O governador eleito do Maranhão Eduardo Braide (PSD), em entrevista a CNN, anunciou que uma suas primeiras medidas como gestor do estado será fazer uma auditoria no empréstimo de R$ 1,3 bilhão liberado pelo governo federal para o estado faltando quinze dias para as eleições, dinheiro que, segundo ele, foi gasto em menos de quinze dias.
“Eu queria que o Brasil soubesse de um caso escandaloso. Dia 18 de setembro, o governo federal liberou R$ 1,3 bilhão de um empréstimo para o governador do estado. Imagine você, a menos de 15 dias para as eleições; detalhe: esse dinheiro já foi gasto em obras que a gente não ver, em ações que não ver, por isso minha primeira medida como governador será fazer um pente fino, uma auditória em cada centavo desse dinheiro que foi recebido pelo governo do estado e acionar judicialmente a quem tiver que devolver porque o povo do Maranhão não vai pagar essa conta de campanha do atual governador do estado”, anunciou Braide.
Braide que seu foco no momento é na gestão, montar sua equipe de governo com técnicos e que somente mais na frente é que vai tomar posição ao relação ao presidente que for eleito, porém adiantou que tem a obrigação de se relacionar bem com o futuro chefe da Nação, seja que for eleito..
O novo governador confirmou que uma de suas primeira medida ao assumir o cargo em janeiro do ano que vem será reduzir a alíquota do ICMS e dar toda atenção ao setor da saúde pública que segundo ele é um dos setores mais críticos do estado, onde o cidadão para conseguir uma consulta precisa ser encaminhado por um político.
O ex-ministro dos Esportes André Fufuca (PP) e o ex-refeito de São Pedro dos Crentes Lahesio Bonfim (Novo), que estiveram ao, lado de Braide, foram os dois senadores eleitos pelo Maranhão neste domingo (4).
Os senadores Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), que tentavam a reeleição, perderam os mandatos e desocuparão as cadeiras a partir de janeiro de 2027.
A ex-governadora Roseana Sarney (MDB), tida como favorita para uma das duas vagas, foi a grande decepção desta eleições 2026, ficou na terceira colocação.
Fufuca obteve pouco mais de 21% dos votos válidos, seguido por Lahesio, também com 21%, ambos com mais de 1 milhão e 200 mil votos. Roseana Sarney (MDB), que também disputava uma das vagas, terminou em terceiro, com 15,99%.
Lahesio Bonfim é médico, ex-prefeito do município de São Pedro dos Crentes que ganhou visibilidade na política em 2022, quando disputou o Governo do Maranhão e terminou em segundo lugar.
André Fufuca, foi deputado estadual, deputado federal, se destacando como bom articulado e ocupando a liderança da bancada do PP, de onde se licenciou para ocupar o cargo de ministro do Esporte no governo Lula entre 2023 e 2026.
O ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) confirmou seu favoritismo e foi leito governador do Maranhão neste domingo (4), em primeiro turno, com mais de 54% dos votos válidos.
Braide impôs impiedosa derrotou o candidato apoiado pelo Palácio dos Leões, Orleans Brandão (MDB), sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB), que obteve cerca 34%.
O resultado já era esperado por grande parte da classe política por conta das pesquisas divulgadas à véspera da eleição que apontavam um fosso enorme entre os dois principais candidatos.
O levantamento apresentado pela Quaest, contratada pela TV Mirante, espelhava com nitidez a tendência do eleitorado: Braide 43% das intenções de voto, contra 29% de Orleans Brandão.
A esperança era o candidato do PT, Felipe Camarão (PT) crescer na reta final com o esforço do presidente Lula, mas seu percentual não foi suficiente para ajudar levar a eleição para o segundo turno. Camarão terminou a terceira colocação com 9% dos votos válidos.
O grande derrotado do pleito, de fato, foi o governador Carlos Brandão ao insistir em fazer de um parente seu sucessor, quebrando um acordo de passar o comando do estado pela o vice-governador Felipe Camarão e ser candidato ao Senado.
