
Militante histórico, Márcio Jardim tem o apoio do ex-presidente Lula
Militante histórico do Partidos dos Trabalhadores, o ex-secretário de Esportes do Governo do Estado, professor Márcio Jardim, não desistiu de lutar por uma das vagas na chapa de senador na aliança que apoiará a reeleição do governador Flávio Dino (PCdoB). Em manifesto publicado nas redes sociais e grupos de WhatsApp, Márcio mantém a pré-candidatura e conclama a militância do PT e simpatizantes da candidatura a brigarem por ela.
Veja a nota na íntegra:
ACEITE O DESAFIO: PT NO SENADO
Temos que fazer política avaliando e respeitando o nosso passado. Mas, sobretudo, entendendo o presente e prospectando o futuro. Em disputas políticas sempre ficam algumas mágoas ou dissabores. Isso é algo natural que precisa ser superado quando se trata de dirigentes políticos que precisam entender que o adversário e o inimigo não estão no partido, e sim do outro lado da rua torcendo para que nossas divergências passadas nos impeçam de estar unidos no presente.
O PT é maior do que qualquer um de nós. Enfrentar o golpe de 2016 é tarefa prioritária para que o país volte ao estado de direito, desmonte o conluio jurídico midiático que criminaliza a política, em especial o PT, e recupere o caminho introduzido por Lula na condução do país: equilíbrio fiscal, distribuição de renda e opção preferencial pelos mais pobres com políticas inclusivas e de resgate da cidadania daqueles que mais precisam.
Temos eleicões presidenciais e é consenso entre nós a defesa da candidatura do nosso presidente Lula. Para o governo estadual a reeleição do governador Flávio Dino é um passo natural, e também não é algo que, penso, hoje nos divida tanto quanto em 2010 e 2014. Daí termos que ter a sensatez e a percepção para pensar qual a melhor estratégia do PT para ocupar espaços no Legislativo.
Teremos em outubro uma eleição decisiva para os rumos de nossa frágil democracia. Somente em 2026 acontecerão novas eleições com duas vagas ao Senado em disputa. E nunca a conjuntura foi tão favorável a que o PT do Maranhão possa eleger o primeiro senador de sua história. Uma candidatura que possa carregar todo nosso histórico de lutas, uma candidatura que possa – pelas suas características majoritárias – ajudar nossas candidaturas ao Legislativo e, sendo eleita, poder apontar um novo rumo de fortalecimento para o PT do Maranhão e para as lutas sociais em nosso estado.
Vejo algumas razões que nos impõe o compromisso histórico de aceitar este desafio: colocar o PT do Maranhão pela primeira vez no Senado.
1) Uma história de lutas que manteve nossa sigla organizada no Estado mesmo nos momentos mais difíceis e até dramáticos das últimas 4 décadas.
2) A necessidade de pensar nosso futuro enquanto sigla a partir de uma avaliação do nosso papel não apenas na reeleição do governador Flávio Dino mas na sua sucessão em 2022.
3) A importância de se ter um senador petista eleito para as disputas municipais – eleições de prefeitos e vereadores – em 2020.
4) Enfrentar o golpe e o golpismo a partir da trincheira petista. Nos roubaram a Presidência, mas não nos roubaram a capacidade de lutar e de manter a esperança. A candidatura do PT ao Senado é um contraponto aos golpistas e aqueles que se disfarçam mas apoiaram o golpe.
5) Numa conjuntura onde o eleitor vota duas vezes para o Senado, o PT tem chances reais de eleger um Senador. Os índices de aceitação da sigla comprovam e as pesquisas revelam isto. Precisamos apresentar um nome para atender a este desejo do eleitor de votar no PT em uma eleição majoritária.
Meu nome segue colocado para a apreciação dos companheiros e das companheiras. Assumo – além do total respeito à nossa história, as nossas regras internas e aos nossos documentos partidários – os seguintes compromissos:
1) Representar o Maranhão, como reza a Constituição, mas o fazê-lo sob a lógica daqueles que nunca foram aqui representados: os trabalhadores, as trabalhadoras e o povo pobre de nosso Estado.
2) Fazer um mandato coletivo e partidário. Respeitados os dispositivos constitucionais, fazer do mandato um instrumento de organização das lutas populares e de redenção econômica, política e social de nossos municípios.
3) Ser a voz do presidente Lula e defender seu legado no parlamento e nas ruas, lutando pela revogação de todas as medidas que suprimiram direitos impostas pelo governo ilegítimo de Michel Temer.
4) Atuar com ética, transparência e competência no Senado.
5) Aprofundar a discussão no sentido de viabilizar formas legais dos suplentes terem participação efetiva no exercício do mandato.
