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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 20/jul/2026

Rosena entra pra valer na disputa pelo Senado

A corrida ao Senado ganha um capítulo novo. Fontes próximas a ex-governadora e deputada federal Roseana Sarney (MDB) afirmam que ela já bateu o martelo e será candidata a senadora pelo MDB, partido presidido no estado pelo pré-candidato a governador Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (MDB).

A decisão já teria sido comunicada ao chefe do Executivo estadual, sendo que o anúncio oficial deverá ocorrer nas próximas horas através de comunicado nas redes sociais. Caso seja confirmado o que já é dado como certo nos bastidores das eleições 2026, serão três candidatos ao Senado na aliança governista: Roseana pelo MDB, Weverton Rocha (PDT) e Pedro, Lucas Fernandes (União Brasil).

A entrada de Roseana no jogo político é possível por conta da falta de sintonia entre PP e União brasil. As duas legendas formam a federação União Progressistas; seus dois líderes no Maranhão são candidatos ao Senado, mas estão em lados opostos na sucessão estadual. O ex-ministro do Esporte André Fufuca (PP) apoia o candidato a governador Eduardo Braide (PSD), enquanto Pedro Lucas Fernandes faz campanha para Orleans Brandão.

Por conta da falta de unidade na federação, tudo indica que a questão será decidida pela direção nacional, que recebe pressão dos dois lados. Fufuca é muito ligado ao presidente nacional do PP Ciro Nogueira, enquanto Pedro Lucas é homem de confiança de Antonio de Rueda, presidente nacional do União Brasil, daí a grande possibilidade da federação declarar neutralidade o que permitirá tanto a Fufuca como Pedro Lucas serem candidatos e ainda abrir uma vaga na chapa de Orleans para Roseana.

Disposta retornar à arena política Roseana intensificou no final de semana articulações políticas, conversando com prefeitos e lideranças de várias regiões do estado para consolidar sua pré-candidatura, que deverá ser confirmada na convenção do MDB. A ex-governadora lidera as pesquisas, é considerada um nome competitivo, apesar do elevado índice de rejeição

  • Jorge Vieira
  • 17/jul/2026

Violência política afasta Duarte da disputa para o Senado

A pré-campanha para o Senado entra em sua reta final com um com um ato de violência política praticada contra o pré-candidato, deputado federal Duarte Junior. O que já vinha sendo comentado nos bastidores da eleição foi confirmado nesta quinta-feira (16) quando o partido Avante comunicou que não dará legenda para que ele concorra a uma das duas cadeiras que estarão em disputa.

A articulação que rifou Duarte da disputa teria sido comandada pelos pré-candidatos Weverton Rocha (PDT) e Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), que teriam agido junto a direção nacional do Avante parta vetar e não conceder legenda para o concorrente. Sem legenda, o parlamentar não poderá concorrer, mesmo mostrando ser um nome competitivo.

Duarte encontrou muita dificuldade de encontrar abrigo numa legenda política desde que atuou como vice-presidente da CPMI do INSS, despertando a ira de dirigentes partidários enrolados no maior escândalo de corrupção já visto no país e que lesou milhares de aposentados e pensionistas.

Após tentar filiação em vários partidos e ter as portas fechadas, Duarte Junior finalmente conseguiu abrigo no Avante, que agora, sofrendo suposta pressão de adversários políticos, resolveu lhe retirar o tapete e negar a legenda para concorrer ao Senado.

O ato da direção do Avente provocou reação do vice-governador Felipe Camarão (PT) vice-governador e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Felipe Camarão (PT), Em postagem na rede social ele classificou a decisão como de “extrema violência política

  • Jorge Vieira
  • 16/jul/2026

Maioria culpa Flávio Bolsonaro por tarifaço dos EUA, aponta Quaest

A maioria dos brasileiros atribui a Flávio Bolsonaro (PL) a responsabilidade pelo tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil, enquanto também cresce a desconfiança sobre a capacidade do senador de convencer o presidente norte-americano, Donald Trump, a rever as medidas comerciais. Os dados são de pesquisa Quaest divulgada nesta quinta-feira (16).

Segundo o levantamento, 51% dos entrevistados concordam com a versão apresentada pelo presidente Lula (PT), segundo a qual Flávio Bolsonaro teria estimulado a adoção de sanções contra o país ao procurar Trump. Outros 30% apoiam a explicação do senador, que responsabiliza Lula por supostas provocações ao governo dos Estados Unidos.

