A ex-governadora Roseana Sarney (PMDB) fez uma estrondosa festa em sua mansão em Brasília para comemorar a vitória que o presidente Michel Temer (PMDB) obteve no Congresso. O motivo: ela estaria feliz porque agora vai poder contar com o apoio de Temer para se candidatar em 2018.
Ao derrubar na Câmara dos Deputados o prosseguimento da denúncia de corrupção passiva contra ele, Temer se livrou de uma possível cassação de mandato e deve se manter no cargo até o final de 2018. Caso a denúncia fosse aceita e Temer tivesse que deixar a Presidência, Roseana sairia prejudicada nas próximas eleições. A ex-governadora espera contar com o generoso apoio da máquina federal durante a sua campanha. Com Temer fora do Governo Federal, Roseana reduziria ainda mais suas chances de voltar ao poder.
A única vez que Roseana lançou candidatura sem dispor do aparato da máquina pública, em 2006 – quando não era governadora – ela acabou perdendo as eleições para Jackson Lago. Seu pai, o oligarca José Sarney, teve que atuar politicamente, para, no tapetão, conseguir a cassação de Lago e o retorno forçado de sua filha ao comando do executivo estadual no Maranhão.
A ex-governadora Roseana Sarney, embora pressionada a assumir uma pré-candidatura ao Governo do Estado em 2018, mostra-se indecisa em aceitar o desafio. O pai oligarca pressiona por entender que sem um candidato competitivo, o sarneisismo no Maranhão, já em fase elevada de decomposição, será definitivamente sepultado.
Na avaliação da cúpula sarneisista, a candidatura de Roseana, embora sem chance de vencer a disputa contra o governador Flávio Dino, salvaria a eleição de representantes na Assembleia Legislativa, Câmara Federal e até a possibilidade de um senador, mantendo desta forma o grupo vivo para um confronto em 2022. Sem ela, temem uma debandada geral.
A ex-governadora é o único nome que o PMDB possui em condições de manter a esperança de sobrevivência do grupo, mas ela teme ser novamente humilhada nas urnas, como foi em 2002 quando perdeu para Jackson Lago e em 2014 apoiando Edinho Lobão. A vaidade de Roseana, segundo avalia uma fonte do PMDB, não lhe permite sacrifício.
O fato é que Roseana continua sendo uma dúvida. Todos os dirigentes peemdebistas querem e pressionam para que ela decida pela pré-candidatura, mas o temor de enfrentar uma eleição completamente adversa é tão grande que a faz pensar e adiar a decisão para 2018, deixando desta forma aqueles que apostam em sua candidatura na expectativa.
Os críticos do prefeito Edivaldo Holanda Junior devem está se remoendo por dentro com a guinada da administração. Mesmo com a drástica queda do Fundo de Participação dos Municípios, algo em torno de 40%, nos meses de junho e julho, bastou cessarem as chuvas para se verificar os avanços nas execuções do programas que visam recuperar os estragos provocado pelo rigoroso inverno.
As principais avenidas foram limpas e recuperadas, o serviço de capina está funcionando, inclusive nos bairros, escolas estão sendo recuperadas, estruturadas e entregues à população, como ocorreu na última segunda-feira (7), e o programa “Asfalto na Rua”, está a pleno vapor e vai colocar 100 quilômetros de asfalto na cidade.
As chuvas que caíram nos primeiros seis meses do ano provocaram estragos, também na rede municipal de ensino, mas com competência e convicção, Edivaldo Júnior executa o Programa Educar Mais e iniciou agosto entregando mais duas escolas requalificadas, reestruturadas e até o fim de agosto está prevista a entrega de mais 25 escolas A a meta, segundo o prefeito, até o fim do ano é atingir 50% da rede.
Enquanto a grande maioria dos municípios brasileiros estão praticamente com suas atividades paralisadas por falta de recursos, a capital do Maranhão, com uma gestão séria e transparente consegue manter a máquina administrativa funcionando e ainda honra o compromisso de manter em dia o salário dos servidores, já tendo pago, inclusive, metade do décimo terceiro salário.
E tudo está sendo feito em plena crise política e econômica que corrói a capacidade de investimento de estados e municípios. Mas como temos um gestor honesto que não permite corrupção, a administração vai andando na contramão da crise e superando obstáculos para que a população se beneficie dos serviços que estão sendo executados.
As polêmicas e a saga dos pioneiros da imprensa no Maranhão estão sendo contadas no programa Documento Especial, que estreou no último domingo (6), na TV Assembleia (canal aberto 51.2 / 17 TVN). São quase 200 anos de história relatadas por jornalistas e pesquisadores da Comunicação maranhense. A apresentação é dos jornalistas Ismael Gama e Márcia Carvalho.
