O hacker da Vaza Jato, Walter Delgatti, disse nesta quinta-feira (17) em depoimento à CPMI dos Atos Golpistas, que Bolsonaro lhe concederia um indulto caso ele fosse preso por ataques às urnas.
“A ideia era que eu receberia um indulto do presidente. Ele havia concedido um indulto ao deputado federal [Daniel Silveira] e como eu estava com [inaudível] da Spoofing da época, e com as cautelares que me proibiram de acessar a internet e trabalhar, eu visava a esse indulto que foi oferecido no dia”, disse Delgatti em depoimento.
Delgatti Neto afirmou que o marqueteiro da última campanha presidencial de Jair Bolsonaro (PL), Duda Lima, queria que ele criasse um código ‘fake’ para uma urna eletrônica com o objetivo de enganar a população e desacreditar o processo eleitoral brasileiro. O hacker assegurou que Bolsonaro teria dado aval para o plano.
A Polícia Federal cumpre na manhã desta quinta-feira (17) 16 mandados de busca e apreensão e 10 mandados de prisão preventiva, em uma nova etapa da Operação Lesa Pátria. Dessa vez, o foco são os financiadores dos atos golpistas do dia 8 de janeiro.
De acordo com informações da PF, há mandados sendo cumpridos em Goiás, Paraíba, Paraná, Santa Catarina, Bahia e Distrito Federal. As ações foram autorizadas pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes.
O foco da operação de hoje são os organizadores e líderes do movimento chamado “Festa da Selma”, codinome usado pelos golpistas para se referirem aos atos terroristas.
Entre os alvos da operação estão o pastor evangélico Dirlei Paiz, que é militante de extrema direita e anti-Lula, e a cantora gospel Fernanda Oliver, que transmitiu ao vivo a invasão golpista no dia 8 de janeiro aos Prédios dos Três Poderes.
Segundo a PF, “o termo ‘Festa da Selma’ é utilizado para convidar e organizar o transporte para as invasões, além de compartilhar coordenadas e instruções detalhadas para a invasão aos prédios públicos”.
Os investigadores também explicam que os organizadores repassaram instruções como “não levar idosos e crianças” e se “preparar para enfrentar a polícia”. Também defendiam termos como “guerra”, “ocupar o Congresso” e “derrubar o governo constituído”.
A PF também informa que os fatos investigados constituem, em tese, os crimes de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, dano qualificado, associação criminosa, incitação ao crime, destruição, deterioração ou inutilização de bem especialmente protegido e crimes da Lei de Terrorismo.
Além disso, a Polícia Federal faz saber que a Operação Lesa Pátria se torna permanente, com atualizações periódicas acerca do número de mandados judiciais expedidos, pessoas capturadas e foragidas. (Fórum)
Na manhã desta quinta-feira(17), equipes da Polícia Civil do Maranhão, saíram às ruas da capital maranhense, com a missão de cumprir seis mandados de busca e apreensão expedidos no bojo de um inquérito policial que apura crime de lavagem de dinheiro. Os endereços alvos da operação policial estão ligados a investigados, entre eles, uma empresa do ramo da construção civil, sócios e uma ex-servidora da Câmara Municipal de São Luís.
Conforme a delegada Katherine Chaves, chefe da Superintendência Estadual de Prevenção e Combate à Corrupção (SECCOR), a investigação teve início a partir da análise de um relatório financeiro expedido pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF), que detectou algumas transações suspeitas da empresa. “As movimentações financeiras da empresa eram incompatíveis com a capacidade econômico financeira declarada”, destacou Katherine.
Ainda, conforme a delegada, o relatório do COAF apontou que a maior parte dos recursos recebidos na conta da empresa foram provenientes de entes da administração pública, havendo indícios de movimentação relacionada a atividade ilícita, o que pode configurar desvio de valores recebidos de órgãos públicos.