O resultado representa uma mudança expressiva na percepção dos eleitores em relação à pesquisa realizada em junho. Naquele mês, 47% concordavam com a defesa de Flávio Bolsonaro, enquanto 35% atribuíam ao senador a responsabilidade pelas tarifas, como sustenta Lula.

Em julho, portanto, a parcela que endossa a avaliação do presidente cresceu 16 pontos percentuais. Ao mesmo tempo, o grupo que concorda com a interpretação de Flávio Bolsonaro recuou 17 pontos.

Retaliação ao Pix ganha força entre entrevistados

A pesquisa também perguntou aos eleitores qual teria sido a principal motivação do governo norte-americano para impor as tarifas ao Brasil. Para 49%, a medida representa uma retaliação ao Pix, argumento apresentado por Lula.

Outros 33% consideram que as tarifas seriam uma resposta a declarações do presidente brasileiro contra os Estados Unidos, versão defendida por Flávio Bolsonaro.

Nesse tema, a distância entre as duas avaliações também aumentou. Em junho, 46% concordavam com a explicação relacionada ao Pix, diante de 36% que apontavam as declarações de Lula como motivação para as medidas comerciais.

A diferença, que era de dez pontos percentuais, passou para 16 pontos no levantamento de julho.

Viagem de Flávio Bolsonaro é desconhecida por 57%

Apesar da viagem de Flávio Bolsonaro aos Estados Unidos para tratar diretamente do tarifaço com Donald Trump, 57% dos entrevistados afirmaram não ter conhecimento sobre a iniciativa do senador.

Entre os brasileiros que souberam da viagem, prevalece o ceticismo em relação à influência política de Flávio junto ao governo norte-americano.

De acordo com a Quaest, 58% desse grupo avaliam que o senador não possui força suficiente para convencer Trump e as autoridades dos Estados Unidos a reconsiderar as tarifas impostas ao Brasil. Outros 34% acreditam que Flávio pode contribuir para uma revisão das medidas.

Os números indicam que a atuação internacional do senador ainda não conseguiu alterar a percepção predominante entre os eleitores sobre a responsabilidade pelo tarifaço. A pesquisa também mostra que a explicação apresentada por Lula ganhou apoio ao longo do último mês.

O levantamento foi encomendado pela Genial Investimentos e realizado pela Quaest entre os dias 10 e 13 de julho. Ao todo, foram entrevistados 2.004 eleitores. A margem de erro é de dois pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-07181/2026.

  • Jorge Vieira
  • 15/jul/2026

Lula amplia vantagem sobre Flávio Bolsonaro no 2º turno, aponta Quaest

O presidente Lula (PT) ampliou a vantagem sobre o senador Flávio Bolsonaro (PL) em uma eventual disputa de segundo turno pela Presidência. Lula aparece com 45% das intenções de voto, contra 37% do candidato do PL, abrindo oito pontos de diferença na rodada de julho da pesquisa Genial/Quaest.

Segundo o levantamento, 14% dos entrevistados afirmaram que votariam em branco, anulariam o voto ou não compareceriam às urnas. Outros 4% permanecem indecisos. Os dados integram a 27ª rodada da pesquisa nacional Genial/Quaest, realizada em julho de 2026.

Distância cresce de seis para oito pontos

A nova rodada indica uma ampliação da vantagem de Lula em relação ao levantamento anterior. Em junho, o presidente tinha 44% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro registrava 38%, uma diferença de seis pontos.

Em julho, Lula avançou um ponto percentual e chegou a 45%. Flávio, por sua vez, recuou de 38% para 37%. Com os movimentos, a distância entre os dois passou para oito pontos percentuais.

A série histórica mostra uma mudança no cenário desde abril, quando Flávio Bolsonaro aparecia numericamente à frente, com 42%, ante 40% de Lula. O presidente retomou a liderança em maio, com 42% contra 41%, e ampliou a diferença nas duas rodadas seguintes.

Lula avança entre eleitores independentes

O recorte por posicionamento político mostra que Lula mantém apoio quase unânime entre os entrevistados que se declaram lulistas e ampla vantagem entre os eleitores de esquerda que não se identificam diretamente com o presidente.

