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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 20/ago/2011

Presidente do TSE não acredita em grandes mudanças na legislação eleitoral para 2012


Presidente do TSE, ministro Ricardo Lewandowski

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Ricardo Lewandowski, disse  sexta-feira (19), em Belo Horizonte, não acreditar que ocorram mudanças profundas na legislação eleitoral para as Eleições 2012, devido à proximidade do pleito. “A reforma política é uma reforma de muito fôlego. Exige uma alteração da Constituição e da legislação ordinária. Penso que não haverá tempo para uma reforma muito ampla”, avaliou.

“À medida que o tempo vai passando eu penso que os prazos, evidentemente, vão ficando exíguos e a reforma política e também a reforma da legislação eleitoral vai ficando cada vez mais distante, ou pelo menos fica mais distante com relação às eleições de 2012. Talvez algumas reformas mais tópicas possam ser efetuadas antes das eleições de 2012, mas nada de muito profundo”, complementou o presidente do TSE ao conversar com jornalistas que cobriram o 54º Encontro do Colégio de Presidentes de TRE’s, em Belo Horizonte.

Sobre a validade da Lei Ficha Limpa (Lei Complementar 135/2010) o presidente do TSE espera que haja uma definição o mais rápido possível do Supremo Tribunal Federal (STF). O ministro reiterou que Justiça Eleitoral entendeu, nas Eleições 2010, que a Lei é constitucional, para moralizar os costumes políticos. E acrescentou: “Mesmo que a Lei não valha para 2012, o eleitor terá no site do TSE e dos TRE’s todas as informações sobre a vida pregressa dos candidatos”.

As afirmações foram feitas em coletiva à imprensa mineira durante 54º Encontro do Colégio de Presidentes, que termina neste sábado (20). Uma das questões debatidas durante o evento foi a necessidade da definição sobre a validade da Lei Ficha Limpa, tendo em vista a proximidade das eleições municipais.

Biometria
“Pretendemos que até 2018 todo o País possa votar pela biometria. Em 2012, deverá ser cerca de 10 milhões”, disse o ministro sobre o planejamento do recadastramento dos eleitores por meio da coleta das digitais.

Ele explicou que em 2010 foram cadastrados biometricamente cerca de um milhão de eleitores no País e que, para 2012, o objetivo é recadastrar aproximadamente 10 milhões de cidadãos. “Isso significa, em um futuro próximo, que as filas de eleitores serão menores, e o processamento digital será mais rápido e rotineiro, em que todos os eleitores brasileiros passarão pelo processo”, resumiu.

Planejamento das eleições
O ministro explicou que as prinicipais inovações das eleições deste ano são ligadas ao próprio trabalho que vem sendo realizado pelo TSE. “Pela primeira vez, pretendemos ter todas as resoluções aprovadas até dezembro do ano anterior, ou seja, deste ano. Estamos com o planejamento das eleições também praticamente pronto”, disse.

Sobre o encontro do Colégio de Presidentes, o ministro disse que são de grande importância porque há convergência de pontos de vista no que concerne à excelência dos serviços prestados pela Justiça Eleitoral à sociedade. Segundo o ministro, o evento “serve para que afinemos nossas ações e metas, já que a Justiça Eleitoral é uma máquina azeitada, pronta para enfrentar os desafios, um exemplo de como o serviço público deve ser executado”.

  • Jorge Vieira
  • 20/ago/2011

Emenda de Pedro Novais liberou R$ 1 milhão a empresa-fantasma

Recursos assegurados pelo ministro do Turismo, Pedro Novais, para uma obra no Maranhão beneficiaram uma cidade sem nenhuma vocação turística e uma empreiteira fantasma, cuja sede fica em um conjunto habitacional na periferia de São Luís, a capital do Estado, informa reportagem de Dimmi Amora, Andreza Matais e Felipe Seligman, publicada na Folha deste sábado (a íntegra está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha).

No ano passado, quando exercia o mandato de deputado federal, Novais apresentou emenda ao Orçamento da União para destinar R$ 1 milhão do Ministério do Turismo à construção de uma ponte em Barra do Corda (450 km ao sul de São Luís).

O ministério comandado por Novais foi alvo na semana passada da Operação Voucher, da Polícia Federal. A operação investiga suspeitas desvios de recurso em um convênio de R$ 4,5 milhões do ministério com uma entidade privada sem fins lucrativos, o Ibrasi (Instituto Brasileiro de Desenvolvimento de Infraestrutura Sustentável).

As investigações, que começaram em abril deste ano, aponta que dinheiro do Ministério do Turismo que deveriam treinar pessoas no Amapá foram desviados por meio de todo o tipo de fraude, incluindo ONG de fachada, notas fiscais falsas e a conivência de funcionários públicos.

OUTRO LADO

O ministro Pedro Novais informou que direcionou recursos de emenda para Barra do Corda quando era deputado por avaliar que o turismo pode ajudar a cidade a garantir mais qualidade de vida à população local.

Editoria de Arte/Folhapress

  • Jorge Vieira
  • 19/ago/2011

Deputado César Pires pode deixar Democratas em caso de coligação com PSDB

O deputado César Pires não deseja trocar de legenda atualmente, mas condiciona sua permanência no Democratas  ao fracasso da articulação que pretende o levar o partido para uma coligação com o PSDB do prefeito João Castelo.
Pires ficou apreensivo após a ofensiva do prefeito de São Luís junto aos caciques do DEM para ter a legenda em seu palanque e, principalmente, porque as comissões provisórias municipais vencem na próxima segunda-feira (21).
Como não há qualquer movimento de organização para convenção este final de semana, a partir de terça-feira todas serão consideradas extintas, ficando ao bel prazer da direção nacional a nomeação de quem bem entender para comandar o processo sucessório.
“Nossa orientação é para que o DEM faça coligação com o candidato Max Barros, que deve anunciar seu ingresso no PSD nos próximos dias. Não temos a menor afinidade com o grupo do prefeito Castelo, por isso posso assegurar que, se houver intervenção da direção nacional para que o partido se coligue com o PSDB, eu vou pedir para sair”, adiantou.
Como existe uma aliança nacional entre DEM/PSDB, dois partidos que fazem oposição ao governo federal e que têm interesses em vencer as eleições nas capitais para fortalecer o projeto 2014, as chances do Democratas se aliar com os tucanos em São Luís  é uma realidade que pode ser oficializada a qualquer momento.  
Dos quatro deputados eleitos pela legenda, já anunciaram que vão para o PSD Max Barros, Raimundo Cutrim e o suplente Tatá Milhomem. César Pires não pretende sair, mas apresenta condições para ficar, e Antonio Pereira já adiantou que admite sentar para discutir o assunto. Tem bom relacionamento com o prefeito tucanos de Imperatriz, Sebastião Madeira, região onde desenvolve sua atividade política. 
Castelo sabe que mesmo tendo sinal verde para coligar com DEM, a base partidária dificilmente o acompanhará, pois o grupo é extremamente ligado à governadora, que já lançou a pré-candidatura Max Barros para prefeito de São Luís. Interessa ao prefeito apenas os 2 minutos e alguns segundo que o partido dispõe no horário da propaganda eleitoral, afinal tempo de televisão vale ouro em campanha eleitoral.    

  • Jorge Vieira
  • 19/ago/2011

Planos de saúde têm 30 dias para regularizar tempo de atendimento

DA AGÊNCIA BRASIL
Em 30 dias, beneficiários de planos de saúde não poderão esperar mais do que sete dias por uma consulta com especialistas das áreas de pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia.
Nas demais especialidades, o prazo de espera será até 14 dias. Para consultas e sessões com fonoaudiólogos, nutricionistas, psicólogos, terapeutas educacionais e fisioterapeutas, a espera será até dez dias.
As novas regras da ANS (Agência Nacional de Saúde Suplementar) foram publicadas em junho, com prazo de 90 dias para adequação a partir da data de publicação.
A resolução da agência determina também que exames para diagnóstico por laboratório de análises clínicas (como os de sangue e urina) sejam agendados em até três dias. Os procedimentos de maior complexidade, como tomografia e ressonância magnética, terão que ser marcados em até 21 dias.
Resolução normativa 259 da ANS
Serviço
Prazo máximo (dias úteis)
Consulta básica (pediatria, clínica médica, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia)
7
Consulta nas demais especialidades médicas
14
Consulta/sessão com fonoaudiólogo
10
Consulta/sessão com nutricionista
10
Consulta/sessão com psicólogo
10
Consulta/sessão com terapeuta ocupacional
10
Consulta/sessão com fisioterapeuta
10
Consulta e procedimentos realizados em consultório/clínica com cirurgião-dentista
7
Serviços de diagnóstico por laboratório de análises clínicas em regime ambulatorial
3
Demais serviços de diagnóstico e terapia em regime ambulatorial
10
Procedimentos de alta complexidade*
21
Atendimento em regime de hospital-dia
10
Atendimento em regime de internação eletiva
21
Urgência e emergência
Imediato
Consulta de retorno
A critério do profissional

  • Jorge Vieira
  • 19/ago/2011

Reforma política pode ter referendo, diz ministra do Supremo

Cármen Lúcia afirmou que falta apenas ‘o povo assumir o seu poder’ e utilizar mecanismos de democracia participativa
Denise Motta, iG Minas Gerais
Ministra Carmem Lúcia fala em referendo para reforma política
A ministra do Supremo Tribunal Federal (STF) Cármen Lúcia afirmou na manhã desta sexta-feira (19) que há possibilidade de haver um referendo para consultar a população sobre pontos da reforma política, em discussão no Congresso Nacional.
“Falta o povo assumir o seu poder de ser quem discute. Hoje nós temos as praças abertas do Estado democrático e temos inclusive praças virtuais. A democracia de forma mais direta, mais participativa, cresceu muito”, afirmou a ministra.
“Nós temos que dar este espaço para que o povo diga o que ele quer e como ele quer. Dito isso, é muito mais fácil estabelecer projetos, que podem inclusive ser devolvidos para que o povo possa referendar. O instituto do referendo está previsto na constituição e é acolhido no Brasil, mas no resto do mundo, cada vez mais, é assim que é feito. Talvez a gente possa caminhar por aí”, emendou Carmén Lúcia.
A ministra participou em Belo Horizonte de um encontro com presidentes de Tribunais Regionais Eleitorais (TREs) e negou constrangimento com o pedido de impeachment do ministro Gilmar Mendes, arquivado pelo presidente do Senado, José Sarney (PMDB-AP), mas ainda em tramitação no próprio Supremo.
Cármen Lúcia, que é vice-presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), disse em palestra que as redes sociais serão desafios da eleição de 2012. “O acúmulo de litígios através de contatos e redes sociais deve aumentar”, avaliou. A ministra disse ainda que o Twitter é uma “praça virtual que pode depor governos” e acrescentou que o Judiciário tem que ficar atento para garantir a normalidade do pleito, sem comprometer a liberdade de expressão.

  • Jorge Vieira
  • 19/ago/2011

TJ nega pedido de intervenção em três municípios

Três pedidos para intervenção do Estado nos municípios de São Pedro da Água Branca, Palmeirândia e Santa Quitéria do Maranhão foram arquivados em sessão das Câmaras Cíveis Reunidas do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJMA), nesta sexta-feira, 19. Todas as representações foram motivadas por descumprimento de ordem judicial pelos prefeitos, mas o entendimento que prevaleceu durante o julgamento foi de que as causas foram removidas.

No caso de Palmeirândia, o pedido de intervenção feito pelo Ministério Público estadual foi pelo fato de o município não ter, até o ajuizamento do processo, cumprido ordem judicial do TJMA para pagamento de precatório no valor de R$ 293.863,05, mais atualização, a quatro credores. Segundo o MPE, havia sido determinada a inclusão do valor no orçamento municipal desde agosto de 2006.

O relator da representação, desembargador Cleones Cunha, disse que houve remoção de causa porque os precatórios foram pagos. A votação pelo arquivamento foi unânime e de acordo com o parecer da Procuradoria Geral de Justiça.

SÃO PEDRO DA ÁGUA BRANCA – Cleones Cunha também foi relator do pedido de intervenção no município de São Pedro da Água Branca, que não teria atendido à ordem judicial para reintegração de servidores e bloqueio de valores para garantir o pagamento de salários atrasados dos requerentes. O advogado de defesa lembrou que caso semelhante foi votado na sessão passada, quando o processo foi arquivado.

A defesa alegou não ter cumprido a liminar porque várias das ações cautelares foram extintas, em alguns casos pelo ajuizamento de ação principal e em outros por perda do prazo para ajuizamento. O entendimento do relator foi de que, extintas as cautelares, não havia razão para intervenção.

Cleones Cunha julgou prejudicado o pedido e votou pelo seu arquivamento, entendimento acompanhado por unanimidade, mas em desacordo com o Ministério Público, que opinou pela realização de nova diligência e conseqüente emissão de nova certidão cartorária informando sobre cumprimento ou não da ordem judicial.

SANTA QUITÉRIA DO MARANHÃO – No caso do município de Santa Quitéria do Maranhão, o Ministério Público pediu a intervenção, baseado no descumprimento de ordem do TJMA para inclusão, no orçamento de 2009, de precatório devido a um credor da administração municipal, no valor de R$ 55.608,74.

O relator da representação, desembargador Jorge Rachid, votou pelo arquivamento do processo por perda de objeto. Disse que foi homologado acordo entre as partes e o município já pagou a primeira parcela da dívida. O voto do relator foi acompanhado pela maioria, contra os votos do desembargador Jaime Araújo e da juíza Oriana Gomes. Os dois acompanharam o parecer do Ministério Público, para que fosse mantida a suspensão da intervenção até que se efetivasse o pagamento da última parcela do precatório e, só então, fossem arquivados os autos.

Os juízes Oriana Gomes e Gilberto de Moura Lima foram convocados para compor quórum na sessão desta sexta, de acordo com os artigos 77 e 78 do Regimento Interno do TJMA.

Paulo Lafene
Assessoria de Comunicação do TJMA

  • Jorge Vieira
  • 19/ago/2011

PDT maranhense pode ir à Justiça contra filiação de Edivaldo Holanda Júnior

O presidente regional do PTC, deputado Edivaldo Holanda, vem evitando a imprensa para não dar declarações sobre a possibilidade de transferência do deputado federal Edivaldo Holanda Júnior (PTC) para o PDT, mas antes mesmo que a filiação seja imposta pela direção nacional, dirigentes pedetistas maranhenses já ameaçam recorrer à Justiça para evitar uma possível intervenção.
Sob a condição do anonimato, um dirigente pedetista informou ao blog esta manhã sobre a insatisfação que vem tomando conta da direção regional do partido com a forma que estão acontecendo as negociações para o ingresso de Holanda Júnior no partido, pois sequer está sendo consultada.
“Se tiver pressão ou tentativa de imposição da direção nacional para o deputado entrar no PDT e ser candidato a prefeito de São Luís, seguramente iremos à Justiça para impedir que tal violência seja concretizada”, adiantou o dirigente pedetista.
Edivaldo Holanda e Edivaldo Holanda Júnior estiveram em São Paulo na última quarta-feira tentando conseguir do presidente nacional do PTC, Daniel Tourinho, um atestado liberatório  para evitar perda do mandato por infidelidade, mas não deixaram vazar nada para a imprensa sobre o que foi acertado.

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