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  • Jorge Vieira
  • 8/abr/2011

Oligarquia assassinou Jackson Lago, diz líder do MST

     O Presidente Nacional do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra, João Pedro Stédile, um dos principais organizadores do movimento balaiada que tentou resistir à cassação do ex-governador Jackson Lago ocupando as dependências do Palácio dos Leões, me disse com exclusividade que o líder pedetista foi assassinado politicamente pelas oligarquias nos tribunais.
     Stédile destacou que a aproximação do MST  com o ex-governador Jackson Lago foi  em decorrência da sua  coerência, do compromisso político que demonstrava pelo povo e por tudo que ele representou para derrotar a oligarquia que mandava no Maranhão há 40 anos. “O governo Jackson poderia ter sido o início da mudança, mas infelizmente não houve forças populares suficientes para mantê-lo no governo e derrotar de fato a oligarquia Sarney, por isso ele foi apeado do poder da forma mais estúpida possível. As oligarquias usaram nos tribunais”, denuncia.
     Segundo o dirigente do MST, para que houvesse a cassação, forjaram um processo incabível com a única finalidade de subtrair a vontade popular e que, posteriormente, surgiu a Ficha Limpa.  “Agora o Supremo Tribunal Federal derrubou a tal da Ficha Limpa, então podemos dizer que Jackson foi assassinado politicamente, ou exilado de novo em 2009, e agora o STF, há duas semanas, concedeu anistia, mas já era tarde, de nada  adiantava, a eleição já havia passado”, lamentou.  
     Para João Pedro Stédile, o ex-governador  fez parte de uma geração de lutadores do povo, de verdadeiros revolucionários que durante os últimos 40 anos viveu intensamente todo o processo de luta política do país. “Ele viveu o assenso de massa no período João Goulart, pagou o preço da Ditadura Militar, depois ajudou a reconstruir as organizações democráticas do nosso país e viveu agora no final esse descenso do movimento de massas que estamos sofrendo até hoje com a hegemonia dos interesses do capital, com a hegemonia dos ante-valores da política”, observa.
     O dirigente ruralista ressalta ainda que Jackson permaneceu com sua coerência ao longo dos 40 anos em que combateu as oligarquias. “Ele foi coerente com seu compromisso com o povo, coerente com suas idéias socialistas, teve coerência no modo de se comportar como político que ascende aos cargos públicos para usa-lo para o povo, quando hoje o que vemos são políticos fazendo carreira para se aproveitar dos cargos públicos”, denuncia.
     João Pedro Stédeli está seguro que Jackson vai deixar muita saudade, mas que está deixando principalmente um legado importante: “é possível ter homens públicos coerentes, honestos e pobres”.
     Sobre o refluxo dos movimentos de massa no Brasil, o líder do MST enfatizou que o país vive ainda um momento de transição, porque saiu de uma Ditadura, depois teve 20 anos de neoliberalismo e agora está vivendo um estágio de resistência a esse liberalismo, mas que o povo está fora da política.
     “O movimento de massas está em descenso, o povo não está participando da vida política brasileira, por isso até o presidente Lula, sendo o nosso maior líder popular contra a Ditadura, não conseguiu fazer um governo popular, fez um governo de conciliação de classes justamente porque o povo esteve ausente e eu espero que esse ciclo que estamos vivendo agora seja rápido e que nós alcancemos um novo período de reascensão do movimento de massas e de maior participação  popular na vida pública e na vida política. Com a volta da ascensão do movimento de massas, o povo voltará a participar da vida política, dando oportunidade   para que surjam outros militantes iguais a Jackson. Ele foi fruto do nosso povo, viveu intensamente a vida dele com o povo, agora outros Jackson só surgirão se o povo se mexer”, adverte.
Fora do tom
     Alguns parlamentares do bloco de oposição ficaram intrigados com o fato do presidente do Senado, José Sarney, está distribuindo nota de solidariedade a vítimas de tragédias.
     Lembram que o senador do Amapá deveria se solidarizar também com as famílias das dezenove crianças que morreram no Maranhão por falta de UTI neonatal.
Cartel
     A provável cartelização nos preços dos combustíveis nos postos de São Luís, começa a despertar atenção nacional.
     Ontem, o ministro Edison Lobão, em entrevista à Rádio São Luís, anunciou que vai autorizar a Agência Nacional de Petróleo investigar a padronização dos preços nos revendedores.  
     
