Um esdrúxulo projeto apresentado durante o governo do ex-presidente José Sarney, que pretendia fazer da seca do Nordeste atração turística, foi relembrado pelo candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, durante discurso neste domingo (2) em Jundiaí/SP.
O polêmico plano turístico foi proposto em 1987 por João Doria (PSDB), que foi presidente da Embratur no governo Sarney. O tucano queria reduzir a verba para obras de irrigação no Nordeste e transformar a seca na Caatinga em ponto turístico. O projeto causou revolta entre nordestinos e – felizmente – não saiu do papel.
Doria foi indicado ao cargo por um aliado de Sarney, o então governador de São Paulo, Franco Montoro. A dupla Sarney/Doria também é lembrada por uma campanha para promover o Brasil no exterior usando como mote imagens de mulheres nuas, episódio também rememorado nessas eleições pelo candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho (PT).

Consórcio, segundo as pesquisas, não vingou; Dino permanece disparado na liderança
Embora a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tente esconder do eleitorado maranhense os dois principais patronos de sua candidatura (o pai José Sarney e o presidente Michel Temer), os números das últimas pesquisas indicam que o grupo que levou o Maranhão a ostentar os piores indicadores econômicos e sociais do país ao longo de quase cinco décadas continuará em abstinência do poder.
Os números de todas as pesquisas, incluindo o suspeito IBOPE, indicam que vitória do governador Flávio Dino no primeiro turno, o que tem feito a oposição entrar em desespero e partir para agressões, mas nem essa prática de tentar desqualificar o adversário tem surtido efeito uma vez que a cada sondagem feita junto ao eleitorado, os números são praticamente os mesmos.
A situação da candidata Roseana é tão desesperadora que ela tem procurados prefeitos comprometidos com Flávio Dino para pedir votos para o irmão candidato a senador, Sarney Filho, na esperança de manter a família viva na política local e nacional. A família, que sempre usou seu poder em Brasília para perseguir governantes que não rezavam em cartilha, corre sério risco de perder força.
Roseana e seu pai contavam que o consórcio de candidatos idealizado pelo oligarca seria suficiente para evitar a derrota logo no primeiro, mas segundo revelam os números dos institutos Exata, DataIlha e Ibope, Roseana voltará para a sua aposentadoria anunciada no final de 2014, quando abandonou o governo e foi se refugiar em Miami (EUA) com medo da Lava Jato.
O desespero tomou conta de vez do grupo Sarney após o resultados de todas as pesquisas, antes e depois de iniciar o horários eleitoral, revelarem o desempenho pífio dos candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL, a considerada linha auxiliar do sarneysismo, que não conseguem decolar e possuem índice de aceitação baixíssimos, frustrando expectativas da coordenação da campanha de Roseana que esperava contar com eles para levar a eleição para o segundo turno, algo hoje muito distante de acontecer.
O candidato à reeleição Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida pelo governo do Maranhão e deve vencer as eleições no primeiro turno com 60,47% dos votos válidos, é o que aponta nova pesquisa DataIlha encomendada pela TV Difusora e divulgada nesta segunda-feira, dia 3.
O levantamento aponta que se as eleições fossem hoje, Dino venceria com quase o dobro de votos de Roseana Sarney (MDB), que aparece em segundo lugar com 31,08%.
Logo atrás estão os candidatos Roberto Rocha (PSDB), com 4,4%; Maura Jorge (PSL), com 3,56%; Ramon Zapata (PSTU), com 0,6% e Odívio Neto (PSOL), com 0,25% das intenções de voto.
Na votação nominal, quando são considerados os indecisos, brancos e nulos, Dino também segue na frente, com 49,19% dos votos. Em seguida aparecem Roseana Sarney, com 25,28%; Roberto Rocha, com 3,29%; Maura Jorge, com 2,90%, Ramon Zapata, com 0,5% e Odívio Neto, com 0,20%. Brancos e nulos somaram 8,20%. Não sabem ou não responderam totalizaram 10,45%.
A pesquisa DataIlha/Difusora projetou ainda cenário onde há confronto direto entre Flávio Dino e Roseana Sarney. Aqui a vantagem de Dino é ainda maior, com 66,69% dos votos válidos contra 33,31% de Roseana.
