O ex-vice-governador do Maranhão, pastor Porto, anunciou que irá disputar uma vaga na Câmara dos Deputados nas eleições de 2026. A decisão marca uma redefinição do seu projeto político, diante do atual cenário estadual e da necessidade de fortalecer a representação maranhense no Congresso Nacional.
Segundo ele, a escolha foi construída após uma avaliação criteriosa do momento político e após ouvir lideranças e apoiadores em diversas regiões do estado, que apontaram a importância de ocupar espaços estratégicos em Brasília com representantes comprometidos, equilibrados e preparados para defender os interesses do Maranhão.
“O Maranhão precisa de mais presença, mais voz e mais responsabilidade no Congresso Nacional. É uma decisão amadurecida, construída com base no diálogo e na convicção de que podemos fazer mais pelo nosso estado”, afirmou.
Nova filiação partidária
Com o novo projeto político, pastor Porto deixou o Cidadania (23) e oficializou sua filiação ao Avante (70), partido que lhe garante as condições necessárias para disputar uma cadeira na Câmara Federal e ampliar sua contribuição ao Maranhão.
O Avante integra a base do governador Carlos Brandão, reforçando um campo político pautado no equilíbrio, no diálogo e na construção de soluções concretas para a sociedade.
Vice-governador de Jackson Lago
Porto foi vice-governador do Maranhão na gestão do saudoso Dr. Jackson Lago, governador eleito democraticamente pelo povo maranhense e posteriormente cassado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em um processo que, à época, gerou forte reação política e social e foi interpretado por muitos como uma decisão parcial e injusta, quando o sistema retirou do cargo um governador legitimamente eleito.
Durante o período em que Dr. Jackson Lago precisou se afastar por questões de saúde, Porto assumiu interinamente o Governo do Estado, exercendo a função com responsabilidade, equilíbrio e respeito institucional.
Trajetória e experiência
Graduado em Administração Pública pela Universidade Federal do Pará (UFPA), pastor Porto também possui sólida formação teológica construída ao longo de mais de dez anos, sendo doutor pela Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).
Ao longo de sua trajetória, ocupou importantes cargos públicos, como secretário municipal, vice-prefeito de Imperatriz, secretário de Estado e vice-governador do Maranhão. Recentemente, deixou o cargo de ouvidor-geral do município de Imperatriz para se dedicar integralmente à pré-campanha.
Membro da Academia Imperatrizense de Letras, instituição que presidiu por três vezes, é autor de oito livros e reúne experiência nas áreas pública, literária e pastoral, com atuação marcada pela ética, moderação e compromisso com o bem comum.
Nos últimos cinco anos, coordenou o Departamento da Família das Assembleias de Deus em todo o território nacional, ampliando sua atuação e fortalecendo o diálogo com lideranças de diferentes regiões do Brasil.
Compromisso com o Maranhão
Pastor Porto afirma que a decisão de disputar a Câmara Federal nasce da convicção de que o Maranhão precisa de representantes com postura firme, responsabilidade e capacidade real de entregar resultados.
“A decisão de disputar uma vaga na Câmara Federal nasce da convicção de que o momento exige representantes preparados, equilibrados e comprometidos com o interesse público. Mais do que ocupar um cargo, é preciso honrar a confiança da população com responsabilidade e coerência”, declarou.
Segundo ele, a candidatura está consolidada e contará com o apoio de lideranças e amigos em todo o Maranhão.
“O Brasil precisa de mais responsabilidade, ética e compromisso na vida pública. O Maranhão pode contar com uma atuação firme, transparente e voltada para resultados concretos”, concluiu.
O PT decidiu reposicionar sua estratégia para as eleições presidenciais de 2026 diante do avanço de Flávio Bolsonaro nas pesquisas de intenção de voto e da avaliação interna de que houve falhas na comunicação política desde o início do terceiro mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo reportagem de Lara Brito, do Poder360, publicada neste domingo, 12 de abril de 2026, a legenda pretende intensificar a comparação entre o governo Lula e a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro, ao mesmo tempo em que busca ampliar a divulgação de programas, políticas públicas e entregas da atual administração.
