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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 5/jul/2016

Em artigo, Ney Bello critica geração que viveu às custas das oligarquias no Maranhão

ney belloO desembargador Ney Bello fez uma importante análise da geração que viveu às custas da farra do dinheiro público que dominou o Maranhão nas últimas décadas. Em artigo publicado neste domingo (3), ele ressaltou que parte da sua geração “se vê dependente de uma mesada pública, de um cargo de empréstimo, de um salário de dádiva”.

Tais facilidades alcançadas nos últimos anos devido à esquemas de corrupção, fez com que várias famílias fossem alçadas à “elite”, termo que se reconstituiu no Maranhão da bandalheira, ficando bem longe da bem aventurança nos negócios privados ou da construção de conhecimento acumulado às custas de estudo, leitura, discussão e raciocínio.

“Vejo um conjunto de sobrenomes que não se afirmou intelectualmente, não estudou o bastante, não adquiriu cultura diferenciada, não foi bem sucedido empresarialmente e, agora, não tem condições de sustentar seu modo de vida, sozinho”, pontuou no artigo.

Para ele, essa geração sanguessuga não passa de uma moribunda aristocracia das dependências estruturais, e relata que “é preciso que as gerações que estão por vir entendam que não são piores ou melhores do que ninguém. Pobres e ricos, homens e mulheres somos todos iguais”.

O recado dado pelo desembargador Ney Bello aos dependentes da oligarquia Sarney, sobretudo, se concretizou na última parte do artigo, quando ele faz a seguinte reflexão: “Precisamos de uma geração que avance para o mundo, não de uma geração que reze por uma licitação fraudada, uma assessoria gratuita ou um salário na EMAP”.

De fato, a geração “construída” às custas da farra do dinheiro público no Maranhão ao longo das últimas décadas, deixou uma geração da “elite” baseada na máxima vitorinista: “aos amigos tudo, aos inimigos os rigores dos concursos e das licitações”.

É por isso que a tal “elite” anda tão incomodada com o Maranhão que se reconstrói em um Estado feito para todos.

Confira a íntegra de UM POUCO DE LUCIDEZ, de Ney Bello:

O atual momento pelo qual passa o Maranhão suscita questões de toda ordem. Uma das que mais me chama atenção – não sem muita tristeza – é o status das vidas privadas dependentes do espaço público. Parte da minha geração se vê dependente de uma mesada pública, de um cargo de empréstimo, de um salário de dádiva. A palavra elite ficou longe da bem aventurança nos negócios privados ou da construção de conhecimento acumulado às custas de estudo, leitura, discussão e raciocínio. Vejo um conjunto de sobrenomes que não se afirmou intelectualmente, não estudou o bastante, não adquiriu cultura diferenciada, não foi bem sucedido empresarialmente e, agora, não tem condições de sustentar seu modo de vida, sozinho. Porém, a rotina lhe afirma o título de elite a partir do sobrenome e dos acesso a cargos públicos. Retiro da análise o item coluna social porque a internet desconstruiu qualquer Ibraim Sued, ludovicense ou tupiniquim.

O país é República desde 1889, mas nosso espírito ainda é da aristocracia, e pessoas que queremos bem e por quem temos ânsias e ganas de ajudar e colaborar cresceram na dependência dos negócios públicos, quer ganhando empregos sem concurso e sem formação suficiente, quer sendo beneficiárias de negócios privados. – obviamente construídos com o objetivo de sustentar uns poucos.

Estas perplexidades de infinitas grandezas, descambam das prateleiras escondidas, abandonam as suas condições de absurdos e demonstram que a nossa sociedade tem vícios torpes. Elas se tornaram tão comuns que a ausência desse protecionismo gera ofensa, tristeza e mágoa em alguns que não entendem que Duques, Barões e Marqueses já não mais existem.

Não há muito o que fazer com aqueles homens e mulheres das gerações que chegaram até a minha e que representam a moribunda aristocracia das dependências estruturais. Mas há muito a fazer com as gerações futuras.

