O presidente Lula (PT) chegou a 44% das intenções de voto em um eventual segundo turno contra Flávio Bolsonaro (PL), que aparece com 38%, segundo pesquisa Quaest contratada pela Genial Investimentos. O resultado mostra que o presidente saiu de 42% para 44% em um mês, enquanto Flávio Bolsonaro caiu de 41% para 38%, ampliando a vantagem de Lula no cenário testado.
O levantamento foi realizado entre os dias 5 e 8 de junho de 2026, com 2.004 entrevistas presenciais com brasileiros de 16 anos ou mais. A margem de erro estimada é de dois pontos percentuais, com nível de confiança de 95%. A pesquisa está registrada sob o número BR-07661/2026.
O cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro indica recuperação do presidente após oscilações registradas nas rodadas anteriores. Em março, Lula aparecia com 40% e Flávio com 42%. Em abril, os dois estavam empatados numericamente, com 41% para cada. Em maio, Lula voltou à frente, com 42% contra 41%. Agora, a diferença subiu para seis pontos percentuais.
Além dos 44% atribuídos a Lula e dos 38% de Flávio Bolsonaro, a pesquisa mostra que 14% dos entrevistados declararam voto branco, nulo ou disseram que não votariam. Outros 4% afirmaram estar indecisos.
O avanço de Lula ocorre no mesmo levantamento em que a aprovação do governo também registra melhora. Segundo a Quaest, 47% aprovam o trabalho do presidente, enquanto 48% desaprovam, em empate técnico dentro da margem de erro. Em maio, a aprovação era de 46% e a desaprovação, de 49%.
O levantamento da Quaest também testou Lula contra outros possíveis adversários. Contra Romeu Zema (Novo), o presidente aparece com 45%, enquanto o governador mineiro tem 35%. Em um embate com Ronaldo Caiado (PSD), Lula também marca 45%, contra 35% do governador goiano.
No cenário contra Renan Santos (Missão), Lula aparece com 45%, enquanto o adversário tem 31%. Nesse caso, 20% declararam voto branco, nulo ou disseram que não votariam, e 4% ficaram indecisos.
Primeiro turno
No primeiro turno, Lula também lidera. O presidente aparece com 39% das intenções de voto, seguido por Flávio Bolsonaro, com 29%. Renan Santos e Ronaldo Caiado têm 3% cada; Aécio Neves (PSDB) e Romeu Zema aparecem com 2%; Augusto Cury (Avante), Joaquim Barbosa (DC) e Samara Martins (UP) registram 1% cada. Indecisos somam 10%, e brancos, nulos ou eleitores que não votariam são 9%.
O deputado federal Duarte Junior (Avante), que estava cotado para ser vice na chapa do candidato a governador Orleans Brandão (MDB), surpreendeu ao admitir em entrevista ao Pod Cast de Jeisael, a possibilidade de ser candidato ao Senado na chapa liderada pelo ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD) para o governo do Estado.
Duarte afirmou que está disposto a sentar e conversar sobre sua participação na chapa majoritária do candidato do PSD e que “é possível, reunir todos os interesses em favor do Maranhão, interesses em um Maranhão melhor para todos os maranhenses”.
Duarte observou que “dialogar é da política, da vida, não podemos fechar as portas. Se um lado já definiu o caminho que vai percorrer, se um grupo político já definiu quais são seus pré-candidatos, que mal tem debatermos outras possibilidades”.
O parlamentar, que por duas vezes tentou se eleger prefeito de São Luís, perdendo nas duas ocasiões para Eduardo Braide, diz que não vê nenhum mal em sentar com ele para discutir sua participação na chapa como candidato ao Senado, disse ainda que não está rompendo com ninguém e que aqueles que respeitarem seus ideais terão o seu apoio.
“Jamais irei romper com seus princípios, aquela candidatura que respeitar os meus ideais, os princípios de usar o poder servir as pessoas, para cuidar daqueles que mais precisam e de não usar o poder para se servir ou para servir somente os seus, vai poder contar com meu apoio”, afirmou Duarte Junior.
