O presidente do PT em Pinheiro e vice-prefeito do município, César Soares, parece que não sentiu nem um pouco a queda da companheira Dilma da presidência da República.
Soares anunciou que o partido apoiará a candidatura do prefeito Filuca Mendes à reeleição, mesmo este tendo sido o responsável direto pela mudança do voto do filho, deputado Victor Mendes, que migrou da posição contrária ao impeachment a ardoroso defensor do que os petistas chamam de “golpe”.
Victor Mendes chegou a dizer a interlocutores que votaria contra o impeachment por respeito ao ex-presidente Lula. “Ele disse claramente que votaria contra o golpe e até pediu para falar com o Lula, o que efetivamente fez. Mas na hora h, faltando três dias para a votação ele cedeu à pressão do pai e da ex-governadora Roseana Sarney e votou a favor do golpe”, reclama um dirigente petista.
A posição de César Soares, no entanto, deve ser reprovada pelas direções estadual e nacional do PT. O partido já definiu que não fará alianças com quem defendeu o impeachment da presidente Dilma. O PT também já anunciou através de vários dirigentes que seguirá no Maranhão alinhado à liderança do governador Flávio Dino. Em Pinheiro, Dino aguarda união dos pré-candidatos Luciano Genésio, do PP, e Leonardo Sá, do PCdoB.
O Governo do Estado, em sinal de solidariedade e preocupação com a BR-135, suas consequências e seu futuro, lançou nota lamentando, mais uma vez, que a rodovia federal esteja sendo cenário de episódios lamnetáveis, como a morte de oito pessoas na manhã deste domingo.
Segundo o texto, a obra “se arrasta há mais de quatro anos, em ritmo absurdamente lento” e “ao longo desse tempo, as lideranças do Maranhão pediram prioridade à obra”. O governo reforçou o pedido já feito por diversas vezes, no sentido de conclusão dos trabalhos.
Governo do Estado do Maranhão
Nota oficial
Diante de mais uma tragédia na BR 135, estrada de responsabilidade do Governo Federal por meio do DNIT, o Governo do Maranhão se manifesta nos seguintes termos:
1. Essa obra de duplicação da BR 135 se arrasta há mais de quatro anos, em ritmo absurdamente lento.
2. Ao longo desse tempo, as lideranças do Maranhão pediram prioridade à obra. No atual mandato do governo do Estado, já foram pelo menos 10 reuniões pedindo atenção e urgência por parte do Governo Federal.
3. Registre-se que a bancada federal maranhense no Congresso Nacional e a Assembleia Legislativa também tem solicitado providências por parte do Governo Federal.
4. Em janeiro de 2016, o Governo do Estado inclusive se dispôs a assumir a gestão da obra, para conclui-la. O que acabou por não ser aceito pelo Governo Federal.
5. Passados vários meses, constata-se que a obra continua quase que parada, enquanto se sucedem as tragédias.
6. Assim sendo, o Governo do Maranhão nesta data mais uma vez apelou ao Governo Federal, para que a duplicação da BR 135 seja retomada e concluída.
7. Em continuidade a esses esforços, o Governo do Maranhão está providências junto à bancada federal do Maranhão e ao Ministério Público Federal, a quem compete fiscalizar omissões administrativas no âmbito federal.
8. O Governodo Maranhão manifesta, mais uma vez, solidariedade a todas as vítimas que tem sofrido por imperícia de outros condutores de veículos e pela inexplicável paralisação de tão importante obra federal.
São Luís, 3 de julho de 2016
Não é de hoje que os maranhenses que nos representam nas mais diversas camadas de poder, seja Executivo, Legislativo ou Judiciário, reclamam do canal estreito de diálogo do Governo Federal com o Maranhão. Esse sentimento já era grande com a presidente afastada Dilma Rousseff (PT) e parece ter aumentado com o presidente interino Michel Temer (PMDB).
Hoje pela manhã, tivemos mais um exemplo desse disparidade de tratamento, por conta de fato ocorrido na BR-135. Oito pessoas – sendo elas, dois homens, três mulheres e três crianças -, vindas do interior do Estado, perderam suas vidas de forma trágica, após colisão do veículo em que estavam com uma carreta que saía de São Luís. O fato ocorreu na estreitíssima pista do Campo de Peris.
A rodovia já deveria estar duplicada, pois já se passaram mais de quatro anos desde quando foram iniciadas as obras. Obras que tiveram todo tipo de sorte, desde problemas com empresas responsáveis e até a ausência de medidas enérgicas do Departamento Nacional de Infraestrutura do Transporte (DNIT).
