Pelo menos cinco políticos maranhenses podem buscar uma nova legenda de acordo com as determinações da Executiva Nacional de seus respectivos partidos. Nem sempre o que é planejado em Brasília é aceito no Maranhão e vice e versa, quando isso acontece é preciso muita negociação ou buscar novo abrigo.
A deputada federal Eliziane Gama (PPS) sonha com o Senado, mas não abre mão de ficar sem mandato, por isso pretende ficar na base de apoio ao governador Flávio Dino (PCdoB) em qualquer circunstância. Caso o PPS siga o caminho de candidatura própria como o PSDB, Gama buscará outro partido.
Isso não seria nenhuma dificuldade já que ela voltou ao Partido Popular Socialista a contra gosto. Na mesma situação está o vice-governador Carlos Brandão (PSDB). Ele tem dito que não deixa o PSDB. A questão é: se os tucanos tiveram candidato ao governo, Brandão abandonaria Flávio Dino? Dificilmente.
Roberto Rocha (PSB) é o famoso “vira casaca”. Para onde conseguir negociar ele segue. Será candidato ao governo no partido que aceitar sua candidatura, portanto, deverá sair do PSB. Seu sonho seria entrar no PMDB, com a benção de Zé Sarney. No entanto, se contentaria no ninho tucano.
O deputado Rogério Cafeteira já avisou que irá sair candidato a reeleição na Assembleia na base governista, dependendo do caminho do PSB.
Por fim, Zé Reinaldo (PSB). O ex-governador tem duas exigências: ser candidato ao Senado e não ficar no mesmo partido de Roberto Rocha. Portanto, é outro que irá aguardar o posicionamento da executiva socialista.
O deputado estadual Bira do Pindaré (PSB) participou, na tarde desta quarta-feira (08), do Encontro de Governança para Metropolização da Grande São Luís promovido pelo Governo do Maranhão. Para ele, um passo importante porque é o primeiro evento que reuniu os representantes dos treze municípios que farão parte da região metropolitana, para conhecer, mas também dialogar sobre o conteúdo de organização.
A Metropolização é uma bandeira antiga defendida por Bira, que levou, no mesmo dia, o assunto para a tribuna da Assembleia Legislativa do Maranhão. “Um tema prioritário para os municípios da ilha e da região, como também para o Maranhão. Já temos legislação aprovada por esta casa desde 2015, mas, de fato, é algo que só existe no papel. E, agora, chegou a hora de colocarmos em prática”, afirmou ele ao lembrar que o momento é propício, tendo em vista que os quatro prefeitos da Ilha convergem politicamente e estão abertos ao dialogo. Fato que, segundo ele, favorece porque cria um ambiente mais tranquilo.
O parlamentar destacou ainda que o Estado está decidido a dar todo o apoio necessário com a finalidade de criar as condições adequadas para tornar a metropolização realidade no Maranhão. Segundo frisou, o governador Flávio Dino não tem medido esforços e criou dentro do governo uma estrutura para cuidar especificamente da temática.
A Grande São Luís abrange, segundo informativo do Estado, treze municípios. São Luís, Ribamar, Raposa, Paço, Alcântara, Bacabeira, Rosário, Axixá, Santa Rita, Presidente Juscelino, Cachoeira Grande, Morros e Icatu.
“É importante que esta Casa acompanhe cada passo que será dado porque os desdobramentos serão aqui na Assembleia Legislativa, visto que nos compete aprovar as leis necessárias que vão complementar as decisões para implantar a região metropolitana”, defendeu.
Durante o Workshop, parte da programação do Encontro, os palestrantes apresentaram experiências exitosas em outros estados, como São Paulo e Pernambuco; e explicaram a função e importância de cada agente organizacional, como, por exemplo, o Conselho Participativo e a Agência Executiva Metropolitana; além do sustento financeiro e trabalho que poderá ser desenvolvido.