Que tal sermos menos coniventes com o ócio de nossos filhos? Com a falta de estudo? Com os mimos tolos? Com as fofices e extravagâncias? Que tal lembrarmos que há o certo e o errado, e o errado não virou o certo só por que os nossos estão errando?

Talvez seja pedagógico dizermos sempre que depende deles se acaso serão importantes cientistas, empresários ou filósofos, ou humildes vendedores de cachorro-quente, porque só o esforço deles constrói!

O maior legado da minha geração para a dos meus filhos talvez devesse ser lhes fazer pensar sobre o mundo. Mostrar que é necessário duvidar, criticar, analisar, discutir e agir sabendo o porquê das coisas, e com base nas suas próprias opiniões.

É preciso que as gerações que estão por vir entendam que não são piores ou melhores do que ninguém. Pobres e ricos, homens e mulheres somos todos iguais.

Não sairemos da aristocracia com padrões subsaarianos se não mergulharmos na meritocracia, no fim do jeitinho, no abandono da dependência estatal e dos muitos favores. Precisamos chegar na república com igualdade de pontos de partida e na regra da não proteção, para além da lei. O vitorinismo segue nos fazendo mal com a máxima adaptável: “aos amigos tudo, aos inimigos os rigores dos concursos e das licitações”!

Precisamos de uma geração que avance para o mundo, não de uma geração que reze por uma licitação fraudada, uma assessoria gratuita ou um salário na EMAP.

O Imparcial. 03/07/2016
Ney Bello. Pós Doutor. Membro da AML. Desembargador Federal.

  • Jorge Vieira
  • 5/jul/2016

Deputados pressionam por liberação de emendas não votando matérias do Governo

Poucos parlamentares têm comparecido ao plenário para votar as matérias do Governo

Poucos parlamentares têm comparecido ao plenário para votar as matérias do Governo

Uma espécie de protesto silencioso vem ocorrendo no plenário da Assembleia Legislativa para pressionar o governador Flávio Dino (PCdoB) a liberar emendas dos parlamentares destinadas a construção de benfeitorias nos municípios onde os deputados desenvolvem suas atividades políticas.

Como consequência do boicote, os parlamentares estão deixando de votar as matérias do governo que estão na ordem do dia não dando quórum às sessões plenárias, como ocorreu nesta segunda-feira (04), e alguns estão dispostos a manter o protesto branco como forma de conquistar seus objetivos.

Faltando três meses para as eleições municipais, deputados reclamam, em off, que prefeituras estariam sendo discriminadas e acusam o secretário Marcelo Tavares pela suposta interferência na liberação dos recursos, o que não é verdade.

Recentemente, em entrevista aos jornalistas Jorge Vieira (titular deste blog) e Raimundo Garrone, o governador Flávio Dino falou abertamente sobre a revolta ou descontentamento de parlamentares em relação a liberação de emendas.

“Eu respeito muito o instituto da emenda parlamentar, por que sei que ela é importante. Agora, nós estamos vivendo uma crise econômica igual a 1929, 1930. Então eu não posso quebrar o Estado para atender um segmento, qualquer que seja ele. Isso vale desde as emendas parlamentares, como vale para as reivindicações salariais dos servidores públicos”.

O governador disse ainda que que gostaria de atender todas, mas que tem a responsabilidade de quem está gerindo. Observou ainda que acompanha três vezes ao dia a conta do Estado e sabe a previsão de receita, a previsão de despesa que cresce inexoravelmente até pela necessidade de prover serviços públicos e que não pode quebrar o Estado.

“Sempre digo para todos os setores, como digo aos parlamentares, não me convidem para transformar o Maranhão no Rio de Janeiro, não me convidem porque eu não vou. Não me convidem para transformar o Maranhão no Rio Grande do Sul, porque eu não vou. Agora digo isso de modo muito transparente. Estamos fazendo tudo que gostaríamos? Não. Mas estamos fazendo mais do que praticamente todos os estados”, enfatiza o governador.

Flávio Dino chama atenção para o fato da maioria dos governadores está passando zero de emenda parlamentar. “Eu sei porque me reúno todos os meses com os governadores e pergunto. A maioria está atrasando salários, ninguém está dando aumento para ninguém, nós estamos dando aqui no Estado. Claro que não nos índices que eu gostaria, mas estamos dando”, observou.