Passando a limpo
     Diante de tantas denúncias da classe empresarial maranhense, a Assembleia Legislativa marcou para o dia 19 próximo audiência pública para esclarecer o que ocorreu com a Vale.
     Para o autor da proposta, deputado Neto Evangelista, será  uma grande oportunidade para a mineradora se defender  da denúncia de que teria dado  calote nas empresas  prestadoras de serviço e provocado a quebradeira delas.

  • Jorge Vieira
  • 7/abr/2011

Notas do cotidiano político

Reconhecimento
Parlamentares dos mais diferentes partidos gastaram boa parte da sessão de hoje ressaltando as qualidades do ex-governador Jackson Lago.
O deputado Marcelo Tavares leu nota oficial da Executiva Nacional do PSB reconhecendo o valor político e moral de Jackson, enquanto Gardênia Castelo leu a manifestação do PSDB local.
Os parlamentares que revezaram na tribuna externaram um ponto em comum: O Maranhão perdeu um grande homem.
Despachando
A Secretária de Articulação Política do Município, deputada Graça Paz, vem chamando a atenção  de quem acompanha as sessões diárias do Poder Legislativo.
Licenciada para ocupar a pasta e fazer a articulação entre Prefeitura e classe política, a  secretária comparece todos os dias ao plenário da Assembleia e fica grudada ao telefone.  
Cobrança
Filho do histórico pedetista Chico Leitoa, o socialista Luciano Leitoa faz apelo para que a bancada do PDT honre a memória do ex-governador Jackson Lago.
O parlamentar, no entanto, pregou no deserto, na hora do apelo nenhum dos três representantes do partido estavam em plenário.
Rebaixamento
O Superintendente da Infraero no Maranhão, Hildebrando Correa, já admite que o Aeroporto Internacional Marechal da Cunha Machado poderá ser rebaixado de categoria.
Tudo vai depender de um minucioso relatório que está sendo elaborado sobre as condições de atendimento no local.
Bom, se depender das atuais condições de atendimento, com certeza será rebaixado à    quarta  categoria.
Empolgação
O deputado Stênio Resende é só empolgação com a preparação do seminário sobre nossos portos, que acontecerá dia 28 próximo, na Assembleia Legislativa.
Segundo o parlamentar, participarão do evento as maiores autoridades portuárias do Brasil.  
Pelo entendimento
Para o deputado Rubens Júnior, chegou a hora do governo se entender com os professores para que os alunos possam voltar a estudar.
Júnior adverte que o Supremo já definiu que o piso nacional da categoria é de R$ 1.687,14 e que cabe ao governo cumprir a determinação do Supremo Tribunal Federal.
Café político
Embora não admita que tenha tratado sobre sucessão municipal com o ministro Carlos Luppi, durante café da manhã, na última quarta-feira, o prefeito João Castelo, pelo visto, conseguiu convencer o dirigente nacional pedetista a fazer vista grossa no Maranhão à Resolução da Executiva Nacional que proíbe aliança com os tucanos.    
Para facilitar o acordo, Castelo estar disposto a convencer o deputado Pinto Itamaraty abrir mão da cadeira na Câmara Federal para o suplente Weverton Rocha, considerado hoje o “menino de ouro” de Luppi.
 Matarão assim dois coelhos de uma cajadada só: Castelo terá o cobiçado apoio do PDT e Luppi conseguirá imunidade parlamentar para Rocha.