O presidente Lula chegou a conversar com Brandão e lembrar o acordo feito quando de sua reeleição para o governo do estado em 2022. Já que ele não aceitava Felipe Camarão por questões de ordem pessoais, o presidente então lhe ofereceu com sugestão André Fufuca (P)P), mas o nome foi rejeitado.
Lula então sugeriu filiar a presidente da Assembleia Legislativa, deputada Iracema Vale, no PT para que ela fosse a candidata, mas Brandão mais um vez rejeitou a proposta e insistiu com Orleans, um jovem desconhecido da classe política, da população e sem a menor experiência administrativa.
A derrota já vinha sendo anunciada quando instituto de pesquisas sérios, com Data Folha e Quaest, apontara um diferença entre os dois candidato de até 19 pontos percentuais a favor de Braide.
Para combater esses dados reais, começaram a surgir do nada “institutos” de pesquisas, sem a menor credibilidade, apresentando Orleans em primeiro lugar, resultado que serviram apenas para os adversários fazer chacota.
Carlos Brandão perdeu por conta sua arrogância. Achava que podia tuto, inclusive fazer governador um mero desconhecido sem qualquer experiência eleitoral, um bebezão, como foi logo batizado, e agora sente o gosto amargo da derrota.
Enquanto Brandão derrama lágrimas nesta noite de domingo por conta da surra que levou, Braide e seus eleitores comemoram na Praça Maria Aragão o início de uma nova era, de transformações, com vem afirmando o novo governador do Maranhão.
A população maranhense chega ao final da campanha sem ter uma noção exata do cenário para a eleição de governador do estado. Ao longo período da propaganda eleitoral permitido pela Justiça o que se viu foi o surgimento de uma enxurrada de institutos “caça níquel” apresentando números de pesquisas ao gosto de quem os contratou.
Pesquisas sérias contratadas para consumo interno e sem a menor intenção de agradar ninguém, muito menos enganar a si próprio, apresentam um quadro equilibrado na corrida ao Palácio dos Leões entre os candidatos Eduardo Braide (PSD) e Orleans Brandão (MDB); Felipe Camarão (PT), mesmo com todo esforço do presidente Lula, aparece sem chance de alcançar os dois e virar o jogo sucessório.
Pelo que se tem observado nos bastidores, sem paixão, a eleição para governador do Maranhão deverá ser decidida provavelmente num segundo turno a ser disputada entre Braide e Orleans, não ser que ocorra o milagre de um deles ser ultrapassado por Camarão, hipótese improvável, pois milagre em disputa eleitoral raramente acontece.
Não menos confuso chega ao final a eleição para o Senado. Pesquisa é o que não falta e números contraditórios também. A ex-governadora Roseana Sarney (MDB) aparece em primeiro lugar, seguida por André Fufuca (PP), Lahesio Bonfim (Novo), Weverton Rocha (PDT) e Eliziane Gama (PT), todavia ninguém está seguro. São apenas duas cadeiras em disputa com cinco nomes competitivos no páreo.
O ex-ministro André Fufuca, por está colado em Braide é visto como provável eleito, enquanto Roseana, mesmo aparecendo em primeiro lugar corre o risco de não conseguir o mandato por enfrentar uma concorrência pesada com Lahesio, Elziane e Weverton. Dos quatro, o mais vulnerável é o candidato do PDT por carregar com ele a suspeita de integrar a máfia que roubou os velhinhos do INSS, segundo investigação da Polícia Federal.
Elziane tem uma capacidade enorme de se reinventar. Tem a nítida preferência do presidente Lula, chega a chamá-la de “minha senadora” nas inserções de rádio e TV. Ela tem presentado crescimento na reta final. A senadora, que tenta renovar o mandato por mais oito anos, pode surpreender se eleitorado que vai votar em Lula atender o apelo do presidente.