Pelo tom do discurso do deputado, a possibilidade dele compor como vice a chapa a Orleans está descartada. Neto Evangelista, apontado como outra possibilidade para compor a chapa que está sendo articulada pelo Palácio dos Leões, se mantém silêncio e nada fala sobre o assunto.
A decisão de Duarte sentar para conversar com Braide é mais uma dor de cabeça para o governador Carlos Brandão, que quer fazer o sobrinho Orleans seu sucessor, pois caso seja concretizado a aliança de Duarte com Braide, fortalecerá ainda mais a campanha do ex-prefeito de São Luís, líder em todas as pesquisas sérias já divulgadas até o momento.
Senado – Sobre a chapa governista para o Senado, existe um complicador que atende pelo nome de Roseana Sarney. A direção nacional do MDB, pressionada pelo ex-presidente José Sarney, decidiu que uma das vagas na chapa será da ex-governadora. O problema é que existe o compromisso de Brandão destinar uma das vagas para a Federação União Progressista (PP\União Brasil), onde existe uma disputa interna entre os deputados André Fufuca e Pedro Lucas Fernandes. A outra vagas já estaria garantida para o senador Weverton Rocha (PDT).
Com são quatro pré-candidatos parta apenas duas vagas, a pergunta que não quer calar é a seguinte: A direção nacional do MDB vai permitir que Roseana, que lidera as pesquisas para o Senado, seja excluída da chapa¿
É bom lembrar que partido no Maranhão não tem autonomia e sempre estará sujeito a intervenção da direção nacional. E nesse jogo de interesse, Sarney pode atropelar Brandão se a filha for preterida.
Oministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, anulou uma decisão do Tribunal Regional Eleitoral do Paraná (TRE-PR) que havia determinado a exclusão de uma publicação no TikTok afirmando que o ex-deputado federal Deltan Dallagnol está inelegível e não poderia disputar as eleições deste ano.
Ao analisar o caso, porém, Dino concluiu que o autor da publicação, Marlon Barbosa, apenas interpretou os efeitos da decisão do TSE, sem criar informações falsas ou distorcer o conteúdo do julgamento. Segundo o ministro, não houve “criação autônoma de fato inverídico ou imputação dissociada do conteúdo efetivamente decidido pela Corte Eleitoral”.
Em despacho divulgado na última sexta-feira (5), Dino destacou ainda que o conteúdo questionado não continha pedido explícito para que os eleitores deixassem de votar em Dallagnol, o que reforçaria a inadequação da decisão do tribunal paranaense.
“A razoabilidade do conteúdo divulgado, em que sequer há pedido explícito de não voto, reforça o desacerto da decisão reclamada”, escreveu o ministro.
Além de ordenar a retirada da postagem, o TRE-PR havia proibido novas publicações que afirmassem a inelegibilidade de Dallagnol, sob pena de multa. Para Dino, a medida caracterizava “evidente censura prévia”, em afronta à garantia constitucional da liberdade de expressão e ao entendimento consolidado do STF sobre o tema.
Com a decisão, fica sem efeito a ordem de remoção do conteúdo e a restrição imposta ao autor da publicação. (Por: Julinho Bittencourt – Revista Fórum)
O ex-ministro do Esporte, deputado federal André Fufuca (PP), está decidido a lutar por uma das cadeiras que estarão em disputa para o Senado. Em vídeo publicado nesta segunda-feira (8) em sua rede social, o parlamentar diz contar com o apoio de mais de cem prefeitos em sua caminhada rumo à Câmara Alta do Congresso Nacional.
“Sou pré-candidato ao Senado Federal pelo Maranhão e recebo com muita gratidão o apoio de 100 prefeitos de todas as regiões do nosso estado. Uma caminhada nunca se faz sozinho”, publicou André Fufuca.
Segundo Fufuca, que conta com o apoio do presidente Lula em seu projeto eleitoral, o apoio que recebe de prefeitos de todas as regiões do estado não acontece por acaso. Conforme o parlamentar “são anos percorrendo o Maranhão, ouvindo as pessoas, trabalhando pelos municípios e construindo parcerias que ajudam a melhorar avida de nossa gente”.