  • Jorge Vieira
  • 6/abr/2011

Em clima de comoção multidão dar adeus a Jackson Lago no Cemitério do Vinhais

     Em clima de comoção uma multidão acompanhou hoje o enterro do ex-governador Jackson Lago no Cemitério Parque da Saudade, no Vinhais, com todas as honras de Chefe de Estado. Autoridades, parlamentares, militantes, amigos e simpatizantes do líder pedetista participaram da solenidade de colocação do corpo no jazigo da família, após a cerimônia oficial de dobra da Bandeira do Maranhão pelos Cadetes da Polícia Militar e entrega à viúva Clay Lago, minuto de silêncio e salva de vinte e três tiros.
      O cortejo fúnebre deixou a sede do PDT por volta das 10h, com destino ao Parque da Saudade. Fez uma rápida parada na Praça Maria Aragão para concentrar os acompanhantes e pelo simbolismo de ter sido Jackson o idealizador e construtor do Memorial Maria Aragão, sua companheira de lutas contra a Ditadura Militar e militante dos movimentos sociais.
     No trajeto, populares portando bandeirolas acenavam em despedida ao ex-governador, enquanto a militância gritava a palavra ordem: “Jackson Guerreiro do Povo Brasileiro”. O clima de comoção esteve presente em todos os momentos do ato fúnebre.
     Devido ao grande número de veículos acompanhando o cortejo, inclusive carros de som com músicas das campanhas eleitorais que ele participou, a viatura do Corpo de Bombeiros com o corpo somente chegou ao Parque da Saudade às 11h10min, sendo recebido com uma salva de palmas. No momento chovia muito forte, mas nem o aguaceiro foi capaz de fazer o grande público presente arredar o pé do local.
     A morte do ex-governador trouxe ao Estado o Ministro do Trabalho e Presidente Nacional do PDT, Carlos Luppi, o neto do ex-governador Leonel Brizola, Brizola Neto, e o Presidente Nacional do MST, João Pedro Stédile.  Vieram trazer solidariedade à família. Luppi chegou pela manhã na sede do partido na Rua dos Afogados acompanhado do prefeito de São Luís, João Castelo.
     “Jackson Lago foi um homem público como poucos neste país, foi coerente com suas idéias, tem compromisso e uma fidelidade impressionante com os interesses do povo. Foi um homem probo, morreu pobre e com isso ele deixa um legado para a esquerda e para todo o povo brasileiro de que é possível nós termos homens públicos que ascende a cargo público a serviço do povo e não apenas para os seus devaneios pessoais ou enriquecimento como é tão comum na sociedade brasileira”, enfatizou o líder do MST, João Pedro Stédile.
     O prefeito João Castelo, muito comovido com o falecimento do aliado, preferiu não se manifestar. Pediu apenas que se reproduzisse a nota oficial que ele publicou no dia do falecimento. “Tudo que eu tenho a dizer está lá, ajude a divulgá-la, solicitou ao repórter. Já para o deputado Flávio Dino (PCdoB) “Jackson deu sua contribuição pára o fim da pobreza no Estado, por isso é importante estarmos aqui também com essa visão política e homenageá-lo nessa hora que ele nos deixa, no sentido de anunciar que os seus ideais continuarão vivos em novas gerações seja no seu partido, o PDT, ou partidos aliados”, ressaltou.
Ciúme político I
     Cenas de ciúmes explícitos foram registradas na noite de terça-feira durante o velório do ex-governador Jackson Lago, na sede do PDT, por conta da sucessão municipal.
     Clodomir Paz fechou a cara ao ver o ministro do Trabalho, Carlos Luppi, adentrar no salão com o ex-deputado federal, Flávio Dino, a tiracolo.
Ciúme político II
     A chegada de Luppi e Dino juntos ao velório acendeu o alerta na ala pedetista que defende aliança com o prefeito João Castelo e que já ocupa postos na administração municipal.
    Hoje pela manhã, após um reforçado café, Luppi chegou ao velório acompanhado do prefeito João Castelo, mas nada falou sobre sucessão na capital em 2012.
Decisão nacional
     E por falar em sucessão municipal, o PDT, segundo o deputado Carlinhos Amorim, deve reunir ainda este mês para deliberar sobre a Resolução da Executiva Nacional que proíbe aliança com partidos que não integraram a base de sustentação do governo federal.
     A decisão da direção nacional atinge em cheio os  planos dos prefeitos João Castelo e Sebastião Madeira de contar com o PDT nas coligações que pretendem montar para 2012.
Parceira
     Governo do Estado, Prefeitura de São Luís e Assembleia Legislativa colaboraram para que o ex-governador Jackson Lago fosse sepultado com todas as honras de Chefe de Estado.
     Os três órgãos públicos disponibilizaram tudo que era de suas competências para que o grande líder pedetista fosse enterrado com todas as honrarias.    
Retorno
     Após três dias de luto oficial, a Assembleia Legislativa reinicia amanhã suas atividades com a realização de sessão ordinária para apreciar as matérias que estão na ordem do dia.
 