 

  • Jorge Vieira
  • 5/jul/2016

Edivaldo Holanda destaca execução do Minha Casa, Minha Vida em São Luís

minhacasaAo longo de sua gestão, o prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, entregou 11 mil unidades habitacionais e está construindo mais 8 mil, por meio do Programa Minha Casa, Minha Vida, sendo reconhecido como uma das maiores ações do programa no nordeste. A ação também é reconhecida pelo parlamento maranhense. Em sessão legislativa, nesta segunda-feira (4), o deputado estadual Edivaldo Holanda (PTC) destacou a execução do programa.

O parlamentar elogiou a entrega das casas do Residencial Vila Maranhão, entrega também reconhecida pela imprensa local e destacada por Edivaldo na tribuna da Assembleia.

“Foram 944 apartamentos que reativavam um dos mais perenes sonhos do homem vivente em sociedade, o sonho da casa própria. Estava nos olhos dos presentes uma expressão indizível de conquistas e de vitória, um indescritível olhar de finalmente capaz de embevecer o mais cansado dos corações. E era mais uma obra que evidencia a oportunidade de parcerias em qualquer estágio da administração, pois se uniam para aquele ato o Governo Federal e a Prefeitura de São Luís”, disse.

Edivaldo também destacou o alcance social provocado pelo programa na vida de milhares de pessoas. Segundo ele, a entrega corrige injustiças sociais e reaviva a esperanças de pessoas que sonham com a casa própria. Ele destacou ainda a emoção da população ao agradecer ao prefeito Edivaldo.

“Foi possível compreender a importância de programas sociais como esse, o alcance de ser líder, Prefeito de uma cidade como São Luís, entre gentes que quase sempre foram esquecidas e ser o agente a concretizar milhões de sentimentos disparados dos olhares de mil famílias na plateia”, disse.

Ele finalizou ressaltando ainda a soma de 11 mil moradias já entregues em três anos e meio de mandato e mais oito mil em fase de construção. “É o maior programa habitacional da história de São Luís. Realizações como essa nos convencem de que, apesar de tudo, onde houver transparência e honestidade, o Brasil é perfeitamente governável e que a capacidade de entregar sonhos nos faz parte desse esforço pela construção de um ser humano muito mais amado e muito melhor”, destacou o deputado.

  • Jorge Vieira
  • 4/jul/2016

Detran-MA lança Auto de Infração Eletrônico

O Governo do Estado, por meio do Departamento Estadual de Trânsito do Maranhão (Detran-MA), apresentou, nesta segunda-feira (4), em São Luís, o Auto de Infração Eletrônico (AIT), um dispositivo portátil e informatizado que será utilizado nas ruas em operações de trânsito, substituindo o tradicional talão de infrações. O uso começa neste fim de semana em ação a ser efetivada pelo Detran-MA e Companhia de Polícia Rodoviária Independente (CPRV InD). 

Foto 1_Divulgação_Detran_04072016 - Detran- MA apresenta Auto de Infração EletrônicoParticiparam da solenidade de apresentação da nova ferramenta, o secretário de Estado da Segurança Pública, Jefferson Portela; a diretora Geral do Detran-MA, Larissa Abdalla; o comandante Geral da Polícia Militar do Maranhão, coronel José Frederico Gomes Pereira; o comandante CPRV InD, Major Augusto Magalhães, entre outras autoridades.

“O Auto de Infração Eletrônico vai dar mais segurança e eficiência aos processos de fiscalização. O investimento nessa tecnologia é mais uma demonstração de que o Detran-MA está modernizando os seus serviços.  Não pretendemos multar mais condutores, pretendemos, sim, que o número de infratores, seja menor a cada operação”,  declarou Larissa Abdalla.

O uso dessa tecnologia tem como foco principal diminuir a impunidade e garantir mais eficiência, lisura e transparência no processo de notificação de condutores e veículos que cometem infrações no tráfego, em operações de fiscalizações.

