A Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão realizou, na manhã desta quarta-feira (14), Sessão Solene para entrega do Título de Cidadão Maranhense ao diretor de Comunicação da Assembleia, Carlos Alberto Ferreira da Silva, natural da cidade de Caravelas, no estado da Bahia. A honraria – que foi concedida através de um Projeto de Resolução Legislativa, de iniciativa do deputado Júnior Verde (PRB) – justificou-se pelo reconhecimento da trajetória do trabalho desempenhado por Carlos Alberto, tanto no setor privado, como no público, em prol, principalmente, das causas sociais.
A solenidade, presidida pelo presidente Humberto Coutinho (PDT), contou com as presenças dos deputados Roberto Costa (PMDB), Zé Inácio (PT), Raimundo Cutrim (PCdoB), Cabo Campos (PP), Cristovam Filho (PSL), Glauberth Cutrim (PRB), Othelino Neto (PCdoB), César Pires (DEM), Francisca Primo (PT), Levi Pontes (SD), Eduardo Braide (PMN), Fábio Braga (PTdoB), Fernando Furtado (PCdoB), Marco Aurélio (PCdoB), Toca Serra (PTC), Hemetério Weba (PV) e Rigo Teles (PV).
Durante o seu discurso, Júnior Verde falou da larga experiência que Carlos Alberto possui, qualidade que o credenciou a receber do título de Cidadão Maranhense. Ao destacar que o diretor era digno do reconhecimento em função da sua dedicação à atividade pública e privada, pautada sempre na seriedade, ética e na inovação, Júnior Verde, lembrou que em São Luís, por exemplo, ele criou a Estação Gráfica, reconhecida como uma das melhores e mais modernas do setor, gerando, há mais de 15 anos, empregos aos maranhenses, contribuindo para o crescimento econômico do Estado.
“Como sindicalista e como ser humano, Carlos Alberto conseguiu desenvolver um trabalho relevante no sentido de ampliar o sistema de comunicação no Maranhão, através da Comunicação desta Casa, levando cidadania às pessoas. Quem o conhece sabe da dedicação e do zelo em tudo aquilo que ele faz. Sempre se dedicou às causas sociais, tendo no bojo as atribuições que lhe são pertinentes. Carlos Alberto, que está fazendo uma verdadeira revolução na Comunicação desta Casa, dando acesso e levando informações ao povo do Maranhão, nasce duas vezes: em Caravelas, na Bahia e, agora, como cidadão maranhense”, afirmou Júnior Verde.
Histórico
Carlos Alberto, que é economista e publicitário, iniciou a sua trajetória em São Paulo e chegou ao Maranhão há mais de 20 anos, onde se tornou referência na indústria gráfica e na área de marketing eleitoral. Ele também exerceu o cargo de diretor-geral da TV Band, na cidade de Imperatriz, e da Difusora, em Caxias. Em São Luís criou a Estação Gráfica, Devido à larga experiência no setor da Comunicação, foi convidado pelo presidente Humberto Coutinho para assumir a direção da Comunicação do Legislativo maranhense
Discurso emocionado
“A gente não escolhe onde nasce, esta é uma decisão dos nossos pais, mas escolhe o lugar que vai viver, morar, constituir família, ter nossos filhos. Migrei para São Luís, onde estou há mais de duas décadas, e aqui sempre me senti maranhense. Por escolha, por paixão, por encanto e por amor eu me tornei maranhense”, enfatizou o homenageado em um discurso emocionado, o qual agradeceu a presença dos deputado, dos seus filhos Júlia e Pedro Antunes, prefeitos e amigos presentes.
Ao destacar a sua satisfação em receber o Título em reconhecimento ao trabalho desenvolvido ao longo de sua vida, Carlos Alberto fez questão de agradecer a presença maciça dos deputados e dos seus amigos. “Agradeço do fundo do meu coração por estarem aqui, pois sei que fizeram um sacrifício pessoal e profissional para aqui comparecerem”, acentuou o homenageado, cumprimentando o presidente do Comitê de Imprensa, Jorge Vieira, em nome de todos os jornalistas que cobrem as atividades da Casa.