A mudança de rumo ocorre após o Datafolha divulgar, no sábado, 11 de abril, um cenário de segundo turno em que Flávio Bolsonaro aparece com 46% das intenções de voto, contra 45% de Lula. Foi a primeira vez que o senador surgiu numericamente à frente do presidente em um levantamento do instituto, o que acendeu o sinal de alerta no comando petista e acelerou a reformulação da estratégia de comunicação para a disputa de 2026.
No centro da autocrítica do partido está a percepção de que o governo e a legenda não explicitaram de forma suficiente, desde 2023, o quadro econômico e social herdado da administração anterior. A avaliação foi vocalizada por integrantes da área de comunicação da sigla. O secretário de comunicação do PT, Éden Valadares, afirmou ao Poder360 que o partido “pecou na comunicação” ao não deixar claro “o tamanho do estrago” deixado pelo governo Bolsonaro.
A fala sintetiza uma leitura que ganha força dentro do PT: parte do desgaste enfrentado atualmente pelo governo estaria ligada menos à ausência de resultados concretos e mais à incapacidade de disputar a narrativa pública sobre o ponto de partida encontrado por Lula ao reassumir a Presidência. Nesse diagnóstico, a eleição de 2026 não será travada apenas em torno de promessas e realizações, mas também da batalha política pela memória recente do país e pela interpretação do que foi herdado em 2023.
Duas frentes de campanha
A nova estratégia petista deve operar em dois planos simultâneos. De um lado, a exaltação das entregas do governo Lula, com ênfase na reconstrução de políticas públicas e programas sociais. De outro, o confronto direto entre dois modelos políticos, econômicos e institucionais: o projeto representado pelo presidente Lula e o legado bolsonarista, que o partido pretende associar à perda de direitos, ao enfraquecimento do Estado e ao comprometimento da soberania nacional.
As inserções partidárias que começarão a ser exibidas em rádio e televisão a partir de 23 de abril devem refletir esse novo desenho. A comunicação será organizada em seis eixos principais. O primeiro será a comparação entre políticas públicas nas áreas de saúde, educação e economia nos períodos de 2019 a 2022 e de 2023 a 2026. O segundo eixo será o reforço da ideia de reconstrução nacional, com destaque para a recriação e retomada de programas sociais.
O terceiro eixo mira diretamente a disputa de narrativa na economia. Nesse campo, o PT pretende politizar o debate econômico por meio de contraposições como “soberania vs. entreguismo” e “distribuição de renda vs. concentração”. Trata-se de uma tentativa de enquadrar o debate eleitoral como um confronto entre um projeto nacional de desenvolvimento e outro voltado à desestatização, à financeirização e à subordinação do país a interesses privados.
Novas bandeiras sociais e foco na segurança
Além do embate econômico, o PT quer agregar novas bandeiras sociais à campanha. Entre elas estão o fim da escala 6×1, o combate ao feminicídio e a defesa da tarifa zero no transporte público. A legenda avalia que essas pautas podem ampliar sua conexão com setores populares e urbanos, sobretudo em um ambiente de crescente insatisfação com o custo de vida e com a precarização das condições de trabalho.
No caso específico da escala 6×1, o partido pretende destacar seu impacto sobre a vida das mulheres, associando a redução da jornada ao alívio da dupla jornada e à melhoria das condições de cuidado dentro das famílias. O combate à violência de gênero também aparece como peça importante dessa construção discursiva, em uma tentativa de vincular as propostas petistas à proteção social e à ampliação de direitos.
Outro ponto de inflexão na estratégia é a segurança pública. O tema passará a ocupar um papel mais central na comunicação partidária, com a defesa de um sistema nacional integrado. A inclusão desse eixo revela a tentativa do PT de responder a uma pauta historicamente explorada pela direita e de neutralizar um terreno em que os adversários costumam ter mais aderência eleitoral.
Também está prevista uma ampliação da atuação digital, com mobilização direta da militância e maior presença nas redes. O objetivo é aumentar a capilaridade da mensagem partidária e reagir com mais velocidade ao ambiente digital, considerado decisivo para a formação da opinião pública e para a disseminação de ataques e desinformação.