O Auto de Infração Eletrônico funciona numa plataforma tipo smartphone que vai ficar conectada ao banco de dados do Detran-MA, proporcionando maior agilidade, segurança, diminuição de erros e extravios.

“Essa é uma ferramenta de tecnologia que vai ajudar a compor o sistema de segurança do Estado. Vamos tratar com muita seriedade mais esse passo do Detran-MA, garantindo o respeito à vida e às leis de trânsito”, explicou o secretário de Segurança do Estado, Jefferson Portela.

Para o comandante da CPRV InD, Augusto Magalhães, o  AIT facilitará o trabalho de abordagem. “Vai ser bem mais ágil, não vamos precisar perder muito tempo pesquisando leis, preenchendo formulários. Teremos uma maior mobilidade”.

Acesso

O dispositivo vai oferecer acesso amplo às informações do Código de Trânsito Brasileiro (CTB) e legislações de trânsito correlatas. Para gerar o Auto de Infração Eletrônico, a lavratura da infração passa a ser feita por meio do preenchimento de campos em plataforma digital e quem cometeu a infração vai ter a possibilidade de assinar eletronicamente o auto, que é impresso com auxílio de uma impressora de bolso que deverá estar com o policial no momento.

No final de junho, o Detran-MA, realizou um treinamento voltado aos policiais da CPRV-InD, sobre o manuseio e funcionamento da nova ferramenta.

Confira um resumo de como funciona o AIT

1 – O agente de trânsito efetua sua identificação, por meio de login e senha e também assina digitalmente o auto, com auxílio de caneta óptica;

2 – Identificação do tipo infrator;

3 – Identificação do veículo;

4 – É possível juntar ao auto, fotos do cenário de cometimento da infração;

5 – Anotam-se informações referentes ao condutor infrator;

6 – É realizada a tipificação da infração e da medida administrativa a ela associada (recolhimento de documentos, por exemplo);

7 – Finalizado o preenchimento, sincroniza-se o Auto com a base de dados do Detran-MA. Depois disso, não é possível mais fazer alterações do AIT.

  • Jorge Vieira
  • 4/jul/2016

Pedidos de falência registram alta de 26,5% no 1º semestre de 2016

Os pedidos de falência registraram alta de 26,5% no 1º semestre de 2016 em relação ao mesmo período de 2015, segundo dados da Boa Vista SCPC (Serviço Central de Proteção ao Crédito), com abrangência nacional. Em junho, o número de pedidos de falências aumentou 20,2% na comparação mensal e 22,8% na comparação com junho de 2015.

No 1º semestre do ano, as falências decretadas subiram 11,3% em relação ao período equivalente do ano anterior. Na comparação interanual cresceram 0,9% e recuaram 15,6% ante o mês anterior.

Os pedidos de recuperação judicial e as recuperações judiciais deferidas, no acumulado do semestre, também seguiram tendência de alta, registrando 113,5% e 118,8%, respectivamente.  A tabela 1 resume os dados.

O crescimento das falências no primeiro semestre de 2016 é bem mais significativo do observado no primeiro semestre de 2015, quando os pedidos acumulavam alta de 9,2%.

A fraca atividade econômica e os elevados custos atingiram fortemente o caixa das empresas ao longo de 2015, e os pedidos de falência fecharam aquele ano com crescimento de 16,4%. Já as recuperações cresceram 51,0%. A tendência de alta não só continuou como se intensificou neste primeiro semestre do ano.

Sem previsão de mudança no cenário macroeconômico em 2016, os indicadores parecem conservar, de forma mais intensa, a tendência observada ao longo de 2015.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por porte

A tabela 2 mostra como estão distribuídas as falências e recuperações judiciais por porte de empresa no 1º semestre de 2016, a partir dos critérios de porte de empresa adotados pelo BNDES.

As pequenas empresas, por exemplo, representam cerca de 86% dos pedidos de falências e 92% das falências decretadas. Tanto nos pedidos de recuperação judicial como nas recuperações judiciais deferidas, as pequenas empresas também correspondem ao maior percentual, 93% e 92% respectivamente.

