Por Gabriel Mascarenhas

Poderoso (Nelson Antoine/Fotoarena/VEJA)
Radar/Veja – José Sarney deixou a vida pública, o poder, jamais.
Para tentar eleger sua filha, Roseana, ao governo do Maranhão, o ex-presidente se distanciou do Amapá e mudou seu domicílio eleitoral de volta para São Luís.
O afastamento, no entanto, vai até a página 3. Sarney não só continua dando cartas no Amapá, como pretende fortalecer seus tentáculos.
Basta dizer que há três candidatos ao Senado pelo estado que têm ligações com o ex-presidente: Lucas Barreto, do PTB, e os emedebistas Gilvam Borges e Fátima Pelaes.
Pesquisa do Instituto Datafolha publicada nesta quarta-feira (22) confirma a liderança de Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na corrida presidencial. Mesmo encarcerado e com risco de ter a candidatura barrada pelo Tribunal Superior Eleitoral, Lula tem 39% da preferência do eleitorado. Em segundo, Jair Bolsonaro (PSL) tem 19%. Três candidatos estão tecnicamente empatados no terceiro lugar: Marina Silva (Rede) tem 8%, Geraldo Alckmin (PSDB) tem 6% e Ciro Gomes (PDT), 5%.
Segundo o Datafolha, com Lula na disputa, a intenção de votos brancos e nulos somam 11%. Os que ainda não sabem em quem votar são 3%. João Amoêdo (Novo) aparece com 2%. Henrique Meirelles (MDB), Guilherme Boulos (Psol), Cabo Daciolo (Patriota) e Vera Lúcia (PSTU) têm 1%.
O Datafolha ouviu 8.433 pessoas em 313 municípios, de 20 a 21 de agosto. O levantamento, feito à pedido foi registrado na Justiça Eleitoral sob o protocolo BR 04023/2018. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou menos.
Sem o ex-presidente Lula, Jair Bolsonaro lidera as intenções de voto. No cenário em que Lula — preso em Curitiba condenado por corrupção — fica fora da disputa, Bolsonaro aparece com 22% das intenções, seguido por Marina Silva (Rede), que tem 16%. O candidato do PDT, Ciro Gomes, é o terceiro, com 10%. Em quarto, Geraldo Alckmin (PSDB) tem 9%. Os candidatos Henrique Meirelles (MDB) e João Amoêdo, do Novo, aparecem na pesquisa Datafolha com 2% das intenções de voto. Cabo Daciolo (Patriota), Vera Lúcia (PSTU), Guilherme Boulos (Psol) e João Goulart Filho (PPL) estão com 1%. O candidato do Democracia Cristã, Eymael, não pontuou. (Com informações de O Globo)

Ricardo Murad está oficialmente fora do pleito de deputado federal
Por maioria, o Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão manteve a decisão da juíza da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá e manteve a inelegibilidade do ex-secretário Ricardo Murad até o ano 2020.
Murad foi condenado por abuso de poder político e econômico nas eleições municipais de 2012, quando usou a estrutura da Secretaria de Saúde para eleger a esposa Teresa Murad prefeita de Coroatá.
Com o placar de 5 a 1 pela condenação, o TRE-MA entendeu que Ricardo praticou conduta vetada no período eleitoral. O juiz Itaércio Paulino da Silva, que havia pedido vista do processo votou pela manutenção da inelegibilidade.

O convite que o Partido dos Trabalhadores postou na internet convocando a população a participar do ato da caravana Lula/Haddad nesta sexta-feira (24), no Centro Histórico de São Luís, não deixa a menor dúvida a quem o líder petista encarcerado injustamente em Curitiba apoia para o Governo do Maranhão.
Apesar da ex-governadora Roseana usar indevidamente o nome do ex-presidente em suas andanças pelo interior do Maranhão, Lula, através do seu porta voz Fernando Haddad, em vídeo postado nas redes sociais, é bem claro quando afirma que estará no Maranhão para “levar o apoio do Lula à reeleição do nosso governador Flávio Dino”.
Roseana e seu sobrinho, deputado Adriano Sarney, que chegou a chamá-la de “Lula do Maranhão”, bem que poderiam começar a campanha sem essa.