A narrativa da reconstrução e o ataque ao legado bolsonarista
Na avaliação da direção petista, a reconstrução do país precisa ser apresentada de maneira mais contundente. Por isso, a legenda pretende insistir na tese de que o governo Lula teve de reorganizar áreas desestruturadas, recompor programas desmontados e reconstruir instrumentos de ação estatal enfraquecidos nos anos anteriores.
Um dos pontos que o partido pretende explorar com mais intensidade é a condução fiscal do governo Bolsonaro, especialmente no caso dos precatórios. Essas dívidas judiciais da União tiveram seus pagamentos limitados por emenda constitucional aprovada em 2021, que impôs um teto anual e autorizou o adiamento de parte dos valores. A medida abriu espaço no Orçamento, mas foi duramente criticada pela oposição à época, que passou a tratá-la como um “calote”.
O tema voltou a ganhar relevância política por permitir ao PT sustentar a narrativa de que houve deterioração fiscal e postergação artificial de compromissos públicos para acomodar interesses eleitorais. Embora a postergação tenha ocorrido dentro de regra legal aprovada pelo Congresso, a legenda pretende explorar o episódio como símbolo de um modelo de gestão que, em sua leitura, comprometeu a previsibilidade das contas públicas e agravou distorções estruturais.
Outro eixo de ataque será o processo de privatizações conduzido no período anterior. O PT cita a venda da Eletrobras, concluída em 2022, e da BR Distribuidora, finalizada em 2021, como exemplos de perda de instrumentos de intervenção estatal, sobretudo no setor energético. O argumento ganhou novo impulso com o debate sobre a alta dos combustíveis e com a percepção, dentro do governo, de que a venda de ativos estratégicos ligados à distribuição e ao refino reduziu a capacidade de resposta do Estado diante de choques externos.
Integrantes do partido avaliam que decisões adotadas nos anos anteriores ampliaram a exposição do Brasil à volatilidade internacional e enfraqueceram mecanismos de proteção econômica. Assim, a defesa da soberania nacional passa a funcionar como um eixo central da narrativa petista, articulando temas como energia, proteção social, papel do Estado e desenvolvimento.
Flávio no centro da ofensiva
O reposicionamento do PT não se limita à valorização da gestão Lula e à crítica ao legado bolsonarista. Ele também envolve uma ofensiva mais direta contra Flávio Bolsonaro, hoje tratado como principal adversário no tabuleiro eleitoral. A legenda prepara material de pré-campanha para associar o senador a casos de corrupção, especialmente ao esquema das “rachadinhas”.
A avaliação interna é que, embora o sobrenome Bolsonaro impulsione Flávio junto ao eleitorado conservador e bolsonarista, ele também carrega elevada rejeição e vulnerabilidades que podem ser exploradas eleitoralmente. O objetivo do PT é desconstruir a imagem mais moderada que aliados do senador tentam consolidar e vinculá-lo mais fortemente ao núcleo político, ideológico e moral do bolsonarismo.
Éden Valadares indicou ao Poder360 que essa linha de ação já começa a aparecer em iniciativas de pré-campanha. Um dos momentos mencionados é a mobilização das centrais sindicais marcada para 15 de abril, quando o partido pretende, nas palavras do dirigente, “apresentar quem é” o adversário ao eleitorado. A formulação revela uma aposta clara na nacionalização do confronto político e na tentativa de impedir que Flávio se apresente como um nome dissociado da trajetória de Jair Bolsonaro e de seus episódios mais desgastantes.
Disputa de narrativa será decisiva em 2026
O diagnóstico consolidado no PT aponta que a eleição presidencial de 2026 tende a ser marcada por uma disputa intensa de memória, identidade política e interpretação do país. Nesse cenário, a legenda pretende combinar a valorização das políticas do governo Lula com uma ofensiva mais agressiva sobre o campo adversário, mobilizando temas econômicos, sociais, institucionais e simbólicos.