O programa traz histórias, fatos curiosos e momentos importantes, como o surgimento dos primeiros jornais impressos, além do advento do rádio e da televisão no Maranhão. É a primeira vez que uma emissora maranhense relata a história daqueles que fizeram e ainda fazem a notícia no estado.
“O objetivo é contar a história da imprensa do Maranhão desde os primeiros jornais, como ela se desenvolveu ao longo das décadas e como cada um desses personagens contribuiu para a formação do nosso estado. A nossa proposta é relatar um pouco dessa história, trazendo essa informação aos nossos telespectadores”, explicou a jornalista Márcia Carvalho.
O primeiro episódio da série traz como entrevistado Sebastião Jorge, professor emérito da Universidade Federal do Maranhão (UFMA), um dos fundadores do curso de Jornalismo da UFMA, autor de oito livros e Imortal da Academia Maranhense de Letras (AML). Ele faz um resgate dos primeiros jornais que circularam no Maranhão no período do Império e a saga dos primeiros jornalistas maranhenses.
O próximo programa, que deve ir ao ar no mês de setembro, retratará o jornalismo maranhense nas décadas de 50, 60 e 70. Entre os entrevistados, José Ferreira Júnior, pesquisador da UFMA; Helena Heluy, ex-deputada e uma das primeiras mulheres a trabalhar em redação de jornal impresso no Maranhão; Reginaldo Teles, braço direito de Neiva Moreira, fundador do Jornal do Povo; e Benedito Buzar, presidente da AML.
O Documento Especial vai ao ar as segundas e quartas, às 11h30, as terças, às 18h30, e aos sábados, às 15h30. A íntegra do programa também está disponível em www.al.ma.leg.br/tv e, também, na página da TV e Rádio Assembleia Maranhão no Facebook. Assista!
O prefeito Edivaldo Holanda Júnior (PDT) iniciou agosto entregando, nesta segunda-feira (7), mais duas escolas requalificadas e reestruturadas. Registra com a ação avanços na execução do programa Educar Mais, uma estratégia de impulsionar a elevação dos índices educacionais de São Luís. As inaugurações integram o calendário de comemorações de aniversário de 405 anos de fundação de São Luís que a Prefeitura antecipa celebrando a data com entrega de obras importantes para as comunidades.
Ministério Público Estadual, Federação dos Municípios do Estado do Maranhão e Tribunal de Contas do Estado reuniram, nesta segunda-feira (7), com a finalidade de tratar da aplicação dos recursos devidos aos municípios maranhenses, provenientes da sentença condenatória que versa sobre a complementação do Fundef.
O Fundef foi substituído pelo Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos profissionais da Educação (Fundeb) e é composto por recursos de cada estado e complementado pela União nos casos em que não alcance o valor mínimo previsto nacionalmente.
A reunião foi solicitada pela Famem, que pede que os valores referentes aos precatórios não sejam aplicados 100% na educação, por considerar o valor alto. De acordo, com a Famem, os prefeitos querem aplicar por exemplo 30% na educação, 20% na saúde e o restante de acordo com as necessidades de cada município, por entender que como é uma ação judicial indenizatória e não voluntária, é possível fazer a aplicação dos recursos desta forma. A preocupação dos prefeitos em trazer a discussão para o TCE é, dentre outras, evitar problemas com a prestação de contas no próximo ano.
Os recursos provenientes dos processos que se encontram em fase de precatórios giram em torno de R$ 224 milhões de reais, a serem divididos inicialmente para 12 municípios. A divisão dos recursos será feita de forma relacionada com a quantidade de estudantes matriculados na rede municipal.
O procurador-geral de justiça, Luiz Gonzaga disse que a Rede de Controle vai se reunir para discutir o assunto e tomar uma decisão. Mas reforçou que a Rede “está aberta ao diálogo e que será preciso se reunirem para analisar legalmente o pedido. O entendimento deverá ser unificado. Agiremos sempre pautados na legalidade”.
Para a coordenadora do CAOp, o pedido da Famem “é uma situação que tem que ser analisada com muito cuidado. Esses recursos refletem uma oportunidade de revolucionar a educação no Maranhão, reverter os nossos índices que ainda são muito baixos. Infelizmente no nosso estado ainda existem escolas de taipa, transporte escolar de pau de arara, escolas multi seriadas”, ponderou Érica Beckman.
FUNDEF – Em 1999, o Ministério Público Federal em São Paulo propôs ação contra a União. Foi constatado que os repasses financeiros que foram efetuados eram inferiores ao devido. O caso, que transitou em julgado em 2015, foi concluído com sentença que condenou a União a pagar as diferenças de complementação do Fundef aos municípios, correspondente ao Valor Mínimo Anual por Aluno (VMMA). Foi solicitado pelo MPF que o pagamento da verba ocorra mediante precatório, repassando-se os recursos para a conta única e específica de cada município vinculada ao Fundeb.