Os comerciais e o programa eleitoral de Weverton, que concorre a uma das duas vagas para o Senado Federal, estão trazendo como slogan a defesa do trabalhador. A linha mantém coerência com a atuação dele na Câmara. Em cinco anos de mandato, Weverton teve 18 propostas que viraram lei, todas elas voltadas para os direitos dos trabalhadores.
Foi uma emenda de Weverton, por exemplo, que garantiu a redução de 18 para 12 meses o tempo trabalhado para ter acesso ao seguro desemprego. Partiu dele também a lei que permitiu a anistia a bombeiros e policiais militares que fizeram greve em 2011 por melhoria de vencimento e condições de trabalho.
Weverton também é o autor da proposição, que se tornou lei, permitindo a renegociação da das dívidas de cerca de 200 mil agricultores que fizeram empréstimo com o Banco do Nordeste e Caixa Econômica, com desconto de 85% do valor original.
Outra lei de grande alcance é a que equipara o agricultor rural da economia familiar, garimpeiro, seringueiro, extrativista e pescador artesanal aos educadores nos diretos à aposentadoria por tempo de contribuição especial, em função de desempenho de atividades desgastantes e repetitivas que exaure o corpo ao longo dos anos.
Se a situação da candidata Maura Jorge já era de quem convida para dançar a beira do abismo, piorou ainda mais com a explosão da crise interna no PSL, que ameaça deixar a ex-prefeita de Lago da Pedra sem ter candidatos a deputado a pedir votos para ela. Maura está provocando uma debandada na legenda por conta da declaração de apoio a dois candidatos a deputado de outros partidos.
Segundo informa o blog do jornalista Luís Cardoso, o presidente da legenda, vereador Francisco Carvalho, resolveu frear a candidata por conta da fidelidade partidária. Maura Jorge apoia para deputado estadual Fábio Macedo (PDT) e federal Aluísio Mendes, cabos eleitorais de Flávio e Roseana, respectivamente, o que tem provocado revolta na sigla que tem como candidato da direita a presidente Jair Bolsonaro.
“É muita incoerência, falta de compromisso com o povo e ainda prega uma nova política, essa não cola mais!”, disse Chico Carvalho, para em seguida afirma que Maura “está perdida e sem rumo”.
Chico Carvalho considera também uma incoerência da candidata a governadora pelo partido apoiar dois candidatos que nem nela irão votar e concluiu que “essa ninguém vai engolir”. (Com informações do Blog do Luís Cardoso).
“Iniciamos hoje a caminhada pela reeleição do Governador Flávio Dino e dos nossos candidatos à deputado federal e estadual. Paço do Lumiar vai contribuir para o Maranhão não retroceder e continuar avançando”, declarou o prefeito e presidente do PCdoB em Paço, Domingos Dutra, durante manifestação da militância dos partidos que apoiam Dino, no final de semana, em frente ao Maiobão.
O ato da militância contou com a participação de lideranças e políticos do município e serviu para marcar a atuação dos apoiadores da aliança “Todos pelo Maranhão”. Para a Vereadora Ana Lúcia, o bandeiraço foi um sucesso: “Foi muito animado o nosso momento de apoio aos candidatos, mas melhor ainda foi a receptividade da população. Nós vamos vencer!”, afirmou.
Muitos carros foram adesivados espontaneamente, o que prova o apoio que o Governador Flávio Dino tem no município e na grande ilha.
O candidato à reeleição, deputado Othelino Neto (PC do B), cumpriu uma agenda de campanha extensa, no domingo (2), em Santa Helena , Palmeirândia e São Bento, municípios da Baixada Maranhense.
Um esdrúxulo projeto apresentado durante o governo do ex-presidente José Sarney, que pretendia fazer da seca do Nordeste atração turística, foi relembrado pelo candidato à Presidência pelo PDT, Ciro Gomes, durante discurso neste domingo (2) em Jundiaí/SP.
O polêmico plano turístico foi proposto em 1987 por João Doria (PSDB), que foi presidente da Embratur no governo Sarney. O tucano queria reduzir a verba para obras de irrigação no Nordeste e transformar a seca na Caatinga em ponto turístico. O projeto causou revolta entre nordestinos e – felizmente – não saiu do papel.
Doria foi indicado ao cargo por um aliado de Sarney, o então governador de São Paulo, Franco Montoro. A dupla Sarney/Doria também é lembrada por uma campanha para promover o Brasil no exterior usando como mote imagens de mulheres nuas, episódio também rememorado nessas eleições pelo candidato ao governo de São Paulo, Luiz Marinho (PT).

Consórcio, segundo as pesquisas, não vingou; Dino permanece disparado na liderança
Embora a ex-governadora Roseana Sarney (MDB) tente esconder do eleitorado maranhense os dois principais patronos de sua candidatura (o pai José Sarney e o presidente Michel Temer), os números das últimas pesquisas indicam que o grupo que levou o Maranhão a ostentar os piores indicadores econômicos e sociais do país ao longo de quase cinco décadas continuará em abstinência do poder.
