A Câmara dos Deputados derrubou nesta quinta-feira (30) o veto do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) sobre o PL da Dosimetria, que redefine o cálculo das penas e altera as regras de progressão penal para crimes contra o Estado Democrático de Direito. Foram 318 votos pela derrubada, 144 votos pela manutenção do veto e 5 abstenções. No Senado, foram 49 votos para a derrubada do veto e 24 votos contra a derrubada.
Eram necessários pelo menos 257 votos entre deputados federais e 41 dos senadores para derrubar o veto. O PL da Dosimetria prevê aplicação apenas da pena mais grave quando crimes como tentativa de golpe de Estado e abolição do Estado Democrático ocorrem em conjunto, o que elimina a soma das punições.
O projeto também modifica dispositivos da Lei de Execução Penal e reduz os percentuais exigidos para a progressão de regime. A proposta determina que a Justiça aplique apenas a pena mais grave quando o réu pratica simultaneamente crimes de tentativa de golpe e de abolição do Estado Democrático de Direito. A regra evita a soma das penas nesses casos e reduz o tempo total de punição.
A proposta altera o cálculo da progressão de pena ao redefinir os percentuais mínimos de cumprimento em regime fechado. Atualmente, réus primários podem avançar de regime após cumprir 16% da pena, desde que o crime não envolva violência ou grave ameaça.
O novo texto autoriza a aplicação desse percentual mesmo quando o crime inclui violência ou grave ameaça, o que amplia o alcance da regra para casos como tentativa de golpe.
O projeto também define novos percentuais para reincidentes. O texto fixa em 20% o tempo mínimo de cumprimento da pena em regime fechado para esse grupo.
Sem a proposta, a legislação exige percentuais mais altos. Réus primários precisam cumprir 25% da pena em regime fechado, enquanto reincidentes precisam cumprir 30%.
A direção nacional do Partido dos Trabalhadores bateu o martelo pela candidatura de Felipe Camarão ao governo, mas pelo visto não mostra convicção quanto a viabilidade do projeto político do vice substituir Carlos Brandão no comando do Palácio dos Leões.
Segundo a orientação que o presidente nacional do PT, Edinho Silva, passou aos petistas do Maranhão, caso Camarão não passe para o segundo turno, o apoio do partido será dado ao candidato do MDB, Orleans Brandão, sobrinho do governador Carlos Brandão, cujo a presença no segundo turno parece mais provável.
É difícil imaginar que numa eleição que já começa polarizada entre o ex-prefeito de São Luís, Eduardo Brande (PSD), líder nas pesquisas para governador do Maranhão, e Orleans Brandão, com apoio da estrutura do governo, o representante do PT tenha condições de ultrapassá-los, ainda que tenha como reforço em seu palanque o presidente Lula.
A estratégia do PT agradar uma ala do partido e de aliados (PCdoB e PSB) que desejam ter um palanque de centro esquerda, mas já tendo como indicativo o apoio ao candidato do MDB no segundo turno, acaba por passar a ideia de que o candidato já entra derrotado, que não passa de um figurante no pleito.
Para complicar ainda mais a candidatura de Camarão, os petistas que ocupam cargos no governo estão livres para continuarem em seus cargos, ou seja, apoiar o candidato do governador sem o menor risco de serem chamados na “catraca”. Pelo visto, a candidatura de Felipe Camarão interessa mais ao PCdoB e ao PSB que aos próprios petistas, principalmente parte dos históricos que pretendem disputar mandatos.
Partido sujeito a centralismo democrático, sem autonomia para tomar decisões localizadas, o PT continua sendo o mesmo de eleições passadas, isto é, rachado e com parte dos seus dirigentes olhando apenas para o próprio umbigo, mesmo tendo que atropelar os próprios companheiros.
O que estão fazendo com Felipe Camarão é o mesmo que jogá-lo num fogueira, com efeitos devastadores para suas pretensões políticas futuras. Com os próprios petistas jogando contra, não tem como competir, mas pode contribuir para levar a eleição para um segundo turno, embate que provavelmente acontecerá entre Braide e Orleans. Será essa a estratégia do PT que deixou Carlos Brandão animado após reunião que teve com Edinho Silva, a tal “conversa muito boa”,
Um vídeo que Lula venha gravar apresentando ele como seu candidato não será suficiente para torná-lo competitivo, corre o risco de sair da campanha menor do que entrou, o que será uma grande perda, pois trata-se de um quadro político novo, bastante preparado, só precisa ser melhor orientado
Agora é oficial. O vice-governador Felipe Camarão será candidato ao Governo do Maranhão pelo PT. A direção nacional do PT já comunicou aos petistas maranhenses e aos partidos que fazem parte da Federação Brasil da Esperança (PT, PCdoB, PV)
Segundo informou o presidente estadual do PCdoB, deputado federal Márcio Jerry, em sua página na plataforma X, antigo Twitter, o presidente nacional do PT, Edinho Silva, confirmou a decisão pela candidatura de Felipe Camarão.