A determinação de Fufuca em concorrer ao Senado é mais um complicador para definição da chapa majoritária que está sendo construída pelo Palácio dos Leões ao tempo em que acirra a disputa na Federação União Progressista (PP\União Brasil) com o também pré-candidato Pedro Lucas Fernandes.
Segundo já declarou o candidato a governador do MDB, Orleans Brandão, a chapa para Senado terá como candidato Weverton Rocha e segunda vaga será destinada à Federação União Progressista, sem especificar quem, porém circula nos bastidores que a preferência seria por Pedro Lucas.
Para complicar ainda mais, a ex-governadora Roseana Sarney, com o apoio da direção nacional do MDB, também estaria disposta a entrar na disputa. A frente da articulação que pode afastar Fufuca e Pedro, Lucas de concorrer nesta aliança, estaria o ex-presidente José Sarney, hoje uma espécie da conselheiro do partido.
O faro real é que Fufuca não abre mão do seu projeto político, só resta saber como lançará a candidatura caso seja preterido na coligação governista, como tudo indica que vai.
Abaixo, a lista de prefeitos que apoiam Fufuca.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) aparece à frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) em um cenário estimulado de primeiro turno para a eleição presidencial, segundo levantamento do Instituto Vox Brasil divulgado nesta sexta-feira (5) pela Exame. Lula registra 42,1% das intenções de voto, contra 33,6% de Flávio, uma diferença de 8,5 pontos percentuais.
A pesquisa indica avanço do presidente em relação às rodadas anteriores. Desde meados de maio, Lula subiu 7,8 pontos percentuais, passando de 34,3% para 42,1%. No mesmo período, Flávio Bolsonaro recuou 2,9 pontos, de 36,5% para 33,6%.
No mesmo levantamento, o ex-governador de Goiás Ronaldo Caiado (PSD) aparece em terceiro lugar, com 6,9% das intenções de voto. Na sequência está o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), com 5,1%.
Renan Santos (Missão) registra 3,1%, seguido por Aécio Neves (PSDB), com 2,1%, Joaquim Barbosa (DC), com 1,1%, Augusto Cury (Avante), com 0,5%, e Cabo Daciolo, com 0,3%. Brancos, nulos e nenhum somam 2,9%, enquanto 2,3% dos entrevistados disseram não saber ou preferiram não responder.
O levantamento é o primeiro divulgado após a visita de Flávio Bolsonaro ao presidente Donald Trump e depois da decisão do governo dos Estados Unidos de declarar o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. Parte da coleta também ocorreu após a ameaça do governo norte-americano de impor um novo tarifaço contra produtos brasileiros.
O recorte por gênero mostra Lula com desempenho superior entre as mulheres. Nesse grupo, o presidente alcança 46% das intenções de voto, enquanto Flávio Bolsonaro aparece com 30,8%. A vantagem é de 15,2 pontos percentuais.
Entre os homens, o cenário é numericamente favorável ao senador do PL. Flávio registra 40,1%, contra 37,8% de Lula, uma diferença de 2,3 pontos percentuais.
Por faixa etária, Lula obtém seus melhores resultados entre eleitores com mais de 60 anos. No grupo de 60 a 69 anos, o presidente tem 44,8%, ante 32,9% de Flávio Bolsonaro. Entre os entrevistados com mais de 69 anos, Lula chega a 46,9%, enquanto o senador registra 31,0%.
Flávio Bolsonaro tem seu melhor desempenho entre eleitores de 35 a 44 anos. Nessa faixa, ele aparece com 40,8% das intenções de voto, contra 36,5% de Lula.
No recorte de renda, a vantagem de Lula é mais ampla entre os entrevistados que ganham até dois salários mínimos. Nesse grupo, o presidente registra 55,1%, enquanto Flávio Bolsonaro tem 23,5%.
Entre os eleitores com renda superior a dez salários mínimos, o quadro se inverte. Flávio aparece com 41,7%, enquanto Lula registra 32,9%.