Ao admitir falhas de comunicação e reformular seu discurso, o partido tenta corrigir o que considera um erro estratégico do início do mandato: não ter transformado em narrativa política permanente a herança recebida em 2023. Agora, diante do crescimento de Flávio Bolsonaro nas pesquisas, a ordem é endurecer o contraste entre os dois projetos e fazer da campanha uma disputa direta entre reconstrução nacional e continuidade do legado bolsonarista. (247)
O jornal eletrônico Metrópoles trás nesta sexta-feira (10) a informação de que o lobista Antonio Carlos Camilo Antunes, vulgo Careca do INSS, ameaçou entregar políticos do PL, PDT e Republicanos que participaram da Farra do INSS, a depender do direcionamento da delação premiada do empresário Maurício Camisotti.
“Se ele [Camisotti] não falar tudo, eu vou ter que falar”, disse o Careca do INSS, na manhã desta sexta-feira (10/4), a um interlocutor.
Camisotti assinou uma delação premiada com a Polícia Federal (PF). Ele e o Careca do INSS estão presos desde setembro do ano passado. Ambos são apontados como operadores da farra dos descontos indevidos em aposentadorias e pensões. O esquema criminoso foi revelado pelo Metrópoles.
O Careca do INSS teme que Camisotti o coloque como principal operador do esquema e poupe políticos.
O lobista cogita entregar o senador Weverton (PDT), vice-líder do governo Lula no Congresso, e até mesmo o empresário Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. O parlamentar foi alvo de mandado de busca e apreensão no fim do ano passado no âmbito da Operação Sem Desconto, que investiga a Farra do INSS. Já o filho do presidente Lula (PT) é suspeito de receber pagamentos do Careca do INSS para atuar em um projeto de canabidiol com o governo federal.
Apesar de cogitar a delação, o Careca do INSS precisa do aval de autoridades. A coluna de Andreza Matais, do Metrópoles, mostrou que não existiria interesse, por parte dos investigadores, caso Camisotti fechasse delação, o que já aconteceu. (Com informações do Metrópoles).
Entre os dias 5 e 7 de maio, será realizado em São Luís (MA) o “Tribunal dos Povos do Maranhão contra o ecogenocídio do MATOPIBA: em defesa da vida e dos territórios”. A iniciativa organizada por comunidades tradicionais, com apoio da Comissão Pastoral da Terra (CPT Maranhão), Movimento Quilombola do Maranhão (MOQUIBOM) outras organizações nacionais e internacionais, reunirá diferentes povos, movimentos sociais, organizações da sociedade civil e representantes do poder público, como defensorias públicas estadual e federal, e ministério público estadual e federal. O objetivo é denunciar crimes socioambientais na fronteira de expansão agrícola conhecida como MATOPIBA, composta pelos estados do Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia.
A realização do tribunal surge da necessidade de comunidades tradicionais acompanhadas pela CPT/MA – como quilombolas, camponesas e quebradeiras de coco – de denunciar os crimes que atravessam seus territórios. Diante da morosidade e da omissão dos órgãos públicos em apurar violações, as comunidades construíram um processo coletivo autônomo para dar visibilidade às denúncias e expor as práticas violentas que afetam os territórios.
Embora não esteja inserido no sistema formal de justiça e suas sentenças não tenham poder de condenação, o tribunal popular expõe casos reais de violência e pressiona autoridades para que as denúncias expostas sejam devidamente investigadas, julgadas e punidas. A iniciativa também busca garantir justiça aos povos ameaçados e reforçar o respeito aos direitos humanos e aos direitos da natureza.
O tribunal contará com um júri popular formado por representantes da sociedade civil e promotores ligados a universidades e grupos de pesquisa, e reunirá testemunhas que vivem nos territórios afetados e são vítimas diretas dos crimes socioambientais praticados por governos e grandes empresas. Essas denúncias são resultado de escutas realizadas entre 2025 e 2026, quando lideranças quilombolas, mulheres quebradeiras de coco, lavradores e famílias de agricultores relataram violências acumuladas ao longo de décadas, como grilagem, expulsão, pistolagem, desmatamento e perseguição política, jurídica e policial.
A programação do Tribunal Popular contará com depoimentos de representantes de cinco comunidades afetadas em diferentes regiões do Maranhão.