  • Jorge Vieira
  • 6/abr/2011

Lideranças do Maranhão comparecem ao Aeroporto para receber corpo de Jackson

    Centenas de correligionários políticos, admiradores e amigos foram hoje ao Aeroporto Marechal da Cunha Machado receber o corpo do ex-governador Jackson Lago, falecido na última segunda-feira, em São Paulo, em decorrência da falência múltipla dos órgãos, segundo boletim médico expedido pelo Hospital do Coração. O sepultamento acontecerá amanhã, às 10 horas, no cemitério Parque da Saudade, Vinhais.  
     O corpo do ex-governador chegou ao terminal de carga da TAM por volta das 15horas, onde o prefeito João Castelo, centenas de correligionários pedetistas, prefeitos do interior do Estado, deputados estaduais e vereadores dos mais diferentes partidos e os ex-candidatos ao Senado José Reinaldo Tavares e Edson Vidigal  aguardavam para dar início ao cortejo que percorreu várias avenidas da cidade num carro aberto do Corpo de Bombeiros , até chegar à sede do PDT, na rua dos Afogados.
     Acompanharam o corpo do ex-governador do Estado no translado de São Paulo para São Luís, a ex-primeira dama Clay Lago, os filhos Ygor, Ludimila, Lucina Lago e a neta Lara. Ele será sepultado no jazigo da família, no Parque da Saudade, onde já estão seus irmãos Beht e Ribamar Lago.  
     Por onde passou, o cortejo fúnebre foi saudado por populares principalmente no trecho da Avenida Beira-Mar e praça Maria Aragão. Em decorrência do grande número de veículos portando faixas, cartazes e bandeirolas, houveram grandes engarrafamentos ao longo do percurso. Batedores da Secretaria Municipal de Trânsito tiveram que interromper o tráfego no retorno do Aeroporto do Tirirical para que cortejo pudesse seguir em frente.
     Ao chegar à sede do PDT, por volta das 18 horas, houve uma salva de palmas. Em seguida o caixão foi aberto para que uma enorme fila de autoridades, correligionários e populares pudesse oferecer condolências à família, representada pela esposa Clay e os pelos filhos Ygor, Ludimila e Luciana Lago.   
Exemplo de luta  
     A recepção ao ex-governador reuniu grande parte dos políticos que fizeram parte da Frente de Libertação, que o elegeu governador do Estado em 2006. O ex-governador José Reinaldo Tavares(PSB) ressaltou as qualidade de Jackson, segundo ele,  “um homem  de extraordinário valor moral, intelectual, extremamente honesto e  de caráter firme”. Reinaldo destacou ainda que Jackson foi prefeito três vezes, depois governador, mas foi muito injustiçado pelos ataques que sofreu como governador. “Não deixaram que ele governasse. Ele foi um exemplo de dignidade muito grande, a falta dele é imensa para a política e para a sociedade, completou.
     Políticos da nova geração, presentes na chegada do corpo também falaram do vazio que a morte do ex-governador representará para o campo das oposições. O deputado Marcelo Tavares(PSB) lamentou a perda. “Perdemos um grande exemplo de luta, de apreço à democracia que nos abandona de forma precoce, deixando em todos nós que acreditamos num Estado democrático um grande vazio. Ele deixa um exemplo de seriedade, de correção e de apego aos grandes problemas sociais do Estado”. 
     Para o deputado petista Bira do Pndaré (PT), Jackson deixa um exemplo de princípio de que a política pode ser feita de maneira inovadora sem se transformar  num balcão de negócio, mas na generosidade das pessoas colaborarem para um processo de emancipação coletiva. “Jackson deixa esse legado para nós, pois se esforçou pela manutenção de sua coerência. Ele poderia perfeitamente ter seguido um outro caminho como grande médico, mas preferiu ajudar fundar um partido no Brasil e isso, sem dúvida alguma, impacta a nossa história”, observou.    
     Já o deputado Rubens Júnior (PCdoB) acrescentou que Jackson deu o exemplo de que se pode fazer política diferente, com humildes e com censo democrático, ouvindo os movimentos sociais. “Nos últimos cinquenta anos a única experiência que tivemos de um governo democrático foi o seu governo. O sentimento que fica é de resistência e isso tem que nos nortear para as lutas futuras”, defende.    
     Augusto Lobato, vice-presidente do Diretório Estadual do PT, destacou que Jackson deixa um legado de muita honestidade, um exemplo de luta de resistência contra uma doença muito agressiva e de resistência política ao grupo do Sarney. Nos 40 anos de domínio da oligarquia, Jackson foi a maior expressão, maior liderança políticas que nós tivemos no decorrer destas quase cinco décadas de enfrentamento com a família Sarney, portanto isso  representa para nós um exemplo de luta e de resistência, porque ele nunca mudou de lado, sempre esteve ao lado do povo humilde e dos excluídos”, concluiu Lobato. 