“O presidente nacional do PT, companheiro Edinho Silva, confirmou mais uma vez à direção nacional do PCdoB a pré-candidatura do vice-governador Felipe Camarão ao governo do Maranhão. Seguiremos firmes em defesa do Maranhão de todos nós. Avante”, anunciou Jerry.
A definição ocorre poucos dias após a realização do Congresso Nacional do PT e da reunião que o governador Carlos Brandão teve com o dirigente petista em Brasília, de onde saiu afirmando que a conversa teria sido muito boa, mas sem explicar se havia conseguido o apoio do partido ao pré-candidato do MDB, Orleans Brandão, seu sobrinho.
Com a confirmação da pré-candidatura de Camarão, a senadora Eliziane Gama será candidata à reeleição na chapa.
O senador Weverton Rocha (PDT-MA), responsável pelo relatório da indicação de Jorge Messias ao Supremo Tribunal Federal (STF), estima que o advogado-geral da União obterá 45 votos favoráveis no plenário do Senado. Segundo Rocha, pelo menos 16 senadores devem apoiar Messias na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com a maior parte dos votos concentrada no plenário. “Diria pelo menos 16 votos na CCJ e 45 no plenário”, afirmou o relator, acrescentando que a base do governo tentará reduzir o tempo de sabatina para minimizar possíveis desgastes para o indicado, informa o jornal O Globo.
Messias, que chegou ao Senado nesta quarta-feira (29) acompanhado pelo ministro da Defesa, José Múcio, e pelo ex-ministro Jader Filho, preferiu não comentar a expectativa sobre sua votação e seguiu diretamente para a sala da CCJ. Antes de sua chegada, o presidente da comissão, Otto Alencar (PSD-BA), afirmou acreditar em um ambiente favorável à aprovação. “Acredito em uma votação favorável tanto na CCJ quanto no plenário do Senado”, disse Alencar. Já o ministro Múcio destacou as qualidades de Messias para o cargo de ministro do STF: “Ele é um homem preparado. Vai ser sabatinado e provar seus conhecimentos. Bom para o Brasil”.
A expectativa de aprovação por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e seus aliados existe, mas a margem de votos ainda é considerada apertada, dependendo do comportamento de senadores que ainda não se manifestaram publicamente sobre a indicação. Essa votação será observada de perto como um termômetro da relação entre o Planalto e o Senado para o restante do ano. O processo de indicação de Messias abriu uma nova tensão entre o presidente Lula e o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP). Apesar da projeção positiva, a condução da votação revelou ruídos no relacionamento entre os dois, o que reforçou no Planalto a percepção de que o apoio de Alcolumbre não se estende automaticamente à agenda do Executivo.
No Senado, a maioria dos senadores acredita que a indicação será aprovada, mas com um placar apertado e sujeito a mudanças de última hora. A falta de um apoio público de Alcolumbre ainda mantém a indecisão entre vários parlamentares. De acordo com levantamento do jornal O Globo, Messias conta com 25 votos favoráveis, enfrenta 22 contrários e outros 34 senadores estão indecisos ou não se posicionaram. Para garantir a aprovação, Messias precisa conquistar pelo menos 16 desses senadores indecisos.
O governo acredita que a projeção de apoio pode chegar a 44 ou até 49 votos, apostando que alguns indecisos poderão mudar seu voto durante a votação secreta. Em paralelo, o histórico recente de indicações no Senado tem gerado cautela, visto que a indicação de Flávio Dino, aprovada em 2023, teve uma diferença de votos menor do que o esperado. Aliados do governo trabalharam para fortalecer o ambiente na CCJ, promovendo a troca de alguns membros da comissão para garantir uma maioria favorável.
A estratégia de Messias também inclui uma aproximação direta com senadores decisivos. Nos últimos dias, o indicado intensificou conversas reservadas, utilizando canais como telefone e WhatsApp. Além disso, procurou ajustar seu discurso para aliviar as resistências dentro do Senado, defendendo a autonomia do Legislativo e um perfil institucional menos intervencionista no Supremo. Em temas sensíveis, como o aborto, Messias indicou que defenderá as hipóteses já previstas em lei, deixando mudanças em temas como esse para o Congresso.
Porém, o maior ponto de tensão segue sendo a postura de Alcolumbre. Embora tenha garantido um processo institucional sem sobressaltos, o presidente do Senado não se posicionou publicamente nem orientou sua base. Nos bastidores, a revelação de um encontro reservado entre Messias e Alcolumbre na semana passada gerou desconforto e uma diminuição na disposição de Alcolumbre para assumir um compromisso público. O governo tentou que um compromisso formal fosse firmado, mas isso não se concretizou, o que manteve a incerteza quanto à definição da votação.