Lahesio também tem recebido apoio de Braide, é competitivo, mas perdeu parte do eleitorado que vota na direita que, se atender o pedido do candidato Flávio Bolsonaro deve engordar os votos de Sidônio Gonçalves (PL), o único que faz campanha se apr4esentando como candidato da direita bolsonarista.
Já Roseana Sarney, como é do conhecimento geral apoia o presidente Lula, mas não tem reciprocidade, pelo menos não pede votos para ela. É um nome muito forte pelos logos anos de mandatos e favorita a ocupar uma das vagas, porém muitos acreditam que não terá sucesso nesta empreitada.
É com este cenário de incerteza na eleição majoritária que o eleitorado vai as urnas neste domingo (4); mas seja quem for os escolhidos para representar o Maranhão no Senado, é fato que tivemos uma campanha limpa, sem agressões pessoais e respeito mútuo. A campanha para governador também seguiu as regras da civilidade.
A Câmara Municipal de São Luís elegeu, na manhã desta quinta-feira (1º) a nova Mesa Diretora para o biênio 2027-2028. O vereador Beto Castro (Avante) foi eleito presidente da Casa com 21 votos.
A eleição corresponde à 104ª escolha da Mesa Diretora e foi conduzida pelo atual presidente da Câmara, vereador Paulo Victor (PSB). A primeira e a segunda secretarias dos trabalhos foram ocupadas, respectivamente, pelos vereadores Daniel Oliveira (PSD) e Rosana da Saúde (Republicanos).
Durante a sessão, Paulo Victor apresentou as regras do pleito, que contou com votação aberta e nominal para a chapa completa. O presidente foi o último vereador a votar. Conforme estabelecido para a eleição, a chapa precisava obter maioria absoluta, correspondente a 16 votos.
O presidente da Câmara também destacou a legitimidade do processo eleitoral, mantido por decisão liminar do presidente do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), desembargador Ricardo Duailibe. A realização do pleito em outubro do ano anterior ao início do mandato está prevista na Lei Orgânica de São Luís, após alteração recente, e está de acordo com entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF).
A eleição foi convocada pelo Edital nº 003/26, publicado no Diário Oficial do Poder Legislativo em 25 de agosto, e posteriormente retificado pelo Edital nº 145/26, de 15 de setembro.
Chapa única
A eleição contou com a inscrição de apenas uma chapa, denominada “Gael Coração Valente”. A composição ficou definida da seguinte forma:
Dos 31 vereadores, 21 participaram da votação e 10 estavam ausentes. A chapa recebeu os 21 votos dos parlamentares presentes. Beto Castro foi o 16º parlamentar a votar.
Compromisso
Após a proclamação do resultado, Beto Castro agradeceu aos vereadores pela confiança e afirmou que pretende conduzir uma gestão baseada no diálogo e no respeito às instituições.
“A Câmara precisa de uma reformulação. Sem desconsiderar a contribuição da atual gestão que deixa seu legado para a população de São Luís, mas a partir de janeiro teremos a oportunidade de imprimir a nossa administração. Peço sabedoria a Deus, pois Ele sim nos capacita na tomada de decisão”, afirmou o presidente eleito.
Segundo Beto Castro, a nova gestão terá como princípios o diálogo, a igualdade e o respeito à democracia.
Posse
De acordo com o Regimento Interno da Câmara Municipal de São Luís, a nova Mesa Diretora tomará posse em 1º de janeiro de 2027 e comandará o Legislativo municipal pelo período de dois anos.
Participaram da votação os vereadores Coletivo Nós (PT), Concita Pinto (PSB), Edson Gaguinho (PP), Marlon Botão (PSB), Antônio Garcez (PP), Coletivo Unidos (PRD), Marcelo Poeta (PSB), Cléber Filho (MDB), Marcos Castro (PSD), Raimundo Penha (PDT), Beto Castro (Avante), Octávio Soeiro (PSB), Andrey Monteiro (Republicanos), Thyago Freitas (PRD), Fábio Macedo (Podemos), Raimundo Júnior (Podemos), Daniel Oliveira (PSD), Paulo Victor (PSB), Rosana da Saúde (Republicanos), Astro de Ogum (PCdoB) e Wendell Martins (Podemos).