A expectativa é reunir mais de 100 pessoas. Por questões de segurança das pessoas participantes, incluindo lideranças sob ameaça de morte por atuarem na defesa de seus territórios, os casos julgados e o local do tribunal serão informados somente no dia do evento aos jornalistas devidamente credenciados na CPT-MA.
O “Tribunal dos povos do Maranhão contra o ecogenocídio do Matopiba: em defesa da vida e dos territórios” é uma construção coletiva dos povos e comunidades tradicionais em parceria com a CPT Maranhão e o Moquibom, e conta com o apoio das seguintes entidades: Articulação das CPTs da Amazônia, CESE, CLUA, Escola de Ativismo, Fundo Casa, Global Witness, OAK, Repam e Salve a Floresta – organizações empenhadas na luta por justiça, reparação e garantia do direito aos territórios ancestrais.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva sancionou, nesta quinta-feira (9), três projetos de lei que fortalecem o combate à violência contra a mulher. Um deles prevê monitoramento eletrônico de agressores em caso de violência doméstica.

O segundo projeto tipifica crime de vicaricídio, assassinato de filhos e parentes como forma de punir ou causar sofrimento às mulheres. Já o terceiro projeto sancionado cria o Dia Nacional de Proteção e Combate à Violência contra Mulheres Indígenas.
Durante a cerimônia de assinatura no Palácio do Planalto, Lula destacou que a legislação precisa estar atenta e atualizada para lidar com os diversos tipos de violências praticados contra as mulheres.
“Toda lei que a gente faz corrige em determinado momento alguma coisa. Mas os violentos encontram um jeito de burlar o que foi feito. Na verdade, estamos cuidando dos efeitos e não das causas”, afirmou Lula ao defender, também, leis que levem o tema para o campo da educação, focada nos jovens, de forma a favorecer uma melhor formação comportamental.
“Se a gente não cuidar da causa, a gente não vai resolver esse problema. A mulher sempre estará à mercê de alguém que não cumpre nenhuma regra. O desafio é muito sério”, completou presidente da República.
Lula lembrou que os mais jovens têm, por meio das novas tecnologias, cada vez mais acesso a informações que nem sempre são as mais adequadas. Nesse sentido, reiterou a importância de o país avançar na regulação das redes sociais e de determinados conteúdos inapropriados que circulam pela internet.
“Quem dera essas informações [difundidas nas redes sociais] fossem para uma boa formação; que fossem coisas educacionais e produtivas para criarmos um novo homem e uma nova mulher”, discursou o presidente ao lamentar que haja mais facilidades para se acessar coisas ruins do que boas nesses meios.
Para o presidente, a falta de controle das plataformas digitais é um dos fatores de incentivo à violência e ao não cumprimento de regras.
“Precisamos evitar que os crimes aconteçam. Se a gente não brigar com as plataformas para cuidar disso, não é pai e mãe que vão conseguir cuidar. Não é, até porque pai e mãe têm muitos outros afazeres, e nem sempre estão dentro do quarto, deitados na cama com o filho, vendo o que ele está fazendo [nas redes sociais]. O desafio é muito grande”, completou. (Agência Brasil)
O deputado estadual Carlos Lula (PSB) participou, nesta quarta-feira (8), em Brasília, de sessão solene do Congresso Nacional em homenagem ao Dia Mundial da Saúde e ao lançamento do Vade Mecum da Saúde 2026, publicação que reúne normas e diretrizes voltadas à gestão do Sistema Único de Saúde (SUS). Ex-secretário de Estado da Saúde do Maranhão e ex-presidente do Conselho Nacional de Secretários de Saúde (Conass), Carlos Lula teve sua atuação destacada durante a cerimônia, especialmente no enfrentamento da pandemia de Covid-19 no estado. Em discurso, o parlamentar relembrou os desafios da crise sanitária e o papel do SUS na resposta à emergência. “O Dia Mundial da Saúde nos convoca a lembrar dos momentos em que o SUS foi posto à prova em escala máxima. Eu falo aqui como alguém que esteve na linha de frente, que assinou portaria às três da manhã, que viu médicos e enfermeiros chegarem ao limite, mas não recuarem”, afirmou. Ao destacar a experiência do Maranhão, o deputado ressaltou os resultados obtidos durante