A ex servidora da Câmara Municipal de São Luís também está sendo investigada porque não soube explicar à polícia sobre a origem lícita de um depósito para sua conta no montante de R$110.000,00 por parte da construtora, uma vez que o seu salário à época era de apenas R$2.541,59.
Durante o cumprimento das buscas foram apreendidos documentos e os aparelhos celulares dos alvos, que terão extraídos os dados telemáticos por decisão judicial.
O vice-governador Felipe Camarão (PT) assume nesta quinta-feira (17) interinamente o comando do Estado em decorrência de uma viagem de Carlos Brandão para fora do país para tratar de assuntos pessoais.
Camarão, que assume interinamente pela segunda vez este ano, ficará no cargo até o dia 28 de agosto, data em que está previsto o retorno de Brandão.
Segundo informações da Secretaria de Comunicação do Estado, no período em que estiver no comando, Felipe Camarão dará continuidade às atividades administrativas.
Felipe, que deve assumir a titularidade do mandato em abril de 2026, caso Brandão resolva se desincompatibilizar para concorrer ao Senado, tem se mostrado ser um vice ativo e merecedor de confiança do governador.
Nada muda no período da interinidade. Conforme uma nota da Comunicação do governo, Camarão deverá manterá o compromisso com a estabilidade e a eficiência da gestão pública.
O deputado Arnaldo Melo (MDB) afirmou, em entrevista nesta quarta-feira (16), no programa ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia (96,9FM), que a Assembleia Legislativa assinará, na próxima semana, protocolo de intenção com universidades para auxílio nas ações da Frente Parlamentar de Combate à Pobreza, fruto de projeto de autoria do parlamentar.
A parceria, de acordo com o deputado, será firmada com a Universidade Estadual do Maranhão (UEMA) e Universidade Federal do Maranhão (UFMA). O objetivo é a realização de estudos para apontar caminhos visando à melhoria dos indicadores sociais do estado em áreas diversas.
“É um tema penoso, mas que tem que ser enfrentado, que incomodada a todos os maranhenses quando olhamos os índices gerais de desenvolvimento. Estamos buscando também parcerias com o IBGE e o Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos (Imesc), para que tenhamos informações para enfrentar esses problemas com programas sociais. Essa radiografia socioeconômico de nosso estado precisa ser feita”, defendeu.
Arnaldo Melo destacou que a Frente é uma entidade associativa que defende interesses comuns e é constituída por representantes de todas as correntes de opinião pública da Assembleia, tendo como objetivo promover, articular e desenvolver propostas para reduzir os índices de pobreza no Maranhão. A primeira reunião, segundo o autor, foi no primeiro semestre, e outros debates acontecerão envolvendo o mundo científico.
“Cada governo fez sua parte, uns mais, outro menos, mas precisamos demais ações sociais para os mais frágeis”, explicou.
O deputado, durante o programa apresentado pelo radialista Henrique Pereira, também tratou sobre a aprovação de projetos de lei de sua autoria. Entre os destaques, o PL 136/2023, que prevê a criação da Carteira de Identificação Estudantil Digital; o PL 048/2023, que denomina de Eduardo Coelho Mendes o trecho da rodovia MA-034, compreendido entre os municípios de São João dos Patos e Passagem Franca; e o PL 066/2023, que dispõe sobre a proibição de execução de músicas com letras que façam apologia ao crime, ao uso de drogas e/ou que expressem conteúdos sexuais, nas instituições escolares públicas e privadas na rede de ensino de todo o território do estado do Maranhão.
O Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comunicou através de sua rede social que encaminhou à Polícia Federal pedido do Ministro das Minas e Energias, Alexandre Silveira, para que seja investigado o apagão que deixou o país sem energias elétrica, nesta terça-feira (15), provocando enormes transtornos ao país.