Entre os independentes, grupo que corresponde a 33% da amostra, Lula aparece com 40% das intenções de voto no segundo turno. Flávio Bolsonaro registra 27%, enquanto 26% afirmam que votariam em branco, anulariam ou não compareceriam. Outros 7% estão indecisos.

Flávio concentra seu melhor desempenho entre os bolsonaristas e os eleitores de direita não bolsonarista. No primeiro grupo, o senador alcança 91%; no segundo, registra 74%. Lula tem 2% e 6%, respectivamente, nesses segmentos.

Presidente também abre 12 pontos no primeiro turno

A vantagem de Lula também aparece na simulação estimulada para o primeiro turno. O presidente lidera com 40%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 28%, uma diferença de 12 pontos percentuais.

Ronaldo Caiado (PSD) aparece com 4%, seguido por Renan Santos (Missão), com 3%, e Romeu Zema (Novo), com 2%. Cabo Daciolo (Mobiliza), Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) têm 1% cada. Os demais nomes não pontuaram.

Os indecisos representam 11% dos entrevistados, e 8% disseram que votariam em branco, anulariam ou não iriam votar. Na rodada anterior, Lula tinha 39% e Flávio aparecia com 29%, o que mostra crescimento de um ponto para o presidente e recuo equivalente para o senador.

Lula lidera no Nordeste e entre eleitores mais velhos

No cenário de primeiro turno, Lula tem seu melhor desempenho no Nordeste, onde alcança 55%, contra 24% de Flávio Bolsonaro. O presidente também lidera no Sudeste, com 35% a 28%, e no agrupamento formado por Centro-Oeste e Norte, com 39% a 24%.

Flávio fica à frente no Sul, onde registra 37%, ante 29% de Lula.

O presidente também lidera entre homens e mulheres. No eleitorado masculino, Lula tem 42%, contra 30% de Flávio. Entre as mulheres, o placar é de 38% a 25%.

Por faixa etária, Lula chega a 48% entre os brasileiros com 60 anos ou mais. Flávio tem 27% nesse segmento. Entre os eleitores de 35 a 59 anos, o presidente marca 40%, contra 26% do senador. A disputa é mais equilibrada entre os jovens de 16 a 34 anos: 34% para Lula e 30% para Flávio.

Voto em Lula mostra maior consolidação

A pesquisa também perguntou aos entrevistados se a escolha para presidente era definitiva ou ainda poderia mudar. No conjunto do eleitorado que declarou um candidato, 65% afirmaram que o voto é definitivo, enquanto 35% admitiram a possibilidade de mudança.

Entre os eleitores de Lula, 77% dizem estar decididos e 23% ainda podem alterar a escolha. No caso de Flávio Bolsonaro, 62% consideram o voto definitivo e 37% reconhecem que podem mudar até a eleição.

Os dados sugerem que, além de liderar os cenários de primeiro e segundo turnos, Lula possui neste momento uma base eleitoral mais consolidada que a do principal adversário.

Flávio tem rejeição maior

Outro indicador favorável ao presidente aparece no levantamento sobre potencial de voto e rejeição. Lula é conhecido e teria o voto de 47% dos entrevistados, enquanto 50% afirmam conhecê-lo, mas descartam apoiá-lo.

Flávio Bolsonaro tem potencial de voto de 38%. A parcela que conhece o senador, mas não votaria nele, chega a 57%, sete pontos acima da rejeição registrada por Lula.

Na pergunta espontânea, em que os nomes dos candidatos não são apresentados aos entrevistados, Lula aparece com 26%, contra 14% de Flávio. A maioria, no entanto, ainda não definiu espontaneamente seu candidato: 54% se declararam indecisos.

Aprovação de Lula chega a 48%

O desempenho eleitoral ocorre em meio à recuperação da avaliação do presidente. A aprovação do trabalho de Lula chegou a 48%, enquanto a desaprovação ficou em 47%. Outros 5% não souberam ou não responderam.

Em junho, 47% aprovavam o presidente e 48% desaprovavam. A rodada de julho, portanto, registrou uma inversão numérica dos indicadores, embora os resultados estejam tecnicamente empatados dentro da margem de erro.

A Genial/Quaest entrevistou presencialmente 2.004 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 10 e 13 de julho. A margem de erro é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR-07181/2026.