A coligação do candidato ao governo do estado Roberto Rocha (PSDB) tentou impedir a divulgação da pesquisa que mostra as intenções de voto no município de Imperatriz. O fato é que Flávio Dino (PCdoB) vem liderando as pesquisas como favorito à reeleição a Governador do Maranhão.
Diferente do slogan de campanha: “União e CORAGEM para fazer um Maranhão melhor”, Roberto Rocha (PSDB) parece temer que a população saiba que o candidato Flávio Dino (PCdoB) tem 70% das intenções de voto.
Tal insegurança, comprova o fracasso da campanha eleitoral de Roberto Rocha (PSDB) e também a desaprovação dos eleitores à campanha do seu correligionário Sebastião Madeira (PSDB) na cidade de Imperatriz.
Sebastião Madeira tem feito uma campanha temerosa, apenas com ataques infundados à Flávio Dino, candidato favorito à reeleição ao governo do estado.

Ricardo Murad e Roseana tiveram seus pedidos de registro impugnados
Todas as atenções estarão voltadas nesta terça-feira (21) para o pleno do Tribunal Regional Eleitoral do Maranhão que deve reiniciar o julgamento do recurso do ex-deputado Ricardo Murad contra a decisão da juíza da 8ª Zona Eleitoral de Coroatá, Josane AraújoFarias, que o tornou inelegível até o ano de 2020, por abuso de poder nas eleições municipais de 2012.
O julgamento foi interrompido após um pedido de vistas do processo com o placar de 3×1 pela inelegibilidade do ex-secretário de Saúde no Governo de Roseana Sarney acusado pela Polícia Federal de ser chefe da organização criminosa que desviou mais de R$ 1 bilhão da Saúde Pública do Maranhão. O recurso deve ser um dos primeiros a ser concluído pelo pleno do TRE-MA
Além do processo de Murad, o Tribunal Regional Eleitoral inicia nesta terça-feira o julgamento dos pedidos de registro dos de candidatura dos postulantes a governador, senador, deputados federia e estaduais. Ao todo são 714 pedidos de registros que deverão está julgados até 17 de setembro, conforme estabelece o calendário eleitoral.
No total, o TRE do Maranhão tem 714 pedidos de registros de candidatura. São seis de candidato ao governo e seus vices, 11 candidatos ao Senado e mais 22 a suplente (sendo 11 primeiro suplente e 11 para segundo suplente), 197 para deputado federal e 472 para deputado estadual.
Os pedidos de registros dos candidatos a governador é que desperta mais curiosidade da classe política em função dos dois principais candidatos, Flávio Dino e Roseana Sarney terem sido impugnados. A candidata da oligarquia teve a candidatura contestada pelo deputado federal Rubens Júnior (PCdoB).

Flávio Dino e Eliziane Gama em 2010
Quem acredita no engodo de que a deputada federal e candidata ao Senado, Eliziane Gama (PPS), não é leal ao governador Flávio Dino, deve puxar um pouco mais a memória e abrir bem os olhos e ouvidos.
Grande aliada de Flávio Dino, Gama, desde 2006 esteve ao lado do governador, quando estiveram juntos no palanque do ex-governador Jackson Lago, já falecido. No mesmo ano, ela e Dino se elegeram, respectivamente, no parlamento estadual e federal, tudo dentro do mesmo grupo político. Logo depois, em 2008, Flávio, na sua candidatura à Prefeitura de São Luís, recebeu o apoio de Eliziane.
Ambos ainda caminharam juntos, em 2010, quando, à época deputada estadual, Eliziane Gama fez esforços internos, levando o seu PPS para o palanque de Flávio, este disputando, pela primeira vez, ao cargo de Governador do Maranhão.
Já em 2014, a deputada abriu mão de sua candidatura, coisa que pouquíssimos fariam, optando por apoiar o candidato do PCdoB à eleição. Fato que minou qualquer expectativa que muitos criaram e torciam pelo rompimento entre eles para que a oposição fosse dividida.
Mesmo com todos este fatos, ainda haja dúvidas desta união política, é nada mais do que tentativa de desviar o foco do projeto que vem sendo construído para dar continuidade às mudanças no Maranhão. Mudanças estas que sempre foram a bandeira de luta de ambos, Flávio e Eliziane. E, isto, ninguém pode negar.