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Autor: Jorge Vieira
  • Jorge Vieira
  • 9/set/2017

Público lota Praça Maria Aragão para celebrar aniversário de 405 anos de São Luís com louvor

Uma grande festa cristã com muita música e mensagens de esperança e fé marcou o aniversário de 405 anos de São Luís, celebrado nesta sexta-feira (8). Realizados pela Prefeitura, os espetáculos musicais “Glórias”, comandado pelo Padre Cleidimar Moreira; e “Terra de Adoração”, tendo como artistas principais os cantores Bruna Karla e Maurício Paes, levaram uma multidão à Praça Maria Aragão. O prefeito Edivaldo, acompanhado da primeira-dama, Camila Holanda, esteve presente aos shows.

“O aniversário da nossa cidade é uma data muito especial para todos nós. E comemorar esse dia com todas essas pessoas aqui na Maria Aragão é muito gratificante. É um momento de louvação à Deus, com muita alegria e oração, porque a cidade merece. Já avançamos muito em várias áreas e vamos trabalhar ainda mais para a nossa população, para nossa São Luís” disse o prefeito Edivaldo.

O espetáculo musical iniciou às 17h com o show “Glórias”. O Padre Cleidimar Moreira abriu a festa entoando os principais cânticos de seu repertório, como ‘Diante do teu Altar’ e ‘Deus me Abraça’. O pároco goiano deu ao espetáculo o tom da igreja em movimento, ungida pelo Espírito Santo, como assim pratica a Renovação Carismática, movimento católico do qual faz parte.

O show “Glórias” contou ainda com a participação do apresentador de TV e cantor maranhense Clay Viana e do Padre César, da Catedral da Sé. “Fico muito feliz pela iniciativa da Prefeitura de São Luís em realizar shows cristãos no aniversário da cidade, pois quando engrandecemos o nome do Senhor, a cidade e seu povo são ricamente abençoados”, observou Padre Cleidimar.

BENÇÃOS – Em seguida, o show “Terra de Adoração”, de caráter evangélico, agitou a multidão na Maria Aragão, com lindas e contagiantes canções de louvor, sob o comando dos cantores nacionais Bruna Karla, Maurício Paes e dos maranhenses Thiago Lucas e Carlos Alfredo.

Com mais de 15 anos de carreira, a carioca Bruna Karla, que já é uma presença marcante nos shows realizados em homenagem ao aniversário de São Luís, começou cedo seu ministério e já foi indicada três vezes ao Grammy Latino.

“É uma grande honra estar de volta a São Luís para mais uma festa de comemoração do aniversário dessa linda cidade. É sempre um momento maravilhoso com gente dessa terra que tanto amo, para exaltarmos o nome de Deus e orarmos pela cidade e por seu povo”, disse Bruna Karla.

O cantor Maurício Paes também fez o público levantar com suas canções que trazem sempre mensagens sobre união familiar, restauração e amor a Deus, que fazem parte de seu repertório, como ‘Família debaixo da Graça’, ‘Em Tua Presença’ e ‘Amor e Honra’. “Eu amo São Luís e para mim é sempre uma grande alegria participar dessa grande festa de fé e amor a Deus”, relatou Mauricio Paes.

A aposentada Graça Ferreira, 65 anos, foi uma das primeiras a chegar à Praça Maria Aragão para prestigiar aos shows. “Venho sempre aos shows em celebração ao aniversário da cidade. São momentos muito especiais com cantores que admiramos, onde podemos nos reunir com nossos irmãos para rezar por nossas famílias e nossa cidade”, disse ela.

“Participar desses momentos são bênçãos para nossas vidas. Voltamos para casa cheios de fé e esperança”, disse a universitária Sabrina Vieira Santos, 24 anos.

  • Jorge Vieira
  • 9/set/2017

Flávio e Tema presentearão Tuntum com grande pacote de obras no aniversário da cidade, dia 12

Com as presenças do governador Flávio Dino, deputados federais e estaduais, secretários de Estado e outras autoridades, o prefeito de Tuntum, Cleomar Tema, presidente da Federação dos Municípios do Estado do Maranhão-FAMEM, e o governador Flávio Dino entregarão ao povo tuntuense, no próximo dia 12 (terça-feira), por ocasião das festividades de 62 anos de emancipação politica da cidade, um grande pacote de obras.

