O secretário de Assuntos Municipalistas do Governo, Orleans Brandão, foi eleito nesta sexta-feira (28) presidente estadual do MDB, sigla que era presidida pelo seu pai, Marcus Brandão, irmão do governador Carlos Brandão. Prefeitos, vereadores, deputados, ex-prefeitos, ex-vereadores emedebistas e lideranças políticas de várias legendas lotaram o Ceprama. Orleans vai conduzir o partido nas eleições de 2026.
Apoiadores de todas as regiões do estado se fizeram presente no evento que consolidou a pré-candidatura de Orleans, sobrinho do governador, ao Governo do Estado.
A convenção, convocada para impressionar e mostrar força, segundo levantamento, contou com as presenças de 132 prefeitos, 115 vice-prefeitos, 729 vereadores e outras lideranças políticas de 182 municípios. O ex-presidente da República José Sarney, a ex-governadora Roseana e o presidente nacional do MDB, deputado federal Baleia Rossi não compare3ceram, mas mandaram mensagens.
Também marcou presenças na convenção que elegeu os novos dirigentes de legenda, a presidente da Assembleia Legislativa, que citou os vinte deputados estaduais presente e destacou o prestígio do candidato do grupo governista.
Já o presidente da Federação dos Municípios do Maranhão (Famem), Roberto Costa, conhecido emedebista e atual prefeito de Bacabal, mostrou bem o verdadeiro significado: exaltar a pré-candidatura ao governo. “O MDB hoje afirma ao Maranhão e para São Luís que quer a continuidade do grande trabalho realizado pelo governo Carlos Brandão, ao eleger Orleans como nosso presidente”.
A direção nacional do partido foi representada pelos deputados federais Isnaldo Bulhões, líder da bancada do MDB na Câmara Federal, e Yuri do Paredão.
O ministro Cristiano Zanin, do Supremo Tribunal Federal (STF), liberou nesta quinta-feira (27) para julgamento a ação penal na qual a Procuradoria-Geral da República (PGR) pede a condenação dos deputados Josimar de Maranhãozinho (PL), Pastor Gil (PL) e do suplente de deputado Bosco Costa (PL-SE) pelos crimes de corrupção passiva e organização criminosa.
A liberação foi comunicada ao ministro Flávio Dino, presidente da Primeira Turma da Corte, colegiado que será responsável pelo julgamento. Caberá ao ministro marcar a data do julgamento.
No processo, Maranhãozinho, Pastor Gil e Bosco Costa são acusados de cobrar propina para a liberação de emendas parlamentares. A principal acusação partiu do ex-prefeito de São José de Ribamar, Eudes Sampaio, que denunciou a tentativa de extorsão ao Ministério Público Federal.
De acordo com a PGR, entre janeiro e agosto de 2020, os acusados solicitaram vantagem indevida de R$ 1,6 milhão para liberação de R$ 6,6 milhões em emendas para o município de São José de Ribamar (MA).
Outro lado – Durante a tramitação do processo, Josimar Maranhãozinho declarou ao Supremo que as acusações da PGR contra o parlamentar se “mostram frágeis e desfundamentadas”.
Os advogados de Bosco Costa defenderam a rejeição da denúncia por falta de provas. A defesa afirmou ao Supremo que a acusação está baseada em “diálogos de terceiros e anotações manuscritas desconhecidas de Bosco”.
A defesa de Pastor Gil defendeu a ilegalidade das provas obtidas na investigação por entender que o caso deveria ter iniciado no STF, e não na Justiça Federal do Maranhão. Os advogados também acrescentaram que a denúncia é baseada em “hipóteses e conjecturas”.
O secretário de Assuntos Municipalistas e pré-candidato ao Governo do Maranhão, Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão (sem partido), assume nesta sexta-feira (28) o comando estadual do MDB. Lideranças e militantes estão sendo aguardados para o eventos que acontecerá a partir das 17hs, no Ceprama, em São Luís.
