O Carnaval Tradicional de São José de Ribamar foi um sucesso de organização e de segurança. Foram quatro dias de muita valorização da cultura; de segurança, sem qualquer ocorrência grave, e de muita alegria, conforme o tema proposto para a festa momesca neste ano. Circuitos novos como os de Panaquatira, Jardim Tropical, Maiobinha, Nova Terra, Turiuba e Parque Jair, foram destaques, sobretudo, pelo sucesso de público.
Em visita ao circuito do Jardim Tropical na noite desta terça-feira (25), o prefeito Eudes Sampaio se disse muito contente com o resultado, fruto de um planejamento feito com muita antecedência e de uma programação que valoriza a cultura local com o apoio a artistas e blocos regionais.
“Foi sem dúvida um sucesso, animação total. No Carnaval deste ano inovamos, ampliamos os circuitos para o povo brincar o carnaval em todas regiões. Parabéns a todos que se envolveram no planejamento e principalmente aos ribamarenses que participaram em peso”, comemorou o prefeito.
Na Sede, circuito já tradicional, que teve apenas uma pequena mudança de deslocamento do palco, porque a Câmara Municipal de São José de Ribamar, através do seu presidente, não concordou com a instalação da estrutura em frente ao Poder, a valorização da cultura ficou evidente com o desfile dos blocos tradicionais. Em seguida, a alegria continuou com as bandas do Jacaré e Rayanne Passos e Banda, além do DJ Inácio Mix nos intervalos. Mesmo com muita chuva na última noite, o público lotou a avenida.
“Voltei para Ribamar só para curtir esse carnaval aqui da Sede que sempre foi encantador. Vou ficar até segunda para aproveitar toda essa festa linda que termina com Lava-Pratos”, comentou Ana Luiza, que mora hoje e São Paulo, mas fez questão de passar o período momesco no carnaval ribamarense.
Mais festa – O prefeito Eudes Sampaio ainda lembrou que “a festa ainda não acabou. Nesta quarta-feira (26), vamos ter o movimento “Ora Ribamar”, no palco da Sede, um evento com várias atrações musicais gospel e, no sábado e domingo, o maior Carnaval fora de época do Maranhão, que é o nosso Lava-Pratos, em mais uma edição com a participação especial neste ano do Avine Vinny e, inovando e agitando a massa, a Banda Filhos de Jah”.
Para sábado e domingo de Lava-Pratos, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal de Turismo, Cultura, Esporte e Lazer (Semtur) preparou uma cuidadosa programação que será realizada no Parque do Folclore Terezinha Jansen e no palco do circuito Sede, na Avenida Gonçalves Dias. Confira programação no site e redes sociais da Prefeitura (Instagram e Facebook).
O governador Flávio Dino reagiu à iniciativa do presidente Jair Bolsonaro de compartilhar vídeo convocando a população a participar do ato da extrema direita, dia 15 de março, em defesa do seu governo e contra os poderes legislativo e judiciário. A ousadia motivou reação de lideranças do país.
Em postagem nas redes sociais, o governador do Maranhão se posicionou: “Extremamente grave que altas autoridades civis e militares estejam apoiando atos políticos contra os Poderes Legislativo e Judiciário. Os defeitos destes tem que ser enfrentados de acordo com as leis, não com coação. Lembrando que tal coação constitui crime de responsabilidade“, afirmou.
O presidente Jair Bolsonaro estava compartilhando o vídeo pelo WhatsApp, mas após repercussão negativa e reação da classe política e do judiciário, acabou recuando e aconselhando auxiliares a não participar do ato. Antes, porém, a nova secretária da Cultura, Regina Duarte, já usava as redes sociais para convocar para o ato.
A mensagem compartilhada do celular do presidente tem um vídeo em tom dramático sobre a facada da época a eleição, dizendo que ele “quase morreu” para defender o Brasil, e a chamada: “15 de março. Gen Heleno/Cap Bolsonaro. O Brasil é nosso, não dos políticos de sempre”.
O pré-candidato a prefeito de São Luís, Jeisael Marx (Rede) não descuidou da pré-campanha nem durante a semana dedicada à folia de Momo. Marx esteve ativo no período nos Retiros da igreja Assembleia de Deus e até em mutirão comunitário para a construção de uma ponte ligando a Vila Itamar e o Recanto Verde, na zona rural de São Luís.
Diante da destruição da única via de legação entre os dois bairros, a comunidade fez esforço para recuperá-la. Todo o material foi pelos comerciantes do bairro, vizinhos, vaquinha, e a mão de obra dos comunitários.
“Há vários dias, a comunidade trabalha em regime de mutirão para construir uma ponte entre a Vila Itamar e o Recanto Verde, que é uma ligação fundamental. O tripé Sociedade – Iniciativa Privada – Poder Público tem um pé quebrado e isso exige um grande esforço da comunidade para resolver questões fundamentais. Estamos ajudando como podemos”, afirmou Jeisael.

Em franco processo de recuperação de imagem de sua administração, o prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT), em reunião com o governador Flávio Dino (PCdoB) antes do período carnavalesco, provocado pelo chefe do Executivo estadual a se manifestar sobre o candidato à sua sucessão, pediu um tempo e até hoje se mantém em silêncio sobre o nome de sua preferência.