Estiveram ausentes Aldir Júnior (PL), Flávia Berthier (PL), Clara Gomes (PSD), Thay Evangelista (Republicanos), Douglas Pinto (PSD), Dr. Joel (PSD), Marquinhos (União Brasil), André Campos (Republicanos), Professora Magnólia (PV) e Nato Júnior (PSB).
O presidente Lula (PT) registra 43% das intenções de voto no primeiro turno da eleição presidencial, enquanto o senador Flávio Bolsonaro (PL) aparece na segunda colocação com 39%, mostra pesquisa do instituto Real Time Big Data divulgada nesta quinta-feira (1º).
Divulgada a três dias do primeiro turno, marcado para domingo (4), a pesquisa aponta que os dois principais concorrentes estão tecnicamente empatados no limite da margem de erro, que é de dois pontos percentuais para mais ou para menos. Em relação ao levantamento anterior do mesmo instituto, tanto Lula quanto Flávio subiram dois pontos percentuais.
Na terceira posição do cenário estimulado figura Renan Santos (Missão), com 4%, registrando queda de dois pontos percentuais. Ele é seguido por Augusto Cury (Avante), com 3% (queda de três pontos), e pelo ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado (PSD), que oscilou positivamente um ponto e atingiu 3%.O ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), manteve 1% das intenções de voto.
Os demais postulantes — Clariana Barão (DC), Rui Costa Pimenta (PCO), Samara (UP), Edmilson Costa (PCB), Hertz Dias (PSTU), Veterinário Wilson Grassi (Democrata) e Leonardo Avalanche (PRTB) — somaram juntos 1%. Os votos nulos e brancos representam 3%, mesmo percentual dos eleitores que declararam não saber ou não responderam.
O levantamento do Real Time Big Data também testou simulações para uma eventual disputa de segundo turno. No confronto direto entre os líderes, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 46% das intenções de voto (avanço de um ponto percentual em relação a 24 de setembro), contra 45% de Lula (que também oscilou um ponto para cima). Nesse cenário, a parcela de votos brancos e nulos caiu para 5%, enquanto 4% não souberam ou não responderam.
A pesquisa testou ainda outros quatro confrontos diretos envolvendo o atual chefe do Executivo contra nomes da oposição no segundo turno:
O levantamento nacional do Real Time Big Data consultou 2 mil eleitores entre os dias 26 e 30 de setembro. A pesquisa apresenta nível de confiança de 95% e margem de erro de dois pontos percentuais para mais ou para menos. O estudo está formalmente registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-09503/2026.
Ministros aliados e rivais de Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), veem chance de o magistrado determinar o afastamento dos ministros Kassio Nunes Marques e André Mendonça da relatoria de ações sobre propaganda no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), o que abriria um novo capítulo da divisão interna e da crise entre as cortes, aponta a Folha de São Paulo.
A medida teria como fundamento um suposto represamento de decisões individuais no TSE que não estariam sendo imediatamente submetidas a referendo em colegiado, além de indícios de concentração de poder excessiva no presidente e no vice-presidente da corte eleitoral.
A tensão entre os magistrados se intensificou após o ministro Gilmar Mendes afirmar a Kassio Nunes Marques que o presidente do TSE estava “se investindo no papel de imperador” ao designar a si próprio e a André Mendonça como juízes da propaganda, quando essa costuma ser uma atribuição de ministros substitutos do tribunal eleitoral. A fala foi narrada por pessoas presentes na sala de lanches do Supremo, onde a abordagem ocorreu há mais de uma semana.
Três ministros do STF e um do TSE avaliam que a decisão de Dino poderia ocorrer no âmbito do pedido feito pelo presidente do partido Solidariedade, deputado Paulinho da Força (SP), para que Kassio e Mendonça deixem a função. A solicitação foi feita em meio à guerra de liminares sobre publicações envolvendo Nossa Senhora Aparecida. O parlamentar afirma que o acúmulo de cargos — que abrange a gestão administrativa das eleições gerais de 2026, processos ordinários tanto no TSE quanto no Supremo e a fiscalização sobre propaganda eleitoral — levou a uma demora na apreciação de casos urgentes, extrapolando prazos e gerando congestionamento.
