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Criticado após colapso do Enem, Ministro da Educação bloqueia deputado federal

O ministro da Educação, Abraham Weintraub, voltou a causar polêmica no twitter ao bloquear o deputado federal Márcio Jerry (PCdoB) que, nesta terça-feira (28), o acusou de incompetente e pediu sua saída do Ministério devido ao colapso no Enem.

“Cenas explícitas de incompetência absoluta no Ministério da Educação provocam caos no Enem. Sai daí, Weintraub”, tuitou o parlamentar.

Ao notar que foi bloqueado, Jerry publicou a informação em suas redes sociais. Os internautas não perdoaram o Ministro.

“Agora você vê o terror que estamos vivendo: você, deputado federal, eleito pelo poder da democracia, que quero crer, ainda vigora neste país, bloqueado por um ser estranho, incompetente, indicado por um outro ser que se mostra acéfalo a cada segundo, só porque fez seu papel legal de cobrar, questionar, indagar. Gente! Eu colocaria a boca no trombone, iria à tribuna, faria um barulho forte! Isso tem que acabar! Não dá pra esperar mais 3 anos, ‘pelo amor’!”, escreveu a seguidora Mariana Bandeira, em resposta ao deputado.

“Um absurdo vindo de alguém em um cargo tão importante para o nosso país”, publicou outro internauta, Vinicius Mondego.

Polêmica – No ano passado, Abraham Weintraub foi acionado Superior Tribunal de Justiça (STJ) por mais de uma centena de advogadas que reivindicam o desbloqueio de dezenas de professores impedidos de ver e comentar as publicações do chefe do MEC após criticarem suas falas irônicas sobre episódio da cocaína no avião presidencial. O argumento da ação é que um ministro de Estado não tem o direito de silenciar cidadãos na participação política, “uma vez que o Twitter é parte do espaço público”.

Entre os professores bloqueados está Debora Diniz, renomada antropóloga e pesquisadora da Universidade de Brasília, que na ocasião afirmou o seguinte: “erra quem descreve a ação como uma disputa sobre o direito ou não de bloquear seguidores em comunidades virtuais; a demanda é sobre participação política livre de censura. Há precedentes judiciais em outros países, como nos Estados Unidos ou no Canadá (…) Quando um ministro de Estado se pronuncia pelo Twitter se movem políticas e estratégias do poder. Não há a separação entre o personagem público e o privado neste caso: ao se tornar ministro, é sempre o ator político que se pronuncia”.

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