A direção nacional do Partido Popular Socialista decidiu fazer do atual vice-prefeito de Imperatriz, Pastor Porto, sua prioridade nas eleições de 2016 no Maranhão e anuncia que vai buscar o entendimento com os demais partidos do campo popular democrático visando transformá-lo em candidato de consenso do grupo que em 2014 botou a oligarquia Sarney para correr do município.
Segundo explicou o presidente estadual do PPS, suplente de senador Paulo Mato, as principais lideranças nacionais da legenda estarão a cada quinze dias em Imperatriz promovendo atos públicos e conversando com dirigentes de outras legendas visando a composição de um palanque unitário e comprometido com a candidatura.
Para a Paulo Matos, a presença do prefeito Sebastião Madeira (PSDB), hoje a principal liderança do município, no encontro regional do PPS realizado no último final de semana, em Imperatriz, reforça a possibilidade de sua presença no palanque de Porto, que já anunciou que vai montar seu programa de governo ouvindo a população.
Conforme Matos, o PPS não abriu mão de discutir São Luís e que vai fazer isso no momento certo, mas a prioridade será Imperatriz, segundo maior colégio eleitoral do Estado, onde o partido possui reais condições de vencer a eleição e se consolidar na região.
O vice-presidente da Câmara Federal, deputado Waldir Maranhão (PP), investigado no Supremo Tribunal Federal por suposto envolvimento no esquema de corrupção que quebrou a Petrobras, anda querendo sumir do Congresso nestes dias de turbulência em que o presidente Eduardo Cunha está com a cabeça a prêmio e ele na eminência de assumir o posto e ver exposto sua vida pregressa.
E foi pensando em escapar do olho do furacão que provoca estragos em Brasília que Waldir Maranhão, em meio as perspectivas de mudança no secretariado, procurou o governador Flávio Dino (PCdoB) e se apresentou como solução para comandar a secretaria de Educação do Estado, mas não foi bem sucedido em sua empreitada.
Ao expor seu plano para assumir a Educação, em substituição a professora Áurea Prazeres, que deve deixar o cargo até o final deste ano por ter entrado em rota de colisão com o PDT, partido que a indicou e reprovou seu desempenho na pasta, o ex-reitor da Universidade Estadual do Maranhão tentou convencer o governador a lhe nomear, mas levou um sonoro não.
Diante da recusa do governador em aceita-lo, Maranhão deixou o Palácio dos Leões ressentido e foi se lamentar com dirigente de outros partidos que integraram a aliança que acabou com o ciclo de dominação da oligarquia Sarney no Maranhão, em 2014.
A secretaria de Educação vem sendo alvo de disputa nos bastidores do Governo. O PDT já pediu a cabeça da secretaria, não abre mão de indicar o substituto, mas enfrenta resistência. A guerra se acentuou ainda mais com a especulação de que Felipe Camarão, uma espécie de curinga do Palácio dos Leões, estaria cotado para assumir o cargo.
Em reunião, semana passada com o primeiro escalão, Flávio Dino, além de pedir que todo o secretariado coloque o cargo à disposição, foi claro ao informar que em 2016 só quem tem está garantido nos cargos é ele o vice-governador Carlos Brandão

Governador comunicou aos secretários sua preocupação com a crise
O governador Flávio Dino, em reunião do Congep, na última sexta-feira, informou aos participantes que o Estado somente tem previsão orçamentária para pagar a folha até junho de 2016, ou seja, não haverá recursos para investimentos.
Diante da grave crise financeira que ameaça o Maranhão, o governador anunciou a criação de uma comissão especial para rever todos os contratos, principalmente aluguel de carros e telefonia, e promover um corte de 30 por cento.
O governador informou ainda que para pagar o mês de dezembro teve fazer acordo com o Banco do Brasil e que o único recurso que tem lhe permito trabalhar é o empréstimo do BNDES, com o qual tem desenvolvido mais Mais asfalta, mais Educação, etc.