Pelo cronograma montado pelo prefeito Tema, a abertura contará com o desfile estudantil às 8 horas da manhã, seguindo-se a entrega do asfaltamento do bairro Campo Velho e a inauguração de uma escola dotada de 12 salas de aula, todas climatizadas, além de uma praça no bairro Desembargador Cleones Cunha.

O governador Flávio Dino estará anunciando, nesse evento, 10 quilômetros de asfalto, dentro do programa Mais Asfalto, para a zona rural da cidade, beneficiando os povoados de Mato Verde, São Miguel, Belém e Marajá. Todo esse trabalho será dotado de meio fio e sarjeta.

EMENDAS – Tuntum também será presentada com emendas da ordem de R$ 3 milhões, de autoria do deputado federal Zé Reinaldo, cujos recursos serão alocados em obras de infraestrutura nos povoados São Bento Brejo do João, São Joaquim dos Melos, Capim e Aldeia.

Outras emendas, uma no montante de R$ 950 mil e outra de R$ 1,1 milhão, de autorias dos deputados federais Zé Reinaldo e Aluísio Mendes, serão utilizados para construção da estrada que liga Tuntum a Fernando Falcão, numa extensão de 33 quilômetros e de outra via, unindo os povoados São Miguel e Belém.

O prefeito Tema estará também anunciando a instalação de três sistemas de abastecimento d’água para a Vila Ludugero, o bairro Sempre Verde e a Associação Soró.

Um dos pontos altos da festa será o comunicado, por parte do prefeito, a criação do Centro Musical, na realidade, uma escola de música para a formação de crianças e adolescentes, uma inspiração da primeira-dama Daniella Cunha.

A noite do dia 12 em Tuntum terá mais brilho este ano. Será a inauguração do Estádio Dr. Tema, como uma partida amistosa entre a Seleção Tuntuense e o Sampaio Correia. Às 22 horas, haverá um show da consagrada dupla sertaneja Vitor e Léon na Praça São Francisco de Assis.

“O povo de Tuntum merece esta festa, merece esse pacote de obras. Tuntum é uma cidade linda, progressista, de gente ordeira, inteligente e de visão. Será uma festa inesquecível e já agradeço aqui, antecipadamente ao apoio do governador Flávio Dino, do presidente da Assembleia, Humberto Coutinho, dos deputados federais Zé Reinaldo e Aluísio Mendes pelo apoio na realização desse grandioso evento”, disse o prefeito Cleomar Tema.

  • Jorge Vieira
  • 8/set/2017

Janot denuncia Sarney, Lobão, Jucá, Renan, Jader e Raupp por organização criminosa

Sarney e o senador Edison Lobão foram denunciado por formação de quadrilha

Do UOL – O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, ofereceu denúncia ao STF (Supremo Tribunal Federal), nesta sexta-feira (8), contra cinco senadores e dois ex-senadores do PMDB, acusados de integrar organização criminosa e receberam R$ 864 milhões em propina.

Os senadores Edison Lobão (MA), Renan Calheiros (AL), Romero Jucá (RR), Valdir Raupp (RO) e Jader Barbalho (PA), além do ex-presidente da República, José Sarney (AP) e do ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (CE) teriam gerado prejuízo de R$ 5,5 bilhões aos cofres da Petrobras e de R$ 113 milhões aos da Transpetro, segundo a PGR (Procuradoria-Geral da República).

A denúncia foi oferecida com base no inquérito em que foram investigados os cinco senadores do PMDB, Sérgio Machado, Silas Rondeau, Milton Lyra e Jorge Luz. Sarney não estava inicialmente no processo.

O grupo ficou conhecido como “quadrilhão do PMDB” no Senado e teria desviado recursos públicos e obtido vantagens indevidas no âmbito da administração pública.

De acordo com a PGR, esta é a 34ª denúncia oferecida pela PGR no âmbito da Operação Lava Jato no STF. A relatoria é de Edson Fachin. O julgamento será feito pela Segunda Turma do STF, composta por Fachin, Gilmar Mendes, Dias Toffoli, Ricardo Lewandowski e Celso de Mello.

A denúncia por organização criminosa foi oferecida na mesma semana em que integrantes do PP e do PT foram denunciados pelo mesmo crime –a do Partido Progressista, na última sexta-feira (1º), e a do Partido dos Trabalhadores na terça (5).

De acordo com a Procuradoria, a organização criminosa denunciada foi inicialmente “constituída e estruturada” em 2002, por ocasião da eleição do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). A partir do início do mandato do petista, ele teria negociado o apoio do PMDB e do PP, respectivamente a segunda e quinta maiores bancadas da Câmara dos Deputados.