Após fazer um breve relato da sua vida na cidade de São Paulo, onde teve o seu primeiro contato com a política, por meio de um núcleo de uma Comunidade Eclesial de Base, onde se filiou, naquela época, ao Partido Brasileiro Revolucionário (PCBR), Carlos Alberto disse que sempre se sentiu um estrangeiro em terras paulistas. Em seguida, ele falou da sua alegria em receber aquela homenagem.
“O título que Vossas Excelências generosamente me concederam encheu meu coração de alegria. Aqui, o lugar que escolhi para viver, conquistei riquezas ilimitadas como meus filhos, Júlia e Pedro Antunes”, afirmou Carlos Alberto, destacando as amizades construídas ao longo dos anos, a exemplo do governador Flávio Dino e esposa Daniela, a ex-esposa Deane, Nicolau, Sálvio Júnior, além de sua genitora Rita Castro e seu pai, Sálvio Dino.
Também falou da sua honra em privar da amizade pessoal do presidente Humberto Coutinho e de sua esposa Cleide Coutinho. Também agradeceu o deputado Júnior Verde pela indicação daquela honraria. “Agradeço a Deus por ter tido a oportunidade de conhecer e compartilhar a vida desse casal que, em tudo, exala maravilhosas excepcionalidades”, acentuou Carlos Alberto.
“Recebo este título, pela iniciativa carinhosa, gentil e carinhosa do deputado Júnior Verde, com a concordância de todos vocês, não pelas minhas virtudes, mas pela qualidade da equipe que comando nesta casa, no Complexo de Comunicação. Quero dividir com todos vocês, através da multimídia Denise Araújo, representando todos os jornalistas, cinegrafistas, editores, repórteres, secretárias, técnicos e engenheiros que fazem a comunicação perfeita, de forma isenta, republicana e comprometimento profissional e respeitoso com todos os deputados desta Casa”, enfatizou ele.
Ao final do seu pronunciamento, Carlos Alberto disse que, na Assembleia Legislativa, todos têm uma orientação que é um mantra sagrado determinado pelo presidente Humberto Coutinho, onde diz que: todos os deputados são iguais e merecerem o respeito e a dedicação de cada servidor. “Vossas excelências representam o povo e são os legítimos condutores dos anseios de todos os maranhenses e agora, por obra e graça de suas generosidades, acabei me tornando mais um”, destacou.
O potencial de produção de gás natural e óleo no Maranhão foi apresentado pelo governador Flávio Dino a dezenas de investidores reunidos na sede da Organização Nacional da Indústria do Petróleo (Onip) no Rio de Janeiro, estado que reúne grande número de empresas do setor energético do país. As recentes descobertas e ampliação das explorações de gás natural são o ponto de partida para essa nova matriz econômica que se consolida no Estado.
Consolidando-se como principal ponto de trocas comerciais do Arco Norte do Brasil, o Maranhão possui o terceiro principal porto público do país (Itaqui), ferrovias e rodovias que o colocam em posição privilegiada no cenário econômico. Isso se une à crescente exploração de gás natural no Estado. A exemplo do destaque do Estado na 13ª rodada de licitações da Agência Nacional do Petróleo ocorrida no início do mês, em que 11 blocos maranhenses foram arrematados por investidores que ampliam o mercado no Nordeste.
“Nosso sonho é termos algo mais que um lugar no mercado de exportação de commodities. O Maranhão é o principal rub do comércio do arco Norte do país. Três ferrovias, porto com melhores condições operacionais, energia superavitária, porto organizado que funciona cada vez melhor,” disse Flávio Dino, ao apresentar o novo cenário econômico, institucional e logístico que se consolida.
Incentivos como “Mais Empresas” e “Maranhão Mais Produtivo” concedidos pelo Executivo Estado fazem parte dos programas disponíveis para atrair investimentos privados no Estado, com benefícios que oscilam de 65% a 95% em presunção de crédito para empresas que podem durar até 15 anos.
Hoje, o Maranhão possui 11% das reservas de gás natural descobertas do Brasil, cuja principal região produtora está localizada no centro do Estado. Em 2015, o Estado já produz 5 milhões de m³ de gás e, no próximo ano, quer chegar a 8,4 m³. Presidente de uma das empresas que atuam no Estado, a Parnaíba Gás Natural, Pedro Zinner destacou o crescimento da importância maranhense para o mercado energético.