Seria muita falta de conhecimento e até mesmo de criatividade falar só na BR-135. Temos a Refinaria Premium e a expansão do Aeroporto Marechal Hugo da Cunha Machado neste rol, obras lançadas, anunciadas e executadas em partes ou concluídas com muito atraso.
Recente, o Governo do Maranhão teve que buscar apoio e parceria do outro lado do mundo, para que os campos desmatados e transformados em cemitério de obras no município de Bacabeira não ficassem sem render ao menos um quarto do que havia sido prometido com a Premium I. O Aeroporto está ficando pronto, a duras penas, pois a entrega foi postergada por diversas vezes. Mesmo assim, não deixa de ter seus problemas como foi o ocorrido há duas semanas, quando uma pane provocou apagão e mais de 14 horas sem funcionamento.
Agora, surge, de novo, a BR-135 gritando as dores de tantas vítimas que ali padeceram e fazendo outras mais. Não foram oito vítimas que se perdeu na manhã deste domingo. Para os familiares, foi um pedaço importante, pessoas de convívio direto. Umas com muitas histórias e experiências; outras, com uma trajetória grande pela frente, que foi interrompida de sem chances de despedida.
Que dirão os diretores dos órgãos e o ministro responsável pela pasta que trata sobre transportes? O ideal seria não dizer nada e terminar o sufoco que tantos maranhenses passam. E tirar também o medo de andar pela ‘Rodovia da Morte’ do Maranhão.

Os professores da rede municipal de São Luís entraram em acordo e devem retomar as aulas. A decisão foi tomada pela categoria em assembleia realizada pelo sindicato dos professores. Uma reunião deverá ser realizada esta semana entre o sindicato de professores e a Secretaria Municipal de Educação (Semed) para definir o calendário de reposição dos dias letivos afetados pelo movimento.
Os professores aceitaram a proposta de 10,67% de reajuste, que já havia sido aprovada pela Câmara de Vereadores. Desde 2013, a categoria acumula reajuste de 39,08% – 9,5% em 2013; 5,9% em 2014; e 13,01% em 2015. No mesmo período, foram implantados também direitos dos professores protocolados há vários meses, como progressões horizontais e verticais e adicionais por titulação e por trabalhar em escola de difícil acesso. Também foram aposentados mais de 400 professores.
NEGOCIAÇÃO
Os vencimentos dos professores são custeados pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e Valorização dos Profissionais do Magistério (Fundeb). Para garantir o reajuste deste ano, também foi feita complementação com recursos próprios da Prefeitura de São Luís.
Para o titular da Secretaria Municipal de Educação (Semed), Moacir Feitosa, a retomada do calendário letivo representa a vitória da mesa de negociação. “Foi a decisão mais sensata a ser tomada e representa a vitória da mesa de negociação e do diálogo que sempre tivemos com os professores”, disse Moacir Feitosa.
CRONOLOGIA
Desde o início do ano, o poder público municipal apresentou cinco propostas diferentes de reajuste ao sindicato dos professores. As negociações se mantiveram no decorrer do movimento paredista, inclusive com a mediação do Ministério Público, por meio da 1ª e da 2ª promotorias especializadas em Defesa da Educação; do Tribunal de Justiça; e da Câmara de Vereadores. A retomada das aulas já havia sido determinada desde o dia 31 de maio pelo Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão que, acolhendo ação movida pelo Município de São Luís, decretou a ilegalidade do movimento grevista e aplicou multa ao Sindicato em caso de descumprimento judicial.
Pais de estudantes matriculados no Sistema Estadual de Ensino escolheram, nesta sexta-feira (1º), seus representantes para compor a Comissão Estadual do Processo Seletivo para a função de Gestor Escolar 2016. A assembléia, organizada pela Secretaria de Estado de Educação (Seduc), no auditório do Liceu Maranhense, contou com a presença de pais e responsáveis, além de membros do Colegiado Escolar das unidades da rede.
Ao todo, 10 pais se candidataram à vaga e às duas suplências, dentre eles Lília Miranda, mãe de aluno do Cintra. “Fico feliz pelo Estado estar honrando a Constituição, garantindo a participação democrática dos pais na eleição e nos motivando a estar na escola”, ressaltou.
Leudes Pinheiro Lira, mãe de estudante do Centro de Ensino Joaquim Gomes, reforçou o papel dos pais na educação escolar dos filhos. “Os pais devem participar das questões da escola, incentivando os professores e conversando com os gestores. Tudo isso para garantir uma formação digna para os nossos filhos”, disse.
