*Felipe de Holanda
O Jornal O Estado do Maranhão veiculou matéria na terça-feira (31), na qual estima-se que o PIB Real do Estado do Maranhão teria registrado contração de 11,5% no biênio 2016-17. Foi uma notícia impactante, haja vista as previsões amplamente disseminadas entre especialistas, de que o Estado do Maranhão, em 2017, teria sido um dos estados líderes em termos de crescimento no Brasil. Na matéria publicada no Jornal O Estado do Maranhão, cita-se que “As informações foram divulgadas pela consultoria Tendências e têm por base dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)”.
O cálculo do PIB do Estado do Maranhão e de seus municípios é realizado pelo IMESC, em convênio com o IBGE, com base em uma ampla gama de informações. A metodologia é padronizada, para que os resultados dos municípios e dos estados sejam coerentes entre si e possam somar-se para a determinação do PIB brasileiro. Importante também observar que o cálculo do PIB maranhense de 2016 será divulgado pelo IMESC, em conjunto com o IBGE, em novembro deste ano, enquanto que o PIB de 2017 será conhecido somente em novembro de 2019.
No Boletim Trimestral de Conjuntura Econômica Maranhense, divulgado no final de junho, atualizamos as projeções e estimativas para a variação real do PIB maranhense em 2016 e 2017, respectivamente, -4,5% e + 4,8%. Estimativas constituem avaliações com base em um conjunto de informações já disponíveis que representam parte significativa do fenômeno. Este é o caso, por exemplo, da produção agropecuária, sobre a qual, em função do sistema LSPA, já tínhamos uma ideia bem precisa ao final do ano passado. Já projeções, entretanto, possuem maior caráter subjetivo, tendo em vista que são utilizadas informações passadas para fazer avaliações sobre o resultado futuro ou até mesmo levantar hipóteses sobre como poderá ser o resultado no futuro, podendo essa situar-se entre dois extremos (muito otimista ou muito pessimista).
As estimativas para a produção agropecuária maranhense, em 2017, apontam um crescimento real de 37,8% em 2017, o qual se explica, em parte, pela base fraca em 2016 (efeitos da violenta seca que se abateu sobre o Estado, que levou a uma quebra de quase 50% na produção graneleira do Estado) e, em parte, pela supersafra colhida em 2017. Ponderado pelo peso da agropecuária no PIB maranhense (10,4% em 2015), o crescimento do PIB da agropecuária foi capaz de produzir sozinho cerca de 3,5 pontos percentuais do avanço do PIB naquele ano. Não obstante a forte redução do gasto e das transferências federais no Estado, o elevado volume de investimentos do governo estadual em infraestrutura, saúde, educação e segurança, assim como a realização de concursos e a concessão de reajustes salariais, vêm contribuindo para que o Estado do Maranhão se descole dos resultados regionais e nacionais na geração de empregos formais. Assim, não é possível que possamos colher em 2017 uma contração no PIB maranhense.
Diante de um erro dessa magnitude, parecia pouco crível que uma Consultoria de grande porte, como a Tendências, pudesse ter disseminado tais informações. Entramos em contato com a consultoria, para conhecermos os estudos ou a entrevista que dera origem à impactante matéria. Para nossa surpresa, o jornal O Estado do Maranhão não havia entrado em contato com a Tendências, tampouco utilizado informações divulgadas pela consultoria – ao contrário disso, publicaram dados inválidos citando a Tendências.
A matéria do Valor Econômico, por sua vez, divulgada no dia 19/07, aponta o Maranhão como o único caso de “crescimento intenso”, em 2017 (+8,8%), e simplesmente difere completamente das projeções apontadas pelo Jornal o Estado do Maranhão.
Na condição de Presidente do Instituto Maranhense de Estudos Socioeconômicos e Cartográficos, coloco-me, gentilmente, à disposição do Jornal O Estado do Maranhão e de todos os demais órgãos de Imprensa, para discutir estimativas e projeções relacionadas à dinâmica socioeconômica do Maranhão. A propósito, já fomos procurados com solicitação de esclarecimento, mas sempre com prazo bastante exíguo, portanto, para o benefício de todos, o ideal é que tenhamos um intervalo de tempo minimamente suficiente para expor pesquisas e análises complexas e que haja respeito à integralidade das informações prestadas, de forma a melhor cumprir com a importante função social de informar de maneira qualificada e eficaz a população.