Alçado à condição de dirigente partidário, Orleans substituirá o pai, o empresário Marcus Brandão, atual presidente, e conduzirá o partido nas eleições de 2026, ou seja, está sendo colocado em suas mãos a missão de fazer a legenda, que foi comandada por políticos de expressão, do porte do ex-presidente da República José Sarney e dos ex-governadores João Alberto e Roseana Sarney, voltar a ser grande e protagonista da política maranhense.
O encontro que elegerá os novos dirigentes estaduais oficializará a candidatura do sobrinho do governador, concretizando assim o projeto de Carlos Brandão de tentar fazer no núcleo familiar seu sucessor e enterrando de vez a possibilidade do grupo governista apoiar a candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT), que se mantém firme na corrida ao Palácio dos Leões.
Se ainda existia um fio de esperança de que um suposto acordo para fazer do representante do PT Felipe Camarão o candidato natural do grupo palaciano, com este evento de logo mais do MDB, deixa de existir, pois está sendo realizado para, além da renovação dos dirigentes, uma espécie de lançamento antecipado da candidatura de Orleans com toda força do Palácio dos Leões.
A festa foi programada para aclamar Orleans como dirigente e candidato do partido e deverá ser impactante. Foram convidados para a convenção todos os prefeitos, vice-prefeitos, vereadores e demais militantes do MDB de todos os cantos do Maranhão.
O MDB, que já foi o mais importante partido do Maranhão, protagonista de históricas eleições, como em 1994, quando elegeu Roseana primeira governadora do Estado e do país, entra em um processo de renovação com jovens lideranças, agora com Orleans Brandão no comando.
A avaliação de que a base de apoio de Bolsonaro minguou ganhou força após uma crítica internacional. Martin De Luca, advogado da Trump Media, empresa ligada ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, publicou no X que seguidores o questionam sobre a ausência de protestos no Brasil. “A verdade incômoda é que nenhum país estrangeiro pode salvar uma nação cujos próprios cidadãos têm medo demais de defendê-la”, afirmou. A postagem repercutiu intensamente no bolsonarismo e foi compartilhada como um alerta.
A baixa adesão fica evidente na prática. A vigília organizada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em frente ao condomínio da família, em Brasília, reuniu apenas algumas dezenas de apoiadores. Na Superintendência Regional da Polícia Federal, onde Bolsonaro está preso em cela especial, o movimento não foi maior: apenas cerca de 40 pessoas compareceram no domingo.
O clima de desmobilização preocupa aliados de Bolsonaro, que veem no engajamento popular uma ferramenta-chave para sensibilizar o Congresso. Em uma transmissão ao vivo, o blogueiro bolsonarista Paulo Figueiredo, réu no Supremo Tribunal Federal, fez um apelo direto. “Os americanos cobram e perguntam: onde está a pressão popular do brasileiro? Então, não fiquem esperando que tudo caia dos céus daqui (Estados Unidos) sem que ninguém precise fazer nada no Brasil”, declarou.
Em nota divulgada nesta terça feira (25), a direção estadual do PCdoB Maranhão denunciou o governo Carlos Brandão pela ruptura dos compromissos políticos assumidos em 2022 e pelo que classifica como avanço de um projeto oligárquico no comando do Estado. Segundo o partido, consolidou-se no Executivo um “modelo de gestão marcado por interesses familiares e práticas patrimonialistas”, que rompeu com os acordos firmados com a coalizão vitoriosa e com o ciclo político iniciado em 2015 com liderança de Flávio Dino.
O documento também aborda o escândalo das escutas clandestinas, classificado como ilegal, imoral e politicamente inaceitável, envolvendo o governador e seu irmão Marcus Brandão. Para o PCdoB, o episódio escancarou um quadro de “degradação institucional sem precedentes” e evidenciou o grau de deterioração do ambiente político no Maranhão, atingindo inclusive parlamentares como Rubens Júnior (PT) e Márcio Jerry (PCdoB).
Ao final, o PCdoB conclama sua militância, dirigentes, simpatizantes, apoiadores e movimentos sociais a se manterem em mobilização permanente em defesa da democracia, em apoio ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e aos ideais expressos na bandeira do Maranhão de Todos Nós.
