15 de novembro de 2011

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15/11/2011 -

Jorge Vieira -

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Weverton Rocha diz que empresa emprestou avião para Lupi

Segundo ex-assessor, aeronave foi cedida em ‘gesto político’, não como favor
Casa Civil já pediu explicação a ministro sobre o caso; em meio à crise política, Lupi passa feriado recluso
ANDRÉIA SADI
CATIA SEABRA
  
Ex-assessor do Ministério do Trabalho, o deputado federal Weverton Rocha (PDT-MA) disse que seu partido “arrumou” um avião “cedido” por uma empresa do município de Imperatriz para deslocamento de Carlos Lupi durante viagem em 2009.
 
“A logística montada no Maranhão foi de responsabilidade de políticos regionais. Em momento algum eu dei valores e disse que foi pago pelo PDT.”
 
De acordo com a revista “Veja”, Lupi fez uma viagem oficial no Maranhão em dezembro de 2009 a bordo de um avião do empresário Adair Meira, que controla duas ONGs beneficiárias de convênios com o ministério no valor de R$ 10,4 milhões.
 
A revista diz que o voo custou R$ 70 mil, o que o deputado nega. O Ministério do Trabalho divulgou nota atribuindo ao PDT a responsabilidade pelo avião usado na viagem. Disse ainda que Lupi cumpriu “agendas oficiais e partidárias”.
 
“O partido arrumou [o avião] com os aliados locais. Eles [empresa] cederam o avião, isso não é favor, é gesto político de aliado”, afirmou Rocha. Ele diz que espera conseguir o plano de voo da viagem até amanhã.
 
O presidente do PDT no Maranhão, Igor Lago, afirmou que vai levantar a prestação de contas de 2009 e 2010 do diretório.
 
Em meio à crise política, o ministro convocou o Diretório Nacional do PDT para uma reunião no sábado.
 
Segundo um integrante da cúpula do PT, a influência de Lupi sobre o partido é um de seus poucos trunfos.
 
O presidente da sigla, André Figueiredo, disse que o ministro quer dar explicações e compartilhar com as direções do partido o “desgaste”.
 
Na avaliação de petistas, porém, a situação de Lupi é tão delicada que ele não deverá sobreviver à reforma ministerial do começo do ano, caso resista até lá.
 
Ontem, Lupi conversou com a ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann, que pediu a ele explicações sobre o caso do avião.
RECLUSÃO
 
Após uma semana de declarações polêmicas, Lupi também resolveu submergir. Desde sexta-feira, ele está recluso no Rio de Janeiro.
 
A estratégia foi adotada por toda a equipe de assessores do ministério, que se recusou a atender as ligações da Folha nos últimos dias.
 
Lupi disse na semana passada que só sairia do ministério “abatido a bala”. Repreendido pelo Planalto, pediu desculpas públicas. Ele deve voltar a Brasília amanhã.

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