O tempo solicitado pelo prefeito ao governador, segundo fontes o blog, teria por finalidade esperar a repercussão do “São Luís em Obras”, programa que executa um conjunto de serviços que visam a recuperação de feiras, mercados e principalmente asfaltamento nos bairros mais atingidos pelos últimos invernos e que estão sendo urbanizados novamente, para depois se manifestar.
A iniciativa de Edivaldo ao pedir um tempo para o governador para avançar com seu programa de obras faz parte da estratégia de recuperação de sua imagem para que possa, de fato, aumentar seu cacife para coordenar a sua sucessão na Prefeitura de São Luís. O prefeito tem visitado diariamente obras em companhia apenas da primeira dama Camila e do secretário Antônio Araújo para não tirar o foco sobre sua presença no local.
Embora pertença ao PDT, partido que já firmou aliança com o DEM e que tem como candidato o deputado estadual Neto Evangelista, o prefeito em nenhum momento deixou escapar preferência por nenhum dos seis nomes da base do governo que já confirmaram pré-candidaturas e muito menos se vai acompanhar a decisão da cúpula nacional pedetista.
Neste momento, ao que parece, a principal preocupação do prefeito não é com a indicação do nome que receberá seu apoio, mas com a recuperação da sua gestão para, a partir daí, ter condições não apenas influenciar, mas de coordenar todo o processo que envolve a sua sucessão.
Agora que a folia terminou e os poderes voltam à vida ao normal, é provável que o prefeito comece ensaiar os primeiros passos para a definição daquele que terá seu apoio na eleição de quatro de outubro. E opções é que não falta dentro do grupo liderado pelo governador Flávio Dino.
Blog do Clodoaldo – Muita especulação surgiu sobre um estremecimento da relação do deputado Bira do Pindaré com o governador Flávio Dino por conta da saída do aliado de Bira, Jhonatan Almada, da reitoria do IEMA. Para por fim a especulações, o deputado federal fez questão de ir ao circuito da Beira Mar e acompanhar o show de Margareth Menezes ao lado governador.
Na agenda oficial de Bira, nesta segunda ele estaria no Parque Vitória e Laborate. Após comparecer ao Parque Vitória, preferiu ir ao circuito oficial e foi muito bem recepcionado por Flávio.
Considerado um dos maiores partido do Maranhão antes das duas derrotas do grupo Sarney para o governador Flávio Dino em 2014 e 2018, o MDB passa hoje por uma das piores crises de sua história ao ponto de não ter um nome para disputar o pleito em condições de igualdade com a concorrência.
A ex-governadora Roseana Sarney, tida como a “salvação da lavoura”, diante da performance nas pesquisas (sempre na faixa do 10%), não mostrou muita empolgação com o apelo do deputado estadual Roberto Costa para que assumisse a pré-candidatura e o partido voltou à estaca zero no assunto sucessão municipal na capital.
Com a desistência de Roseana, alguns nomes chegaram ser avaliados, entre os quais Kátia Bogéa, Victor Mendes e Roberto Veloso, mas as conversações não avançaram. O anti-sarneysismo que ainda reina em São Luís serviram para desmotivar os nomes que estavam sendo pretendidos.
Na falta de um político em condições de levar alguma esperança de vitória, nos bastidores da sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) já são fortes os comentários de que o MDB deverá abrir mão de lançar candidato próprio para apoiar candidatura de outra legenda.
E ao que tudo indica, após o carnaval, os caciques do MDB deverão definir em qual palanque se farão presentes na campanha. Internamente existe uma forte corrente defendendo aliança com Eduardo Braide (Podemos), mas Adriano (PV) conta com a simpatia do avô, José Sarney.
O fato é que enquanto a grande maioria das legendas, inclusive as principais, já estão com seus pré-candidatos anunciados e prometem colocar o “bloco na rua” após a folia de Momo, o velho MDB definha e permanece indeciso quanto a sua participação no pleito.
Vítima de campanha caluniosa por parte de alguns setores da imprensa, o governador Flávio Dino (PCdoB) usou sua página no Twitter para rebater matéria do site The Intercept, em que é acusado de ser conivente com os chineses em detrimento do trabalhador.
Na matéria com título “Negócios da China”, o site de Glenn Greewald, responsável pela “Vaza Jato”, destaca: “Como a grana da China desaloja pobres no Maranhão – com o aval de Flávio Dino”, numa referência as despropriações de uma área na zona rural, na comunidade do Cajueiro para a construção de um porto.
Dino rebateu: “insistem em uma campanha difamatória contra mim por fictícia ligação com chineses. E dizem que sou responsável até por obras que aconteceram em décadas passadas. É realmente a “esquerda” que a direita gosta, financiada com “grana” oriunda dos Estados Unidos”.
Conforme o próprio governador explicou em suas redes sociais as reportagens que vem sendo publicadas “misturam casos diferentes, em regiões diferentes, para passar a ideia de que são milhares de indígenas e quilombolas perseguidos por “chineses”. Misturam portos, ferrovias, linhas de energia em locais diferentes e que não tem nada a ver com “chineses””, declarou.
Flávio Dino lembra que, como governador, não tem “poderes para impedir projetos privados ou para descumprir decisões judiciais.” Adiciona que “como é um projeto privado, quem paga indenizações é a empresa, não o governo”.