  • Jorge Vieira
  • 5/abr/2011

Valéria Macedo pede benefício para municípios

     Através de duas indicações na sessão desta segunda-feira, 04, na Assembléia Legislativa a deputada estadual Valéria Macedo (PDT), reivindicou à governadora Roseana Sarney  que adote as medidas legais e administrativas necessárias, para a realização ainda neste exercício financeiro de 2011 e, com a maior brevidade possível, para a implantação de uma Delegacia Especial da Mulher no Município de Grajaú, e um Grupamento do Corpo de Bombeiros em Açailandia, ambos os municípios localizados na região sul do Estado.

     Segundo Valéria, na última década, o contingente populacional e, consequentemente, o processo de aceleração da urbanização do Município de Grajaú cresceu muito, como mostra o último censo, sendo esse crescimento resultado da conjunção de vários fatores dentre os quais se podem destacar principalmente o econômico: a implantação do pólo gesseiro; o desenvolvimento do agro-negócio das carvoeiras que abastecem o pólo siderúrgico de Açailândia, dentre outros, trazendo em seu bojo os problemas sociais.
     “Junto a esse desenvolvimento econômico vieram os problemas sociais e com eles a vulnerabilidade social de famílias, idosos, jovens, mulheres, trabalhadores, etc.”, justifica a deputada, argumentando ainda que implantação de uma delegacia especializada em Grajaú beneficiará diretamente uma população estimada em 56.633 habitantes, segundo dados do IBGE.
     Para a parlamentar pedetista, nesse contexto, indivíduos e grupos sentem-se desprotegidos, o que se faz necessário a implementação de políticas públicas que garantam direitos constitucionais adquiridos e proteção social por parte do Estado.
     “No que se refere especificamente às mulheres, em Grajaú, bem como em toda a região, cresceram consideravelmente as agressões, tanto psicológicas quanto físicas. Quando ocorrem tais agressões, as mulheres não sabem a quem recorrer. Algumas se sentem inseguras e às vezes quando são ameaçadas ou mesmo agredidas, não denunciam as violências sofridas principalmente porque não tem a certeza de que o conflito será resolvido de forma eficiente e seguro. Outras, quando o fazem vão à delegacia local, mas, infelizmente, por não se tratar de uma especializada, seus problemas não são bem encaminhados e solucionados, pois não encontram alguém que as possa ouví-las e resolver a contento sua situação”, Denuncia Valéria.
     Em seu pedido Valéria informa ainda que a delegacia servirá não somente ao município de Grajaú mas a todos os municípios vizinhos como Sitio Novo, Arame, Formosa da Serra Negra, Itaipava do Grajáu e muitos outros.
Corpo de Bombeiros em Açailandia
     Em seu pedido de um Grupamento do Corpo de Bombeiros para Açailandia Valéria Ressalte-se que a implantação da referida Unidade tornou-se imperiosa naquele município, por sua importância sócio-econômica e geográfica adquirida nos últimos vinte anos, o que beneficiará, diretamente, uma população estimada segundo o IBGE em 104.013 habitantes, no sentido de assegurar o pronto atendimento às diversas situações de urgência e emergência decorrente do dia-a-dia, visto que a unidade mais próxima, que fica em Imperatriz, demora muito para atender às ocorrências.
     “Açailândia possui aproximadamente, setecentos e cinqüenta estabelecimentos comerciais em todos os níveis econômicos no tocante a comércio, indústria, agricultura, pecuária, possuindo, também, um dos maiores rebanhos bovinos do Maranhão, inclusive, além da existência de frigoríficos e fábricas de laticínios, trata-se de uma cidade que possui quase cinqüenta bairros, segundo levantamento recente. É servido de sete agências bancárias, sendo quatro delas de instituições financeiras federais como Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal, Banco da Amazônia e Banco do Nordeste. Tudo isso, caracteriza Açailândia como uma cidade de grande porte neste Estado, justificando desta forma, a necessidade de implantação de um Grupamento do Corpo de Bombeiros naquele município para garantir principalmente assistência e segurança àquela população”, justificou Valéria Macedo, demonstrando bastante conhecimento da situação econômica de Açailandia.
     O pedido da parlamentar pedetista foi bastante substanciado com dados e informações, atentando que Açailândia é um dos municípios maranhenses que mais crescem no Estado. De acordo com dados do IBGE, o município encontra-se entre os 500 maiores do Brasil, incluindo-se aí as capitais, consolidando-se como uma das maiores economias do Brasil e uma das maiores do Estado do Maranhão.
     “Sabe-se, também, que aquele relevante município tem como uma das principais fontes de economia a exportação de ferro gusa, gerado por cinco indústrias siderúrgicas instaladas no Distrito Industrial do Pequiá, constituindo-se, dessa forma, num dos maiores pólos guzeiros do norte e nordeste, tornando-se, por esse motivo, o terceiro maior arrecadador de ICMS entre os 217 municípios maranhenses”, finalizou Valéria, afirmando que espera no menor tempo possível uma resposta para essas reivindicações que segundo ela não são apenas suas mais da população daquela região.