Essa posição privilegiada como nova fronteira da produção de energia do país foi destacada pela presidente da Associação Nacional do Petróleo, Magda Chambriard: “A opinião da ANP é que o Maranhão deve ser primeiro ponto do Brasil a se pensar numa refinaria, por toda a sua facilidade logística. Terreno próximo do mar, tem água, está terraplenado e está próximo do litoral”
Sobre o tema, Dino apresentou a possibilidade de retomada da Refinaria de Bacabeira através de investimentos privados. O projeto pode-se tornar viável para o país, já que existe dificuldade de refino no país. Este projeto e a construção futura de um gasoduto com investimentos privados fazem parte da gama de oportunidades que o Maranhão apresenta a longo prazo.
Maranhão como destino de investimentos
A apresentação de oportunidades a investidores faz parte da agenda do Governo do Maranhão de criar espaço para o desenvolvimento econômico, gerando emprego e renda. Segundo Dino, o Governo deve ser provedor de ambiente de negócios e segurança jurídica para o crescimento da iniciativa privada.
Representando o Estado, Dino tem apresentado potenciais de investimento no Maranhão para empreendedores nacionais e internacionais em diversas agendas. No mês de setembro, a convite da Federação das Indústrias de São Paulo (Fiesp), demonstrou a investidores da agropecuária as oportunidades produtivas no Maranhão, com disponibilidade de terra e consumo.
Ao lado da secretária de Estado de Minas e Energia, Crisálida Fonseca, e da presidente da Companhia de Gás do Maranhão (Gasmar), Telma Thomé, o governador salientou pontos importantes para futuros investimentos no setor energético maranhense a um público de aproximadamente 50 empresários do ramo.
Os presidentes da ONIP e da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (Firjan), Eduardo Gouveia e Eloi Fernández y Fernández (respectivamente), acompanharam o diálogo do governador com a classe empresarial. “Foi um momento ímpar para nós conhecermos com tanta propriedade o Maranhão, que se mostra um local realmente privilegiado para a produção e distribuição de energia”, disse Fernández.
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Conforme costuma afirmar o deputado Othelino Neto (PCdoB), “quem muito se articula acaba se complicando”. Com a deputada federal Eliziane Gama não foi diferente. Principal parlamentar da bancada do PPS na presente legislatura, sendo indicada pelo presidente do partido, deputado Roberto Freire, para as principais comissões da Casa, até para CPI da Petrobras, a parlamentar perdeu espaço no Congresso Nacional ao trocar o partido de origem pela Rede Sustentabilidade, após usar todas as inserções partidárias para promoção pessoal.
Acostumada a não cumprir a palavra empenhada ou simplesmente trair quem a ajuda, desta vez a parlamentar acabou provando o gosto amargo da traição. Eliziane sonhava com a liderança da bancada da Rede para se manter em evidência e turbinar a pré-candidatura a prefeita de São Luís, mas foi surpreendida com a indicação do deputado Alessandro Molon, um dos parlamentares que assinaram a representação encaminhada ao Conselho de Ética da Casa contra o presidente Eduardo Cunha, por conta de seu suposto envolvimento no escândalo de corrupção da Petrobras.
Ao trair a confiança de Roberto Freire, que lhe abriu as portas do PPS e lhe entregou o tempo da legenda, os dirigentes de partido no Maranhão botaram as barbas de molho. O presidente do diretório municipal do PMDB, deputado Roberto Costa, por exemplo, admitiu, hoje, a um grupo de jornalistas, que o partido está disposto a abrir mão de indicar a vice da chapa para o PCdoB para compor a aliança que apoiará a reeleição do prefeito Edivaldo Holanda Júnior.
Segundo Costa, a tese pró candidatura de Eliziane Gama perdeu força após a mudança da parlamentar do PPS para a Rede Sustentabilidade, legenda criada pela ex-ministra Marina Silva, restando duas propostas que ainda serão avaliadas: coligação com Edivaldo ou candidatura própria.
O Ministério Público Federal no Maranhão (MPF/MA) recorreu da decisão da Justiça Federal do Maranhão, nesta terça-feira (13), que colocou em liberdade a ex-prefeita do município de Bom Jardim (MA), Lidiane Leite.