Representando o secretário de Estado de Educação, Felipe Camarão, a adjunta de gestão das Unidades Regionais de Educação, Rosyjane Paula, destacou que o Governo do Maranhão vem pautando sua gestão no diálogo e na participação democrática na educação. “A eleição para gestor escolar foi uma conquista para a gestão educacional democrática. O desejo do governador Flávio Dino e do secretário Felipe Camarão é garantir, neste ano, uma participação ainda maior de todos os segmentos da escola no processo de escolha”, enfatizou.
O Governo do Maranhão regulamentou o processo democrático para escolha de gestor escolar nas unidades da rede estadual e realizou, no ano passado, a primeira eleição em 455 escolas, envolvendo mais de 400 mil eleitores (pais, estudantes e professores). Neste ano, o Governo do Maranhão realizará novo processo nas unidades onde não houve quórum, candidatos não habilitados ou sem chapas. A consulta está prevista para a primeira quinzena de dezembro.

Restaurantes Populares e Cozinhas Comunitárias são as armas do Maranhão para combater insegurança alimentar
Os maranhenses, quase sempre lembrados pelos números baixos e irrisórios em dados de serviços e atos pró-desenvolvimento, podem dizer que vivem em um estado onde, hoje, há a preocupação com o bem-estar do cidadão comum, seja ele pobre ou não. Mas principalmente o pobre, aquele que quase nunca tem o que comer ou como juntar recursos para melhorar de vida.
Essas carências estão sendo deixadas no passado através de boas ações afirmativas e realizações de programas e projetos que valorizam a vida do cidadão local. Uma das preocupações do governo Flávio Dino é a segurança alimentar, que ele garante com a implantação de medidas eficazes e que geram oportunidades de renda e emprego.
O Maranhão vai na contramão de muitos estados brasileiros. Matéria do Estadão revelou hoje que o Estado do Rio de Janeiro deve R$ 120 milhões a restaurantes populares. A crise financeira instalada por lá ameaça o funcionamento do programa Restaurante Cidadão, que trabalha com 15 unidades. O número já é inferior ao quantitativo de Restaurantes Populares existentes no Maranhão. Só na capital, são quase 10 unidades. Tem mais as do interior do estado e umas dezenas de cozinhas comunitárias espalhadas por todo território maranhense.
No RJ, as fornecedoras ameaçaram encerrar, mas vão esperar por dez dias mais, prazo que o secretário de Estado de Assistência Social e Direitos Humanos, Paulo Melo, pediu para buscar uma solução para o atraso nos pagamentos. Pelas contas das empresas, os repasses estão atrasados há 14 meses. A empresa Home Bread, que fornece 7,8 mil refeições, teve que cortar sopa, sobremesa e o pão que acompanhavam a refeição. Tudo por conta da crise.
Enquanto por lá o bife sumiu do bandejão – dando lugar a opções mais baratas, como moela, carne moída e almôndegas – aqui, o Governo do Maranhão está investindo cerca de R$ 22 milhões na construção de 30 cozinhas comunitárias nas cidades atendidas pelo Plano ‘Mais IDH’. Cada cozinha terá capacidade para fornecer, gratuitamente, 500 refeições por dia, feitas a partir de ingredientes produzidos por pequenos agricultores.
A medida visa reduzir o índice de insegurança alimentar no estado e estimular a agricultura familiar e o comércio regional. Segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) 2013, o Maranhão é o estado com o pior índice de insegurança alimentar do Brasil. A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Social (Sedes), na pessoa do secretário Neto Evangelista e demais membros, levantou as necessidades das cidades maranhenses com pior Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) para implantação de cozinhas comunitárias nesses locais.
A partir das novas cozinhas, um conjunto de ações voltadas para população carente em situação de insegurança alimentar vão ser desenvolvidas. As ações terão como objetivo garantir alimentação saudável, promover educação alimentar e nutricional associada à prática de atividades físicas, capacitar o público na área de gastronomia e fortalecer a produção e comercialização da agricultura familiar local.
Aos olhos do Brasil, vivemos em um estado pobre, que nunca teve capacidade de desenvolvimento. Mas a história mostra, mais uma vez, como os prognósticos alheios estavam errados. Enquanto os “ricos” estados brasileiros passam por um perrengue nas balanças financeiras, a ponto de fechar as portas de restaurantes populares, o “pobre” Maranhão dar comida e oportunidade para quem quer viver melhor e com qualidade. E sem crise.