“Em comum, os integrantes do PT, do PMDB e do PP queriam arrecadar recursos ilícitos para financiar seus projetos próprios. Assim, decidiram se juntar e dividir os cargos públicos mais relevantes, de forma que todos pudessem de alguma maneira ter asseguradas fontes de vantagens indevidas”, diz Janot.

O mandato de Janot no comando da PGR termina no próximo domingo (17). Em seus últimos dias no cargo, ele se envolveu em polêmica ao anunciar, na segunda (4), abertura de investigação para apurar a omissão de informações no acordo de colaboração premiada firmado por três dos sete delatores da JBS: Joesley Batista, Ricardo Saud e Francisco de Assis e Silva.

Outro lado

Em breve nota, o senador Romero Jucá (PMDB-RR) disse que “acredita na seriedade do STF ao analisar as denúncias apresentadas pelo PGR” e pediu celeridade nas investigações.

O senador Jader Barbalho (PMDB-PA) disse que Janot fez a denúncia contra ele e outros caciques do PMDB para tentar “limpar a sua imagem desmoralizada”. “Ele está saindo da PGR desmoralizado depois da trapalhada da J&F. Ele quer limpar a a imagem que saiu muito avacalhada depois de vir à tona que ele negociou com criminosos a imunidade processual”, disse por telefone à reportagem.

Barbalho chegou a chamar Janot de “procurador-geral da Operação Tabajara”. “Ele está denunciando todo mundo. Vai denunciar até o papa Francisco”, afirmou com ironia.

  • Jorge Vieira
  • 8/set/2017

VEJA: Prefeito Edivaldo parabeniza São Luís pelos 405 anos

O prefeito de São Luís, Edivaldo Holanda Júnior, parabenizou, em mensagem de vídeo a capital pelo aniversário de 405 anos.

Além da mensagem de parabéns, Edivaldo destacou as ações de sua gestão feitas nos últimos 5 anos na cidade.

Entre estas ações destacam-se o programa de mobilidade urbana, com renovação e modernização da frota de ônibus, além das melhorias de infraestrutura, com asfaltamento, iluminação pública e drenagem urbana. Confira:

  • Jorge Vieira
  • 7/set/2017

Roberto Rocha: o menino mimado que tudo quer

O senador Roberto Rocha é daquelas pessoas que nunca precisaram fazer esforço nenhum para subir na vida. Diferentemente de 99,9% dos brasileiros, Asa de Avião – como é conhecido – sempre teve tudo do bom e do melhor às custas do pai, que foi deputado estadual e federal, governador do Maranhão e prefeito de Balsas.

Mimado desde a infância, quando teve seu dente jogado em cima do telhado do Palácio dos Leões – como gosta de contar em rodas de conversas políticas – Roberto Rocha trouxe para a sua trajetória como político o DNA de mimado que nasceu com ele.

Eleito senador graças ao empenho de Flávio Dino, o traidor Asa de Avião agora quer ser governador do Maranhão. Para isso, não quer deixar o PSB, mas quer ter o PSDB ao seu lado, mesmo com a maioria dos membros dos dois partidos estando contra a sua candidatura.

Indeciso, ele agora se apoia no governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, para obter o apoio do PSDB e do vice-governador, Márcio França, para conseguir controlar o PSB. O golpe arquitetado por Roberto Rocha por cima vai totalmente contrário com o que as bases dos partidos no Maranhão querem, que é permanecer no projeto de Flávio Dino.

Quem não se lembra de Roberto Rocha lançando sua candidatura à Prefeitura de São Luís somente para atrapalhar os planos do deputado estadual Bira do Pindaré e tentar cavar uma vaga de vice para o seu filho, Roberto Rocha Júnior, seja lá com que candidato fosse?

É assim que age o senador Roberto Rocha. Como um menino mimado que quer tudo e todos aos seus pés. É assim que tem sido a sua trajetória política que, após a traição a Flávio Dino, está muito perto de ter um final infeliz, para ele.

  • Jorge Vieira
  • 7/set/2017

Prefeitura elimina rotatória no São Cristóvão para desafogar tráfego na região

Mais mobilidade urbana e solução para os problemas de engarrafamento no trânsito entre as avenidas Guajajaras e Lourenço Vieira da Silva, no bairro São Cristóvão. A alteração geométrica está em execução pela Prefeitura de São Luís e vai desafogar o tráfego no trecho. No local operários trabalham na concretagem da área, preparando para o recebimento do asfalto.