A pesquisa também aponta diferenças relevantes por escolaridade. Lula lidera entre os grupos com menor nível de instrução. Entre eleitores analfabetos, o presidente registra 53,2%, contra 24,1% de Flávio Bolsonaro.
À medida que o grau de escolaridade aumenta, a distância entre os dois diminui. Entre os entrevistados com ensino superior completo, Flávio Bolsonaro aparece numericamente à frente, com 39,1%, enquanto Lula tem 38,4%.
Segundo os dados do levantamento, há uma relação inversa entre escolaridade e desempenho dos dois principais nomes no cenário pesquisado. Lula perde vantagem conforme aumenta o nível de instrução, enquanto Flávio Bolsonaro amplia sua participação entre os segmentos mais escolarizados.
O Instituto Vox Brasil também mediu a rejeição dos possíveis candidatos. Nesse indicador, os entrevistados informam em quais nomes não votariam de forma alguma. Como a pergunta permite múltiplas respostas, a soma dos percentuais pode ultrapassar 100%.
Lula aparece com a maior rejeição, com 49,2%. Flávio Bolsonaro vem logo em seguida, com 48,3%.
Aécio Neves é o terceiro nome mais rejeitado, com 41,3%. Depois aparecem Romeu Zema, com 25,7%, Joaquim Barbosa, com 23,3%, Ronaldo Caiado, com 21,7%, e Renan Santos, com 19,5%.
Cabo Daciolo registra 18,1% de rejeição, enquanto Augusto Cury aparece com 16,5%. Entre os entrevistados, 6,9% não souberam responder à pergunta sobre rejeição, e 2,3% afirmaram não rejeitar nenhum dos nomes apresentados.
A pesquisa também avaliou a percepção dos entrevistados sobre a gestão do presidente Lula. O resultado mostra equilíbrio entre aprovação e desaprovação do governo federal.
Segundo o levantamento, 49,1% aprovam a administração Lula, enquanto 49,3% desaprovam o governo. Outros 1,6% não souberam responder ou preferiram não opinar.
Os dados indicam melhora gradual na avaliação presidencial ao longo das últimas semanas. Em 14 de maio, a aprovação era de 45,1%, enquanto a desaprovação chegava a 51,5%. Na rodada divulgada em 20 de maio, os índices passaram para 46,1% e 50,4%, respectivamente.
Na comparação com a primeira pesquisa da série, a aprovação do governo avançou quatro pontos percentuais. No mesmo período, a desaprovação recuou 2,2 pontos.
A diferença entre aprovação e desaprovação é de 0,2 ponto percentual, dentro da margem de erro. Na prática, os números indicam empate técnico na avaliação da gestão Lula.
O Instituto Vox Brasil ouviu 2.100 brasileiros com 16 anos ou mais entre os dias 1º e 3 de junho. A margem de erro é de 2,15 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%. A pesquisa foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número 08016/2026.
O ex-senador suplente e ex-secretário de Turismo do Maranhão, Paulo Henrique Campos Matos, recebeu neste fim de semana uma importante homenagem da Região Autónoma dos Açores, em reconhecimento ao seu trabalho de fortalecimento das relações históricas, culturais e institucionais entre os Açores e o Maranhão.
A distinção foi aprovada pela Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores e entregue oficialmente pelo Presidente do Governo Regional dos Açores, José Manuel Bolieiro, durante as comemorações do Dia dos Açores.
A homenagem reconhece a atuação de Paulo Matos na valorização da herança açoriana no Maranhão e na construção de uma aproximação cada vez maior entre os dois povos, unidos por laços históricos que remontam há mais de quatro séculos.
Ao receber a honraria, Paulo Matos destacou o significado do reconhecimento:
“Essa distinção representa muito mais que uma homenagem pessoal: é o reconhecimento de uma história comum, de laços culturais profundos e da construção de uma ponte atlântica entre os Açores e o Maranhão.”
A honraria integra o conjunto das distinções oficiais atribuídas pela Região Autónoma dos Açores a personalidades que contribuem para a valorização da identidade açoriana e para o fortalecimento das relações da comunidade açoriana com o mundo.
