
Zé Inácio e Augusto Lobão divergem sobre participação na chapa majoritária
O Partido dos Trabalhadores inicia nesta sexta-feira (25) o processo de discussão sobre a participação da legenda na chapa majoritária da coligação que apoiará a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB) em 2018, conforme anunciou o deputado Zé Inácio, líder da corrente CNB (Construindo um Novo Brasil) no Maranhão, em conversa com um grupo de jornalistas na terça-feira (22).
A tese defendida pelos dirigentes da CNB é considerada polêmica pelo fato do presidente estadual do PT, Augusto Lobato, ser radicalmente contra a discussão sobre a reivindicação do vice pelo grupo que apoiou os candidatos da oligarquia Sarney nas eleições de 2010 e 2014. Já declarou, inclusive, que o grupo não tem autoridade moral para reivindicar.
Embora Augusto Lobato, militante histórico e que sempre defendeu o PT longe da oligarquia Sarney condene a iniciativa da CNB em brigar pela indicação do vice de Flávio Dino, nos bastidores do partido, segundo o deputado Zé Inácio, já admite que os petistas possam lutar por uma das vagas para o Senado da República.
O deputado petista observou, no entanto, que o fato dele abrir a discussão sobre essa possibilidade não significar dizer que o PT não participará da aliança caso não seja contemplado.
O parlamentar disse que reconhece a dificuldade que terá o governador para acomodar uma candidatura de senador do PT já tendo quatro pré-candidatos no grupo em campanha, mas que enfatizou que a discussão faz parte do jogo e que vai levar sua proposta até o final.
Zé Inácio esclareceu ainda que defenderá a proposta na Executiva e no encontro do PT que definirá sobre política de aliança para 2018, porém, adiantou que independente do resultado o partido estará na aliança com Flávio Dino.
A perseguição dos políticos de oposição ao governo Flávio Dino tenta impedir, sem sucesso, a inauguração Hospital de Traumatologia e Ortopedia (HTO). Ontem, durante audiência na Assembleia Legislativa o secretário de Estado da Saúde, Carlos Lula, explicou aos deputados, em detalhes, sobre o funcionamento da unidade, a legalidade do contrato e o projeto de reforma.
Mais uma vez a deputada Andréa Murad deu vexame com uma argumentação fraca para atacar o projeto do hospital, e ainda deu chilique no final da audiência, como uma criança mimada pelo pai. Não satisfeita, usou da influência e poder da família sobre seus desacreditados veículos de comunicação para contar outra história sobre o número de leitos do HTO.
No Twitter, o secretário da Saúde, Carlos Lula, listou as verdades não contadas pelo clã Murad. “Com relação ao número de leitos, não houve redução no projeto. Adequações precisavam ser feitas para a vocação da unidade: trauma e ortopedia. Houve adaptação dos leitos para as normas da Vigilância Sanitária que dizem respeito à ortopedia e da RDC 50, de estabelecimentos de saúde. Pela norma, leitos de internação precisam estar com 50 a 60 cm de distância da parede e um metro entre eles”, escreveu.
Outra informação que o secretário deu foi a respeito da criação de uma área de recuperação anestésica, espaço obrigatório para o pós-cirúrgico. “Temos 4 leitos nesta área – a norma rege que o espaço tenha o equivalente à quantidade de centros cirúrgicos, 3, mais 1. Portanto, 4 leitos. Também foi necessária a abertura de uma UTI. Quando há UTI, a cada 10 leitos, é exigido um leito de isolamento”, twittou.
Por último, Carlos Lula esclareceu que as dimensões das portas também foram alteradas de 60 cm para 1 metro para facilitar o deslocamento dos pacientes ortopédicos.
Enquanto o secretário dava os mesmos esclarecimentos na audiência de ontem, a deputada escrevia. Recebemos a cópia do papel e a imagem abaixo explica onde estava a mente da deputada que perdeu toda explicação.