a pandemia e fez referência à condução da política de saúde no período. “O Maranhão escreveu uma história diferente na pandemia, com medidas que priorizaram vidas. Esse trabalho precisa ser reconhecido como exemplo de compromisso com a população”, declarou. Durante a sessão, também foi enfatizada a importância do Vade Mecum da Saúde 2026 como ferramenta de apoio à gestão pública. Segundo Carlos Lula, a iniciativa contribui para qualificar a tomada de decisões no sistema de saúde. “Quando fui gestor, senti na prática a necessidade de uma referência legislativa consolidada. Esse instrumento chega para orientar quem está na linha de frente e fortalecer o SUS”, disse. A senadora Ana Paula Lobato (PSB) destacou o caráter estruturante do sistema público de saúde e reconheceu a atuação do Maranhão durante a pandemia. “O SUS é uma conquista civilizatória. É impossível não registrar o esforço realizado no Maranhão, com decisões rápidas e responsabilidade para proteger a população”, afirmou. O deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) também mencionou os avanços da rede pública estadual. “Vivenciamos no Maranhão uma rede de saúde estruturada, com hospitais, policlínicas e ações que contribuíram para resultados expressivos no enfrentamento da pandemia”, declarou. Já o secretário executivo do Ministério da Saúde, Adriano Massuda, apontou a experiência maranhense como referência nacional. “A resposta do Maranhão à pandemia alterou a curva esperada da Covid-19 e se tornou objeto de estudo, pela capacidade de coordenação e resposta do sistema de saúde”, destacou. A sessão foi convocada pelo presidente do Congresso Nacional, a partir de requerimento da senadora Ana Paula Lobato e do deputado federal Márcio Jerry. O evento reuniu autoridades, especialistas e representantes de instituições da área da saúde. Também compuseram a mesa o deputado estadual Othelino Neto (PSB), o representante da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS) no Brasil, Christian Morales, e a pesquisadora da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Sandra Mara Campos Alves.
Um levantamento divulgado nesta quarta-feira (8) pelo instituto Meio/Ideia indica um cenário de forte equilíbrio na disputa presidencial, com empate técnico entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em simulações de segundo turno, além de liderança de ambos no primeiro turno.
No cenário de segundo turno entre os dois, Flávio Bolsonaro aparece com 45,8% das intenções de voto, enquanto Lula registra 45,5%, dentro da margem de erro da pesquisa.
O estudo também avaliou outros possíveis confrontos. Em uma eventual disputa contra Ronaldo Caiado (PSD), Lula soma 45%, contra 40% do ex-governador de Goiás, com 16% de brancos, nulos e indecisos. Já diante de Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 44,7%, enquanto o ex-governador de Minas Gerais tem 38,7%, com 16,6% de eleitores indecisos ou que pretendem votar em branco ou nulo.
Em cenários com outros nomes, a vantagem de Lula é mais ampla. Contra o coordenador do MBL, Renan Santos (Missão), o presidente registra 45%, frente a 26,4% do adversário, com 28,6% de indecisos, brancos e nulos. Já contra o ex-ministro Aldo Rebelo (DC), Lula aparece com 46%, enquanto Rebelo tem 22,6%, e 31,4% dos entrevistados não definiram voto.
No primeiro turno, a pesquisa também mostra disputa concentrada entre os dois principais nomes. Lula lidera com 40,4% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 37,0%, configurando empate técnico dentro da margem de erro.
Na sequência, Ronaldo Caiado aparece com 6,5%. O empresário Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo) têm 3,0% cada, enquanto Aldo Rebelo soma 0,6%.
Entre os entrevistados, 1,0% declararam intenção de voto em branco ou nulo, enquanto 8,5% afirmaram não saber em quem votar.
A pesquisa foi realizada entre os dias 3 e 7 de abril, com 1.500 entrevistas em todo o país. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais, para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. O levantamento foi financiado com recursos próprios do instituto e está registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o protocolo BR-00605/2026.