A cerimônia reuniu autoridades, parlamentares e representantes da sociedade açoriana, celebrando personalidades que se destacaram em diversas áreas de atuação. Entre os agraciados com a mesma distinção estão o Presidente do Senado do Havaí, Ronald Dan Kouchi, o ex-senador norte-americano Daniel da Ponte, além dos intelectuais açorianos Emanuel Jorge Botelho, José Eduardo de Abreu Pamplona Forjaz e Luís Manuel Arruda.
A homenagem reforça o reconhecimento internacional do trabalho desenvolvido por Paulo Matos em favor da preservação da memória histórica e do fortalecimento dos vínculos culturais entre o Maranhão e os Açores, consolidando uma relação que continua a produzir frutos para as duas comunidades atlânticas.
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O ex-dono do Banco Master, Daniel Vorcaro, incluiu em sua nova proposta de colaboração premiada informações relacionadas ao financiamento do filme “Dark Horse”, produção inspirada na trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro. Segundo apuração divulgada pela CNN Brasil, o empresário relatou aos investigadores pedidos e cobranças atribuídos ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência da República, para viabilizar repasses milionários destinados ao projeto cinematográfico.
De acordo com a reportagem da CNN Brasil, a nova versão da proposta de delação foi encaminhada à Polícia Federal (PF) e à Procuradoria-Geral da República (PGR) na segunda-feira (1º). No dia seguinte, a defesa do empresário apresentou um complemento de documentos e informações às autoridades responsáveis pela análise do material.
Na narrativa apresentada aos investigadores, Vorcaro descreve solicitações relacionadas aos aportes financeiros para a produção do longa-metragem. O empresário também teria detalhado movimentações que somam aproximadamente R$ 60 milhões destinados ao financiamento da cinebiografia.
A nova proposta surge após a rejeição formal da versão anterior da delação pela Polícia Federal. Os investigadores apontaram omissões em informações consideradas relevantes nos anexos entregues pelo ex-banqueiro, o que levou à necessidade de uma reformulação do material.
Com a reapresentação da colaboração, a defesa busca demonstrar a existência de fatos adicionais e de elementos que não haviam sido devidamente explorados na versão anterior. A expectativa é que os novos documentos permitam uma reavaliação da proposta por parte dos órgãos responsáveis.
Segundo a apuração da CNN Brasil, a nova versão não apenas amplia detalhes de episódios já mencionados anteriormente, mas também acrescenta personagens que não figuravam nos relatos iniciais, incluindo nomes ligados ao meio político.
A análise da nova documentação ficará a cargo das equipes da Polícia Federal e da Procuradoria-Geral da República, que deverão verificar se o conteúdo apresentado traz efetivamente informações inéditas e relevantes para eventual avanço das negociações de colaboração premiada.
A rejeição da proposta anterior provocou mudanças na equipe jurídica responsável pela defesa de Vorcaro. Após a decisão da PF, o advogado José Luís Oliveira Lima deixou o caso, permanecendo na condução da defesa o advogado Sérgio Leonardo.
Agora, os investigadores examinam os novos anexos e relatos para determinar se a proposta atende aos requisitos necessários para eventual prosseguimento das tratativas. A avaliação inclui a verificação da consistência dos fatos narrados, bem como a relevância das informações apresentadas pelo ex-controlador do Banco Master.
A inclusão do episódio relacionado ao filme “Dark Horse” representa um dos novos elementos apresentados por Vorcaro na tentativa de obter a aceitação de sua colaboração premiada. O material entregue busca aprofundar circunstâncias envolvendo os repasses financeiros destinados à produção cinematográfica.
Além desse episódio, a nova proposta também amplia informações que, segundo a reportagem, haviam sido tratadas de forma mais superficial na versão anteriormente rejeitada pelas autoridades.
Até o momento, a Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República seguem avaliando o conteúdo apresentado para decidir se os novos fatos e documentos justificam a retomada das negociações em torno do acordo de colaboração premiada.