*Presidente do IMESC e Conselheiro do Conselho Federal de Economia – COFECON
A definição da chapa do PT à presidência da República visou dar fôlego ao candidato que substituirá Lula na urna em 7 de outubro. O ex-presidente será oficializado candidato, mas todos sabem que não poderá concorrer.
A aliança com o PCdoB garante o envolvimento total do governador Flávio Dino na campanha do candidato que será indicado por Lula.
Antes, o PT já tinha retirado a candidatura de Marília Arrais em Pernambuco para garantir o apoio do governador Paulo Câmara.
O acordo com o PCdoB garante o apoio de praticamente todos os governadores do Nordeste ao nome que será indicado por Lula.
Manuela D’Ávila, que é do mesmo partido de Dino, será vice do candidato do PT.

Waldir apostou, mas não teve força para retirar Zé Reinaldo da disputa pelo Senado
Waldir Maranhão rompeu com Flávio Dino (PCdoB) por não ter conseguido viabilizar a candidatura ao Senado na aliança governista, transferiu a filiação para o PSDB com a esperança de vê o sonho transformado em realidade, mas o que era sonho acabou se transformando em pesadelo. Waldir apostou que poderia afastar Zé Reinaldo ou Alexandre Almeida da disputa por uma das vagas da legenda, mas viu os dois se consolidarem, lhe restando como única alternativa disputar a reeleição de deputado federal.
Com as bases eleitorais que o elegeram deputado federal em 2014 totalmente corroídas e sem muita esperança na reeleição, na avaliação de analistas políticos, o parlamentar pretendia disputar o Senado como forma de dá um adeus à política com a desculpa de que tentou voo mais alto e não conseguiu, agora terá que lutar para recuperar o terreno perdido ao longo da pré-campanha em que viajou pelo interior do Maranhão ao lado do candidato a governador do PSDB se apresentando como pré-candidato ao Senado.
Waldir passou toda a pré-campanha dando a entender que teria o apoio dos tucanos locais na disputa por uma das vagas, mas não teve força para retirar do páreo Alexandre Almeida, que se recusou a abrir mão da candidatura, muito menos Zé Reinaldo que entrou no PSDB com a garantia dada por Geraldo Alckmin de que seria candidato a senador, decisão essa mantida na convenção de sábado (4) que homologou as candidaturas majoritárias e proporcionais.
Diante do desfecho do caso favorável a Zé Reinaldo e Alexandre Almeida, o incomodo de Waldir no palanque era evidente. Nem na nota oficial que distribuiu no sábado anunciando a candidatura de deputado federal fez menção em apoiar os candidatos a senador do partido, simplesmente ignorou a dupla durante seu discurso.
O deputado sai de cena depois de provocar muita especulação sobre os nomes que o PSDB indicaria para disputar o Senado e terá agora que correr atrás de votos para tentar renovar o mandato, o que, na avaliação de analistas, é péssimo para as pretensões do ex-prefeito de Imperatriz e candidato a deputado federal, Sebastião Madeira.
Ao lado do vereador Carlos do Remédio (PCdoB), o presidente da Assembleia Legislativa, deputado Othelino Neto (PCdoB), reafirmou o seu compromisso com a população de Rosário, em reunião, neste domingo (5), com lideranças e comunidades do município. O vereador de São Luís, Pedro Lucas Fernandes (PTB), pré-candidato a deputado federal, também participou do encontro que serviu para fortalecer parcerias e ouvir as demandas dos rosarienses.
“É um prazer estar aqui de novo, reunido com tantos amigos. Agradeço muito pela acolhida e pelas manifestações de apoio. Rosário é um município muito querido que tem tido a nossa atenção”, disse o deputado Othelino Neto.
Reconhecido pela população rosariense como um dos vereadores mais atuantes da região, Carlos do Remédio ressaltou a satisfação em apoiar o deputado Othelino Neto em mais um pleito, destacando o compromisso e a atenção dada pelo parlamentar ao município.
“Othelino tem sido um amigo e companheiro, que tem feito muito pelo Maranhão, ajudando o Governo do Estado a gerir e administrar. É importante essa parceria com Rosário, em relação às emendas, que a gente precisa, e a presença dele no município”, ressaltou.