  • Jorge Vieira
  • 14/jul/2026

Rubens Jr. diz que projeto do PT é Camarão; vice-governador diz que deputado apoiará sua candidatura

O Globo – A participação do vice-presidente nacional do PT Rubens Pereira Júnior em agenda com o pré-candidato ao governo do Maranhão Eduardo Braide (PSD) provocou desconforto na sigla do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. O partido tem o vice-governador Felipe Camarão como postulante ao Executivo estadual, mas enfrenta divisão interna sobre qual caminho seguir no pleito deste ano.

Pereira Junior é vice-líder do governo na Câmara e esteve com Braide no interior do Maranhão no fim de semana. Imagens da agenda com Braide outros políticos locais foram compartilhadas pelo petista nas redes sociais.

O PT definiu Camarão como candidato ao governo após pressão de aliados do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino pelo afastamento do grupo político do atual ocupante do Palácio dos Leões, Carlos Brandão (sem partido). O governador tenta emplacar o sobrinho, Orleans Brandão (MDB), como sucessor.

Integrantes do grupo político próximo ao ministro do STF, que foi governador entre 2015 e 2022, quando teve Carlos Brandão como vice, tentaram formar uma aliança formal com Braide. A prerrogativa para a composição era que o ex-prefeito pedisse voto ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o que não foi acertado.

Com isso, optaram pelo apoio a Camarão, que é rompido com o atual governador há dois anos. Membros da alta cúpula petista no Maranhão afirmam, reservadamente, que a candidatura de Camarão é resultado de um cenário no qual Lula “não pode dizer não a Dino”. No entanto, há defesa de que o presidente opte por um palanque duplo, apoiando tanto Camarão quanto Orleans Brandão, para assim garantir mais palanques pela reeleição ao Planalto.

Em nota, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, reafirma apoio à candidatura de Camarão e aponta que “qualquer outra manifestação vai contra a tática eleitoral decidida pela direção nacional do PT, com total apoio do presidente Lula”.

Pereira Júnior diz que esteve no evento devido à aliança formada com um político local, do município Santa Quetéria.

— O PT definiu pela pré-candidatura de Felipe Camarão. Não há outra discussão neste momento no partido — afirma o deputado.

Um interlocutor da sigla ouvido pela reportagem avalia, entretanto, que a crise causada pelo encontro do petista com Braide é “grande”:

— Rubem Pereira Júnior é vice-presidente nacional do PT por articulação direta do presidente Edinho. Também foi Edinho que, pessoalmente, construiu a opção por candidatura própria no Maranhão. Esse movimento do fim de semana está repercutindo muito.

Disputa eleitoral

A fim de frear os efeitos da polarização entre o PT e o bolsonarismo, Braide tem evitado a nacionalização do pleito. O ex-prefeito de São Luís aparece à frente na Genial/Quaest, de março, com 39% das intenções de voto.

Intelocutores de Braide afirmam que, embora o petista tenha comparecio ao evento, não houve ” declaração de apoio”.

Camarão, por sua vez, defende que não houve aceno petista à candidatura de Braide.

— Isso é coisa de uma cidade. Um líder político local apoiar o Rubens Pereira Júnior à Câmara e um pré-candidato ao governo sem ser do PT — diz Camarão, que completa: — O deputado é vice presidente nacional do PT e apoiará nosso projeto. Até as convenções e registros das candidaturas fatos assim não são incomuns. Na hora da campanha as coisas clareiam mais.

  • Jorge Vieira
  • 14/jul/2026

TSE e institutos debatem nesta terça-feira regras para pesquisas eleitorais

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e representantes dos principais institutos do país se reúnem nesta terça-feira (14) para debater regras para pesquisas eleitorais, após a suspensão de um levantamento da AtlasIntel, e avaliar critérios aplicáveis às coletas digitais. Segundo o g1, o encontro pretende definir orientações capazes de reduzir conflitos judiciais durante a campanha eleitoral de 2026.

A reunião ocorre pouco mais de um mês depois de o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, suspender a divulgação de uma pesquisa presidencial da AtlasIntel sob a justificativa de que algumas perguntas poderiam ter induzido os entrevistados e contaminado as respostas. A decisão aumentou a preocupação dos institutos com eventuais intervenções judiciais sobre metodologias e questionários.

A maior parte das empresas convidadas para o encontro decidiu ser representada por uma advogada que presta serviços à Associação Brasileira de Empresas de Pesquisa (Abep), entidade à qual os institutos são filiados. De acordo com o g1, ela apresentará um posicionamento elaborado em conjunto com propostas para aperfeiçoar os procedimentos adotados na realização e no registro dos levantamentos.