Quem sabe faz a hora e esta é a hora: saudações a quem tem coragem.
MÁRCIO BATALHA JARDIM, pré-candidato a senador pelo PT, foi secretário de Esporte e Lazer no governo Flavio Dino, é membro do Diretório Nacional do PT e professor da Rede Pública Estadual de Ensino.
O pré-candidato à presidência da República pelo PDT, Ciro Gomes, disse ontem em entrevista que o Bolsa Família será mantido e atualizado no seu governo de forma a garantir as três refeições da família e que seja uma forma condicionante de permanência das crianças na escola e de ter o cartão de vacinação em dia.
Ciro afirmou que o “Brasil precisa proteger o lado mais fraco, mais frágil da sociedade”. “Hoje, nós temos de novo 40 milhões de pessoas abaixo da linha de pobreza. Isto significa dizer que se estas pessoas tiverem o cuidado do setor público elas irão comer, senão, elas irão passar fome, literalmente”, declarou.
Para Ciro Gomes, “o Bolsa Família, é um programa que representa comida na mesa das pessoas. E só quem tiver uma pedra no lugar do coração pode imaginar a gente deixar uma população frágil, machucada pela miséria como a nossa sem, pelo menos, as refeições diárias para os seus filhos e para a família como um todo”.
O presidenciável Ciro Gomes também assumiu o compromisso de resgatar em sua essência e ainda aperfeiçoar os programas de acesso à Educação aos jovens que não podem pagar pelo ensino particular, como o Fies e o ProUni.
Sobre o ingresso na universidade, Ciro afirma que “se a gente quiser fazer uma mudança profunda e definitiva na história brasileira é preciso apoiar esses programas que abrem o acesso, ampliam e qualificam o acesso do povo trabalhador à educação”.
De acordo com Ciro, fazer do Brasil um país melhor e mais humano para o brasileiro, amenizando as desigualdades sociais, é o sentido de sua luta política. “Eu vou governar o Brasil para todos, mas o olho que eu tenho para o pobre, a pobreza é que tem que ter o olho maior do governo”, resumiu o pré-candidato Ciro Gomes.

José Arnaldo, ex-prefeito de Fortaleza dos Nogueiras
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), na sessão do Pleno desta quarta-feira (18) julgou irregulares as contas de José Arnaldo Brito Magalhães (Fortaleza dos Nogueiras, 2012) relativas ao Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação – Fundeb, condenando o gestor à devolução de R$ 4,1 milhões ao erário e ao pagamento de multas. Também responde pelas contas a então secretária de Educação do município Maria Francisca Coelho Costa. Cabe recurso.
Na mesma sessão, o TCE julgou irregulares as contas de Marinilda Lopes Barbalho (Câmara Municipal de Barra do Corda (2011) e de Carlos Magno Duque Bacelar Sobrinho (Câmara Municipal de Afonso Cunha, 2014) e aprovou com ressalvas as contas de Jairo Madeira de Coimbra (João Lisboa, 2013).
Foram julgadas regulares com ressalvas as contas de José Leane de Pinho Borges (Afonso Cunha, 2011, administração direta, com multas de R$ mil e Fundeb, com multa de R$ 10 mil), Chinthya Torres Rolim de Sousa (Codó, 2012, Fundo Municipal de Assistência Social – FMAS, com multa de R$ 5 mil), Antonia Jacilda Lima (Paulo Ramos, 2012, FMAS, multa de R$ 3 mil), Sônia Maria Mota Santana (Câmara Municipal de João Lisboa, 2012, com multa de R$ 6 mil), Francinaldo Sousa Galvão (Câmara Municipal de Esperantinópolis, 2012, com multa de R$ 3 mil), Arnóbio Rodrigues dos Santos (Centro Novo do Maranhão, 2012, FMAS, com multa de R$ 6 mil), e Luiza Moura da Silva (São João do Sóter, 2011, Fundeb).
A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que em breve emplacará um indicado de José Sarney e Edison Lobão na diretoria, aprovou nessa terça-feira (17) o reajuste de 45,52% na receita anual de geração de 69 usinas hidrelétricas que atuam no regime de cotas.
Dessa forma a conta de energia dos brasileiros ficará um aumento de até 3,86%. O impacto na conta de luz depende da data do reajuste aprovado pela Aneel e da quantidade de cotas (volume de energia) que cada distribuidora compra das hidrelétricas.
O volume de cotas de cada distribuidora representa, em média, 22,64% dos contratos de energia das concessões. A remuneração total recebida pelas usinas, de julho de 2018 a junho de 2019, será de R$ 7,944 bilhões.
O atual regime de cotas foi implantado por meio da Medida Provisória nº 579/2012, com renovação automática das concessões de usinas hidrelétricas.
