imerp vem trazendo várias situações de interesse público da administração para a sociedade em geral. Hoje, discutimos as ferramentas de identificação de fake news e as maneiras, juridicamente, para combater essas notícias falsas”, disse a advogada Tatiana Costa, assessora da Procuradoria Geral da Alema.
“Foi um curso importante para nós, jornalistas, que lidamos diretamente com a informação e fontes. É, também, fundamental para quem trabalha com assessoria, para sabermos administrar situações desse tipo, caso aconteçam com nossos assessorados”, completou Ellen Serra, assessora parlamentar.