  • Jorge Vieira
  • 5/abr/2011

Deputados prestam homenagem a Jackson Lago

     O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Arnaldo Melo (PMDB), comandará uma comissão de parlamentares que fará visita ao final da tarde de hoje ao velório do ex-governador Jackson Lago, na sede do PDT, na rua dos Afogados, centro.
     Médico e ex-aluno de Jackson no curso de medicina, Arnaldo Melo,diz  lamentar profundamente  a perda do grande cidadão, líder político, profissional e militante dos movimentos sociais.
     “Ontem foi um dia de luto para o Maranhão, perdemos um grande líder de nossa geração que deu uma grande contribuição ao Estado como médico e como político. Contribuiu muito com São Luís nos três mandatos como prefeito da capital e como governador executou obras importantes na área de Saúde, principalmente no interior do Estado”, enfatizou.
     O presidente da Assembleia , tão logo tomou conhecimento do falecimento do ex-governador telefonou para Ygor Lago, filho de Jackson Lago, e ofereceu o plenário da Casa para o velório. De forma muito educada, Ygor informou a Arnaldo Melo ser o desejo do pai que o corpo seja velado na sede do partido que ajudou a fundar com Leonel Brizola.
     Arnaldo Melo e uma comitiva de deputados acompanharão o cortejo fúnebre que sairá da sede do PDT na manhã de amanhã rumo ao cemitério Parque da Saudade, no Vinhais, onde acontecerá o sepultamento.  

  • Jorge Vieira
  • 4/abr/2011

Câncer mata ex-governador Jackson Lago

     Vítima de câncer de próstata, morreu hoje aos 76 anos, às 17h50min, na Unidade Coronária do Hospital do Coração, em São Paulo, o ex-governador do Maranhão e prefeito por três mandato da capital, Jackson Kleper Lago. O corpo será transportado hoje para São Luís para ser velado na sede do PDT, na rua dos Afogados, partido que fundou no Estado.
     O ex-governador havia se internado há cerca de dois meses. Após submeter-se as medicações teve melhoras e retornou ao apartamento em São Paulo. Na quarta-feira da semana passada, no entanto, voltou ao Hospital do Coração em estado bastante debilitado, apresentando febre, falta de ar e cansaço. Apesar de todos os esforços médicos, Jackson não resistiu ao tratamento e faleceu, deixando viúva a primeira dama Clay Lago e os filhos Ygor, Ludimila e Luciana Lago.
      A notícia da morte do ex-governador provocou comoção no plenário da Assembleia Legislativa. O deputado Neto Evangelista interrompeu seu discurso na tribuna para anunciar o fato ocorrido e externar sua comoção com o falecimento do ex-governador. A sessão foi interrompida e decretado luto oficial.
     A chegada do ex-governador está prevista para  amanhã no Aeroporto Marechal da Cunha Machado. O cortejo fúnebre seguirá pela Avenida Guajajara, Cohab, Anil, Vila Palmeira, Alemanha, Camboa, Praça Maria Aragão, rua Sete de Setembro e rua dos Afogado onde fica a sede do partido, onde se despedirá de amigos e correligionários que o admiraram ao longo de sua vida pública.