As intervenções no trânsito da capital seguem a determinação do prefeito Edivaldo e têm como objetivo garantir mais segurança para motoristas e pedestres e mobilidade urbana. “O trecho tem um grande congestionamento e estamos transformando em um cruzamento semafórico com pista de mão única, com quatro faixas de rolamento que darão acesso à Forquilha, Santos Dumont e São Cristóvão. Com essa modificação, vai melhorar bastante o fluxo de veículos e diminuir os congestionamentos, que nessa área eram bem problemáticos. O objetivo da alteração na geometria do trecho é justamente proporcionar mais fluidez ao trânsito”, explica o secretário municipal de Trânsito e Transportes (SMTT), Canindé Barros.

No trecho foi retirada a antiga rotatória para colocação do concreto. No lugar será aberta uma passagem que dará continuidade à Avenida Guajajaras, ficando a pista de dois sentidos, sem o retorno.

Com a obra, quem fazia retorno da Avenida Lourenço Vieira da Silva, passará direto, mantendo o fluxo constante e fará a volta na Avenida 2, sentido Avenida Santos Dumont. Será construído um retorno de quadra na Avenida 2, por trás do Banco do Brasil, que dará acesso a esta via.

SINALIZAÇÃO

Seguida da pavimentação asfáltica, haverá a instalação de sinalização horizontal com faixas de pedestres e rolamento; e construção das chamadas ‘ilhas’, que incluem rampas de acessibilidade e passarelas. A área nas proximidades do supermercado Mateus, parte da Avenida Lourenço Vieira da Silva, recebe serviços de limpeza e manutenção do sistema de drenagem.

Segundo o projeto, será retirada a rotatória que fica no cruzamento das avenidas Guajajaras com a Lourenço Vieira da Silva e será instalado um conjunto semafórico de dois tempos.

O projeto inclui a construção de um retorno de quadra, nas proximidades do Banco do Brasil. A alteração do traçado nesse local vai transformar em mão única o trecho que vai do Terminal de Integração do São Cristóvão até a Avenida Guajajaras.

  • Jorge Vieira
  • 6/set/2017

“Esquerda não pode voltar ao poder para fazer “mais do mesmo”, diz Flávio Dino

A esquerda não deve fazer das eleições de 2018 “apenas um saudosismo”, nem voltar para propor mais do mesmo. Essa é a avaliação do atual governador do Maranhão, Flávio Dino (PC do B), que, em entrevista ao Brasil de Fato, destaca o tipo de programa que, para ele, o país precisaria adotar na próxima disputa presidencial.

“Não se pode continuar a fazer o mesmo que fazíamos porque há novas questões”, afirma. Um destes assuntos é o da justiça tributária. “Precisamos financiar os serviços públicos e, para isso, precisamos de Justiça Tributária, no sentido de que os mais ricos, os milionários, bilionários, os rentistas e o capital financeiro têm que pagar os seus impostos com proporcionalidade em relação aos mais pobres”, pondera.

Dino tem sido apontado como uma das grandes apostas do partido na conjuntura política pós-golpe e também como um dos principais personagens da esquerda brasileira na atualidade. Confira os principais trechos da entrevista, gravada em São Luís, capital maranhense.

Brasil de Fato – O senhor tem dito que “o pessimismo é uma armadilha ideológica”. Isso nos remete ao debate sobre a criminalização da política, por exemplo. Por que, na sua avaliação, a população não pode cair nessa? 

Flávio Dino – O Gramsci tem uma formulação que eu repito quase como um mantra e diz assim: “Pessimismo na teoria, otimismo na ação”. Ou seja, você tem que ter criticidade pra identificar o que está errado, pra corrigir e procurar os processos de formação de campos de forças que resolvam esses nós, essas questões agudas que impedem o desenvolvimento do país, a justiça social. Agora, você só fará o ciclo completo se você tiver otimismo na ação, porque senão você vai ficar preso exatamente aos diagnósticos e não vai fazer a prognose adequada, a luta adequada. Eu digo que [pessimismo] é uma armadilha ideológica, porque é a paralisia da sociedade em relação aos problemas nacionais e, ao mesmo tempo, uma espécie de diversionismo, porque você desvia a atenção do que está acontecendo. Há coisas de uma anomalia escabrosa, como, por exemplo, a injustiça tributária no Brasil.