Corrida presidencial – O estudo aferiu ainda a intenção de voto dos maranhenses na disputa pelo Palácio do Planalto. Quando foi levada a campo, a pesquisa considerou panorama com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) como candidato, mas em sessão ordinária na última sexta-feira (39), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu barrar a candidatura do petista.
Caso fosse candidato, Lula venceria as eleições no primeiro turno com 69,41% dos votos válidos. Atrás dele aparecem Jair Bolsonaro (PSL), com 18,58%; Ciro Gomes (PDT), com 5,44%; Marina Silva (Rede), com 3,98%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 1,83% e João Amoêdo (Novo), com 0,43%. Os candidatos Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota) obtiveram 0,11% cada um. Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram.
DataIlha/Difusora estimulou ainda cenário onde Fernando Haddad (PT) é candidato com apoio de Lula. Nesse caso, Haddad aparece na frente com 29,84% dos votos válidos, seguido por Jair Bolsonaro, com 24,87%; Marina Silva, com 18,98%; Ciro Gomes, com 14,40%, Geraldo Alckmin, com 9,82%; João Amoêdo, com 0,52%; Henrique Meirelles, com 0,20%; Guilherme Boulos, com 0,13%; Alvaro Dias, com 0,52%; Vera Lúcia, com 0,39% e Cabo Daciolo, com 0,33%.
Registrada no TRE sob o nº MA-03940/2018, a pesquisa DataIlha/Difusora foi realizada com 2.037 entrevistados em 37 cidades do Maranhão por meio de escutas individuais entre os dias 27 e 30 de agosto de 2018. O intervalo de confiança é de 95 % e a margem de erro é de 3.3%.
Ricardo Brandt

O coordenador da força-tarefa da Lava Jato Deltan Dallagnol. Foto: Théo Marques/Estadão
Estadão – “A corrupção desequilibra as disputas eleitorais em favor dos corruptos.” Quem afirma é o procurador da República Deltan Dallagnol.
“Uma vez reeleitos, mantêm ou aumentam seus esquemas, gerando mais propinas, o que nos coloca num círculo vicioso”, completa o coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, em Curitiba.
Desde que a Lava Jato virou modelo no enfrentamento à impunidade no Brasil, Dallagnol passou a viajar o País para palestras em que promove o combate à corrupção.
O fim do foro privilegiado, a criminalização do caixa 2 de campanhas, maior agilidade nos processos judiciais são bandeiras erguidas por ele nesses eventos. Neste ano, o foco são as eleições 2018. Para Dallagnol, o eleitor precisa fazer sua parte no combate à corrupção.
“Enquanto houver grandes incentivos para a prática da corrupção nos ambientes político e empresarial, continuaremos perdendo”, disse o procurador.
Na última semana, ele esteve no Nordeste para participar de eventos e entre um aeroporto e outro concedeu entrevista exclusiva ao Estadão.
Nela, Dallagnol defendeu a eleição de políticos com ficha limpa, comprometidos com o combate ao colarinho branco e com a realização de reformas “que façam com que o crime de corrupção não compense mais no Brasil”.
Dallagnol tem ajudado a promover as Novas Medidas Contra a Corrupção, 70 propostas de alterações legais e medidas que servem para atacar a corrupção em 12 frentes. Fruto do trabalho de entidades da sociedade civil organizada, como a Transparência Internacional, e instituições como a Faculdade Getúlio Vargas (FGV), o movimento batizado de Unidos Contra a Corrupção reúne apoiadores das propostas em seu site, unidoscontraacorrupcao.org.br.
“Precisamos que o brasileiro se manifeste contra a corrupção por meio do voto consciente. Isso independe de partido político ou de ser conservador ou liberal.”
Leia a entrevista:
O senhor tem defendido em palestras e manifestações pessoais a necessidade de o eleitor votar em candidato com ficha limpa, defensor da democracia e comprometido com propostas anticorrupção ? Por que decidiu fazer isso?