Limites Territoriais
O deputado Bira ressaltou também a importância de se discutir e encaminhar soluções para os limites territoriais, uma questão, classificada por ele como grave e antiga que nunca foi resolvida. Ele defendeu que esta é a oportunidade que se tem para resolver o problema, não apenas entre São Luís e Ribamar, mas também Paço do Lumiar e Raposa.
“É um problema indiscutivelmente grave, que até hoje não foi resolvido. Portanto, chegou a hora de dar esse passo decisivo também nesta direção. Acompanharei a discussão e certamente vou levar esse tema à Casa Legislativa muitas vezes. Já tratamos desse assunto algumas vezes, ano passado nos reunimos inclusive em audiência pública, mas é preciso que a gente dê outros passos mais concretos e decisivos no sentido de resolver a questão. Não vamos permitir que a população continue sofrendo”, concluiu.
A escolha do senador Edison Lobão para a Comissão de Justiça e Cidadania do Congresso Nacional é um disparate sem precedentes.
Primeiro porque, a CCJ é uma das instâncias mais importantes no processo da Operação Lava Jato. Segundo porque, pelo motivo anterior, Lobão foi citado em todas as vezes no esquema. Incoerente não?
Agora, é esperar para ver o desenrolar da Operação. Junto com Lobão, o presidente Michel Temer, também foi citado várias vezes nas delações (total de 43 vezes).
De volta ao sarneysismo
E, confirmando as expectativas deste blog, o senador Roberto Rocha caminha de volta para o grupo Sarney a passos largos. Com a escolha de Lobão para a CCJ, Rocha o parabenizou em sua rede social, mas recebeu um enxurrada de críticas. Pudera: ninguém tolera mais sarneysistas ou simpatizantes deste.
Intimação
E, por falar em Sarney, o ex-senador tem sido procurado pelo Juiz Sério Moro para prestar depoimento. Mas, como fez a vida toda, José Sarney se esquiva e não é encontrado “por acaso”. Vamos ver até onde Moro terá paciência.

Roberto Rocha parabenizou Lobão pelo comando da CCJ e recebeu críticas severas

O deputado estadual Professor Marco Aurélio (PCdoB) continua sua luta em defesa da bonificação nas notas do Exame Nacional do Ensino Médio – ENEM, para os alunos oriundos de escolas maranhenses no ingresso dos principais cursos da Universidade Federal do Maranhão. Segundo o parlamentar, grande parte dos principais cursos da UFMA, como medicina, acabam sendo ocupado por estudantes de outros estados, que ao final do curso retornam para seus estados de origem e desfalcam os campos profissionais maranhenses.

O ex-presidente José Sarney, durante cerimônia de posse do ministro da Cultura, Marcelo Calero, no Palácio do Planalto – Givaldo Barbosa / Agência O Globo/24-05-2016
O Globo – O juiz Sérgio Moro tenta intimar há quase dois meses, sem sucesso, o ex-senador José Sarney para depor como testemunha do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em processo da operação Lava-Jato. A tentativa de comunicar Sarney se transformou numa espécie de saga para funcionários do judiciário maranhense. Um deles teve de usar uma lancha para chegar a uma ilha, um dos endereços de Sarney naquele estado. A videoconferência está marcada para o dia 14 de fevereiro, quando ele falará com Moro.
A ordem para a intimação do ex-senador foi expedida por Moro no dia 6 de dezembro. A primeira visita feita pelo oficial de Justiça ao endereço de Sarney ocorreu em 19 de dezembro, na Rua Alpercatas, no bairro do Calhau, em São Luís. Na residência de Sarney, na capital maranhense, o oficial foi recebido pelo PM que faz a segurança do local. Foi informado que Sarney estava em Brasília e que dificilmente se encontra no local.