O vereador Pedro Lucas Fernandes também frisou a importância da parceria com o deputado Othelino Neto e o vereador Carlos do Remédio para levar melhorias e ajudar no desenvolvimento de Rosário. “Estou muito feliz em participar desse momento político da cidade, juntamente com o deputado e o vereador Carlos do Remédio. Othelino, além de ser jovem, tem muita experiência, e tem nos ajudado, nos guiado e nos orientado a fazer uma política correta e transparente com o povo do Maranhão”, completou.
Expectativa – A reunião contou com a participação de diversas lideranças da região, além de centenas de pessoas oriundas de várias comunidades de Rosário. A expectativa da população, que recepcionou calorosamente o deputado Othelino Neto, é que o parlamentar continue olhando pelo município e propondo projetos em benefício do município.
“O deputado Othelino é importante para a nossa cidade por seus projetos. Desejamos que ele continue olhando para as pessoas de Rosário, que precisam dessa atenção. Nosso município ainda precisa de muitas coisas e contamos com a atuação do deputado Othelino Neto nessa caminhada”, afirmou Bruna Nascimento, liderança do bairro Jardim Recreio.
“Queremos que ele siga em frente e não desista do trabalho que está fazendo, contando com o apoio do vereador Carlos do Remédio. Nossos povoados ainda carecem de muitas coisas e pedimos que ele olhe por nós”, finalizou Josimar Oliveira, líder comunitário do Povoado Providência.
Por Hudson Corrêa, enviado especial
Dino diz que família Sarney levou o estado ao atraso, e definiu seu governo como “um projeto do século 19” que os antecessores sequer conseguiram alcançar

Casas de taipa na villa “Sarney Filho” no municipio de São José de Ribamar é um retrato da pobreza do estado – Hans von Manteuffel
SÃO LUÍS — Por volta de 11h de domingo, 29 de julho, o ex-senador José Sarney desceu da van acompanhado dos filhos Zequinha e Roseana Sarney. Ela disputa outra vez o governo do Maranhão e ele quer uma das vagas ao Senado. Junto ao trio, ainda estava o senador Edison Lobão, aliado histórico no MDB e na disputa. Protegido por seguranças contra empurrões de partidários, Sarney caminhou frágil até o palco da convenção. Roseana não queria disputar o governo, mas o pai a pressionou. No palco, onde a cantora Alcione entoara um jingle, Roseana convenceu o ex-presidente a falar.
— Eu encontro o Maranhão triste, porque voltaram a violência e a perseguição — afirmou. — Com Roseana, essa tristeza vai acabar.
No dia anterior, um sábado, o governador Flávio Dino (PCdoB) fez a convenção num espaço maior. O governador montou uma coligação com 16 partidos, espécie de centrão maranhense. Ao final do evento, a turma de Dino mostrou que repete práticas atrasadas. Pela presença, os cabos eleitorais receberam uma quentinha com Coca-Cola.
Sob o argumento de que a família Sarney levou o Maranhão ao atraso, a vitrine do governo Dino no Maranhão é, como ele mesmo define, “um projeto do século 19” que os antecessores, por décadas no poder, sequer conseguiram alcançar. O estado constrói escolas de alvenaria, com energia, banheiro e água encanada no lugar das feitas com paredes de barro (chamadas de taipa) na zona rural de cidades do interior, onde muitas crianças nunca viram vaso sanitário na vida. Cada unidade custa cerca de R$ 500 mil. A Secretaria Estadual de Educação diz que já ergueu 71 e mais 130 vão sair do papel. É pouco. Em 2015, o governo identificou 1.090 escolas de taipa, outras de palha.
— Podem dizer: “se eles estão começando a trocar taipa por alvenaria agora, até chegar à robótica vão demorar cem anos”, mas temos projetos mais otimistas, com escolas em tempo integral equipadas com laboratórios — afirma Dino.
Ele disputa a reeleição contra a ex-governadora Roseana Sarney (MDB), que comandou o estado de 1995 a 2002 e de 2009 (com a cassação de seu adversário Jackson Lago) a 2014.