Os números de todas as pesquisas, incluindo o suspeito IBOPE, indicam que vitória do governador Flávio Dino no primeiro turno, o que tem feito a oposição entrar em desespero e partir para agressões, mas nem essa prática de tentar desqualificar o adversário tem surtido efeito uma vez que a cada sondagem feita junto ao eleitorado, os números são praticamente os mesmos.
A situação da candidata Roseana é tão desesperadora que ela tem procurados prefeitos comprometidos com Flávio Dino para pedir votos para o irmão candidato a senador, Sarney Filho, na esperança de manter a família viva na política local e nacional. A família, que sempre usou seu poder em Brasília para perseguir governantes que não rezavam em cartilha, corre sério risco de perder força.
Roseana e seu pai contavam que o consórcio de candidatos idealizado pelo oligarca seria suficiente para evitar a derrota logo no primeiro, mas segundo revelam os números dos institutos Exata, DataIlha e Ibope, Roseana voltará para a sua aposentadoria anunciada no final de 2014, quando abandonou o governo e foi se refugiar em Miami (EUA) com medo da Lava Jato.
O desespero tomou conta de vez do grupo Sarney após o resultados de todas as pesquisas, antes e depois de iniciar o horários eleitoral, revelarem o desempenho pífio dos candidatos Roberto Rocha (PSDB) e Maura Jorge (PSL, a considerada linha auxiliar do sarneysismo, que não conseguem decolar e possuem índice de aceitação baixíssimos, frustrando expectativas da coordenação da campanha de Roseana que esperava contar com eles para levar a eleição para o segundo turno, algo hoje muito distante de acontecer.
O candidato à reeleição Flávio Dino (PCdoB) lidera a corrida pelo governo do Maranhão e deve vencer as eleições no primeiro turno com 60,47% dos votos válidos, é o que aponta nova pesquisa DataIlha encomendada pela TV Difusora e divulgada nesta segunda-feira, dia 3.
O levantamento aponta que se as eleições fossem hoje, Dino venceria com quase o dobro de votos de Roseana Sarney (MDB), que aparece em segundo lugar com 31,08%.
Logo atrás estão os candidatos Roberto Rocha (PSDB), com 4,4%; Maura Jorge (PSL), com 3,56%; Ramon Zapata (PSTU), com 0,6% e Odívio Neto (PSOL), com 0,25% das intenções de voto.
Na votação nominal, quando são considerados os indecisos, brancos e nulos, Dino também segue na frente, com 49,19% dos votos. Em seguida aparecem Roseana Sarney, com 25,28%; Roberto Rocha, com 3,29%; Maura Jorge, com 2,90%, Ramon Zapata, com 0,5% e Odívio Neto, com 0,20%. Brancos e nulos somaram 8,20%. Não sabem ou não responderam totalizaram 10,45%.
A pesquisa DataIlha/Difusora projetou ainda cenário onde há confronto direto entre Flávio Dino e Roseana Sarney. Aqui a vantagem de Dino é ainda maior, com 66,69% dos votos válidos contra 33,31% de Roseana.
Corrida presidencial – O estudo aferiu ainda a intenção de voto dos maranhenses na disputa pelo Palácio do Planalto. Quando foi levada a campo, a pesquisa considerou panorama com o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT) como candidato, mas em sessão ordinária na última sexta-feira (39), o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) decidiu barrar a candidatura do petista.
Caso fosse candidato, Lula venceria as eleições no primeiro turno com 69,41% dos votos válidos. Atrás dele aparecem Jair Bolsonaro (PSL), com 18,58%; Ciro Gomes (PDT), com 5,44%; Marina Silva (Rede), com 3,98%; Geraldo Alckmin (PSDB), com 1,83% e João Amoêdo (Novo), com 0,43%. Os candidatos Henrique Meirelles (MDB), Alvaro Dias (Podemos) e Cabo Daciolo (Patriota) obtiveram 0,11% cada um. Guilherme Boulos (PSOL) e Vera Lúcia (PSTU) não pontuaram.
DataIlha/Difusora estimulou ainda cenário onde Fernando Haddad (PT) é candidato com apoio de Lula. Nesse caso, Haddad aparece na frente com 29,84% dos votos válidos, seguido por Jair Bolsonaro, com 24,87%; Marina Silva, com 18,98%; Ciro Gomes, com 14,40%, Geraldo Alckmin, com 9,82%; João Amoêdo, com 0,52%; Henrique Meirelles, com 0,20%; Guilherme Boulos, com 0,13%; Alvaro Dias, com 0,52%; Vera Lúcia, com 0,39% e Cabo Daciolo, com 0,33%.
Registrada no TRE sob o nº MA-03940/2018, a pesquisa DataIlha/Difusora foi realizada com 2.037 entrevistados em 37 cidades do Maranhão por meio de escutas individuais entre os dias 27 e 30 de agosto de 2018. O intervalo de confiança é de 95 % e a margem de erro é de 3.3%.