A segunda tentativa ocorreu na última segunda-feira. Oficiais de Justiça navegaram até a Ilha Curupu, na Baía de São Marcos, no município de Raposa, próximo a São Luís, onde ficam as mansões de veraneio da família Sarney. A casa mais antiga é a do ex-senador e a outra, mais nova, de sua filha, a ex-governadora Roseana Sarney. A ilha é particular, mas algumas famílias de pescadores receberam autorização para continuar a morar ali, em casas de madeira.
Foram os pescadores que receberam o oficial de Justiça, que foi aos dois imóveis. O primeiro, que seria o de Sarney, estava fechado. No segundo, o funcionário foi recebido por um vigia que se identificou apenas como Índio e disse que raramente Sarney aparece por lá, porque a família só usa a ilha no verão.
Na última quinta-feira, Sarney esteve no hospital Sírio-Libanês, em São Paulo, onde visitou Lula e a ex-primeira dama Marisa Letícia, morta no dia seguinte. O ex-senador estava acompanhado do presidente Michel Temer e do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, entre outros peemedebistas.
Neste processo em que Sarney foi arrolado como testemunha de defesa, Lula é acusado pela força-tarefa da Lava-Jato por lavagem de R$ 1,3 milhão pagos pela OAS para armazenar o acervo presidencial entre janeiro de 2011 e janeiro de 2016 em depósitos da Granero. Foram 21 pagamentos mensais de R$ 21,5 mil e, segundo os procuradores, a quantia era proveniente de crimes praticados pela empreiteira em licitações da Petrobras.
A defesa do ex-presidente afirma que a armazenagem do acervo presidencial foi negociada com o Instituto Lula como contribuição privada, depois que ele deixou o governo.
Sarney foi convocado para depor para que explique à Justiça como fez para armazenar o acervo de seu governo (1985-1990).
O GLOBO procurou tentou contato com o ex-senador. No entanto, a assessoria de Sarney ainda não retornou as ligações até o início da noite desta quarta-feira.
O deputado Rafael Leitoa (PSB) é quem vai liderar o blocão governista, composto por 23 parlamentares. Caberá a ele a missão de comandar a bancada nas votações em plenários e costurar acordos com outros dois blocos considerados independentes a aprovação das matérias de interesse do Poder Executivo no plenário da Assembleia Legislativa.
Leitoa deverá interagir, principalmente, com os dez parlamentares ditos independentes, mas que possuem afinidades com o Palácio dos Leões, já que os dois blocos de oposição, certamente por ser um ano preparatório para as eleições de 2018, deverá tentar criar todo o tipo de dificuldades ao Governo.
São considerados independentes os blocos União Parlamentar, composto pelos deputados Carlinhos Florêncio (PHS), Josimar de Maranhãozinho (PR), Léo Cunha (PSC), Sérgio Frota (PSDB) e Vinícius Louro (PR), e Unidos Pelo Maranhão: Alexandre Almeida (PSD), Eduardo Braide (PMN), Graça Paz (PSL), Max Barros (PRP) e Wellington do Curso (PP). Neste último grupo, somente não acompanham o governo o ressentido Eduardo Braide e a deputada Graça Paz, que já anunciou que segue o marido assessor do senador Roberto Rocha, o “Asa de Avião”, adversário de Dino.
Rafael Leitoa terá que “duelar”, no entanto, com dois blocos oposicionistas, sendo um liderado, provavelmente por Andréa Murad (PMDB) e composto Nina Melo (PMDB), Roberto Costa (PMDB) e Sousa Neto (PROS), enquanto Adriano vai comandar a liderança do PV, que contará ainda com Edilázio Júnior, Hemetério Weba e Rigo Teles, todos filiados ao Partido Verde.
O Governo do Maranhão editou Medida Provisória e ampliou o apoio financeiro às micro e pequenas empresas do estado.
Agora, para cada novo funcionário empregado o governo irá pagar R$ 500,00 por mês ao empregador.
Nas palavras do governador Flávio Dino, que editou a medida, o objetivo é aumentar o nível de empregabilidade do Estado.
