Conhecido internacionalmente por sua defesa dos direitos dos pobres e excluídos, o teólogo, escritor e professor universitário brasileiro, expoente da Teologia da Libertação no Brasil, Leonardo Boff, defendeu, por meio das redes sociais, o nome do governador Flávio Dino para a presidência da República.
“Quando chegar o momento de escolher um candidato para Presidente, não vamos esquecer o nome de #FlávioDino. Sua ficha é 100% limpa e está resgatando o Maranhão, especialmente pela educação. Estive lá e vi e dou testemunho”, escreveu Boff em seu Twitter.
Flávio Dino agradeceu a referência afirmando que “este testemunho, vindo de um dos maiores intelectuais brasileiros, muito me honra. Porém, neste ano escolhi cumprir meu compromisso em impedir que o vil coronelismo volte a se instalar no Maranhão e escravizar a nossa população. Obrigado, Professor Leonardo Boff”.
Com trabalho pautado na seriedade e compromisso com o povo do Maranhão e eleito o melhor governador do Brasil, Flávio Dino já desponta como um dos principais nomes para assumir a presidência da República.
Políticos de destaque e dirigentes dos partidos que assinaram o pedido de intervenção federal na Segurança Pública do Maranhão, uma clara tentativa do grupo que se articula em torno da oligarquia em provocar constrangimento ao governador Flávio Dino, são acusados de envolvimentos em escândalos de corrupção e seriam os menos indicados e fazerem tal pedido . No MDB, da dupla Roseana/Lobão, o senador enroscado até o pescoço na Operação Lava Jato, seguramente é quem carrega o estandarte do “bloco do colarinho branco”.
Um rápido levantamento sobre o histórico de algumas legendas cujos seus dirigentes insistem em criar factoides, como o pedido de intervenção sem sentido, para tentar arranhar a imagem do governador, mostra que no MDB Roseana e Lobão são protagonistas de inúmeros escândalos. O caso mais famoso de Roseana foi a montanha de nota de cinquenta reais encontrada nos cofres da Lunus, em 2002, empresa da ex-governadora e do marido Jorge Murad.
A mala de dinheiro que o doleiro Alberto Yousseff disse ter entregue a um auxiliar de Roseana como propina pelo pagamento do precatório da empreiteira Constran, assim como suposto desvio de recursos nas enchentes do Maranhão, em 2009, compõem o cenário de acusações contra a filha de Sarney.
O senador Edison Lobão, acusado por vários delatores como beneficiário do esquema de corrupção que sangrou empresas ligadas diretamente ao Ministério de Minas e Energia, caso da Petrobrás e Eletrobras, é voz corrente nos bastidores que vai jogar a vida da tentativa de reeleição para fugir do juiz Sérgio Moro e manter a investigação contra ele no Supremo Tribunal Federal.
O PSDB, outro signatário do pedido de intervenção, seu principal dirigente no Estado, senador Roberto Rocha, responde por captação ilícita de recursos em sua campanha eleitoral de 2014. Rocha carrega com ele a acusação de ter traído o grupo de partidos do o elegeu senador em 2014 e de tramar contra os interesses do Maranhão.
Aliado da oligarquia Sarney, o PSD é comandado no Maranhão pelo ex-secretário da Fazenda no governo Roseana, o investigado Cláudio Trinchão, acusado de comandar esquema na Secretaria de Fazenda do Estado do Maranhão., conhecido como “Máfia da Sefaz” Teve bens bloqueados pela Justiça
Sarney Filho, que lançou sua candidatura do Senado pelo PV é outro que já enfrentou problemas com a Justiça~. Em 2010, Sarney Filho foi atingido pela Lei da Ficha Limpa. Sua candidatura chegou a ser impugnada pelo Ministério Público Eleitoral (MPE) do Maranhão. Ele foi acusado de abuso de poder econômico. No entanto, após recorrer ao Tribunal Regional Eleitoral, o deputado conseguiu manter o registro de sua candidatura.
O parlamentar, no entanto, em 2009, foi investigado pelo Ministério Público por ter usado sua cota parlamentar de passagens aéreas para viajar com a família para o exterior. Em setembro do ano passado, a CPI da Petrobras recebeu das mãos do deputado Jorge Solla (PT-BA) cópias de documentos da contabilidade extraoficial da Odebrecht, do fim da década de 1980, com registros de pagamento de propina a políticos das obras executadas naquela época. No material, entregue ao delegado Bráulio Cézar Galloni, coordenador-geral da Polícia Fazendária, constava o nome do deputado José Sarney Filho.