De acordo com a decisão do Juiz José Magno Linhares, os fundamentos que ocasionaram a prisão preventiva da ex-prefeita não existem mais, uma vez que, diante da cassação do mandato, Lidiane Leite deixou de exercer o cargo de prefeita do município e, os outros dois investigados, Humberto Dantas dos Santos e Antônio Gomes Cesarino, foram exonerados, o que resultou na restrição de acesso do grupo à prefeitura, afastando a possibilidade de destruição de provas e coação de testemunhas. Quanto ao período de 39 dias em que a ex-prefeita permaneceu foragida, a decisão argumenta que Lidiane Leite se apresentou espontaneamente à Justiça, o que justificaria sua colocação em liberdade.
Segundo o MPF, o poder de coação do grupo às testemunhas não se dava em razão do cargo ocupado por Lidiane Leite, mas em virtude do poder econômico e político que o grupo possui no município. Dessa forma, a ex-prefeita e os outros dois acusados continuam possuindo grande capacidade de coagir testemunhas, pessoas humildes e de pouca instrução, que, de acordo com as investigações, têm medo de colaborar, pois estão sendo ameaçadas.
Sobre a suposta espontaneidade na apresentação da ex-prefeita à justiça, o Ministério Público Federal (MPF/MA) atesta que Lidiane Leite esteve foragida por 39 dias e só se apresentou após ter certeza que seria recolhida ao Corpo de Bombeiros, mediante a concessão de uma prisão especial, da qual não tinha direito, não caracterizando, portanto, uma situação de apresentação espontânea.
Na decisão publicada no dia 10/10/2015, o juiz questionou o fato de o MPF ainda não ter denunciado a ex-prefeita. Neste ponto, o MPF acredita ter havido um possível equívoco. De fato o IPL foi relatado no dia 17/09/2015, porém, até o momento, o Ministério Público Federal no Maranhão não recebeu os autos, o que impossibilita o oferecimento de denúncia. Tal informação pode ser verificada facilmente no site da Justiça Federal, no qual consta que no dia 09/10/2015 os autos do inquérito policial se encontravam no Tribunal Regional Federal da 1ª Região, aguardando o cumprimento da decisão que determinou o declínio do caso ao juízo de 1ª instância, ou seja, à Justiça Federal do Maranhão
Agência Brasil – Ao discursar na abertura do 12º Congresso da CUT na noite de terça-feira (13), no Palácio das Convenções do Anhembi, zona Norte de São Paulo, a presidente Dilma Rousseff criticou os que querem o seu impeachment. Numa plateia em que estavam presentes o ex-presidente Lula, o ex-presidente do Uruguai José Mujica e o presidente do PT, Rui Falcão, Dilma defendeu o seu mandato.
“Quem tem força moral, reputação ilibada e biografia limpa suficientes para atacar a minha honra?”, indagou. “Lutarei para defender o mandato que me foi concedido pelo voto popular, pela democracia e por nosso projeto de desenvolvimento”, disse. “O golpe, que todos os inconformados querem cometer, é, mais uma vez também, como sempre foi neste país, um golpe contra o povo. Mas podem ter certeza: não vão conseguir. Não irão conseguir”, acrescentou.
Para a presidente, os pedidos de impeachment não têm qualquer materialidade. “Querem criar uma onda que leve, de qualquer jeito, ao encurtamento do meu mandato sem fato jurídico, sem qualquer materialidade”, afirmou. De acordo com ela, “o que antes era inconformismo, agora transformou se no claro desejo de retrocesso político”.
Dilma disse ainda que o discurso golpista não é apenas contra ela, mas contra o que representa. “Eu tenho consciência de que esse processo não é só contra mim, é contra um projeto que superou a miséria”. Segundo a petista, o seu projeto de governo e o do ex-presidente Lula complementou a renda dos mais necessitados, garantiu acesso à casa própria por meio de subsídios do Estado brasileiro e priorizou a geração de empregos.
Ao defender o seu governo, Dilma criticou também o que chamou de busca pelo “terceiro turno”. “Vivemos uma crise política séria no nosso país. E que, neste exato momento, se expressa na tentativa dos opositores ao nosso governo de fazer o terceiro turno. Essa tentativa de fazer um terceiro turno no Brasil, ela começou no dia seguinte às eleições. Quando nós ganhamos as eleições, no dia seguinte começou essa tentativa”. disse.