     Médico pioneiro em cirurgia de tórax no Estado, Jackson entrou na vida pública como secretário de Saúde do então prefeito de São Luís, Epitácio Cafeteira. Elegeu-se em seguida deputado estadual. Fundou o PDT com Leonel Brizola e tornou-se um dos principais expoentes da oposição ao grupo Sarney no Estado. Em 1984 foi derrotado pela ex-primeira dama do Estado Gardênia Gonçalves na primeira disputa direta pela prefeitura.
     Jackson notabilizou-se no entanto como executivo político. Em 1988 elegeu-se pela primeira vez prefeito da capital, realizando uma administração exemplar. Como não havia reeleição, elegeu sua sucessora Conceição Andrade e retornou ao comando da prefeitura em 1997, se reelegeu e ficou no cargo até 2002, quando entregou o comando do município para o vice-prefeito Tadeu Palávio, encerrando assim sua passagem pelo Executivo Municipal.
     Derrotado nas urnas em 2002, Lago não desistiu de chegar ao governo do Estado. Se candidatou em 2006 e derrotou o grupo Sarney, após formar um leque de aliança com os partidos de oposição, batizada por ele de “Frente da Libertação”. Governou o Estado no período de 2007 a 2009, quando foi cassado por um golpe judicial articulado, segundo ele próprio denunciou, no Tribunal Superior Eleitoral.
A vida de Jackson
     Nascido em em 1º de janeiro de 1934 em Pedreiras, no interior maranhense, Jackson Kleper Lago começou a carreira política na década de 1960 enfrentando o regime militar apoiado por Sarney, vencedor do embate contra a oligarquia de Vitorino Freire, que passou 20 anos no poder. Sempre teve como guru político o fundador do seu partido, Leonel Brizola (1922-2004), que também faz parte de uma das grandes tragédias de sua vida.
     Formado em Medicina, há cerca de 30 anos, “doutor Jackson”, como é conhecido no Maranhão, ajudou a fundar o Partido Democrático Trabalhista (PDT), ao lado de Leonel Brizola e de outros políticos de grande relevância nacional. Lago dirigiu de São Luís até o Uruguai para visitar Brizola. Na entrada da cidade de onde saiu, sofreu um acidente no qual morreu sua primeira mulher. Ele próprio ficou em coma por meses. Tornou-se fundador do PDT no Maranhão, tendo como plataforma o sindicato dos médicos maranhenses.
     Jackson Lago foi prefeito de São Luís por três vezes: de 1989 a 1992, de 1997 a 2000 e de 2001 a 2002.
     Em 2006, teve a mais surpreendente vitória política de sua carreira: derrotou a senadora Roseana Sarney, então filiada ao PFL e hoje no PMDB, para destronar o clã Sarney do governo estadual depois de um domínio de mais de 40 anos. Nem o apoio do então presidente e ex-aliado Luiz Inácio Lula da Silva à rival conseguiu impedi-lo de chegar ao Palácio dos Leões por estreita margem de votos.
     Na época, Jackson disse que ele e o petista Jaques Wagner na Bahia provavam “a queda dos dois últimos bastiões do coronelismo político”. Contudo, em 2009 o TSE (Tribunal Superior Eleitoral) cassou os mandatos de Jackson e de seu vice, Luis Carlos Porto, por abuso de poder e compra de votos. Ele relutou, mas acabou cedendo o cargo a Roseana, que acabou reeleita no ano passado.
     O pedetista foi três vezes prefeito de São Luís e ali teve a maior parte da sua votação para o governo estadual. Fora da política, ele era considerado pioneiro em cirurgias torácicas no Maranhão. Foi também professor da Faculdade de Medicina do Estado. 
     