Entre as siglas consideradas nanicas, o PHS tem com vice-presidente nacional, Jorge Arturo, o “Rei dos Precatórios”, ligado ao Clã Sarney, e foi acusado de fazer parte do esquema de desvios conhecido como Máfia da Sefaz, que tem como principal artífice o ex-secretário da Fazenda do governo Roseana, Cláudio Trinchão.
O PODEMOS tem como candidata a ex-deputada Maura , que foi condenada em 2016, em primeira instância, à perda do mandato político e a devolver mais de R$ 200 mil reais para os cofres públicos, além de multa de mais de R$ 700 mil reais, por desrespeito ao art 37 da Constituição Federal, usando publicidade institucional, a fim de obter promoção pessoal.
Outros dois nanicos que fazem oposição ao governo e seu dirigentes têm contas a acertar com a justiça são PRTB e PSDC. O primeiro é dirigido por Márcio Coutinho, advogado pessoal de Lobão, envolvido com o escândalo da Petrobrás. Foi denunciado por não ter pago dívida de R$ 26 mil referente a uma compra de concreto. Foi apontado, pela Procuradoria Geral da República, como elo em esquema que envolve o senador Lobão, no caso da holding Diamond Mountain. Já o PSDC teve seu ex-presidente, Aragão do IDAC, preso em Operação da Polícia Federal, acusado de desviar mais de R$ 100 milhões da Secretaria de Saúde, em esquema com o ex-secretário de Saúde, Ricardo Murad. O atual presidente, Pastor Bel, foi envolvido em caso de corrupção ao ter usado verba indenizatória para comemorar o revellion em Fortaleza.
Um levantamento realizado pela LCA Consultores – a partir de dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) –e divulgado pelo jornal Valor Econômico dando conta de que a extrema pobreza aumentou em todo o Brasil não pode ser levado para âmbito comparativo por conta das mudanças no processo de aferição.
De acordo com os dados, o número de miseráveis no Brasil aumentou em 1,5 milhão. Na grande São Paulo, por exemplo, a extrema pobreza aumentou em 35%. Números absurdos do ponto de vista lógico, mesmo o país passando pela maior recessão da sua história.
No Maranhão, a mídia ligada à oligarquia Sarney tem explorado o assunto sem explicar que a coleta desses números mudou e está abrangendo um número maior de habitantes. Seria, por exemplo, como se os dados fossem coletados anteriormente com uma população de 2 milhões de pessoas e agora para 4 milhões. Óbvio que o aumento foi elevado em todo o país, sobretudo nas capitais.
A única certeza sobre a extrema pobreza que todo o Brasil tem é de que a herança deixada por mais de quatro décadas de regime oligárquico foi o Maranhão ser o estado mais pobre e miserável do país. Esse dado aí todos os levantamentos já constataram diversas vezes.
Ricardo Galhardo – enviado especial, O Estado de S. Paulo
Estadão – Depois de 28 anos domiciliado eleitoralmente no Amapá, o ex-presidente José Sarney transferiu o título de eleitor de volta para o Maranhão, sua terra natal e berço político. Sarney alega motivos pessoais para o retorno, mas, segundo amigos e colaboradores, o ex-presidente só fala em duas coisas: evitar o esfacelamento de seu clã e tirar a qualquer custo do Palácio dos Leões o governador Flávio Dino (PC do B), eleito em 2014 depois de 40 anos de domínio quase ininterrupto do sarneyzismo no Estado.
“O que Sarney pensa é em voltar ao poder no Maranhão. Nem é tanto pelo poder em si, mas por uma maneira de dar a volta por cima, de no final não ser um homem derrotado, marginalizado”, disse o presidente da Academia Maranhense de Letras (AML), Benedito Buzar, um dos amigos mais próximos do ex-presidente. “Dino tem agido com uma agressividade terrível contra os Sarney”, completou.

Comemoração do aniversario do ex-presidente Jose Sarney – FOTO ESTADAO
Com 88 anos recém completados, Sarney mantém diariamente um espaço em sua agenda para receber os políticos locais. Três líderes de partidos da base de Dino disseram, sob anonimato, ter recebido propostas do ex-presidente para apoiar a pré-candidatura de Roseana Sarney (MDB) ao governo.