“Espalham o ódio e a intolerância, e isso é muito grave porque o Brasil tem uma tradição. O Brasil tem uma tradição de conviver de forma pacífica com a diferença. Nós somos um país formado por etnias diferentes. Somos tolerantes em relação às pessoas, ao que elas acreditam, às religiões que adotam. Nós somos eminentemente um povo que tem um grande componente, que é o fato de sermos formados das mais diversas etnias. Então, quando você instila ódio, quando você instila intolerância, você está indo contra valores fundamentais, que formam o nosso país”, acrescentou.
Pedaladas fiscais
Dilma falou também sobre a reprovação das contas de 2014 pelo Tribunal de Contas da União (TCU) e disse que continuará questionando a decisão. “Nós, por exemplo, continuaremos questionando os termos da análise das contas realizadas pelo TCU. Tenho certeza de que, com calma e usando amplo direito de defesa, com completa transparência, teremos uma decisão equilibrada do Congresso Nacional. O que chamam de ‘pedaladas fiscais’ são atos administrativos que foram usados por todos os governos antes do meu. Eu quero deixar claro que nós não tivemos, nesses atos, nenhum interesse a não ser realizar nossas políticas sociais e nossas políticas de investimentos”, afirmou.
A presidente disse ainda que o governo vem fazendo um grande esforço para manter as conquistas, “para não haver retrocesso”. “Dizem que nós não estamos fazendo nada. Não é verdade. Mesmo neste ano, em que cortamos despesas e enfrentamos dificuldades, é importante aqui falar alguns números que mostram que nós continuamos, sistematicamente, perseguindo aquilo que é o nosso compromisso básico”.
“Estamos criando 1 milhão e 300 mil vagas no Pronatec, para trabalhadores, trabalhadoras e jovens estudantes. Nós mantivemos a política de valorização do salário mínimo até 2019. Criamos a política de proteção ao emprego, para diminuir o impacto da crise sobre os trabalhadores – a partir, aliás, de uma proposta que nos foi apresentada pela CUT. Entregamos já 280 mil moradias. Até o final do ano, neste ano de 2015, entregaremos 360 mil moradias”,
Lula
O ex-presidente Lula, também presente no evento, afirmou que é preciso mais do que contestar para ajudar o país a sair da situação em que se encontra. Ao elogiar o discurso de Dilma, Lula disse: “hoje nós deixamos de ter apenas uma presidenta para ter uma líder política neste país”.
Segundo ele, a oposição não quer permitir que Dilma trabalhe e governe. Lembrou que a presidente tem mais de três anos, segundo ele, muito tempo para cumprir o que prometeu durante a campanha eleitoral. “Ela sabe dos compromissos que tem”, disse.
Flávio Dino
Um dos maiores avanços consagrados pela Constituição Federal de 1988, sabiamente batizada pelo grande estadista Ulysses Guimarães como a “Constituição Cidadã”, foi estabelecer que o poder não apenas emana do povo, mas também é o povo quem o exerce diretamente ou por meio de representantes eleitos. A participação popular nas instâncias decisórias do poder estatal é o meio para cumprir esta diretriz da nossa Carta Magna, que no último dia 5 de outubro completou 27 anos. Em respeito a essa diretriz constitucional, todos os dias o nosso governo se reúne com entidades da sociedade civil, dos vários segmentos, que nos ajudam com suas reivindicações e ideias. Em continuidade a esse processo, no último dia 5 de outubro recebi, no dia do aniversário da Constituição, o Fórum da Pessoa com Deficiência e Patologias, que reúne entidades de diferentes regiões do Maranhão que debatem e atuam na defesa dessa causa.
No Maranhão, são mais de um milhão de pessoas com algum tipo de deficiência, que precisam de políticas que supram a histórica ausência do poder público na promoção de seus direitos. Para diminuir esses obstáculos, é preciso que os poderes estatais e sociais levem a inclusão para o centro da formulação das suas ações. E é por isso que, na mesa de diálogo com o Fórum, deliberamos juntos a criação da Secretaria Adjunta dos Direitos da Pessoa com Deficiência, vinculada à Secretaria de Direitos Humanos e Participação Popular.
Tratamos não apenas da ampliação de espaços governamentais, mas de garantir a concretização progressiva de direitos previstos na Convenção Internacional da Pessoa com Deficiência, ratificada pelo Congresso Nacional quando lá estive, representando o povo do Maranhão. Em coerência com a nossa visão política, ao longo dos nossos primeiros meses de administração, elaboramos e começamos a colocar em prática importantes programas estaduais voltados para a superação das barreiras do meio e promoção de mais igualdade.
Um deles é o programa Casa Cidadã, que vai reformar ou adaptar 1.000 residências para disponibilizar melhores condições de vida para pessoas com deficiência de baixa renda. Os primeiros beneficiados começaram esta semana a receber a visita de nossas equipes que, a partir da busca ativa com auxílio do Cadastro Único do Governo Federal e do Cadastro do Fórum Maranhense de Pessoas com Deficiência e Patologias, estão identificando as melhorias e mudanças necessárias caso a caso.
Para facilitar a mobilidade urbana, também estamos em processo de licitação de um programa inovador no Maranhão, chamado “Travessia”. Serão veículos de transporte adaptados que estarão disponíveis, com serviço agendado por telefone, para deslocamento adequado de pessoas com deficiência. Também este ano, aprovamos no Maranhão a isenção do pagamento do IPVA para pessoas com deficiência, estendendo o benefício para autistas e seus representantes legais. E merece destaque o êxito alcançado com o Dia D promovido pela Secretaria do Trabalho, com várias contratações realizadas por empresas locais, constituindo-se importante conquista do segmento.
Em nosso diálogo com o Fórum, muitos outros caminhos foram apontados para que o Maranhão seja um Estado cada vez mais inclusivo, abrangendo temas relativos à saúde, educação e trabalho, entre outros. A partir de suas demandas, o Governo do Maranhão buscará exemplos como o de Goiás para a ampliação da distribuição de cadeiras de rodas, que tem um custo elevado para a imensa maioria das pessoas.
Para mim essa é uma luta que não se inicia agora, como demonstrei com a apresentação, em 2010, da emenda à lei que criou o Programa “Minha Casa, Minha Vida”. Com a sua aprovação, foi garantida prioridade na concessão de novas moradias às famílias de que façam parte pessoas com deficiência.
As decisões advindas da reunião com o Fórum das Pessoas com Deficiência reforçam o quanto é importante uma gestão calcada na participação popular. Assim tem sido desde o início da nossa administração, com o diálogo sobre pautas para avançar na promoção de direitos para todos, com a minha presença e/ou de secretários de Estado. A estrada da inclusão é aquela pela qual o Maranhão optou, no mesmo simbólico dia 5 de outubro, em 2014, quando obtivemos a histórica vitória eleitoral das forças populares e democráticas. Por ela continuaremos sempre.
O Presidente da Comissão de Defesa dos Direitos Humanos da Assembleia Legislativa, deputado Zé Inácio (PT), cobrou, nesta manhã de terça-feira (13), rigor na investigação que apura a morte da militante social Ana Cláudia Barros, 53 anos, barbaramente assassinada na última sexta-feira (09), no bairro Vila Luizão.
“Solidarizo-me com seus familiares, amigos pela interrupção brusca da vida da companheira. E na oportunidade venho solicitar ao secretário estadual de Segurança, Jefferson Portela, total rigor nas investigações, para que os culpados sejam punidos”, cobrou o deputado.
Zé Inácio informou que a vítima já havia registrado boletim de ocorrência e levando ao conhecimento das autoridades públicas que estava sendo ameaçada. “É importante que as denúncias, os registros de ocorrências, sobretudo de ameaça de morte, passem a ter no nosso Estado uma atenção diferenciada, que os inquéritos sejam abertos e seja de fato apurada a materialidade de crimes que dizem respeito a ameaças. Então essa é a mensagem que eu quero deixar aos familiares, aos amigos da Ana Cláudia e também ao Secretário Jefferson Portela, para que façam uma investigação no sentido de, o mais breve possível, identificar, prender e levar à Justiça os autores desse bárbaro crime”, observou.
O parlamentar destacou, ainda, que Ana Cláudia era uma incansável militante social que atuou por muitos anos no Fórum da Moradia e também no Partido dos Trabalhadores. Segundo ele, como militante do PT, ela foi uma companheira aguerrida e comprometida com a justiça social e com os direitos humanos. “Sua morte deixa uma lacuna, sobretudo em seus amigos ligados à luta dos movimentos sociais. Aproveito neste momento para me somar a fim de que esta Casa possa acompanhar a investigação de uma liderança, de uma defensora dos direitos humanos que foi barbaramente assassinada.”, desabafou Zé Inácio.