A direção da Faculdade do Maranhão (Facam) emitiu nota de esclarecimento, nesta manhã de segunda-feira (21), sobre o incidente ocorrido no último domingo (20) quando os inscritos nos concurso para admissão de professores deixaram de fazer as provas por conta da falta de corrente elétrica no prédio.
Segundo o Reitor da Facam, ex-deputado César Bandeira, a dispensa dos candidatos que se encontravam no interior do prédio é de responsabilidade da Fundação Sousândrade, organizadora do concurso.
Conforme esclarecimentos da direção da Facam, “a prestação de serviço de auxilio, prestado pela Cemar, não se fez necessária visto que, no momento em que o carro da companhia chegou, nossa equipe técnica já havia solucionado o problema e restabelecido a energias elétrica no interior do prédio”.
Pelos esclarecimentos da entidade, a pane elétrica, de causa ainda não identificada, ocorreu por volta das 8h15 da manhã de domingo, nas dependências da instituição, fato que mobilizou a equipe técnica da instituição, que interviu e resolveu problema por voltas 10h30.
A direção da Faculdade do Maranhão disse que lamenta o incidente a se solidariza com os inscritos no concurso que foram prejudicados, mas que certamente terão seus direitos assegurados pela Fundação Sousândrade.
Finalmente a Justiça do Maranhão, acolhendo solicitação do Ministério Público, condenou a empresa Marafolia Promoções e Eventos, dia 16 de dezembro, a recuperar a área de preservação permanente da Avenida Litorânea gradada em consequência dos carnavais fora de época e pagamento de multa pelos danos que não sejam passíveis de recuperação.
A decisão estabelece, ainda, que a indenização pelos danos não-recuperados terá seu valor fixado depois de cumprida a restauração das demais áreas, conforme Projeto de Recuperação previamente aprovado pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
A sentença resulta de Ação Civil Pública, ajuizada em 2008, pelo titular da Promotoria de Justiça de Proteção ao Meio Ambiente e Urbanismo e Patrimônio Cultural de São Luís, Luís Fernando Cabral Barreto Junior.
No mesmo ano, foi concedida uma liminar que proibia o Município de São Luís, o Estado do Maranhão e a União de praticar quaisquer atos que permitissem a realização do evento na avenida Litorânea.
De acordo com o promotor de justiça, durante 12 anos o Marafolia causou danos ambientais e urbanísticos significativos, por ser realizado entre áreas de preservação permanente definidas pelo Código Florestal e pela Constituição do Estado do Maranhão.
Entre os danos ambientais constatados, Barreto destaca, na ACP, a erosão e contaminação do solo e dos recursos hídricos; a alteração da paisagem em função da estrutura montada para o evento e o a aumento do número de queimadas, visando a supressão da vegetação e construção de estacionamentos alternativos.
Prefeitos de várias regiões do Estado realizarão, nesta terça-feira (22), ato público que visa chamar a atenção da sociedade para a situação de crise financeira vivida pelos municípios maranhenses.
A mobilização inédita acontece a partir das 8h na BR – 135 (próximo a Ponte do Estreito dos Mosquitos), rodovia federal que dá acesso a capital São Luís.
Neste dia, Prefeituras do Maranhão deverão fechar as portas – somente os serviços essenciais irão funcionar – também como forma de protestar contra a crise financeira que está penalizando as cidades.
Informações da Secretaria do Tesouro Nacional revelam que as Prefeituras maranhenses irão encerrar o ano com uma perda de aproximadamente R$ 195 milhões de recursos do Fundo de Participação dos Municípios (FPM), repassado pelo Governo Federal.
Só para ser uma ideia, no primeiro decênio do FPM deste mês de dezembro foi registrado déficit de 25,17% nos repasses em relação ao mesmo mês de 2014. Para janeiro de 2016, é esperado forte impacto negativo de 17,2%.
Durante o ato, os gestores irão apresentar dados que mostram as dificuldades pelas quais as administrações municipais estão passando para manter os serviços públicos em dias e executar novos.
