O presidente da Assembleia Legislativa,
deputado Arnaldo Melo, que atualmente responde interinamente pelo governo do
Maranhão, deveria ter um pouco de prudência e aproveitar sua curta passagem
pelo Palácio dos Leões para fazer a transição e não para dar espetáculo, a
exemplo do que ocorreu, no último final de semana, no município de Fortuna quando deu por inaugurado uma
poça de lama como se fosse um balneário.
O governador tampão assumiu prometendo
concluir as obras inacabada de Roseana, principalmente em São Luís, mas sequer
teve coragem de chamar a empreiteira amiga da ex-governadora para cumprir o
contrato. Na obra sem planejamento da Avenida Quarto Centenário, por exemplo, tiveram
que fazer um desvio na Camboa porque o final da avenida vai dar ao lado de uma
das alças da Ponte Bandeira Tribuzi.
Arnaldo Melo, um político governista
que sempre deu um jeitinho de ficar do lado do que está no poder, segue a mesma
trilha deixada por Roseana, ou seja, mobiliza grande aparato para se deslocar
ao interior do estado com a única finalidade de enganar incautos, como ocorreu
no último final de semana quando inaugurou uma poça de lama afirmando ser
balneário.
Prefeitura de São Luís realizará uma
grande festa para celebrar a chegada de 2015. Na noite da virada, no dia 31,
além da Avenida Litorânea, onde a festa ficará por conta de Zeca Baleiro e
banda como atração principal, a Praça Maria Aragão receberá os artistas gospel
André Valadão, Anderson Freire e Maurício Paes. Nos dois locais haverá shows
pirotécnicos à meia-noite e uma mega estrutura de palco, luz e sonorização.
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| Flávio Dino vai reestruturar sistema público de comunicação |
CULTO EM
AÇÃO DE GRAÇAS
Também esta semana (na última terça-feira, 16)
aconteceu uma manhã de louvor e orações na Prefeitura de Santa Inês. No
auditório do prédio, foi realizado um Culto em Ação de Graças, dirigido pelos
evangélicos Pastor Domingos Pereira Filho (Dudu) e Dimison Guimarães dos
Santos (Chefe de Gabinete), com a presença do prefeito José de Ribamar Costa
Alves, da primeira-dama Luana Alves, além de convidados e servidores do
funcionalismo público do Município.
Para evitar o constrangimento de
entregar a faixa a seu arquirrival, Roseana Sarney renunciou ao cargo de
governadora do Maranhão 20 dias antes do fim de seu mandato. O gesto
amedrontado e deselegante é apenas uma parte do desastroso processo de
transição maranhense. Orientada pelo pai, o ex-presidente José Sarney, que se
despediu na quinta-feira 18 do Senado, Roseana deixou como herança para o
sucessor, o governador eleito Flávio Dino (PCdoB), um Estado endividado e cheio
de armadilhas administrativas. “Ela deixou a confusão para trás e sumiu. Vou
tomar posse no escuro”, afirmou o futuro governador, que se elegeu com a
promessa de dar fim à dinastia de cinco décadas da família Sarney. Dino ainda
desconhece o tamanho do rombo. Só saberá ao certo no dia 1º quando tomar posse.
Faltam informações sobre contratos, liberações de verbas a prefeituras e
pagamentos de funcionários. O que é possível perceber, até agora, é
estarrecedor. Antes de sair, a governadora autorizou licenças que comprometem a
segurança pública do Estado e interrompeu pagamentos no setor de Saúde, há duas
décadas sem concursos públicos. “A dívida com os precatórios é gigantesca. Não
sabemos o que vai ser pago e o que vai ficar para o próximo ano”, lamenta Dino.
Os empresários
amigos da família Sarney, no entanto, não foram abandonados por
Roseana. Pelo
contrário, estão muito bem aquinhoados. Antes de renunciar ao cargo, ela
assinou renovação de contratos que só venceriam no decorrer de 2015. Para a
surpresa do sucessor, as decisões saíram no “Diário Oficial” com 20 dias de
atraso. Mesmo sabendo que estaria fora do governo, Roseana deixou outra bomba
para o governador eleito desarmar. Brindou um grupo de coronéis da Polícia
Militar com um curso de “tecnologia em segurança pública” por dois anos, mesmo
diante da explosão dos índices de violência no Maranhão. Inexplicavelmente, o
curso com previsão para começar este mês acontecerá em outro Estado, o Rio
Grande do Norte. A consultoria contratada para ministrar as aulas à cúpula da
PM do Maranhão custará R$ 9 milhões aos já combalidos cofres do Estado. Numa
encruzilhada, Dino tenta ao menos adiar a data da viagem, para não ver a PM
desfalcada às vésperas de assumir o mandato. Antes de renunciar, Roseana ainda
tentou assinar um contrato de R$ 1,3 bilhão relativo à administração
penitenciária, equivalente a 8% do orçamento total do Maranhão. Essa medida, no
entanto, a nova administração conseguiu reverter.
Eleito governador do Maranhão com 63,4% dos votos no primeiro turno,
Flávio Dino fez seu primeiro pronunciamento oficial na Diplomação dos Eleitos
organizada pelo Tribunal Regional Eleitoral. Para ele, o ato da diplomação
marca a vontade de milhões de maranhenses esquecidos pelo Poder Público, e que
devem ser lembrados em todas as ações do próximo governo.
O governador eleito do Maranhão, Flávio Dino
(PCdoB) e o vice, Carlos Brandão (PSDB), foram diplomados na noite desta
sexta-feira (19) pelo Tribunal Regional Eleitoral para exercer mandato de
quatro anos a partir de janeiro de 2015. Na solenidade, que contou com a
presença de mais de 1500 pessoas, foram diplomados além do governador e do
vice, o senador eleito Roberto Rocha, 42 deputados estaduais, 18 deputados
federais e o primeiro suplente de cada partido e/ou coligação.
Acompanhado da esposa, Daniela Lima e dos pais,
Rita Maria e Sálvio Dino, Flávio Dino reconheceu a união de esforços de todos
que acreditam em novo momento para o Estado.
Ao se pronunciar na mesa, o presidente do TRE,
desembargador Froz Sobrinho, fez um discurso de agradecimento aos setores
profissionais envolvidos na eleição e à população pelo reconhecimento da lisura
do pleito. O presidente do tribunal também desejou um bom desempenho aos
diplomados. “Que uma vez empossados exerçam com determinação suas prerrogativas
políticas para o bem comum do povo maranhense”.
A mesa foi composta por todos os membros da corte
do Tribunal Regional Eleitoral, além da desembargadora Cleonice Cunha
representando o Tribunal de Justiça, do presidente do Tribunal de Contas, Edmar
Cutrim, da desembargadora Nelma Sarney Costa, do deputado Marcelo Tavares, do
presidente da OAB, Mário Macieira e pelo governador Arnaldo Melo.