“Enviei na manhã de hoje para a Polícia Federal o pedido do Ministro Alexandre Silveira, relativo à investigação policial sobre a anômala interrupção de energia ocorrida ontem. A providência é necessária em face da ausência de elementos técnicos, até o momento, que expliquem o que ocorreu. Assim, é prudente uma análise mais ampla, inclusive quanto à possibilidade de atos ilícitos.
Nesta manhã de quarta-feira, em entrevista ao programa Bom Dia Ministro, produzido pela Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), o ministro da Casa Civil, Rui Costa, disse que, até o momento, não há razão que explique a queda de energia ocorrida na terça-feira em várias partes do país. O ministro reiterou confiança no sistema elétrico nacional e disse que o ocorrido não se deve a falta de capacidade de geração, mas a provável erro ou falha técnica.
Rui Costa disse que conversou nesta manhã com o ministro de Minas e Energia e que estão determinados e cobrando urgência para detalhamento das causas do apagão. Segundo Costa “não há razão para este apagão”.
Flávio Dino, por sua vez, considera anômala a interrupção e encaminhou o pedido de Silveira para que os fatos sejam devidamente esclarecidos pela autoridade policial.
A quarta rodada da pesquisa Genial/Quaest de 2023 mostra que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem o seu trabalho aprovado por 60% dos eleitores, o maior índice desde o início da série. O resultado representa alta de nove pontos percentuais na comparação com abril. No mesmo período, a desaprovação ao trabalho do presidente recuou de 42% para 35%.
A melhora dos indicadores do presidente está relacionada à percepção sobre a economia. Para 34% dos entrevistados, a economia melhorou nos últimos 12 meses. Mais importante: para 59% ela vai continuar melhorando nos próximos 12 meses. Entre os que votaram no ex-presidente Jair Bolsonaro, 35% são otimistas.
O crescimento da aprovação do presidente alcança mesmo setores reconhecidamente antipetistas. Na região Sul, onde Lula e o PT tradicionalmente são derrotados, a aprovação subiu 11 pontos percentuais em relação a junho, de 48% para 59%. A avaliação negativa recuou na mesma proporção, de 49% para 38%. No Sudeste, passou de 51% para 55%.
No eleitorado evangélico, que majoritariamente votou em Jair Bolsonaro em 2022, pela primeira vez na série a aprovação superou a desaprovação, por 50% a 46%. Entre os que têm ensino superior incompleto ou mais, a aprovação voltou ao patamar de fevereiro, de 53%, e superou a desaprovação. Entre os que votaram no ex-presidente Bolsonaro, 25% aprovam o trabalho de Lula.
Dois programas destacam-se como positivos para a maioria dos entrevistados: o Plano Safra, de financiamento à agricultura, aprovado por 79%; e o Desenrola, de renegociação de dívidas, com 70% de aprovação.
Existe ainda a percepção de é bom o relacionamento de Lula com o Congresso. Para 43%, Lula tem tido mais facilidade para conseguir apoio no Congresso (ante 31% em junho), e para 38% a dificuldade está maior (51% em junho).
Quando os entrevistados são perguntados para avaliar o governo, 42% consideram positivo (5 pontos acima de junho), 24% negativo (queda de 3 pontos desde junho) e
29% regular (ante 32% em junho). No eleitorado de Bolsonaro, o cerne da oposição a Lula, 51% avaliam mal o governo. Em abril, eram 60%.
A pesquisa mostra mudança de percepção também em relação às notícias sobre o governo. Na comparação com junho, o percentual dos que dizem ter ouvido mais notícias positivas do que negativas subiu de 32% para 38%. As duas notícias positivas destacadas pelos entrevistados, em menção espontânea, foram a Bolsa Família de R$ 600, mais R$ 150 para cada criança (9%) e a diminuição dos preços (8%). A notícia mais negativa destacada foi a de que o presidente não faz o que promete e é corrupto.
A pesquisa foi realizada entre os dias 10 e 14 de agosto, com 2.029 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais em todos os Estados. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais.