As forças de segurança do Estado, agora reforçada com tropas federais, botou mesmo para correr os marginais que tentaram aterrorizar a população. Segundo levantamento apresentado pelo Sindicato dos Rodoviários do Maranhão, nesta quarta-ferira (25) nenhum ataque ou tentativa de ataque a ônibus foi registrados na últimas 24 horas,
O recuo da bandidagem é fruto da reunião que o Sindicato dos Rodoviários teve com o governador Flávio Dino, quando foi solicitado escolta da Polícia Militar aos coletivos que fazem linha para Zona Rural de São Luís, principal alvo dos marginais semana passada, no que foi prontamente atendido.
Segundo o Sindicato, as medidas adotadas surtiram efeito imediato. Conforme os rodoviários, outras ações também pensadas anteriormente, como policiamento embarcado nos ônibus e reforço da segurança em pontos finais, continuam integrando o conjunto de medidas adotadas.
“Felizmente a sugestão feita pelo Sindicato dos Rodoviários foi não só aceita como executada. Após a determinação de escolta em ônibus que circulam por localidades mais afastadas, como por exemplo, na zona rural, nenhuma nova ação violenta foi registrada. Nossa preocupação, desde quando os ataques a ônibus começaram, tem sido garantir proteção aos trabalhadores que atuam no transporte público e usuários do sistema. Com a chegada de homens da Força Nacional na cidade, que vieram reforçar a segurança e combater os atos criminosos, estamos confiantes que os ataques acabaram de vez”, avalia Isaias Castelo Branco, Presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão.
A direção nacional do PSDB, como já era esperado, fechou aliança com o PPS e vai apoiar a deputada Eliziane Gama na eleição para prefeito de São Luís. Nada anormal não fosse pelo fato da parlamentar ter sido a maior algoz do ex-prefeito João Castelo, chegando ao ponto de exibir no plenário da Assembleia Legislativa adesivo com o slogan “Caostelo”, para sintetizar a péssima administração do tucano.
A decisão não chegou a surpreender o mundo político local até porque o presidente estadual da legenda, vice-governador Carlos Brandão, já vinha comentando em várias rodas de políticos que as conversações com Eliziane Gama estariam bastante adiantadas e que era praticamente certa a aliança com a representante do PPS.
Estanho foi a alegria do deputado João Castelo na foto distribuída à imprensa, onde aparece sorridente e feliz com a aliança, que segundo comentário nos bastidores da sucessão, teria passado pela garantia de uma secretaria, em caso de vitória, para a ex-deputada Gardênia Castelo, único motivo do lançamento de sua pré-candidatura.
O PSDB abriu mão da candidatura do jovem deputado Neto Evangelista para se lançar na aventura de uma candidatura que terá que dar muitas explicações durante a campanha eleitoral que se aproxima, como por exemplo, esclarecer os conchavos que a levaram a esquecer sua opinião sobre os tucanos e receber o apoio de quem considerava ser um caos para a cidade que pretende administrar com o apoio dele.
A aliança com o PSDB, sem dúvida reforça o palanque da deputada, mas pode também ter sido um tiro pela culatra, pois Eliziane, uma parlamentar que apoio o golpe contra a presidente Dilma, além da resistência daqueles que se mantiveram ao lado de Dilma, ainda terá que administrar e conviver com a desconfiança de tucanos devido a sua instabilidade política.

Elisabeth Castelo Branco é contra o Programa do Leite
“Se perguntassem para mim e esse eu fosse secretária de educação, eu sou contra o leite. Escola não é para dar leite. Não tem nada a ver. Acho que teria que ser um outro projeto, mas não da educação. Talvez ligado à saúde, mas não à questão da Educação, com outro projeto. E aí, o que eu percebo: sabe qual é o momento que dá mais pai na escola? É na hora de buscar o leite. Por isso que eu sou contra.”
Se havia alguma dúvida de que os interesses da paralisação realizada pelo sindicato de professores de São Luís são políticos, essa dúvida se desfez com a entrevista proferida pela presidente Elisabeth Castelo Branco à Rádio Mirante AM na manhã da última terça-feira.
Ao atacar o programa do leite, que complementa nutricionalmente a alimentação de milhares de crianças, Elisabeth demonstra completo desconhecimento da política educacional, atribuindo à Educação uma política que na realidade compete à área de segurança alimentar. Elisabeth desconhece, também, que a concepção atual de educação pressupõe a atenção integral ao estudante, inclusive, dando condições de saúde e nutricionais para que ele aprenda da forma devida.