Estadão – Em depoimento à Polícia Federal no âmbito da Operação Abate, 44.ª fase da Lava Jato, os operadores de propinas Jorge Luz e Bruno Luz, pai e filho, relataram que Tiago Cedraz, filho do ministro do Tribunal de Contas da União (TCU) Aroldo Cedraz, foi afastado do suposto grupo de agentes públicos, empresários e políticos que teriam atuado em desvios em contratos da Petrobrás com a empresa americana Sargeant Marine, após receber propinas, para dar lugar a um ‘representante’ do senador Edison Lobão (PMDB-MA). Nesta quarta-feira, 23, o advogado foi alvo de busca e apreensão na Abate II, a fase 45 da Lava Jato.
“Pelo que Jorge (Luz) conta, o afastamento de Sérgio (Tourinho) e Tiago (Cedraz), além de outros dois operadores, teria sido para acomodar um outro agente político que não pode ser investigado aqui em primeiro grau de jurisdição.”, afirmou o delegado da PF Filipe Hille Pace, que dirige a investigação, referindo-se a Lobão.
O negócio da Sargeant Marine com a Petrobrás culminou na celebração de doze contratos, entre 2010 e 2013, no valor de aproximadamente US$ 180 milhões. A empresa fornecia asfalto para a estatal e foi citada na delação do ex-diretor de Abastecimento da companhia Paulo Roberto Costa.
Segundo Jorge Luz, Edison Lobão teria sido, ao lado do ex-deputado Cândido Vaccarezza, padrinhos políticos do contrato. Vaccarezza não desfruta mais de foro especial. Na sexta-feira, 18, ele foi preso por ordem do juiz federal Sérgio Moro. Na noite desta terça, 22, o ex-líder dos Governos Lula e Dilma na Câmara foi solto. Já Edison Lobão sequer é alvo da operação por ter foro privilegiado.
No âmbito do termo para fornecimento de asfalto, Vaccarezza é investigado por propinas de US$ 500 mil; já Lobão e seu suposto representante, Murilo Barbosa Sobrinho, são atrelados a repasses de US$ 450 mil em planilhas de pagamentos via offshore entregues pelos operadores de propinas.
Jorge Luz admitiu ter atuado pela Sargeant Marine na Petrobrás e acertado propinas para Vaccarezza, Edison Lobão e o advogado Tiago Cedraz.
Ele contou à força-tarefa, espontaneamente, que, em determinado momento, o ex-gerente da Petrobrás Márcio Aché, supostamente apadrinhado pelo peemedebista, afastou o Cedraz do grupo envolvido nas negociatas para dar lugar a Murilo Barbosa Sobrinho, representante de Edison Lobão.
Em depoimento, Luz disse entender que ‘Márcio necessitava incluir Murilo Barbosa Sobrinho na divisão dos valores, haja vista que devia a ele e, consequentemente a Edison Lobão, sua nomeação ao cargo de assistente do (ex-funcionário da BR Distribuidora) José Raimundo Brandão Pereira’.
COM A PALAVRA, O CRIMINALISTA ANTÔNIO CARLOS DE ALMEIDA CASTRO KAKAY, QUE DEFENDE LOBÃO
“O senador não conhece nem pai nem filho, nunca ouviu falar nesta empresa que eles citam e não tem nenhum tipo de relação e nunca esteve pessoalmente com eles – salvo se participaram de alguma audiência pública. E, sobre a outra pessoa [Murilo], ele conhece, tem um relacionamento pessoal, mas nunca participou de campanha de arrecadação para ele.”
COM A PALAVRA, TIAGO CEDRAZ
O advogado Tiago Cedraz reitera sua tranquilidade quanto aos fatos apurados por jamais ter participado de qualquer conduta ilícita, confia na apuração conduzida pela Força Tarefa da Lava Jato e permanece à disposição para quaisquer esclarecimentos necessários. (Por Luiz Vassallo)
Ao participar do I Seminário de Gestores das Câmara Municipal, realizado em São Luís nesta quarta-feira (22), o secretário de Comunicação Social e Assuntos Políticos, Márcio Jerry (PCdoB), condenou o ‘achincalhamento da classe política’ e advertiu que generalizações representa um risco à democracia.