Apesar da atividade política intensa, o ex-presidente tem colhido fracassos na tentativa de minar a ampla aliança que dá sustentação a Dino. Articulações para trazer o DEM, PP, PRB até agora falharam. As manobras para filiar a ex-governadora ao DEM e o filho Zequinha (PV) ao PSD também fracassaram. “A falta de um cargo atrapalha”, disse Buzar.
Simbólico. A família nega que o patriarca esteja envolvido diretamente nas articulações. “Não tenho visto muito esforço dele neste sentido”, disse o neto Adriano Sarney, deputado estadual pelo PV. Para ele, o significado do retorno de Sarney para o Maranhão é mais simbólico do que prático. “Mas meu avô sempre diz que a política só tem a porta de entrada”, afirmou Adriano.
Na terça-feira, quando fez aniversário, o ex-presidente disse a amigos que pretende sair do luxuoso apartamento avaliado em R$ 4 milhões onde mora, no bairro Ponta d’Areia, e voltar para a antiga casa da família na praia do Calhau. Sarney reclama que a vida em condomínio, com portarias e elevadores, dificulta os contatos políticos, ao contrário da casa avarandada do Calhau, onde o portão está sempre aberto. Segundo amigos e aliados, há muitos anos Sarney não passava tanto tempo em São Luís.
Na quarta-feira foi para Nova York onde deve acompanhar as cirurgias no joelho da mulher, a ex-primeira-dama dona Marly, de 85 anos. O casal foi acompanhado de filhos e netos no jatinho particular do empresário Mauro Fecury, dono da Ceuma, uma das maiores universidades privadas do país.
O próximo passo, segundo amigos, é abandonar de vez Brasília, onde mantém uma casa, para se estabelecer apenas em São Luís. O que impede é a política. A ligação de Sarney com o poder federal é, hoje, mais do que nunca, uma das principais fontes de poder do clã.
As comemorações pelo Dia do Trabalhador, 1º de maio, este ano serão diferentes em Paço do Lumiar. O prefeito Domingos Dutra (PCdoB) realizará uma grande caminhada, às 9h, para entregar as 31 ruas pavimentadas no Maiobão este ano pela Prefeitura de Paço do Lumiar com recursos próprios. A concentração ocorrerá a partir das 8h30, próximo ao Colégio Domingos Vieira Filho, na Avenida 13 do Maiobão.
A ação rigoroso do inverno continua causando destruição nos municípios da Baixada Maranhense. As fortes chuvas que caíram nas últimas 24 horas provocaram alagamentos e desabrigaram famílias em Santa Helena. A cheia do Rio Turi invadiu ruas da cidade e danificou o cais da Beira Rio. Prefeito Zezildo visitou áreas atingidas e procurou autoridades para ajudar.




Reportagem da Folha de S.Paulo deste sábado (28) mostra a transformação pelo qual passou o sistema penitenciário do Maranhão desde 2015. O jornal fala sobre as Associações de Proteção e Assistência aos Condenados (Apacs), modelo adotado pelo Governo do Maranhão em parte do sistema.
São prisões humanizadas nas quais os presos fazem todos os serviços gerais, com um custo dois terços menor que em presídios comuns.
A Folha conta que as Apacs têm limite de 200 internos por unidade e índice de reincidência criminal de 20%, contra 85% do modelo tradicional. “As Apacs vêm se mostrando uma alternativa em meio ao caos de penitenciárias superlotadas e dominadas por facções”, diz a reportagem.
“É o caso do Maranhão, após uma série de rebeliões e massacre de Pedrinhas, penitenciária de segurança máxima da capital entre 2013 e 2016. Seis Apacs já estão em funcionamento no estado e outras duas devem ser abertas em breve”, acrescenta o texto.
“A primeira Apac em uma capital foi justamente a de São Luís, que nasceu dentro daquele contexto grave com decapitações de presos em Pedrinhas”, diz à Folha Valdeci Ferreira, presidente da Fraternidade Brasileira de assistência aos Condenados (Fbac).
A reportagem ressalta que um preso na Apac custa em média R$ 1.000, por mês, contra R$ 3.500 no sistema comum.