Distribuição das falências e recuperações judiciais por setor

Na divisão por setor da economia, o setor de serviços foi o que representou mais casos nos pedidos de falência (40%), seguido do setor industrial (34%) e do comércio (26%). Embora não seja o setor responsável pelo maior percentual de falências, o setor industrial foi o único que cresceu acima dos 26,5%, crescendo 30,6%.  Serviços cresceram 29,5% e comércio 16,3%. Para os demais dados, segue o resumo apresentado na tabela 3 abaixo:

Metodologia

O indicador de falências e recuperações judiciais é construído com base na apuração dos dados mensais registradas na base de dados da Boa Vista SCPC, oriundas dos fóruns, varas de falências e dos Diários Oficiais e da Justiça dos estados.

  • Jorge Vieira
  • 4/jul/2016

Dinheiro desviado financiou blog e escola de samba, diz Lava Jato

Os investigadores da Lava Jato afirmam que a propina com origem em uma obra da Petrobras no Rio financiou uma escola de samba, blog e familiares do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira.
O petista, que está preso desde a semana passada, é o principal alvo da 31ª fase da operação, deflagrada nesta segunda-feira (4).
A informação sobre o destino do dinheiro pago, de acordo com a investigação, partiu do acordo de colaboração premiada do ex-vereador Alexandre Romano, que chegou a ser detido na Lava Jato no ano passado.
Ele afirmou que intermediou propina para Ferreira e que, para isso, usou suas empresas, a Oliveira Romano Sociedade de Advogados, a Link Consultoria Empresarial e a Avant Investimentos e Participações. Ainda segundo o delator, o dinheiro, estimado em R$ 1 milhão, veio de construtoras integrantes do consórcio Novo Cenpes, como a OAS e Carioca Engenharia. Romano afirmou que simulou contratos.
“A escola de samba era vinculada a ele [Ferreira]. Esses pagamentos foram indicados a Alexandre Romano”, disse em entrevista coletiva o procurador da República Roberson Pozzobon, que não revelou o nome da agremiação.
“Ele buscava apoio político nas mais variadas frentes”, comentou o procurador. “Não eram pagamentos que revertiam às contas do partido exclusivamente, mas havia benefícios pessoais.” Parentes e empresas ligadas ao ex-tesoureiro também receberam parte das transferências.

ESQUEMA

Nesta fase da Lava jato, denominada “Abismo”, foi identificado o pagamento de R$ 39 milhões em propina entre 2007 e 2012 –sendo que R$ 1 milhão teria beneficiado diretamente Paulo Ferreira.
Os valores viriam de um esquema de fraude em licitação para reforma do Cenpes (Centro de Pesquisas da Petrobras), na Ilha do Fundão, zona norte do Rio de Janeiro.
As investigações, corroboradas pelo acordo de leniência e acordos de colaboração com a empresa Carioca Engenharia e seus executivos, indicaram a formação de um cartel na disputa por três obras da Petrobras em 2007: uma sede administrativa em Vitória, o CIPD (Centro Integrado de Processamento de Dados), no Rio, e o Cenpes.
Além da Carioca Engenharia, a OAS, a Construbase, a Construcap e a Schahin Engenharia ficaram com a última obra pelo Consórcio Novo Cenpes.
De acordo com o Ministério Público Federal, a construtora WTorre, que não havia participado dos ajustes, apresentou proposta de preço inferior. As empresas, então, teriam pagado R$ 18 milhões para que a empreiteira saísse do certame, permitindo que o consórcio renegociasse o preço com a Petrobras.
O contrato foi fechado em cerca de R$ 850 milhões.
Além dos ajustes e fraude na licitação, houve pagamento de propina a funcionários da diretoria de Serviços da Petrobras e a Paulo Ferreira.
Foram identificados pagamentos ilícitos a diversos operadores, sendo: R$ 16 milhões ao empresário Adir Assad, condenado na Lava Jato, investigado em CPI sobre o bicheiro Carlos Cachoeira e denunciado sob suspeita de lavagem em obra do governo de São Paulo; R$ 3 milhões para Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, delatores na operação e ligados à empreiteira OAS; US$ 711 mil para Mario Goes, também delator; e R$ 1 milhão para Alexandre Romano, ex-vereador do PT cuja delação baseou a Operação Custo Brasil.
Na colaboração, dirigentes Carioca Engenharia reconheceram a fraude à licitação e o pagamentos de propinas, o que foi reforçado com a identificação de contratos fictícios e transferências bancárias pelos investigadores.
Pedro Barusco, ex-gerente da Petrobras, afirmou que a obra ganhada pelo consórcio rendeu propinas de 2% do valor do contrato. Segundo ele, os recursos também foram destinados ao ex-diretor da estatal Renato Duque e a agentes do PT.