Jerry, que representou o governador Flávio Dino (PCdoB) no evento, afirmou que é preciso combater a disseminação do ódio contra os políticos por entender que ‘achincalhamento’ vem sendo usado para generalizações.
“Existe hoje uma criminalização da política, o que é vão é a verdade, mas é preciso combater a disseminação do ódio, pois esse ‘achincalhamento’ vem sendo usado para generalizações e isso representa um risco à democracia
O secretário destacou a importância do seminário promovido pela Procuradoria Geral da Câmara Municipal de São Luís, em parceria do Poder Judiciário, Ministério Público e Tribunal de Contas do Estado, que reuniu em São Luís centenas de vereadores de 198 dos 2017 municípios maranhenses.
“Iniciativas como essas servem para mostrar que a classe política está em ‘sintonia direta’ com a população e eventos como esses ajudam a combater esse ‘achincalhamento’ da classe política”, afirmou.

Ex-prefeita ostentação é denunciada por fraudes em licitações
Devido a diversas fraudes em processos licitatórios para aquisição de merenda escolar, o Ministério Público do Maranhão ofereceu denúncia, no último dia 16, contra a ex-prefeita de Bom Jardim, Lidiane Leite e outros cinco réus.
Pelo mesmo motivo, a Justiça já tinha determinado em caráter liminar, em 11 de agosto, a indisponibilidade dos bens dos réus, até o limite de R$ 5.692.849,88. As ilegalidades foram cometidas em dois pregões presenciais, realizados em 2013 e 2015.
Além da ex-prefeita, também foram denunciados o ex-secretário de Articulação Política, Humberto Dantas dos Santos (conhecido como Beto Rocha), o ex-pregoeiro municipal Marcos Fae Ferreira França, os empresários Lindoracy Bezerra Costa e Jonas da Silva Araújo e o fazendeiro José Raimundo dos Santos, tio de Beto Rocha.
Para o promotor de justiça Fábio Santos de Oliveira, titular da Promotoria de Bom Jardim, os réus praticaram diversos crimes, como associação criminosa; peculato; falsidade ideológica; corrupção passiva; corrupção ativa, além dos crimes dispostos na Lei das Licitações (8.666/93).
Segundo o membro do Ministério Público, as fraudes nas licitações tiveram “a nítida finalidade de afastar demais licitantes e de patrocinar interesses privados dos empresários que celebraram os contratos”.
Conforme as investigações concluíram, a merenda escolar não foi fornecida nos anos de 2013 a 2015, e mesmo assim Beto Rocha e Lidiane Leite transferiram os recursos financeiros do município para as empresas rés.
De acordo com a Denúncia, Beto Rocha montou um grande esquema para fraudar licitações, utilizando-se do cargo e da anuência de Lidiane Leite para desviar recursos. “Ele escolheu os membros das Comissões Permanentes de Licitação e os obrigou, por intermédio de Marcos Fae, a assinar documentos licitatórios ideologicamente falsos. Na sequência, escolheu os empresários de sua confiança, inclusive a esposa de seu tio, Lindoracy, para celebrar contratos de fornecimento de gêneros alimentícios. Ato contínuo os empresários recebiam recursos do município e não forneciam os produtos, concretizando o peculato”, narra o texto da Denúncia.
O deputado Rogério Cafeteira (PSB), líder do Governo na Assembleia, que participou da reunião da Comissão de Saúde, quarta-feira (23), para a apresentação do Relatório de Execução Orçamentária da Secretaria de Estado da Saúde (SES), pelo secretário Carlos Lula, condenou o descontrole dos parlamentares da oposição, que sem argumentos, partiram a baixaria.