Dino aposta as fichas no projeto de educação, num estado onde 48% das pessoas recebem o Bolsa Família, maior percentual do programa no Brasil, que paga em média R$ 187,79 ao beneficiário. Hoje, a gestão Dino desembolsa R$ 51 por criança do Bolsa Família para compra de material escolar. Espera melhorar o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) que, por enquanto, só subiu no ensino médio de 2,8, em 2013 (no governo Roseana), para 3,1, em 2015.
MISÉRIA AVANÇA
Nas últimas semanas, com o fervor da campanha eleitoral, a discussão sobre PIB e número de miseráveis do Maranhão ganhou espaço nas rádios locais, nos blogs da internet e nas conversas sobre política. A discussão é se Dino melhorou ou piorou o legado da família Sarney. No último ano da gestão Roseana, em 2014, dados do IBGE diziam que o estado tinha o maior percentual de miseráveis do país (12,9%), à frente do Piauí a partir de 2012.
— Não acho o estado miserável. Eu deixei o PIB na 16ª colocação. Hoje está na 17ª — reage Roseana.
Os índices atuais são pouco animadores. Levantamento da LCA Consultores, publicado pelo “Valor Econômico” em abril, enquadra 1,33 milhão de pessoas na faixa da pobreza extrema em 2017, gente com renda per capita de US$ 1,90 por dia. Isso dá 19% da população maranhense. A miséria avançou mais na capital, São Luís, onde houve alta de 48%. Dino culpa a crise econômica que atingiu o país. Ele comemora o PIB de quase 10% em 2017, calculado pelo banco Itaú. Roseana cita a queda de 11,5% registrada em 2015 e 2016 pela consultoria Tendência.
‘’Não acho o estado miserável. Eu deixei o PIB na 16ª colocação. Hoje está na 17ª’’
– Roseana Sarneyex-governadora do estado que disputa outro mandato pelo MDB
Em um ponto Dino e Roseana concordam: Lula precisa ser libertado. Além da convicção jurídica, ambos buscam pegar carona na popularidade do ex-presidente no Nordeste.
O Maranhão tem 980 mil analfabetos, 14% da população. Sem se preocupar com as críticas “ao político comunista”, Dino adotou um projeto cubano de alfabetização para jovens e adultos. Entregou a missão de ensinar a ler e escrever, no tempo recorde de oito meses, ao Movimento dos Sem-Terra. O MST ficou encarregado de montar salas de aulas em vilarejos, recrutar alunos e, pelo método de Cuba, insistir que concluam o curso.
Segundo o governo, o programa já formou 28,8 mil pessoas ao custo de R$ 25 milhões. O secretário Felipe Camarão disse que o estado não podia “contratar juridicamente” o MST, um movimento sem personalidade jurídica, então repassou o dinheiro a duas fundações ligadas a universidades. No passado, entidades vinculadas ao movimento foram acusadas de desviar dinheiro na administração Lula.
— Aqui há zero problema. Não teríamos o resultado em alfabetização sem a parceira com MST. Eles têm a metodologia e nos ajudam no recrutamento e treinamento dos educadores — afirma o governador.
O projeto do MST custa mais caro que o similar do governo federal. O coordenador e alfabetizador ganham juntos R$ 1,9 mil, enquanto o Brasil Alfabetizado paga R$ 1 mil. Coordenadora pedagógica, Simone Silva Pereira afirma que o MST não movimenta dinheiro e nem contrata professores, apenas indica o material a ser comprado para as salas de aula.
SEM SARNEY NAS ESCOLAS
Fora da área de educação, o governo contratou 3,5 mil policiais, o que elevou o efetivo para 15 mil agentes, um aumento de 25%. As estatísticas oficiais dizem que a taxa de crimes letais caiu de 30,6 por 100 mil habitantes, em 2014, para 27,8, em 2017. A redução teria poupado 153 vidas. O Fórum de Segurança Pública tem um indicador menos favorável. A taxa de mortes violentas saltou de 31, em 2014, para 34, em 2016, dado mais recente da ONG.

Com a desistência de Murad e Braide, oposição sem rumo ficou reduzida a três candidatos
O quadro de candidato para disputar o Governo do Estado está completo. Com a realização das convenções deste sábado (4) que aclamaram os candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL), o consórcio idealizado pelos ex-senador José Sarney para enfrentar o favoritismo do governador Flávio Dino (PCdoB) entra em campo desfalcado de dos dois principais jogadores: Eduardo Braide (PMN) e Ricardo Murad (PRP) desistiram da disputa pelo Palácio dos Leões e anunciaram candidaturas a deputado federal.