Diretores das empresas ouvidos sob reserva relataram um ambiente de cautela diante da proximidade das eleições. Os institutos defendem que eventuais parâmetros sejam construídos com a participação de estatísticos, pesquisadores e especialistas em opinião pública, evitando decisões que possam limitar a autonomia técnica das empresas.

  • Jorge Vieira
  • 13/jul/2026

Pesquisa IPPI-Café Quente aponta larga margem de vantagem de Braide sobre Orleans

Faltando uma semana para abertura para as convenções partidárias, uma pesquisa divulgada nesta segunda-feira (13) aponta o fosso que existe entre as duas principais candidaturas ao governo do Maranhão. Segundo o levantamento do Instituto IPPI/Café Quente, no cenário estimulado, o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD), lidera com 42,1% da preferência do eleitorado do Estado, vindo em seguida Orleans Brandão (MDB) com 26%. Felipe Camarão (PT) soma 5,9%, André Luís (Missão) aparece com 1,8%, enquanto Enilton Rodrigues (PSOL) e Saulo Arcangeli (PSTU) têm 0,3% cada. Brancos, nulos e nenhum representam 6,6%, e 17,1% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.

A pesquisa IPPI foi realizada entre os dias 8 e 12 de julho, ouvindo 1.500 eleitores em 80 municípios maranhenses. O levantamento está registrado no Tribunal Superior Eleitoral sob o número MA-09885/2026, possui margem de erro de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, e nível de confiança de 95%.

Pelos números apresentados pelo Instituto, a eleição poderá ser definida logo no primeiro turno, pois somando apenas os votos válidos, excluindo brancos, nulos e indecisos, Eduardo Braide alcançaria 55,1% da preferência do eleitorado. Orleans Brandão aparece com 34,1%, Felipe Camarão registra 7,8% e André Luís soma 2,4%.

O fosso que separa os dois principais candidatos ainda é maior quando a simulação é feita apenas em entre o ex-prefeito e o ex-secretário de Assuntos Municipalistas, sobrinho do governador Carlos Brandão. Conforme o cenário levantado, em uma disputa direta contra Orleans Brandão, Braide teria 60,8% dos votos válidos, contra 39,2% do candidato do MDB.

Senado – A distância que separa os candidatos que disputarão o governo, no entanto, não se repete na corrida pela cadeiras que estarão em disputa no Senado. A pesquisa mostra um cenário bastante embolado em todos os cenários. No primeiro voto, Roseana Sarney (MDB) lidera com 15,3%, seguida por Lahesio Bonfim (Novo), com 10,2%; Duarte Júnior (Avante), com 9,9%; Weverton Rocha (PDT), com 9,3%; André Fufuca (PP), com 9%; Eliziane Gama (PT) e Roberto Rocha (Novo), ambos com 6,1%; Pedro Lucas Fernandes (União Brasil), com 2,9%; e Dr. Hilton Gonçalo (Mobiliza), com 2,3%.

Na pesquisa para o segundo voto ao Senado, Roseana também aparece na frente, com 8,5%. Em seguida vêm Roberto Rocha (6,5%), André Fufuca (6,4%), Weverton Rocha (6,2%), Duarte Júnior (5,9%), Eliziane Gama (5,3%), Lahesio Bonfim (4,4%) e Pedro Lucas Fernandes (2,9%). O levantamento mostra ainda que 32,6% dos eleitores ainda não sabem em quem votar para a segunda vaga ao Senado.

Quando são somados o primeiro e o segundo voto, Roseana Sarney lidera com 23,9%. Na sequência aparecem Duarte Júnior (15,7%), Weverton Rocha (15,5%), André Fufuca (15,4%), Lahesio Bonfim (14,6%), Roberto Rocha (12,6%) e Eliziane Gama (11,5%), configurando uma disputa bastante equilibrada pela segunda vaga.

Embora lideres nos dois cenários, a ex-governadora Roseana Sarney não será candidata e o ex-senador Roberto Rocha ainda não tem sua pré-candidatura assegurada pelo partido Novo e informações de bastidores indicam que Roberto estaria tentando junto a direção nacional da legenda sua candidatura ao governo do estado, o que tornara a disputa ainda mais confusa, com a grande maioria dos pretendentes tecnicamente empatados.

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