Pelas suas tortas declarações, Elisabeth demonstra desconhecer a existência de programas inclusive em nível federal que trabalham para melhorar a saúde dos estudantes, como os programas Saúde na Escola e Olhar Brasil, que beneficiaram milhares de estudantes com óculos gratuitos e até cirurgias, o que, para esses estudantes, representou a diferença entre continuar e abandonar os estudos.
Ao condenar a complementação da alimentação de crianças pobres, a professora Elisabeth parece inclusive desconhecer a realidade da educação municipal, que tanto afirma querer melhorar; de crianças em situação tão delicada para quem a merenda escolar representa um motivo a mais para ir à escola, tão importante quanto as aulas em si. É essa a líder sindical que inicia, hoje, uma paralisação que deixará esses 85 mil estudantes não só sem leite, mas sem merenda, sem professores e sem aprendizado.
O vereador Osmar Filho (PDT) declarou em discurso na tribuna da Câmara de Vereadores que, mesmo sabendo das necessidades da categoria dos professores, é preciso que o momento seja de reflexão e serenidade quanto à necessidade do movimento paredista.
“É preciso que se tenha serenidade em discutir o tema porque a gente tem que ter uma visão do contexto geral. Nós sabemos os anseios da categoria, mas não podemos deixar de lado o momento em que vive o país, de total dificuldade. Vários estados estão com dificuldades de pagar os salários dos servidores”, enfatizou o vereador.
De acordo com Osmar Filho, vários estados já anunciaram que não darão sequer 1% de reajuste e o prefeito Edivaldo Holanda Júnior, apesar de todas as adversidades, tem procurado valorizar não só os educadores dos municípios, mas todo o funcionalismo público de São Luís. A Prefeitura de São Luís propôs ao sindicato de professores reajuste de 10,67%.
“A proposta do prefeito é a possível, dentro de um equilíbrio que não comprometa o erário público municipal, para que não haja atraso e que eles possam receber em dias seus vencimentos. É importante ressaltarmos que nessa gestão já houve reajuste de 28,43% no total. Claro que queríamos que fosse mais elevado, mas não podemos deixar de lado a realidade e os avanços da categoria com vários direitos resgatados nesta gestão”, destaco o parlamentar.
Responsabilidade
Além do líder do governo, outros parlamentares da Câmara dos Vereadores de São Luís se mostraram preocupados com a situação a sensibilidade do momento para a educação municipal. Em conversa com jornalistas ao final da sessão ordinária da última terça-feira (24), o vereador Ricardo Diniz considerou a proposta do prefeito Edivaldo Holanda Júnior extremamente responsável em relação à situação.
O parlamentar criticou ainda a postura do Sindicato em não aceitar a proposta da prefeitura, que é inferior em menos de 1% ao valor pleiteado pelo sindicato. Diniz advertiu ainda que o comportamento da direção do Sindicato em relação à Câmara, em especial à Comissão de Educação, é de quem desconhece o papel de um vereador e ainda ignora a realidade econômica do município.
“Nós não podemos criar uma despesa que o município não consiga honrar. O prefeito tem sido responsável em equilibrar estas despesas. É claro que gostaríamos de propor maiores reajustes, porém a realidade não permite isto no momento. A proposta da prefeitura é de menos de 1% daquilo que foi exigido pelo Sindicato e, mesmo assim, não é aceito, de forma que foge da realidade”, afirmou.

PSB em São Luís volta ao comando da família Rocha
A executiva nacional do PSB manteve o partido em São Luís sob o comando do senador Roberto Rocha. Ele havia sido destituído da presidência do diretório municipal pela direção estadual, por não trabalhar pelo crescimento da legenda, na noite de segunda-feira (23), mas ele conseguiu uma reviravolta e reassume o controle da sigla.
Segundo a nota encaminhada à imprensa, o presidente nacional do PSB, Carlos Siqueira, destituiu a Comissão Provisória de São Luís anunciada nesta segunda-feira, à noite, pela Direção Estadual, em substituição à comissão que tinha como presidente o senador Roberto Rocha”.
Além de reconsiderar o ato da direção estadual, a nova Comissão Provisória anunciada em Brasília nesta terça-feira (24) será comandada pelo vereador Roberto Rocha Júnior.
A composição da nova Comissão Provisória que comandará o partido em São Luís será a seguinte: Roberto Rocha Júnior (presidente), Estevão Assunção (vice-presidente), Aldo Rogério Ribeiro Ferreira (secretário geral), Hilton César Pinheiro da Silva (secretário de Finanças), 1º secretário Thiago Gonçalves de Sousa, secretária de Comunicação Suely Alves Moura e secretário de Mobilização Alexandre Matos Soares.