Definindo
     O PMDB começa discutir esta semana a questão da sucessão municipal e deve propor os nomes de João Alberto, Gastão Vieira, Max Barros e Pedro Fernandes como alternativas para o pleito de 2012.
     Segundo o presidente do diretório municipal, deputado Roberto Costa, os peemdebistas de São Luís não farão aliança com o prefeito João Castelo em função e vão para a disputa tendo como sustentação o desempenho do governo na capital.
Confirmado
     Embora tenha tido seu nome rifado pelos dirigentes do PMDB municipal, o deputado Bira do Pindaré voltou a confirmar ontem sua pré-candidatura a prefeito de São Luís, durante entrevista à TV Assembleia.
     O parlamentar acredita que o bom desempenho que teve na capital na eleição que disputou para o Senado da República em 2006, quando foi o mais votado,  poderá se repetir numa provável candidatura a prefeito em 2012. 
Briga de titãs
     O processo de sucessão interna no PSB  foi deflagrado e promete se transformar numa disputa de gigantes entre os deputados Ribamar Alves e Marcelo Tavares.
     A eleição que definirá o novo comando partidário socialista está prevista para novembro, mas desde agora os dois candidatos já estão no corpo a corpo.
Deficientes
     O deputado Jota Pinto vai sugerir à governadora Roseana Sarney a criação de uma secretaria especial para  tratar dos portadores de deficiências do Estado.
     Pinto esteve reunido semana passada com representantes dos portadores de necessidades especiais e prometeu se empenhar pela criação do órgão.

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