  • Jorge Vieira
  • 4/jul/2016

STF determina quebra de sigilo bancário de Waldir Maranhão

Segundo a PGR, há suspeitas de que Maranhão teria atuado em favor de esquema fraudulento

O ministro do STF (Supremo Tribunal Federal) Marco Aurélio Mello ordenou a quebra do sigilo bancário do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA), após a Procuradoria-Geral da República apontar, em petição, “fortes indícios” de envolvimento do parlamentar em fraudes com institutos de previdência de servidores públicos.

A decisão, tomada no dia 27, indica que a investigação está vinculada a declarações de um colaborador em delação premiada que tramita em segredo no STF (saiba mais). O acordo de delação foi encaminhado em novembro de 2013 pelo TRF (Tribunal Regional Federal) da 1ª Região e homologado por Marco Aurélio em março de 2014.

Segundo a PGR, há suspeitas de que Maranhão, “mediante recebimento de vantagem indevida, teria atuado em diversas prefeituras em favor de esquema fraudulento de investimento nos regimes de Previdência” de prefeituras.

A investigação no STF é um desdobramento da Operação Miqueias, deflagrada pela Polícia Federal em setembro de 2013 com ordens de 27 prisões e 75 buscas e apreensões concedidas pelo desembargador do TRF Cândido Ribeiro. A PF detectou uma rede de empresas de fachada usadas para lavagem de dinheiro que estariam sob controle de um dos principais doleiros de Brasília, Fayed Antoine Traboulsi.

O grupo, segundo a PF, usava contas bancárias “de empresas fantasmas ou de fachada, cujos quadros societários são compostos por ‘laranjas’” e fazia “saques em espécie por interpostas [intermediárias] pessoas”.

A PF apontou que o dinheiro que alimentava essas contas estava relacionado à venda, por corretoras de valores, de títulos a diversos fundos de previdência estaduais e municipais. Segundo a PF, o esquema usava vendedoras de títulos, conhecidas como “pastinhas”, para cooptar prefeitos e gestores dos fundos de previdência a fim de adquirir papéis podres –sem valor de mercado, que a curto e médio prazos gerariam prejuízos aos fundos.

Em troca da aquisição, a quadrilha remunerava os agentes públicos com dinheiro e presentes. A PF estimou um desvio de R$ 50 milhões.

O nome de Maranhão surgiu na investigação a partir da interceptação de telefonemas de Fayed. Em um dos diálogos, o parlamentar aparece como alguém que apresentaria o doleiro a agentes públicos que poderiam fazer negócios de interesse do grupo. Em gravação, o doleiro diz que ele e Maranhão poderiam “fazer um negócio bom”.

Em maio passado, a revista “Veja” afirmou que um delator teria dito que Maranhão recebeu R$ 60 mil por ter intermediado uma compra de títulos do fundo previdenciário de Santa Luzia (MA).

Outro lado

O advogado de Waldir Maranhão no inquérito que tramita no STF, Michel Saliba, afirmou que a quebra de sigilo bancário de seu cliente é “absolutamente normal dentro de um procedimento investigatório” e que o parlamentar está à disposição para prestar esclarecimentos.

“O deputado está absolutamente tranquilo sobre a investigação. Quanto mais se investigar, mais se concluirá pela absolvição do deputado”, disse. Ele afirmou que Maranhão nega ter recebido “vantagens indevidas” do grupo do doleiro Fayed Traboulsi.

Folha de São Paulo

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