Além da queda constante de recursos do FPM, prefeitos e prefeitas deverão abordar outros assuntos que, de acordo com eles, estão dificultando as gestões, dentre eles o subfinanciamento dos programas federais e judicialização das administrações municipais.
Liberdade, Santa Inês! Essa frase gritada pelo prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves, na última quinta-feira (17/12), encerrou um discurso que marcará para sempre a história do Município. A liberdade para todos os proprietários terem acesso ao título definitivo de seus imóveis.
Em evento realizado no Salão do Júri da Comarca de Santa Inês (Rua do Bambu), a Prefeitura fez a entrega dos primeiros títulos de Legitimação de Posse aos proprietários de imóveis da Coheb, primeiro Bairro a passar pelo processo de Regularização Fundiária estabelecido entre os Poderes Judiciário, Executivo e Legislativo, com a participação do Cartório do 1º Ofício e responsáveis por imobiliárias no município.
A cerimônia de entrega aconteceu na tarde da quinta-feira (17), no Salão do Júri da Comarca de Santa Inês (inaugurado na mesma data), com a mesa composta pela corregedora-geral de Justiça, desembargadora Nelma Sarney; da juíza-auxiliar da Corregedoria-Geral da Justiça, Oriana Gomes; do juiz-diretor do Fórum de Santa Inês, Cristóvão Barros; do prefeito de Santa Inês, Ribamar Alves; do presidente da Câmara de Vereadores, Orlando Mendes; do diretor das promotorias, promotor Frank Araújo; do presidente da OAB/Santa Inês, Irandir Garcia; da cartorária do 1º Ofício, Luciana Castelo Branco; e pela senhora Antonia Gomes de Sousa, que representou os moradores do Bairro Coheb.
Em seu discurso, o prefeito Ribamar Alves colocou a Regularização Fundiária de Santa Inês como a segunda maior conquista de sua administração até o momento, atrás apenas do setor da Educação, a qual avançou bastante ao longo do seu mandato. “A educação é um bem que ninguém pode tomar de cada cidadão. A moradia própria é um sonho de todos e a partir de agora todos terão o direito de registrar seu imóvel em Santa Inês. A Regularização Fundiária vem para essa finalidade: propiciar a oportunidade do sonho da casa própria. Agradeço às juízas Nelma Sarney e Oriana Gomes e a todos os envolvidos neste processo por ajudar a nossa administração a deixar esse legado para o Município de Santa Inês. Fica minha alegria e satisfação em proporcionar a todos a liberdade de poderem registrar seus imóveis. Liberdade, Santa Inês!”, disse Ribamar Alves.
A desembargadora Nelma Sarney reforçou as palavras do prefeito: “A casa própria é um sonho de todos. Não é possível colocar a cabeça no travesseiro e dormir sem ter a certeza de que mora no que é seu. Estamos aqui para dizer que essa aflição termina hoje, pois a partir de agora o Município poderá documentar seus imóveis. A realização da Regularização Fundiária também é de grande importância para a Corregedoria-Geral de Justiça”, enfatizou a corregedora.
Outro que se pronunciou enaltecendo a efetivação do projeto de Regularização Fundiária no Município foi o vereador Orlando Mendes, presidente da Câmara de Vereadores de Santa Inês. “Como vereador e morador, tudo que queremos é ver essa cidade crescer e prosperar. Para isso, precisamos do apoio da comunidade, dos governos federal e estadual e da força do prefeito municipal para transformar essa cidade em um polo importante, com saúde e educação de qualidade; geração de emprego e renda. Por isso, senhoras juízas Nelma Sarney e Oriana Gomes e juiz Cristovão Barros, estamos aqui para declarar: sejam filhos Santa Inês e continuem fazendo o que fizeram hoje ao lado do prefeito Ribamar Alves, que foi dar essa liberdade a todos que sonhavam ter a documentação do seu imóvel. Parabéns ao povo do bairro Coheb, que foi o primeiro contemplado. Hoje, cada pedaço de terra habitado, pertence a vocês”, destacou Orlando.