Para a corrupção diminuir e proteger a Lava Jato. A responsabilização dos poderosos na Lava Jato e em outras operações é necessária para controlar a grande corrupção, mas não é suficiente. Enquanto houver grandes incentivos para a prática da corrupção nos ambientes político e empresarial, continuaremos perdendo. Se queremos virar esse jogo, é crucial que coloquemos no Congresso Nacional políticos comprometidos com a aprovação de leis que fechem as brechas por onde o dinheiro público escapa. Além disso, se colocarmos no Congresso pessoas que são investigadas, é natural que trabalhem contra as investigações e processos. É o que aconteceu na Itália e que leis foram aprovadas para garantir a impunidade dos poderosos. Por isso é essencial colocar no Congresso políticos com passado limpo. Sei que essa não é a única pauta da sociedade, mas é uma agenda importantíssima.
A Lava Jato e outras investigações como ela correm risco?
A Lava Jato corre grande risco depois das eleições. Enquanto o Congresso Nacional estiver cheio de investigados, a tendência é que ataquem as investigações aprovando leis contra elas. É o que aconteceu na Itália e é o que já tentaram fazer por aqui algumas vezes quando tentaram passar a anistia de caixa 2, uma lei de abuso de autoridade que amarrava investigações e projetos que impediriam delações. Neste fim de ano, quem perder o foro privilegiado pode entrar em desespero e os demais podem se sentir confortáveis para aprovar leis impopulares porque só haverá novas eleições depois de quatro anos.
Quantos políticos a Lava Jato revelou ligados a irregularidades?
Apenas a colaboração da Odebrecht mencionou 415 políticos de 26 partidos. Nas contas da imprensa, quase um terço dos senadores e ministros e quase metade dos governadores. Um político que decidiu colaborar afirmou que o esquema de nomeações políticas para arrecadação de propinas, que são usadas para enriquecimento dos envolvidos e financiamento de campanhas, existe há várias décadas. O que a Lava Jato revelou é um esquema político-partidário bastante espalhado que vai muito além da Petrobrás e que tem grande impacto nas eleições.
Como a corrupção impacta nas eleições?
A Lava Jato revelou que as propinas não só enriqueceram os envolvidos, mas também financiaram caras campanhas eleitorais. Estudos mostram uma correlação entre o dinheiro investido na campanha e o número de votos. Isso significa que a corrupção desequilibra as disputas eleitorais em favor dos corruptos. Uma vez reeleitos, mantêm ou aumentam seus esquemas, gerando mais propinas, o que nos coloca num círculo vicioso.
Veja-se que o ex-governador do Rio Sergio Cabral foi acusado de desviar para si mais de 300 milhões de reais. O custo médio da campanha para o governo do Rio de 2014 foi estimado, em julho daquele ano, em 186 milhões de reais para 7 candidatos, isto é, 26,5 milhões por candidato. O que aconteceria se Cabral investisse metade dos subornos na campanha? Teria chance para alguém?
A Lava Jato acusou o Partido Progressista de receber mais em propinas da Petrobras do que verbas do fundo partidário ao longo de uma década. De novo, há políticos íntegros e devem ser valorizados. Contudo, precisamos reconhecer que há uma seleção natural adversa que favorece os políticos corruptos, que sobrevivem e se multiplicam.
Como o voto pode influir nesse combate à corrupção?
Na Lava Jato temos feito o nosso melhor, mas sozinhos não vamos conseguir vencer a grande corrupção brasileira. É preciso que o eleitor faça a sua parte nas urnas. Não adianta reclamar da corrupção e eleger pessoas envolvidas até o pescoço nos esquemas. Se isso acontecer, os esquemas continuarão. Precisamos que o brasileiro se manifeste contra a corrupção por meio do voto consciente. Isso independe de partido político ou de ser conservador ou liberal. É importante elegermos um Congresso plural, que represente as diferentes visões da sociedade, e que ao mesmo tempo esteja comprometido com a integridade.
A Lava Jato não ‘judicializa’ o debate eleitoral?
O foco da Lava Jato não é a política, nem mesmo o caixa dois ou o financiamento das campanhas, mas sim o pagamento de propinas. A corrupção, a venda do serviço público, diz respeito à razão ou origem do pagamento. É sobre isso que a Lava Jato atua. Outra coisa é o destino do dinheiro. A propina pode ir para o bolso do político ou para a sua campanha eleitoral, tanto via caixa um como via caixa dois. Focamos na origem ou razão do pagamento, e não no seu destino. Por isso, a Lava Jato não judicializa ou criminaliza a política. A política pode e deve ser praticada sem cometer crimes. Existem políticos íntegros e devem ser valorizados. Agora não adianta querer culpar a Lava Jato pelos crimes que muitos decidiram praticar. Eles também devem estar debaixo da lei.