Coisas que nem o regime militar teve coragem de fazer agora estão se naturalizando, como, por exemplo, o país perder algo simbólico do próprio conceito de soberania que é o poder de estabelecer a confiabilidade da nossa moeda, do papel-moeda, a segurança das relações jurídicas, porque apenas países muito atrasados praticam esse tipo de terceirização ou privatização, qualquer que seja o nome que se queira dar. Então, quando olhamos tudo isso que está acontecendo, é que nós identificamos que, com esse sentimento de que o Brasil não tem jeito, o povo brasileiro realmente põe tudo a perder, ou, no sentido mais da luta política, de que “a culpa é dos vermelhos”, “a culpa é da esquerda”, é algo que atende exatamente aos interesses dessa minoria de privilegiados que não têm o menor respeito pelo sofrimento do nosso povo, pelos desempregados, por aqueles que precisam do trabalho, da geração de renda, de investimentos, que moram no Brasil.

Brasil de Fato – Olhando um pouco para as eleições de 2018, o senhor tem dito que acredita na vitória de Lula e da esquerda. Se a gente pensar nessa questão da criminalização da política, como a esquerda poderia driblar isso para atingir esse horizonte de retornar à Presidência da República? 

Flávio Dino – Só é possível colocando um programa correto para o debate da sociedade. Nós não podemos fazer da eleição de 2018 um saudosismo apenas nem um itinerário de perdas ou de erros. Temos que olhar pra eleição de 2018 com a bandeira da esperança nas mãos e com o programa na outra mão. Nós precisamos responder à seguinte questão: pra onde levar o país neste próximo ciclo, que não seja apenas “mais do mesmo”? Você não pode dizer que vamos continuar a fazer o que fazíamos porque há novas questões que se colocaram nesse processo.

Acho, por exemplo, que temos que pautar hoje, com muita ênfase, a questão tributária, e com muita clareza dizer pro povo o seguinte: “Quem precisa dos serviços públicos é o povo mais pobre e por isso nós precisamos financiar esses serviços. Para financiar isso, precisamos de justiça tributária, no sentido de que os mais ricos, os mais poderosos têm que pagar seus impostos com proporcionalidade em relação aos mais pobres. Esse é um debate que nós temos que colocar como infelizmente não colocamos.

Há novas questões, outras se tornaram mais atuais, como a própria questão nacional, porque, quando nós olhamos a abordagem da temática da energia, o que o Brasil está fazendo neste momento? Destruindo a sua soberania energética. Isso se refere ao pré-sal e se refere agora ao setor elétrico, que são ativos estratégicos de uma nação forte, de uma nação capaz de se desenvolver e prover serviços pra população, e nós estamos abrindo mão disso. Então, a questão nacional adquiriu uma nova centralidade, que não é o nacionalismo xenófobo, preconceituoso, mas é a defesa dos interesses nacionais em razão da questão social, da necessidade de financiar as politicas públicas das quais o Brasil precisa, de modo que tenho insistido neste tripé: nação-educação-produção. Acho que em torno desse tripé nós temos que encontrar as respostas e conseguir comunicar isso à população, por isso eu acredito no nosso êxito eleitoral, porque só nós podemos fazer isso.

Brasil de Fato – Isso seria, então, a matéria-prima mais importante do programa eleitoral de 2018?  

Flávio Dino – Creio que sim, e nós temos o desafio consequente, que é transformar isso em mensagens e políticas capazes de alavancar uma nova mobilização social. E por que eu digo que só nós podemos fazer isso? Porque só nós acreditamos nisto, em direitos, acreditamos nos serviços públicos. Essa fração da elite que aí está acredita na naturalização da injustiça, na exclusão social, na concentração de riqueza nas mãos de uma minoria. Tenta empurrar goela abaixo uma noção de que a mão invisível do mercado vai salvar o país, como se isso tivesse acontecido em algum país do planeta. Nem nos Estados Unidos…

Essa tragédia do desemprego, do aniquilamento de políticas sociais, a destruição desse patrimônio que nós construímos ao longo do tempo que é o Sistema Único de Saúde (SUS), a destruição das universidades públicas…Temos que transformar isso em potência política, em movimento. Acho que esse é o nosso desafio, de encontrar esses temas corretos, que já estão identificados, em negação ao que está aí, mas, pelo caminho da afirmação, precisamos despertar uma nova esperança na população.

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