Por mais otimista que se pretenda ser em relação a Roseana Sarney, uma política desgastada pelos escândalos de corrupção que marcaram seus governos, é quase que consenso no meio político que a ex-governadora teria potencial para conseguir, no máximo, 30 por cento dos votos válidos, mas seus aliados na dura missão de desconstituir a imagem do governador não ajudam, possuem percentuais irrisórios e não aparentam nenhuma capacidade de crescimento.
Sem Ricardo Murad e Braide na disputa majoritária, a função de batedor foi delegada a Roberto Rocha, um político considerado traidor pelos partidos que o elegeram em 2014, nascido e cevado no berço da oligarquia Sarney e que desenvolveu um ódio mortal do governador como recompensa pelo mandato de senador que recebeu de mão beijada. O discurso agressivo contra Dino, no entanto, tem se mostrado insuficiente para minar a imagem de administrador eficiente do governador.
Maura Jorge, a segunda candidata do consórcio, tenta pegar carona na onda Jair Bolsonaro, mas até agora a colagem de sua imagem ao representante da direta não lhe tem rendido aprovação nas pesquisas e sua candidatura continua com percentual irrisório. As apostas, no entanto, é que ela poderá terminar a eleição na frente de Roberto Rocha, que pode sair da campanha menor que entrou.
Já Ramon Zapata do velho PSTU e seu surrado refrão “Só a Luta Muda e Vida”, que diga de passagem não apoia a oligarquia, vem para a campanha apenas para marcar posição, muito pouco tem a contribuir. Mais improvável ainda é Zapata, Rocha e Maura juntos conseguirem mais de 20 por cento dos votos válidos para ajudar Sarney realizar o sonho de levar o pleito para ser decidido num segundo turno. Tudo indica que a eleição será decidia mesmo dia 7 de outubro.

Braide foi lançado candidato a prefeito em 2020, mas terá que provar que tem voto em 2018
A deputada federal Eliziane Gama cometeu o pecado de se lançar candidata a prefeita de São Luís no dia em que o TRE-MA anunciou os nomes dos eleitos em 2014 e o resultado, após liderar pesquisas, foi desastroso. O recall da campanha de prefeita em 2012 simplesmente evaporou e o resultado da eleição municipal de 2016 foi um humilhante quarto lugar.
Lembro esse fato histórico da apolítica ludovicense para mostrar o equívoco que foi o deputado Eduardo Braide se aliar ao PSDB do senador traíra Roberto Rocha já anunciando que a aliança se repetirá em 2020 quando estará em disputa a sucessão do prefeito Edivaldo Holanda Junior (PDT) e ele pretende ser candidato a prefeito de São Luís.
É lógico que o parlamentar tem todo o direito de escolher suas preferências, mas fazer aliança por conta de um acordo para ser cumprido dois anos após a eleição de governador, onde o candidato do PSDB ao governo não tem a menor esperança de chegar sequer a um improvável segundo turno, é muito temerário, principalmente se for levado em conta o histórico de traições do senador.
Político sem expressão estadual, mas dono de uma legenda nanica, Braide tentou se viabilizar como candidato a governador, mas não encontrou quem acreditasse em seu projeto e passou a usar a suposta candidatura para se valorizar, até não tem mais como para onde correr e anunciar que será candidato a deputado federal.
Em discurso nesta sexta-feira (3) na convenção do minúsculo PMN, Roberto Rocha, também conhecido como “Asa de Avião”, garantiu que a aliança será a que apoiará Eduardo Braide para prefeito nas eleições de 2020. “Vou reunir todas as minhas forças e a do partido. Eu, Madeira e todo o PSDB levaremos Eduardo Braide à prefeitura de São Luís, garantiu.
O problema é que o candidato ainda não se elegeu deputado, os eleitores que votaram nele para prefeito dificilmente repetirão o voto nele deputado federal e isso sem contar que este mesmo eleitor ainda tenha que esperar mais dois anos para votar nele como candidato a prefeito, ou seja, criaram um cenário irreal, o que só levar a crer que Rocha está preparando o punhal, o mesmo que ele enfiou nas costas do governador Flávio Dino após receber na bandeja um mandato de senador.