Olhando a Lava Jato em perspectiva agora, o que ele deve ensinar ao eleitor na escolha do seu candidato?
Olhando a Lava Jato em perspectiva, vemos que é muito difícil responsabilizar as pessoas mais poderosas, especialmente aquelas com foro privilegiado. Elas deveriam ser as primeiras a ser responsabilizadas para evitar que continuem a administrar a coisa pública quando provaram não ser confiáveis. Se você descobrisse que uma pessoa que presta serviços para você está roubando o seu dinheiro, você certamente encerraria essa relação. Do mesmo modo, o eleitor pode encerrar a relação com políticos corruptos, nas urnas. Por isso, espero que a Lava Jato incentive as pessoas a não reelegerem quem tem passado sujo. Esse é o modo mais rápido e prático de promover a sua responsabilização. Isso contribuirá também para que sejam investigados de modo mais eficiente, porque perderão o foro privilegiado.
A Lava Jato provou que doações eleitorais e aos partidos foram usadas para lavar dinheiro de propina. E mesmo com as operações em sua fase mais pesada, crimes de corrupção continuavam ativos. O sr. acha que a corrupção e os desvios nas campanhas acabaram, após a Lava Jato?
Eu acredito que diminuíram e é isso que temos ouvido por onde vamos. A Lava Jato promove um efeito educativo e inibidor. Na Mãos Limpas, a corrupção diminuiu também no curto prazo por medo de punição. Contudo, quando as investigações foram esvaziadas e como os incentivos para a corrupção foram mantidos, pesquisadores apontam que a corrupção voltou com força total. É esse o erro que devemos evitar no Brasil.
Como frear de forma efetiva a corrupção e os ilícitos nas campanhas eleitorais, nos governos e partidos?
Por meio de reformas que façam com que o crime de corrupção não compense mais no Brasil, viabilizando sua efetiva punição e a recuperação do dinheiro desviado, e por meio de reformas que mudem as condições que favorecem a corrupção no ambiente político e empresarial. As Novas Medidas Contra a Corrupção constituem um grande pacote de leis com potencial para romper o círculo vicioso da corrupção brasileira.
Quais bandeiras deveriam ser prioritárias para os candidatos no combate à corrupção?
Há muitas pautas importantes para o País, mas considero o compromisso contra a corrupção um requisito indispensável para o voto consciente. Dentre as medidas importantes, que fazem parte do pacote das Novas Medidas, estão a redução drástica do foro privilegiado, a desburocratização, a inserção do tema anticorrupção nas escolas, o aumento das penas da corrupção, a agilização de processos, a criação de instrumentos para recuperar o dinheiro desviado, o estímulo à democracia dentro dos partidos, a punição de partidos que se envolvem com corrupção, a criminalização do enriquecimento ilícito dos agentes públicos, a regulamentação do lobby e o aumento da transparência. E lá tem muito mais…
Como investigador, que dica o senhor dá para um cidadão comum que queira estar atento nessas eleições?
A primeira coisa que eu olharia é se o candidato preenche os requisitos da campanha Unidos Contra a Corrupção, se tem passado limpo, tem um compromisso com a democracia e ap
Faltando pouco mais de um mês para as eleições, o candidato Weverton Rocha segue em campanha pelo interior do estado. Neste sábado, a comitiva formada pelos candidatos do grupo político do governador Flávio Dino, esteve em Dom Pedro, onde participou de uma carreata que arrastou uma multidão.
Em seguida, a comitiva foi para Barra do Corda, onde o prefeito Eric Costa apresentou seus candidatos nesse pleito. A cidade mostrou que quer fazer parte do projeto coletivo que vem mudando a história do Maranhão. “Estamos apoiando Weverton, porque ele já mostrou que defende o trabalhador e o povo e estamos precisando de pessoas assim representando
a gente”, defendeu a cacique Libiana.