Faltando apenas dois dias para abertura do prazo para as convenções partidárias, até agora o deputado estadual Eduardo Braide não decidiu de continua ou desiste da pré-candidatura ao Governo do Estado nas eleições de outubro próximo. Caso confirme a desistência, a eleição para governador poderá ser decidida logo no primeiro turno.
Como tudo indica que Braide não conseguirá o partido para compor aliança que lhe permita participar dos debates nas emissoras de televisão durante a campanha, a sucessão governamental começa afunilar e caminhar para definição logo no primeiro turno.
Sem Braide e Ricardo Murad (já renunciou), a campanha será travada praticamente entre Flávio Dino (PCdoB), Roseana Sarney (MDB). Roberto Rocha (PSDB), Maura Jorge (PSL) e mais um ou dois representantes da esquerda radical são considerados “sem voto”.
Pelo resultado das pesquisas apresentas até agora, os percentuais atribuídos a Roseana Sarney, Roberto Rocha e Maura Jorge seriam insuficientes para levar a eleição para o segundo turno.
Desde que insinuou sua condição de pré-candidato, Eduardo Braide era tido com a peça do consórcio de candidatos planejado por Sarney que poderia ajudar levar o pleito para o segundo turno, sem ele a esperança diminui drasticamente.
A certeza de que Braide abdicará da condição de pré-candidato é provocada pelo silêncio e pela desconfiança de que ele esteja apenas se valorizando antes de anunciar sua candidatura a deputado federal.

Partidos da aliança dinista começaram alinhavar as coligações
Partidos e coligações começaram os preparativos para as convenções que aclamarão seus representantes nas eleições de outubro próximo. Dirigentes das legendas que apoiam a reeleição do governador Flávio Dino, por exemplo, estiveram reunidos na noite desta terça-feira (17), na sede do PDT, para preparar a grande festa que será realizada no dia 28 próximo, a partir das 8h30, no Centro de Convenções Pedro Neiva de Santana, no Cohafuma.
Além de discutirem sobre a organização do evento que aclamará a chapa majoritária de governador, vice e os dois candidatos ao Senado, os dirigentes da aliança dinista, que reúne 15 partidos, iniciaram o processo de discussão sobre a composição das coligações para disputar a eleição proporcional de deputado federal e estadual.
No campo da oligarquia Sarney, a convenção está confirmada para um dia após a festa de Flávio Dino no Centro de Convenções do Sebrae-MA. Dirigentes do MDB ainda não anunciaram o local do evento, mas a data está confirmada pelo presidente do partido, senador João Alberto, para o dia 29 de julho.
Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL), os outros dois candidatos integrantes do consórcio criado pelo oligarca José Sarney para tentar ajudar levar a filha Roseana para um improvável segundo turno, ainda não definiram quando realizarão suas convenções para homologar as candidaturas majoritárias e proporcional.
Conforme o calendário eleitoral, o prazo para a realização das convenções inicia nesta sexta-feira (20) e encerra dia 05 de agosto, mas os partidos ou coligações poderão registrar seus candidatos até o dia 15 de agosto.
O Maranhão é o Estado que tem o menor índice de eleitores indecisos, votos brancos ou nulos em todo o País. Isso significa um obstáculo a mais para Roseana Sarney tentar tirar a grande desvantagem de votos em relação a Flávio Dino.
O portal Poder360 fez um raio-x das mais recentes pesquisas nos Estados. O estudo mostra que há um alto índice de votos brancos, nulos e indecisos na maioria dos Estados. Mas o Maranhão é exceção e apresenta apenas 12,77% dessa fatia.
Para ter uma ideia do quanto isso é diferente de outros Estados, basta pegar alguns porcentuais. Em Sergipe, por exemplo, são 49,9% de brancos, nulos e indecisos. No Rio Grande do Norte, 44,83%. Em São Paulo, 48%.
O Estado que mais se aproxima do Maranhão é o Espírito Santo, ainda assim com uma distância significativa, 18%.
Quanto mais indecisos, melhor para quem está atrás nas pesquisas, porque são eleitores mais fáceis de conquistar. De acordo com o mais recente levantamento do DataIlha, Flávio Dino tem 52,36% das intenções de votos totais, contra 24,15% de Roseana Sarney. Em votos válidos, Dino fica com 60%.
Para Roseana, é mais fácil conquistar um eleitor indeciso do que um eleitor de Flávio Dino. Por isso o cenário é tão desafiador para a filha de José Sarney.
Mesmo se ela conquistar todos os indecisos, brancos e nulos do Maranhão – o que é um cenário bastante improvável – ela chegaria a quase 37%, 15 pontos atrás do adversário.