Procurado pela Folha de São Paulo, o TSE informou que há 100 representações aguardando referendo do plenário (34 liberadas por Kassio, 19 por Mendonça e 53 pela ministra Estela Aranha) e que devem ser julgadas até as 23h59 desta sexta-feira (2). Em nota, o tribunal disse que “não há processos sobre propaganda eleitoral de candidatos à Presidência parados” na corte, e que até o momento o plenário já analisou e referendou aproximadamente 210 representações. Na eleição de 2022, até a data do primeiro turno, em 2 de outubro, haviam sido julgadas 77.
O TSE também afirmou que, ao longo da semana, Kassio assinou outras 24 decisões sobre propaganda, e que todas “já estão em trâmite interno para serem pautadas” no plenário virtual. A corte nega pendências, e servidores da área técnica atribuem o acúmulo à intensificação da judicialização na reta final da eleição.
No caso da ordem de Mendonça para a remoção de notícias falsas sobre uma suposta intenção de Flávio Bolsonaro (PL) de, se eleito, tirar da santa o título de padroeira, Kassio foi alertado por auxiliares sobre o potencial de o tema escalar para o STF. No entanto, ele ignorou recomendações para pautar o referendo no máximo até segunda-feira (28).
Dino derrubou a decisão de Mendonça no domingo (27), determinando a restauração das postagens sobre a padroeira nas redes sociais. Depois, o ministro Luiz Fux entrou em cena para desautorizar Dino e restabelecer a ordem inicial de Mendonça, ampliando as tensões internas.
Dois magistrados próximos de Dino avaliam que Kassio se aproveitou da decisão do ministro para insuflar no presidente do STF, Edson Fachin, a ideia de que haveria um problema de interferência na corte eleitoral, entregando-lhe até mesmo um ofício cobrando providências. Um ministro aponta que um voto do próprio Mendonça, no STF, selou no início do ano a derrubada de uma decisão do TSE sobre eleições de Paranhos (MS), assim como o ministro Dias Toffoli anulou um acórdão eleitoral envolvendo a coligação da governadora de Pernambuco, Raquel Lyra (PSD). Kassio, no entanto, só acionou Fachin após a decisão de Dino.
Com o pedido de Paulinho da Força pressionando Kassio e Mendonça, o presidente do TSE decidiu levar o caso Nossa Senhora Aparecida para o plenário virtual da corte eleitoral na quarta-feira (30). Aconselhado a baixar a temperatura, Fachin acabou desistindo de pautar o processo no plenário do Supremo, evitando uma nova sessão de desgaste entre as cortes.
Um ministro considerado mais moderado em meio ao ambiente de divisão também tem trabalhado para dissuadir Dino de decisões drásticas especialmente ao longo desta semana, que antecede o primeiro turno das eleições presidenciais, marcado para domingo (4). Interlocutores de Dino dizem que ele ainda está analisando o requerimento do deputado. Uma das possibilidades em aberto é o ministro requisitar ao TSE as informações oficiais sobre o número de decisões monocráticas pendentes de referendo, para cruzá-las com as alegações do parlamentar e ter uma noção geral do quadro antes de decidir.
Kassio nega a pessoas próximas que haja congestionamento ou represamento de decisões individuais no TSE. Ele afirma que esses casos sempre são submetidos ao colegiado, e que tem pautado os referendos tão logo Mendonça e Estela liberam os processos sob suas respectivas relatorias.
O ministro também disse a um integrante da sua equipe que uma eventual decisão determinando seu afastamento e de Mendonça das ações sobre propaganda eleitoral seria uma prova de que Dino é um “agente do caos”, e que isso pode intensificar uma mobilização social contra o STF.