Apesar da dureza da nota, a direção estadual do PCdoB afirma que, “embora cada vez menos factível. somente um gesto grandioso do governador de retomada dos propósitos inaugurados em 2014 com a eleição de Flávio Dino e do cumprimento dos compromissos políticos e programáticos firmados em 2022 seriam capazes de possibilitar uma repactuação política”.

O vice-governador Felipe Camarão (PT) resolveu endurecer o discurso em relação ao governador Carlos Brandão (sem partido) e mandou um claro recado ao chefe do Executivo estadual ao realizar mais uma etapa do movimento Diálogos pelo Maranhão, nesta terça-feira (25), em Pio XII. Camarão voltou a afirmar que será candidato com ou sem o apoio do Palácio dos Leões.
Camarão denunciou que tem recebido todo tipo de pressão para desistir da candidatura, inclusive para que ele renuncie à condição de vice, mas que jamais irá retroceder em seu projeto político de concorrer ao governo do estado com ou sem o apoio de Carlos Brandão.
“Eles fazem de tudo para eu desistir: mentem, atacam, pedem pra eu renunciar, tentam me comprar, tentam falar da minha família. Fazem de tudo. Eu vou mandar um recado para eles, claramente: Eu não vou renunciar, eu não vou desistir. Retroceder nunca, render-se, jamais”, observou o vice.
Indiferente às pressões que diz está sofrendo para desistir da candidatura, Felipe Camarão reafirmou que será candidato ano que vem independente do apoio de Brandão. “Eu sou vice-governador do Maranhão e sou candidato a governador no ano que vem. Com ou sem Brandão. A decisão é dele. Se ele quiser renunciar e me apoiar, nós caminharemos juntos. Se ele não quiser, eu enfrento o sobrinho dele no debate político e nas ruas”.
As declarações do vice, que tem o aval da direção nacional do PT para concorrer ao governo do estado ocorre no momento em que o Palácio dos Leões faz grande mobilização para tornar o secretário de Assuntos Municipalista, Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, protagonista do processo sucessório entregando a ale o comando do MDB e articulando com a classe política apoio à sua pré-candidatura ao governo do estado.
Com o discurso inflamado e duros recados, Felipe Camarão mostrar o fosso que o separa do governador ao tempo em que revela a dificuldade de cumprimento de um suposto acordo pelo qual o governador teria se comprometido a passar o comando do estado para o PT quando da formação da chapa que disputou a eleição de 2022, tendo ele como vice de Brandão.
O governador, pelas suas declarações, está decidido a permanecer no cargo até o final do mandato e apostar todas as ficha na eleição do seu sucessor, no caso Orleans, hoje consolidado como candidato do grupo político que se articula em torno do governo.
Apesar dos recados e da resistência, Camarão ainda depende do que vai decidir a direção nacional, pois no Maranhão o partido, a exemplo de eleições anteriores, está dividido, sendo alguns setores, notadamente o que segue orientação do ex-conselheiro do Tribunal de Contas do Maranhão, Washington Oliveira, apoia aliança com o candidato do governador Carlos Brandão.
O deputado estadual Othelino Neto oficializou, nesta terça-feira (25), sua filiação ao PSB, partido comandado nacionalmente pelo prefeito do Recife, João Campos, e no Maranhão pela senadora Ana Paula Lobato. O anúncio foi feito pelo próprio parlamentar em suas redes sociais, em postagem acompanhada de foto ao lado das lideranças socialistas.
Othelino destacou que ingressa no PSB por considerar o partido alinhado aos princípios e propósitos que ele defende ao longo de sua trajetória política, além de dialogar com as lutas e com o trabalho que já realiza no Maranhão.
“É com alegria que anuncio minha filiação ao PSB, partido com uma bela história, com o qual compartilho princípios, propósitos e afinidades, e que dialoga com as lutas e com o trabalho que já realizo no Maranhão”, disse Othelino Neto.
O deputado agradeceu a João Campos e à presidente estadual, Ana Paula Lobato, pela acolhida e confiança, afirmando que inicia essa nova fase com entusiasmo: “Seguimos juntos”, escreveu.
A filiação reforça o movimento de reacomodação partidária no estado e coloca Othelino em sintonia com uma sigla que vem ampliando espaço nacionalmente e no cenário maranhense.