No ato político, o candidato pedetista elevou o tom e rebateu os adversários. “A chapa adversária diz que tem experiência. Eu não quero a experiência deles, pois com 5 anos de mandato não fiz parte do golpe que tirou a presidente Dilma, da trama que prendeu Lula, que votaram a favor da Reforma Trabalhista que tira o direito dos trabalhadores, que votaram a favor do congelamento do dinheiro da saúde e da educação. É hora de mudar, de oxigenar o Senado Federal”, disparou Weverton.
De Barra do Corda a comitiva seguiu para uma reunião em Santa Luzia do Paruá, onde o prefeito Plácido Holanda apresentou seus candidatos. “Precisamos eleger nomes parceiros e garantir essa representatividade também no Senado e o nome certo é Weverton”, frisou o gestor.
De Santa Luzia, a comitiva se uniu ao grupo de Josimar de Maranhãozinho e saiu em carreata para Presidente Médici, Maranhãozinho e Governador Nunes Freire, onde foram recebidos pelo vice-prefeito, Josimar da Serraria. Mais uma vez o candidato a senador criticou a política do Governo Federal e seus representantes estaduais. “Flávio Dino está mostrando que apesar de toda a crise está fazendo o dever de casa, pagando o funcionalismo em dia e ainda investindo em um projeto de mudança”, destacou o candidato.
A campanha do candidato da coligação Todos pelo Maranhão teve início fulminante. O resultado da pesquisa Econométrica/TV Guará foi apenas um ingrediente a mais favorável ao governador Flávio Dino, líder disparado na preferência do eleitorado, para renovar o mandato. Os outros cinco candidatos, conforme as últimas sondagens sobre o índice de preferência do eleitorado, incluindo até o desacreditado Ibope, não chegam sequer ameaçar levar a eleição para o segundo turno e tudo indica que o pleito será decidido dia 7 de outubro.
Enquanto na pesquisa da Econométrica Dino chega 53,1% das intenções de voto, Roseana Sarney (MDB) tem apenas 28,8%, que somados aos 3,7% de Roberto Rocha (PSDB) 2,1 de Maura Jorge (PSL) e os menos de 1% dos candidatos Ramon Zapata (PSTU) e Odívio Neto (PSOL) seriam insuficientes para evitar a reeleição logo no primeiro turno. Para complicar ainda mais a vida dos adversários, a pesquisa foi apresentada logo no início da propaganda eleitoral no Rádio e TV o que deve servir para encher ainda mais de entusiasmo a militância.
Quando aplicado apenas os votos válidos, a pesquisa Econométrica confirma números divulgados recentemente pelo Instituto DataIlha, que apontou também vitória de Flávio Dino no primeiro com placar superior a 60% do votos válidos. Roseana até que pontua bem para quem saiu do governo antes de terminar o mandato carregando um caminhão de denúncias de corrupção, sendo alvo inclusive de investigação, mas a linha auxiliar não ajuda. As candidaturas de Roberto Rocha e Maura Jorge simplesmente estão sendo ignoradas e os dois representantes da esquerda radical participam apenas para marca posição.
Mesmo com o cenário totalmente favorável, a campanha do governador que acabou com a farra da lagosta na Casa de Veraneio, hoje transformada em Casa Ninar, não dorme no ponto, continua acelerando e realizando caminhadas, carreata e mobilizando a militância para ganhar as ruas em busca do voto, comportamento totalmente inverso das campanhas de Roberto Rocha e Maura Jorge, que parecem terem jogaram a toalha e desistido do pleito.
A candidata da oligarquia Sarney tem feito tentativa de bota o bloco na rua, mas as vezes em que ousou realizar caminhadas nos municípios não encontrou quem caminhasse com ela, outras vezes teve que reunir em varanda de casa e até em quintal, como ocorreu na cidade de Parnarama, ou em baixo de mangueira, como foi o caso de Amapá do Maranhão, por falta de público, ou seja, pelo que se tem observado até agora, o consórcio montada por José Sarney caminha para fracasso.
O candidato à reeleição, deputado Othelino Neto, participou, na noite de sexta-feira (31), de uma grande carreata em Peri-Mirim, município que já foi beneficiado com suas emendas parlamentares para a melhoria da infraestrutura.