O impacto da votação será crucial para o governo, servindo como indicativo da relação futura com o Senado e a viabilidade de outras pautas importantes, como a PEC da Segurança Pública e o Redata. Por outro lado, a postura de Alcolumbre será decisiva para a condução das pautas prioritárias do governo nas semanas seguintes. A condução do processo é vista como um reflexo do futuro da relação entre o Executivo e o Legislativo, e uma possível rejeição histórica teria um impacto profundo nas relações políticas.
A jornalista e ex-deputada federal Joice Hasselmann fez novas declarações públicas com críticas ao senador Flávio Bolsonaro, filho do ex-presidente Jair Bolsonaro. Em fala recente, ela voltou a abordar acusações envolvendo o parlamentar e outros integrantes da família.
Durante a manifestação, Joice afirmou: “Ê o mais corrupto dos filhos de Jair Bolsonaro”, ao se referir a Flávio. Na sequência, ela ampliou as críticas ao dizer que, em sua avaliação, todos os filhos do ex-presidente estariam envolvidos em irregularidades.
A ex-deputada também mencionou episódios já investigados anteriormente, como o caso das chamadas “rachadinhas”, além de questionar a origem de recursos utilizados na compra de imóveis. Segundo ela, há falta de explicações convincentes sobre a aquisição de uma mansão.
Em tom contundente, Joice reforçou as acusações: “é um ladrão, o mais corrupto dos filhos de Bolsonaro, ele é o Flávio da rachadinha, da fábrica mágica de chocolate, a ponto de conseguir comprar uma mansão em Brasília, todos sabem que ele é corrupto, não existe esse discurso de honestidade, faz me rir”.
As declarações ocorrem em meio a um histórico de embates políticos entre a ex-parlamentar e a família Bolsonaro. Flávio Bolsonaro já foi alvo de investigações relacionadas a movimentações financeiras de assessores quando era deputado estadual no Rio de Janeiro, caso que teve desdobramentos na Justiça.
Até o momento, não há posicionamento atualizado do senador sobre as falas recentes de Joice Hasselmann. Em ocasiões anteriores, ele negou irregularidades e afirmou ser alvo de perseguição política.
A aprovação do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) apresentou leve crescimento e atingiu 46,8%, enquanto a desaprovação chegou a 52,5%, segundo levantamento AtlasIntel/Bloomberg divulgado nesta terça-feira (28).
Os números indicam uma melhora na avaliação do presidente em relação ao mês de março, quando a desaprovação era de 54% e a aprovação, de 46%. Apesar da maioria ainda avaliar negativamente o governo, o índice positivo apresentou avanço no período.
O levantamento foi realizado entre os dias 22 e 27 de abril, com 5.008 entrevistados, por meio de recrutamento digital aleatório (Atlas RDR). A margem de erro é de 1 ponto percentual, para mais ou para menos, e o nível de confiança é de 95%. A pesquisa foi conduzida com recursos próprios do instituto e está registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-07992/2026.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece em empate técnico com Flávio Bolsonaro (PL) e à frente de Romeu Zema (Novo) e Ronaldo Caiado (PSD) em simulações de segundo turno para as eleições de 2026, de acordo com levantamento BTG/Nexus. Os dados indicam um cenário competitivo contra o adversário ligado ao bolsonarismo e vantagem diante de outros nomes da direita. Os resultados fazem parte da pesquisa realizada pela Nexus Pesquisa e Inteligência de Dados em parceria com o BTG Pactual, que avaliou diferentes cenários eleitorais para o segundo turno da disputa presidencial .
No confronto direto com Flávio Bolsonaro, Lula registra 46% das intenções de voto, contra 45% do adversário, configurando empate técnico dentro da margem de erro. Nesse cenário, 8% dos entrevistados afirmam que votariam em branco, nulo ou nenhum, enquanto 1% não soube ou não respondeu .
Já em um eventual segundo turno contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema, Lula aparece numericamente à frente, com 45% das intenções de voto, contra 41% do adversário. Outros 12% optariam por branco ou nulo, e 2% não responderam .
Situação semelhante é observada no cenário contra o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado. Lula soma 45%, enquanto Caiado registra 41%. Nesse caso, 11% dos eleitores indicam voto em branco, nulo ou nenhum, e 2% não souberam ou não responderam .
Os dados mostram que, embora enfrente forte polarização em um eventual duelo com Flávio Bolsonaro, Lula mantém vantagem em cenários contra outros nomes da direita testados pela pesquisa, consolidando posição competitiva para um possível segundo turno.
A pesquisa BTG/Nexus foi realizada por telefone entre os dias 24 e 26 de abril de 2026, com 2.028 eleitores em todo o país. O levantamento possui margem de erro de dois pontos percentuais e nível de confiança de 95%, com registro no Tribunal Superior Eleitoral sob o número BR-01075/2026 .