A decisão provoca nova incerteza sobre a candidatura do deputado Bira do Pindaré, que conta com o apoio da direção estadual, mas terá agora contra si a nova executiva municipal, onde pai e filho trabalham para levar o partido para uma coligação com o PPS, tendo o vereador como vice da chapa de Eliziane Gama.
O Governo Flávio Dino realizou, nesta terça-feira (24), no Palácio dos Leões, mais uma reunião para avaliar as ações de combate aos incêndios criminosos a ônibus e definir novas estratégias das forças de segurança do Estado. Ele destacou os esforços do sistema de Segurança Pública que estão resultando em maior controle da situação, e a entrada do efetivo da Força Nacional de Segurança para complementar o trabalho realizado pelas polícias maranhenses.
Para o governador, o acompanhamento diário e a atenção total das forças de segurança do Estado têm surtido efeito, e a união entre os Sindicatos das Empresas de Transporte de Passageiros de São Luís (SET), dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), e órgãos do Governo como a Agência de Mobilidade Urbana (MOB) e o Procon, estão sendo essenciais no combate as ações criminosas.
Flávio Dino enfatizou também a chegada do efetivo da Força Nacional para auxiliar nas ações. “Hoje eles vão chegar e serão progressivamente engajados sob o comando do nosso sistema de segurança, somando as medidas relativas à prevenção, com a participação dos sindicatos, tanto de empresários como dos rodoviários, a atuação do nosso sistema de segurança, as medidas adotadas na penitenciária e pelo poder judiciário, creio que a gente vai conseguir debelar essa situação”, realçou o governador.
O comandante-geral da Polícia Militar, coronel Frederico Pereira, ressaltou que a dinâmica das ações vai continuar a mesma, tanto na parte ostensiva, como no serviço de inteligência, ocupando pontos estratégicos para evitar novas ocorrências. “Nós vamos ampliar o número de policiais militares envolvidos na operação. As ações continuarão coordenadas pelo sistema de segurança agora com o auxílio também da Força Nacional”, explicou.
O secretário de Segurança Pública, Jefferson Portela, fez uma avaliação demonstrando que, até o momento, já foram efetuadas mais de 60 prisões, várias autuações em flagrante e conversão das prisões em flagrante em preventivas desde a última quinta-feira (19), quando os incêndios criminosos tiveram início. “De modo que hojefoi apresentado o que faremos nas próximas horas e nos próximos dias de prontidão do sistema para uma repressão qualificada a esses atos de vandalismo”, esclareceu.
O presidente do Sindicato dos Rodoviários do Maranhão (Sttrema), Isaías Castelo Branco, alertou para a onda de boatos que tem se espalhado nos últimos dias de pessoas que querem aterrorizar a cidade. “É importante esse trabalho que vem sendo feito na unificação das forças das policiais, assim como também com os trabalhadores e o sindicato dos empresários, cruzando as informações e a partir daí tem como a polícia montar linhas de investigações e tentar coibir esse tipo de crime”, complementou Isaías.
Problemas sociais
Durante a reunião, o governador Flávio Dino destacou que o combate aos incêndios criminosos vai muito além da repressão das forças policiais. De acordo com ele, a situação é complexa e tem raízes profundas em razão das múltiplas injustiças de uma sociedade profundamente desigual do ponto de vista social, que é a causa principal de todas as violências.
“São pequenos grupos inorgânicos, muitas vezes quase células autônomas, que tem como marca o recrutamento muito agudo de jovens, fruto da situação social dos bairros mais pobres. A negação total de direitos, de oportunidades, de cultura, esporte, trabalho, educação, gera uma massa, quase um exército industrial de reserva, para essas quadrilhas”, analisou o governador.

Força Nacional chega a São Luís para ajudar no combate a criminalidade
A Força Nacional de Segurança já está em São Luís para ajudar no combate às organizações criminosas que tentaram espalhar o terror na cidade mas foram prontamente reprimidas pela autoridade policial do Estado.
A tropa que chegou neste início de tarde na capital do Estado para ajudar no patrulhamento, atuará sob o comando do Secretário de Segurança do Estado, Jefferson Portela, e do Comando da Polícia Militar.

O Governo solicitou ao Ministério da Justiça o envio de tropas federais a São Luís, após os incidentes registrados desde a última quinta-feira quando marginais atearam fogo em ônibus, atendendo ordens de chefes de organizações criminosas recolhidos em Pedrinhas.
A repressão sem trégua ao tráfico de drogas, que teria debelado as finanças do crime organizado, e o tratamento duro imposto no Complexo de Pedrinhas aos líderes de facções criminosas, teriam desencadeado os distúrbios pela bandidagem.
Por conta dos incidentes, as Polícias Civil e Militar conseguiram prender aos 52 suspeitos de envolvimento com os ataques a ônibus.